GNR abalroa e insulta ciclista

#41
Todos nós temos bons e maus momentos e todos cometemos erros, vou aqui relatar uma situação que se passou comigo e não foi por isso que me identifiquei como policia, alias prefiro nunca o fazer!
No inicio de dezembro ia na bike de estrada num avenida com 3 faixas, ia totalmente à direita e até a puxar, não ia me modo de passeio, então houve um carro que me buzinou uma vez, eu ignorei, segundos depois buzina novamente e olhei para trás para tentar perceber se algo de mal se passava, nada se passava continuei sempre no meu ritmo, a seguir fui ultrapassado por uma senhora que abre o vidro do passageiro e me grita literalmente para sair da estrada.
Uns metro mais à frente fica o semáforo vermelho e eu parei para questionar o que se passava e se ia mal? Ela questiona-me logo se tenho seguro para a bicicleta, ao qual lhe digo que você desconhece completamente o que está a dizer, mas informe-se e depois fale do que sabe! E ela diz-me logo de seguida o seu problema é que não sabe com quem está a falar, em tom ameaçador! E eu só lhe disse que ela também não sabia com quem falava e fosse ela quem fosse não me metia medo rigorosamente nenhum porque eu sabia claramente aqui que vinha a fazer e a cumprir!
Em momento algum me identifiquei ou disse que era Polícia, até porque vi que estava a falar com uma pessoa frustrada da vida e que tinha de descarregar em cima de alguém! Arranquei e só lhe disse que você é uma frustrada no seu dia a dia procure um médico e retomei o meu treininho que é para isso que saiu de casa e não para me chatear!
 
#42
Girinhas,

Diverti-me a ler a tua história, especialmente na parte em que a mandaste ir ter com o médico.

Fez-me lembrar discussão que uma vez assisti à entrada do metro, em Lisboa. Não tem nada a ver com bicicletas, mas, apesar disso, é parecida com a tua.

Se moras em Lisboa certamente que te recordas daquele tempo em que o túnel do Rossio esteve fechado e os comboios da linha de sintra eram todos desviados para sete rios. Resultado: aquilo de manhã, à semana, era uma enchente brutal para apanhar o metro, tudo aos empurrões e apertados.

Um dia uma mulher começou discutir com outra (por causa dos empurrões à entrada do metro). Gritou para aí um minuto e a outra caladinha, a ouvi-la. A outra aos berros. E ela caladinha. Até que lhe diz, com uma voz serena e pausada: "Já percebi qual é o seu problema. Agora já sei qual é.".
E a mulher que gritava, ficou assim meia parva a olhar para a outra e diz-lhe com com mais calma: "então diga lá qual é o meu problema!".

Ao que a outra lhe responde: "está a precisar de fazer amor...".

A outra ficou embuchada e vermelha como um tomate. E foi uma risota para quem estava à volta...

Sei que não tem nada a ver com bicletas, mas ao ler o que contaste, lembrei-me deste episódio.
 
#43
O João quem é que insinuou primeiro que o outro era mentiroso? Não terá sido um tal de João. T quando disse que a história da mulherzinha que foi presa era invenção da minha cabeça? Assim como desconfias-te da minha palavra eu tenho tanto direito como tu a desconfiar da tua, ponto final..Tens a **** da mania que és mais que os outros mas eu estou a cagar-me para ti..

Não te facas de são João que não há sardinhas para o arraial..

E sim conheço as pessoas da tua laia, são aquelas pessoas que quando é com outros "aí tadinho do GNR" mas quando leva com uma multa "aí aquele filho da pu**".. É aquele tipo de pessoa covarde que erra e deita as culpas para cima dos outros como fizes-te aqui comigo acusando-me de ter sido o primeiro a chamas-te mentiroso, coisa que nunca fiz, apenas duvidei da tua palavra assim como tu duvidas-te da minha (direito a igualdade).. Não queiras 2 pesos e duas medidas..

E a ti não deito mais palha.. Passe muito bem..

Girinhas eu não falei do que não sei.. Disses-te que era bem explícito que no estatuto da polícia dizia que estavam sempre de " serviço " eu apenas não encontrei nada disso.. A única coisa que encontrei foi o que postei no outro post, que diz que devem agir até a chegada das autoridades competentes (de serviço).. Se há agentes a anotar matrículas em lenços de papel para processar multas no dia seguinte quando estão em serviço não me parece que seja muito correcto (segundo o que está escrito no estatuto) e se me acontece-me a mim podes ter a certeza que ia contestar essa multa até não poder mais.. Se estou errado a culpa é do estatuto que não é assim tão explícito como dizias..
 
#44
Demorider,

"O João quem é que insinuou primeiro que o outro era mentiroso? Não terá sido um tal de João. T quando disse que a história da mulherzinha que foi presa era invenção da minha cabeça?"

E é uma "estória" falsa. Ninguém em Portugal foi condenado a uma pena de prisão por ter furtado um pão. Não me atrevo a dizer que és mentiroso, porque podes apenas estar a fazer confusão. O mentiroso é aquele que conta uma falsidade de forma propositada. É um ato voluntário. Ninguém mente sem querer mentir. E, sendo justo, e como não te conheço, não sei se é o caso.

Já nas tuas palavras a meu respeito, não há dúvidas que insinuaste que eu era mentiroso: se eu te disse que fui advogado estagiário e tu duvidas de mim, certamente que estás a insinuar que estou a mentir. É que eu admito que possa existir confusão involuntária, com o passar do tempo, no que respeita a uma notícia. Mas ninguém se confunde relativamente à sua própria profissão. E portanto se eu tivesse dito que era advogado estagiário e não fosse, teria de estar a mentir.

"eu estou a cagar-me para ti.."

A sério? Quem diria...

"E sim conheço as pessoas da tua laia,"

Não, não conheces não. Não me conheces de lado nenhum. E Deus queira que nunca me chegues a conhecer. Seria mau sinal para ti.

O resto das tuas afirmações nem vou comentar. És tu a delirar. Ainda deves estar de ressaca do Reveillon.

"aquele tipo de pessoa covarde que erra e deita as culpas para cima dos outros"

De onde é que tiraste isto? Não és tu quem desde o princípio tem um discurso ordinário e insultuoso? Que culpas é que atirei para cima de ti?

E a ti não deito mais palha.. Passe muito bem..

Graças a Deus!

Faz de conta que eu não existo. E eu farei exatamente o mesmo. Eu não comento nada que tu escrevas. Faz o mesmo comigo.

Passe como quiser.
 
#45
Tu é que vieste com a história da virgem ofendida com a treta do "ah o demorider é que me chamou mentiroso, há e disse mais não sei quê".. Pareces os putos da primária com queixinhas.. Os únicos insulto que te dirigi foi " andas paneleiro das vistinhas" "és mais lento que um comboio a carvão" e "andas a dormir" (se é que este último se pode chamar insulto).. Adimito que exagerei.. Sabes ao contrário de vossa excelência eu sou humilde o suficiente para assumir os meus erros em vez de ser COBARDE e atirar culpas para os outros.. Nenhuma discussão/pega se faz só a 1, são sempre a 2..

Desafio-te a procurar de nos meus posts onde te chamei mentiroso..

Duvidei SIM da tua palavra, assim como tu duvidas-te primeiro da minha por isso não venhas com a treta " o demorider é que me chamou mentiroso" por volto a repetir que nunca te chamei mentiroso apenas duvidei da tua palavra.. Será que não tenho tanto direito como tu a duvidar da palavra de alguem?

Quanto a ameaça depois anda cá chorar a dizer que foi o demorider que fez a ameaça, mas olha tenho um medo que até tremo.. Acho que vou já comprar um bilhete só de ida para a China, uiiii tanto medinho.. Deves ter a mania aí dos teus vizinhos do vila d'este, só mauzoes :cool:
 
#46
Pára de fazer filmes. Mania da perseguição!

Não há ameaça nenhuma. Se nós não vamos nunca ter qualquer proximidade, significa que, para me conheceres, teria de ser no âmbito profissional. O que seria mau para ti (tu não sabes o que eu faço... Até posso ser dono de uma agência funerária...).

Não conheço ninguém em Vila D'Este. Para ser sincero, não conheço ninguém nesta ***** desta cidade.

No demais, tu prometeste-me que "E a ti não deito mais palha... passe muito bem".

Vá... Cumpre o que prometeste. Que eu farei o mesmo.
 
#47
Demorider como gosto de esclarecer as coisas e para em parte ajudar a passar a informação, num post anterior pedes o link do código deontológico da forças de segurança, então aqui segue para que não tenhas qualquer dúvida de que as coisas existem.
http://www.psp.pt/Legislacao/RCM_37-2002.pdf
Elogiei-te por teres ido ler o estatuto profissional da PSP, mas não te deste ao trabalho de ler tudo porque senão não colocavas certas questões, mas quero ajudar-te nestes esclarecimentos, no estatuto tens lá um artigo que é bastante explicito quando diz o seguinte:
Artigo 6.º
Regime deontológico e disciplinar
Os polícias regem-se por código deontológico e por regulamento disciplinar próprios.

Relativamente a que estamos sempre de serviço, lê este artigo também lá publicado:
Artigo 12.º
Dever de disponibilidade
1 - Os polícias devem manter permanente disponibilidade para o serviço, ainda que com sacrifício dos interesses pessoais.
2 - Os polícias devem ter residência habitual na localidade onde predominantemente prestam serviço ou em local que diste até 50 km daquela.
3 - Os polícias podem ser autorizados, por despacho devidamente fundamentado do diretor nacional, a residir em localidade situada a mais de 50 km do local onde predominantemente prestam serviço ou, no caso das regiões autónomas, a residir em ilha diferente, independentemente da distância entre ilhas, quando as circunstâncias o permitam e não haja prejuízo para a disponibilidade para o serviço, nem acréscimo de encargos orçamentais.
4 - Os polícias devem comunicar e manter permanentemente atualizados o local da sua residência habitual e as formas de contacto.
Eu sei que isto nada tem haver com o vídeo ou a questão em causa mas simplesmente não quero que tenhas dúvidas naquilo que escrevi porque se afirmo uma coisa é porque tenho total certeza, quando não sei, nunca afirmo.

Por final, acho que tu e o João deviam para com esta troca de acusações ou o que seja, ambos são do Norte, vão mas é pedalar juntos e deixem estas discussões para trás das costas.

Um grande abraço para os dois.
 

Joseelias

Well-Known Member
#48
@ Joao.T

Relativamente ao teu comentário #39, concordo com tudo. Excepto que entre o que devia de ser e a realidade há por vezes um fosso.

A questão é que de uma forma geral os casos negativos protagonizados por membros individuais de uma instituição ao longo do tempo vão-se somando na memória das pessoas, e no seu conjunto acabam por mais cedo ou mais tarde manchar a imagem de toda a organização, sejam as autoridades ou outras quaisquer. O caso dos médicos é clarissimo nesse aspecto. Passaram de santos, para quase vilões aos olhos de muita gente desde que se falou da corrupção com as farmacêuticas, os abusos no SNS até aos casos mais recentes. E isso gera desconfiança e desagrado para com todos os membros dessa organização, por muito injusto que seja para com os competentes e honestos, que são a esmagadora maioria.

Isto é, não se pode dissociar a reacção extremamente negativa que este caso provocou bem como as sanções exigidas, de toda a imagem que as policias em Portugal foram criando ao longo dos anos. O período do fascismo foi gravíssimo neste aspecto, em particular para a GNR, que em grande parte do país era a ponta da lança da PIDE. E não é por acaso que de repente as autoridades policiais criaram gabinetes de Relações Públicas, onde muitas das vezes os porta-vozes são agentes femininas bastante bonitas, ou mesmo masculinos também bem-parecidos. As instituições perceberam que sofrem no conjunto pelas acções individuais dos seus membros.

Como as pessoas reagem na maior parte das vezes de forma emocional no que toca à justiça e aos crimes, quando algo de errado é protagonizado por quem nos devia de proteger desses mesmos acontecimentos a tolerância é pequena. E se estivermos a falar de instituições que muitas das vezes já não colhem simpatia, pior ainda. E se ainda somam uma imagem de impunidade, ainda pior...

Aliás, é exactamente por causa dessas reacções emocionais e nada distanciadas que os tribunais foram criados e se combateu a justiça popular. Não é de agora a exigência de punições desproporcionais ao crime. Na maior parte das vezes sempre que há noticia de um carteirista preso há logo quem clame pela pena de morte!

Eu não sei se o GNR deveria de ser expulso da corporação ou não. Só por este caso (se foi o único) parece-me excessivo. No entanto, considero que a atitude (tal como a vimos) é inaceitável, desproporcionada e potenciadora de acontecimentos posteriores mais graves. Será que o ciclista não seria mais ríspido, caso não estivesse com o filho e a mulher? E o que aconteceria depois? Agressões? Ameaça com arma de fogo? Pior ainda?

A meu ver o militar deveria de ser suspenso até ser feita uma avaliação da sua conduta pois aprece-me haver um abuso de autoridade independentemente do que se possa ter passado antes. Afinal ele também tem meios legais para os resolver... Bem como exames psicológicos para assegurar que não está num estado débil (seja porque razão for) e que um dia não se vê envolvido em algo muito mais grave.
 
#49
Girinhas,

Por acaso já tinha lido o código deontológico antes de conseguir encontrar o estatuto e até tinha comentado essa parte que assinalas-te a negrito.. O que eu tinha comentado sobre isso é que o que eu entendo dessa "frase" um polícia tem de estar sempre disponível caso seja chamado ao serviço (por exemplo haver uma emergência e ele ser chamado para se apresentar ao serviço mesmo estando de folga)..

De qualquer maneira maneira acho que seria muito difícil um polícia cobrar uma multa de trânsito (por exemplo) sem identificar (recolher os dados) do infractor.. Imagine-mos que vou a circular sem cinto e passo por um polícia que está de folga mas decide tirar a matrícula para me multar.. Posso sempre alegar que não estive naquele sítio aquela hora e até arranjar algumas "testemunhas" que confirmem que estive com elas em determinado sítio, afinal ele não tem nenhuma prova além da matrícula escrita por ele..

Atenção que não estou a querer dizer que tenho razão, estou apenas a esclarecer as coisas para me informar..
 
#50
Demorider, aquilo que coloquei a negrito é o que está explanado no estatuto profissional e não no código deontológico! O código deontológico é o link e publiquei-me para veres que existe realmente um código deontológico!
Agente está sempre aqui para se ajudar uns aos outros e esclarecer tudo ao máximo, é para isso que existe fóruns e não para se andarmos a chatear. Mas demorider, creio eu que nenhum polícia na sua folga vai andar a tirar-te a matrícula porque vais sem cinto, quantas vezes vejo isso e nada digo ou faço, além de que respeito imenso as minhas horas de lazer e descanso, uma coisa é tratar-se de um crime, é outro tipo de assunto e não uma contra ordenação!
Mas pegando no teu exemplo também te posso colocar desta maneira, imagina tu que passas tu sem cinto e um polícia de serviço repara, não te consegue mandar parar e retira-te somente a tua matrícula! Assim sendo também podes arranjar as ditas testemunhas e contestar a multa dizendo que é perfeitamente mentira não achas? Como é obvio existe sempre o ponto da credibilidade do Polícia, porque senão para que se atribuía a autoridade? Mas não acredito que alguém ande na sua folga a retirar matricula e a passar multas! Agora o cerne da questão era a competência para o fazer e o poder e ai garanto-te que o pode fazer claramente!
Esclarecendo-te ainda mais, não é preciso retirar-te os teus dados no momento para te levantar uma multa, através da matrícula possuímos meios para chegar aos dados do condutor! Estamos dotados de equipamentos que nos permite chegar a diversos dados de uma pessoa.
A disponibilidade permanente é mesmo para assegurar isso, caso seja necessário tens de avançar, por isso mesmo estando de folga o que me vale? De nada porque é uma obrigatoriedade e está devidamente escrita e caso digas que não vás, levas com o código deontológico e és punido no ordenado. Por isso estamos permanentemente de serviço! Não sei o que fazes mas em muitos trabalhos, quando os chefes chamam nas folgas, sabes que serão remunerados por tal acontecimento. Aqui ao final do mês é exactamente igual!
 
#51
Girinhas

Mesmo estando de serviço pode dar um bocado de trabalho ao polícia cobrar uma multa sem ter recolhido os dados do condutor ou passado o auto na hora porque o condutor pode sempre alegar e arranjar uma boa carrada de gente a testemunhar que ele estava em outro sítio diferente.. A palavra de um polícia em tribunal vale mais que a palavra de um civil mas não vale mais que meia dúzia de civis (penso eu).. Não é recomendado porque ter um polícia com nos de ponta não é nada bom :)

De todo o modo o exemplo de ir sem cinto foi mesmo só um exemplo e acho que nenhum polícia é "maluco" de andar a trabalhar de borla no seu dia de folga, tinha de ser mesmo muito "severo" e "viciado" no trabalho..
 
#52
Demorider,

Não dá trabalho nenhum, através da matrícula meto num programa e aparece os dados todos do veículo, até inspecções e aonde foram feitas ! Depois é sacar o teu nome e vou a outro programa e até a tua carinha aparece com todos os dados da carta, como vês não dá assim tanto trabalho! E eu que estou ligado à investigação criminal ainda mais acesso a dados e formas de os obter tenho!! As polícias portuguesas nao estão tão mal equipadas conforme as pessoas julgam, mas que continuem a julgar isso!!

Isso das testemunhas era uma coisa que daria pano para mangas e muita coisa se podia desenrolar!! Mas vou deixar.te um conselho de amigo e alguém um quanto batido em julgamentos, quanto mais testemunhas envolvidas, pior ainda!! Porque se forem testemunhar sobre uma mentira, vai haver alguém que sob a pressão de saber que está a mentir facilmente é apanhado por um procurador ou juiz!! Já assisti a malta a ser condenada a pagar 1000€ e tal euros por falsas declarações... cuidado com o tipo de mentira e o juiz que se apanha!
Isto é mesmo um conselho de amigo!
 
#53
Joseelias,

Sobre a questão das manchas nas instituições, fica para outra altura. Todos nós conhecemos maus exemplos. Pelo menos alguns de nós conhece alguns bons exemplos.

Há uns tempos atrás foi preso um agente da PSP que assaltava casas.

Há 2 dias atrás um PSP aposentado foi baleado a tentar impedir um assalto. De certeza que ele não era mais bravo e diligente agora do que quando estava no ativo.

Por outro lado, as questões relacionadas com a polícia são diferentes das relacionadas com os médicos. Não me parece correto meter tudo no mesmo saco.

Acho que isto merecia uma conversa muito mais profunda. Fica para outra altura.

Relativamente ao militar da GNR, não irei afirmar que concordo ou discordo com qualquer sanção ou medida preventiva, sem ter os elementos todos reunidos.

Mas posso-te dizer que o teu comentário é, no geral, sensato e equilibrado.

Um abraço.
 

Joseelias

Well-Known Member
#55
@Joao.T

Todas as minhas referências a instituições, autoridades, médicas ou outras visam apenas demonstrar que a atitude de "justiceiros" a que se assiste com frequência, seja na vida real ou online, não surgem do nada. A falta de equilíbrio e exageros nas punições que muita gente exige com frequência não se devem de forma geral a um acaso, a uma irracionalidade ou até mesmo a uma má formação.

A realidade é que sempre que uma instituição começa a apresentar casos condenáveis acima daquilo que a sociedade considera razoável, a tolerância para com as falhas dela reduz. Aliás, como com tudo na vida mesmo na pessoal e profissional (filhos, empregados, etc.).

Não pretendo, discutir casos em pormenor dos médicos ou de outra organização qualquer, nem misturo médicos com policias. Apenas demonstro que determinadas opiniões são uma reacção a algo que acontece. E que quanto mais acontece, pior é essa reacção. A minha referência à classe profissional médica serve apenas como uma ilustração pela clareza. Perante uma série de casos dúbios a aura quase santa que os rodeava esbateu-se imenso ao ponto de haver hoje alguma animosidade. Basta ter assistido à evolução dos comentários online. Muito pior no caso das autoridades.

Digamos que estou apenas a fazer uma observação "sociológica" da razão porque hoje em dia se exige com tanta facilidade as punições mais severas.
 
Last edited:
#56
Tens toda a razão João ;) mas aqui o intuito foi ajudar o demorider a entender algumas coisas que ele não estava a ver tão bem e depois de forma a que entenda que aqui o pessoal está para se ajudar uns aos outros!!
Detesto ver aqui o pessoal às picardias uns com os outros, por isso é que este fórum tem morrido cada vez mais!!

Já todos aqui concordamos que realmente a atitude dele não foi a mais correcta, por isso não vale a pena fazer mais juízes valores do que seja!!

Um abraço para todos e boa lá pedalar
 
#57
Girinhas eu sei que consegues acesso a tudo isso, já me aconteceu um caso caricato de ter comprado uma mota (usada) e no mesmo dia esbardalheime no chão partindo um dos 2 apoios que a matrícula tinha, no dia seguinte ia para oficina para arranjar aquilo e sem me aperceber tinha perdido a matrícula pelo caminho.. Quando dou por ela estava uma brigada da GNR atrás de mim a mandar encostar.. Com os dados da matriculo em menos de 2 minutos já sabiam em nome de quem estava a mota (o antigo dono) a morada dele e toda a informação.. De salientar que os agentes foram impecáveis, apesar de terem motivos para me apreender a mota (circular sem matrícula) como tinha tudo o resto legal deixaram-me seguir viagem com a condição de no dia seguinte ir apresentar a mota a esquadra já com matrícula :)

Na questão de "fugir" a multa o agente também deve ter de provar que eu estive naquele sítio onde me multou.. Imagina que eu até me dava mesmo muito mal com um agente qualquer e ele só para me lixar a vida lembrava-se de me passar uma multa qualquer de algo que eu não fiz.. Obviamente que eu não a pagava e iria para tribunal e ele com certeza teria de provar que eu estive naquele determinado sítio e cometido aquela infracção..

Em relação ao fugir a multa é só um "suponhamos", se for multado é porque fiz asneira e como tal só tenho de assumir os meus erros.. Correndo o risco de vir alguém chamar-se tirano acho que as leis por muito que não gostemos delas são para ser respeitadas, pena é que muitas das vezes a justiça só funcione para uns e para outros nada lhes aconteça..
 
#58
Joseelias,

Tens consciência que aquilo que afirmas é controverso e daria para escrever várias teses de doutoramento, certo?

Dissertar sobre o "imaginário coletivo", no que respeita a forma como o cidadão comum analisa as instituições, daria pano para mangas. Eu sei que há muita gente que faz essa indução entre o caso concreto e a ideia geral que se tem das instituições. Mas eu não estou assim tão certo.

Essa "atitude justiceira" (tu referiste esta expressão e eu acho-a muito feliz) não está só relacionada com a forma como as pessoas olham para as instituições. Há pessoas que estão permanentemente a julgar os outros e a destilar ódio. E o anonimato que a internet permite é o suficiente para que se libertem de qualquer espartilho.

Olha para o caso do jornalista José Rodrigues dos Santos e o episódio deputado/deputada. O modo como um magote de sniper's se atiraram a ele e pediram imediatamente que fosse despedido. Nem sequer, primeiro, ouviram o que o homem tinha a dizer. É assim tão diferente do que se passou neste fórum, com os sniper's a destilarem ódio e a pedirem imediatamente a demissão do GNR, ainda antes de, ao menos, o ouvirem?

Tu fazes a uma ligação causa-efeito entre casos concretos de repressão policial e esta atitude justiceira. Eu não sei que idade tens, mas a impressão que tenho é que serás um pouco mais velho que eu. Possivelmente viveste noutra época. Mas não tenhas ilusões: eu já nasci depois do 25 de abril e aposto que a maioria dos sniper's aqui do fórum também já nasceram em momento posterior. Nós não vivemos épocas de verdadeira repressão policial, feita de forma institucional. Temos casos de agentes que abusaram do poder. Mas nunca foi de uma forma institucionalizada.

Tu vês aí em cima, nos comentários, alguém a quem perdoaram coimas. O polícia que lhe perdoou as coimas cometeu um crime por esse motivo (crime de prevaricação). E no entanto, aí está ele, qual atirador furtivo, a abater e a fazer juízos de valor imediatos. Se aqui viessem relatar um caso de um polícia que perdoou coimas (a outra pessoa que não a ele, entenda-se), era vê-lo de machadinha na mão a pedir o linchamento do agente, "porque têm dois pesos e duas medidas" e a ele não lhe perdoaram uma coima qualquer (as outras que lhe tinham perdoado ficariam logo esquecidas...).

Por isso é que eu acho que a atitude justiceira tem muito mais a ver com a condição humana do que com uma reação causa-efeito com as atitudes institucionais.

Depois, a forma como a perceção social é construída e as motivações, causa-me arrepios. E a forma com se convive calmamente com as contradições. Dou-te um exemplo: os médicos.

Atualmente vivemos numa época em que está na moda bater na classe médica. Desde incompetentes a corruptos, levam com os adjetivos todos. E no entanto, também está na moda dizer bem do Sistema Nacional de Saúde. Ora como o Sistema Nacional de Saúde nunca seriam tão bom (como o afirmam) sem médicos (a peça chave) competentes, como conciliar esta aparente contradição? Mas ninguém quer saber. Os médicos são maus. o SNS é bom. Repete-se isto muitas vezes e, mesmo que seja contraditório, fica a ser verdade.

Como vês, tudo isto daria pano para mangas. Desculpa-me por esta falta de sistematização, mas ainda não me dei ao trabalho de pensar de forma mais profunda sobre isto. E na minha cabeça tenho mais interrogações do que respostas...

Um abraço.
 
Last edited:
#59
"Tu vês aí em cima, nos comentários, alguém a quem perdoaram coimas. O polícia que lhe perdoou as coimas cometeu um crime por esse motivo (crime de prevaricação). E no entanto, aí está ele, qual atirador furtivo, a abater e a fazer juízos de valor imediatos. Se aqui viessem relatar um caso de um polícia que perdoou coimas (a outra pessoa que não a ele, entenda-se), era vê-lo de machadinha na mão a pedir o linchamento do agente, "porque têm dois pesos e duas medidas" e a ele não lhe perdoaram uma coima qualquer (as outras que lhe tinham perdoado ficariam logo esquecidas...). "

Agradeço imenso que não me chames ao "barulho" com indirectas.. É que depois foi o demorider que começou.. COVARDE

Viste por acaso alguma reclamação minha das multa que não me perdoaram? NÃO, só compriram o seu dever..

As que me perdoaram se não as tivessem perdoado (nao lhes pedi nada) tinha pago as multas e não me ias ver com choradeiras nem a reclamar dos agentes que tinham comprido o seu dever..Não sou rico mas felizmente ainda consigo pagar os meus erros.. Até te digo mais, houve a uns bons tempos atrás uma situação aqui no fórum com um user que foi multado e veio cá reclamar que não concordava com a multa e eu fui dos primeiros a dizer que não tinha razão e que só tinha era que pagar a infracção que cometeu..

Um outro user teve uma situação muito chata com a GNR que o multou por SUPOSTAMENTE ir a circula de forma incorrecta de bicicleta e acabou por arranjar complicações ao chamar a PSP para identificar a GNR.. Se lá fores ver os meus posts verás que em todos os meus posts "defendi" os agentes.. Disse e volto a dizer que nada tenho contra as autoridades e volto também a dizer que nunca disse que o GNR do vídeo devia ser despedido, disse sim que se não sabe as leis então seria melhor procurar outra ocupação.. Volto também a dizer que se o agente tivesse tido uma atitude humilde de assumir que errou o meu discurso teria sido totalmente diferente.. Por isso não ponhas palavras na minha boca se faz favor..

Dito isto volto a dizer que agradeço imenso que não venhas com as tuas indirectas de covarde..
 
#60
Post #57

"Correndo o risco de vir alguém chamar-se tirano..."

Eu também sei ler as indiretas. Vê lá qual de nós mandou a primeira...

Não insultes os outros. Não me conheces de lado nenhum para me chamares covarde. E não fui eu que me instalei atrás de um monitor para destilar ódio e insultar os outros.

E agora não fales para mim. Aproveita a vida enquanto o disparate não paga imposto.