GNR abalroa e insulta ciclista

#21
demorider,

Tu não encontras essa notícia porque não existe. É uma invenção da tua cabeça.

Eu sou lento como um comboio a carvão. Porque eu não consigo vislumbrar em que medida aquele militar é um homem poderoso. É tão poderoso que se borrou todo quando se apercebeu que estava a ser filmado.

Nunca disse que o GNR deveria, ou não, ser condenado disciplinarmente. O que eu não me atrevo é a fazer juízos precipitados antes de reunir todos os factos. Contrariamente a ti, que és muito severo atrás de um monitor a condenar os outros. E completamente desproporcionado e precipitado. Aliás, nem me conheces de lado nenhum e já conheces a "minha laia"...

Um dia hão-de ser severos contigo da mesma forma que és com os outros.

Mas tu não és parvo. Parvo sou eu por te dar trela.
 
#22
Demorider na minha opinião creio que deverias ser um pouco mais brando nas palavras e termos que utilizas a responder ao pessoal, e aqui nem sequer vou entrar em troca de palavras, mas fica uma chamada de atenção porque utilizas a expressão de multas em lenços de papel que não são válidas, efectivamente é verdade mas só pela tua resposta vejo claramente que desconheces por completo os meios ao alcance de um agente de autoridade, mas informo-te no intuito de ajudar-te a perceber melhor as coisas:
Efectivamente as multas em lenços de papel de nada valem, mas esse mesmo lenço de papel serve perfeitamente para te retirar todos os teus dados de identificação e seres informado que posteriormente vai-te ser levantado o auto de contra ordenação que será enviado para a tua residência!
Um polícia à civil é possuir de uma carteira profissional, o qual é totalmente válida em tudo e prova a sua identificação com polícia e essa mesma carteira possuí um crachá.
Vejo que fala sem conhecimento das coisas, mas mesmo depois de eu até me ter identificado como polícia, ainda colocas coisas em causa. Como te disse o estatuto profissional dos elementos das forças de segurança são explícitos ao dizerem que estamos 24h de serviço.
 
#23
joao.t

um policia nao pode ir atrás de alguém que vai de bicicleta com um menor e fazer-lhes uma razia que pode por em perigo a vida dos ciclistas e ignorando a lei. E depois ainda por cima sai do carro pra fazer aquela figura. Nao interessa o que aconteceu antes ou se se conheciam ou não. Isto é a responsabilidade de um policia mas acima de tudo de um militar. Uma pessoa desequilibrada que não honra a farda ou a categoria de militar e que anda armado e pra próxima pode usar a arma se alguém o chateia, se é que alguém o chateou que não é relevante. Acho que pouco mais se pode acrescentar.
O primeiro objectivo de outros policias, a 1ª reaccao, nao devia ser encobrir o que ele fez, o costume portanto. Devia ser condenar. Mas isto que se vê aqui é o costume, a classe é corporativista até nos maus comportamentos.
 

Joseelias

Well-Known Member
#24
@ Joao.T

Venho apenas aqui comentar as tuas declarações sobre o uso dos meios apropriados relativamente às vitimas de abuso de autoridade. Na teoria isso é tudo muito bonito, mas na prática o cidadão comum pouco ou nada consegue fazer contra esses abusos. Seja por falta de meios, recusa das autoridades ou porque a palavra de um policia prevalece sempre contra a do cidadão. Aliás, em tribunal a palavra do policia é a "verdade" e tem que ser o acusado a provar a inocência, numa inversão total da lógica legal e abrindo espaço a todo o tipo de abusos.

Embora não seja uma pessoa de me meter em confusões, posso contar-te cinco casos passados comigo e que demonstram bem o que se passa com as autoridades neste país. Já têm algum tempo mas penso que todos esses policias se mantêm ainda hoje ao serviço.

O mais grave passou-se comigo e com o meu irmão em que fomos agredidos por um grupo de tipos em plena festa popular na zona do palco durante um concerto. Nunca cheguei a perceber o motivo do ataque, mas a dada altura disseram que me tinham confundido com alguém. Não sei se isso é verdade, ou se foi apenas um acto de iniciação daquele grupo/gangue. A verdade é que havia no local policias, nomeadamente junto ao palco, e quando uma amiga os foi chamar não estava nenhum, em lado algum. E posso dizer-te que toda a gente no local assistiu ao que aconteceu. Aliás, segundos antes eu tinha visto um carro da policia estacionado e no final já lá não estava.

No dia seguinte, fui apresentar queixa nomeadamente contra a falta de acção da policia. Fui levado ao gabinete do comandante onde acabei por ser gozado e não me aceitaram qualquer queixa. Vim mais tarde a saber, que um dos membros do gangue (o mais perigoso e que exibiu uma arma durante as agressões para nos impedir de fugir) era filho de uma determinada pessoa.

Como não tinha dinheiro para advogados, tudo ficou por aqui e todos se safaram menos nós.

O segundo caso passou-se na vinda de um jogo de futebol, em que um mafioso tentou assaltar um meu amigo que estava bastante alcoolizado. Perante a situação, e ao ver que um policia estava a passar por nós chamei-o e pedi ajuda, ao que me foi respondido que já não estava de serviço e que me desenrascasse! Não fosse um militar a passar por nós e a aperceber-se do que se estava a passar ajudando-nos, e não sei como tudo terminaria.

O terceiro caso caso refere-se à violência dentro das esquadras, e foi-me dito por um alto graduado. Referindo-se aos Punks disse: "Esses levam pouca porrada na esquadra, levam..."

O quarto, passou-se no Bairro Alto em Lisboa. Vinha a descer a rua com uns amigos à noite e a conversar normalmente quando dois policias com ar extremamente agressivo nos ameaçaram (sim ameaça, e não foi de multa) por irmos a falar "alto". Ficámos calados pois já sabíamos do "prazer" que os policias no Bairro Alto tinham em manter a "ordem". Mas ficámos a olhar para trás a vê-los passar serenamente pelas portas de bares com imensa gente alcoolizada na rua, a falar aos berros e a beberem ainda mais como se nada fosse. Se calhar as "relações" deles com os donos dos bares eram mais "cordiais" que connosco... Ou aquela zona tinha isolantes sonoros invisíveis...

Por último e relativamente ao ciclismo, posso contar o caso de um GNR meio alcoolizado que implicou comigo, pois durante uma viagem de bicicleta de vários dias parei numa zona ajardinada à volta de uma rotunda para almoçar. Estava sentado num banco virado para a rotunda e a bicicleta encostada por trás do banco para não impedir a passagem das pessoas no passeio. O GNR, com tom ameaçador (que novidade...) disse que tinha que sair dali ou então colocar a bicicleta encostada aos painéis publicitários DENTRO DA ROTUNDA! Que não podia ter a bicicleta a pisar a relva! O outro GNR mais novo até ficou de boca aberta e ainda o tentou demover, mas como era o superior... O pior é que na altura estava com um casal alemão que estava a fazer a mesma viagem mas em sentido contrário e na mesma situação. Havias de ver o ar de assustado deles sem perceber a razão porque estavam a ser alvo de uma atitude descontrolada daquelas por parte deu agente da autoridade. O que achas que aconteceria se fosse ao quartel apresentar queixa? Acabámos por ir para outro lado onde ainda encontrámos uma pequena sombra, pois isto foi no final do Verão no interior Algarvio.

Por isso, as coisas não são como se costumam pintar. Não tenho nada contra as autoridades, e sou dos que discorda da degradação das condições de trabalho, o mau salário, a desautorização que sofrem e até as penalizações severas apenas por cumprir o serviço e tentarem proteger a população como em casos muito mediáticos do passado recente. Mas há muitos maus profissionais, e a população está muito desprotegida contra esses pelo corporativismo herdado do fascismo e falta de meios económicos.
 
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#25
Oh João de certeza que não viste o mesmo vídeo que eu mas eu vou explicar-te por partes o porquê da minha tirania (como tu lhe chamas)..

Ponto 1 o gajo passa uma razia pelo menos a 2 pessoas sendo uma delas um menor.. Ok errar é humano e quem nunca errou que atire a primeira pedra..

Ponto 2 o gajo sai do carro e tem uma atitude super agressiva, achando-so dono da razão e pior ainda puxa dos seus galardões de GNR para intimidar a vítima.. Esta atitude deita logo por terra o errar é humano.. Se ele tivesse saído do carro e tivesse vindo com um discurso humilde, com um pedido de desculpas acredita que eu estava aqui com um discurso também muito diferente..

Ponto 3 assim que se apercebe que as coisas estão a ser filmadas começa a baixar a bolinha o que mostra muito claramente que até ali estava a abusar do seu poder (apregoando que era da gnr para intimidar) e com consciência que tinha feito m***..

Não consegues perceber que um militar/autoridade é um homem poderoso? Se calhar quando eles te mandar parar manda-os ir dar uma volta, afinal que poder tem eles para mandar parar ou multar alguém? Poder não é só ter muitos milhões, ser responsável por fazer comprir as leis (leis como ele desrespeitou) também é um poder..

Num dos teus posts anteriores disses-te que não se sabia a situação dele, que podia ter passado por um divórcio e mais não sei o quê.. Pois mas ele em serviço anda armado, já viste se o gajo se passa e pega na arma? Se não está bem da cabeça tem de ser tratado e não pode andar na rua armado.. Por algum motivo antes de darem uma licença de uso e porte de arma tens de passar em testes psicológicos, não se pode por uma arma nas mãos de alguém que não está bem da cabeça.. Se já assim se mata por tudo e por nada imagina se começam a dar armas a pessoal mentalmente desequilibradas..

Ao contrário do que me acusas nunca disse que ele devia ser despedido pelo que aconteceu no video, disse sim que se não conhece as leis que está encarregue de defender então devia procurar outra ocupação.. Acho eu que uma autoridade que não sabe as leis não serve para nada.. Devia sim pagar a multa da lei que infringiu e levar com uma suspensão por abuso de autoridade e até devia ser visto por um psicólogo para avaliarem a situação psicológica, podia evitar problemas tanto para as pessoas que ele está encarregue de defender como para ele mesmo.. Não falta por aí polícias/GNR a suicidar-se por não andarem bem da cabeça..

Não interessa se já tinha problemas com o ciclista ou não.. Já viste se de cada vez que alguém tivesse problemas com outra pessoa fosse para a rua arranjar "barulho" com essa pessoa? Andava tudo a porrada porque o que menos falta é pessoas com problemas com outras..

Se depois deste testamento ainda não percebes a minha "tirania" lamento mas não te sei explicar melhor..

P.S quanto ao filme da minha cabeça.. Não sábias que sou realizador de cinema? Tenha aqui em casa uma grande coleção de estatuetas douradas :)..
Lembro-me muito bem do caso mas se andas-te a dormir ou se só vês o que te interessa não tenho culpa..

Girinhas duvido que seja assim mas sem certezas não vou teimar.. Agora se realmente é assim porque é que quando vão na estrada fora de serviço não anotam as matrículas dos carros que fazem m*** e mandam a multa para casa? Olha que era só faturar ;)

Da minha parte está tudo dito, não me apetece começar o ano novo com discussões sem sentido.. Happy new year ;)
 
#26
demorider, Um GNR, um policia ou qualquer outro militar tem essa função durante 24 horas por dia 7 dias por semana 365 dias por ano... deve de honrar a toda hora a farda e o distintivo que usa... têm poder direitos e deveres, um GNR mesmo de folga pode usar os seus direitos, e fazer uma detenção ou resolver alguma situação... mas nunca lhe dá o direito de fazer o que este fez... nem sem farda nem com farda.
 
#27
Link do código deontológico ou decreto lei que diga isso há? gostava de ficar exclarecido.. A única coisa que encontrei (depois de queimar as pestanas a ler codigos deontologicos, decretos leis e mais uma carrada de tretas) foi no decreto lei 299 de 2009 em que dizia que um agente da autoridade tem de estar sempre disponível para ser chamado ao serviço, mas isso não quer dizer que esta sempre em poder de exercer as funções de autoridade..

Seja como for isto não interessa absolutamente nada para o caso do vídeo..

EDIT: depois de mais umas pestanas queimadas encontrei o estatuto da PSP que diz o seguinte:

SECÇÃO III
Deveres
Artigo 10.º
Deveres profissionais
1 - Os polícias devem dedicar-se ao serviço com lealdade, zelo, competência, integridade de
carácter e espírito de bem servir, utilizando e desenvolvendo de forma permanente a sua aptidão,
competência e formação profissional.
2 - Os polícias que tenham conhecimento de factos que constituam crime devem comunicá-los
imediatamente às entidades competentes, sem prejuízo das disposições processuais penais
aplicáveis.
3 - Os polícias, ainda que se encontrem fora do período normal de trabalho e da área de
responsabilidade da subunidade ou serviço onde exerçam funções, devem, até à intervenção da
autoridade de polícia criminal competente, tomar as providências necessárias e urgentes, dentro
da sua esfera de competência, para evitar a prática ou para descobrir e deter os autores de
qualquer crime de cuja preparação ou execução tenham conhecimento.
4 - Os polícias não podem fazer declarações que afetem a subordinação da PSP à legalidade
democrática, a dependência da instituição perante os órgãos do Governo, a sua isenção política e
partidária, a coesão e o prestígio da instituição, ou que violem os princípios da hierarquia de
comando e da disciplina.
5 - O disposto no número anterior é extensivo a declarações ou comentários públicos sobre
matérias ou procedimentos operacionais da PSP.

http://www.psp.pt/Legislacao/DL243-2015.pdf

Parece que afinal não tem assim tanto "poder" fora de serviço, podem atuar APENAS ate a chegada das autoridades em serviço..
 
Last edited:
#28
Caro Joseelias,

Li, com atenção, o teu texto.

Começo por te felicitar pelo caráter sereno e equilibrado com que discutes este tema; nem que seja para discordar de mim, presto-te esta merecida homenagem. Hoje em dia é fácil encontrar pessoas que encaram uma opinião contrária como um ataque pessoal.

No que respeita, ao teu relato, eu irei analisá-lo um pouco abaixo. No entanto, eu gostaria de recentrar o tema que estava em discussão. E o que se discutia aqui é o caráter apressado com que se tiram conclusões imediatas. E sanções imediatas: houve aqui pessoas que, imediatamente, defenderam a demissão do militar. Eles não se limitaram a pugnar pelo sancionamento. Foi, imediatamente, pela sanção disciplinar mais grave de todas.

Defender uma sanção destas, imediatamente, pareceu-me manifestamente precipitado. Confesso que me irrita esta cultura de severidade extrema e precipitada atrás de um monitor. Eu não disse que o militar deve, ou não, ser sancionado. Acho é que, para conseguirmos ter uma opinião ponderada e total sobre a questão, nos faltam elementos. Mas há aqui pessoas que não só têm todas as certezas como se sentem seguras a defender a medida disciplinar mais grave.

Uma vez que tiveste a amabilidade de contar alguns episódios que se passaram contigo, deixa-me relatar-te uma história verídica.

Num Tribunal deste país, um tipo foi apresentado a primeiro interrogatório. Motivo: chegou a casa e deu uma facada na mulher. À primeira vista, parecia uma situação de tentativa de homicídio. E o quadro inicial era só este. Veio-se a descobrir depois que o tipo chegou a casa e apanhou a mulher com a cabeça metida nas pernas do miúdo de 3 anos (filho de ambos) e a chupar-lhe a pila. Passou-se dos carretos.

Hás-de concordar que aquele simples quadro inicial, do agressor que esfaqueia a coitada da mulher, altera-se um bocado...

Agora imagina que havia um filme (no caso verídico não existia, mas vamos imaginar que sim). E apenas tinha sido filmada a parte em que ele espetava a faca na mulher e esta pedia que ele não a matasse.

Aposto que o demorider e o Jocas22 estariam imediatamente na linha da frente a clamar para que o esfolassem vivo, sem ao menos quererem saber tudo o que se passou. Na opinião deles, existindo aquelas imagens (finais, em que só se vê o tipo a esfaquear a mulher), para que é que se iria ouvir o agressor ou querer saber do circunstancialismo...?!

O demorider ia até mais longe. Ai de quem dissesse que era melhor ouvir o que é que o agressor tinha para dizer...!. Era sinal que era "paneleiro das vistas..." e que pertencia a uma laia qualquer...

Por isso, afirmo: faltam elementos de facto que devem ser ponderados antes de se retirar uma conclusão.

(sobre o teu relato, irei responder-te já de seguida)
 
#29
Oh João tu das com um santo em maluco...

Não sabes o que aconteceu antes? Mas o que aconteceu antes da algum direito a besta de fazer o que fez?

Eu é que sou o tirano e tu é que defender justiça pelas próprias mãos?
Sim justiça pelas próprias mãos porque se o ciclista infringiu alguma lei ou se tinha causado algum desacato chamava as autoridades competentes para o identificar, autoar ou o que fosse necessário, não entrar num ataque de fúria e por em risco 3 pessoas das quais uma era um menor e ainda abusar do poder..

Se o gajo não é equilibrado da cabeça que se trate, caso não te lembres eles andam com uma arma no serviço..

Já viste se de cada vez que alguém se farta-se de ir a passo de caracol atrás de uma bicicleta se lembra-se de fazer o mesmo que o GNR fez no vídeo? Só tinha-mos duas hipóteses ou não andava-mos de bicicleta ou íamos fazer muitas visitas ao hospital..
 
#30
Joseelias,

Lamento o que te aconteceu. Mas vamos dissecar tudo.

"Venho apenas aqui comentar as tuas declarações sobre o uso dos meios apropriados relativamente às vitimas de abuso de autoridade. Na teoria isso é tudo muito bonito, mas na prática o cidadão comum pouco ou nada consegue fazer contra esses abusos. Seja por falta de meios, recusa das autoridades ou porque a palavra de um policia prevalece sempre contra a do cidadão. Aliás, em tribunal a palavra do policia é a "verdade" e tem que ser o acusado a provar a inocência, numa inversão total da lógica legal e abrindo espaço a todo o tipo de abusos".

Não é verdade. Se tens essa perceção, estás errado. Já agora, quantas vezes na tua vida é que já entraste num Tribunal?

"No dia seguinte, fui apresentar queixa nomeadamente contra a falta de acção da policia. Fui levado ao gabinete do comandante onde acabei por ser gozado e não me aceitaram qualquer queixa. Vim mais tarde a saber, que um dos membros do gangue (o mais perigoso e que exibiu uma arma durante as agressões para nos impedir de fugir) era filho de uma determinada pessoa".

Deverias complementar o teu conhecimento do BTT com o conhecimento de como agir. A caneta é uma arma. Para quê perderes tempo com a Policia, se te podes dirigir imediatamente ao Ministério Público?

Mas mesmo na polícia, se o tipo te tentou demover, pegavas num papel, redigias a tua queixa, tiravas fotocópia da tua queixa e apresentavas na esquadra, pedindo que a cópia que levavas fosse carimbada. Deixavas o original, trazias a cópia carimbada contigo, e já está. Com a tua cópia tinhas a prova da entrada da queixa. Se a queixa fosse parar ao lixo, o policia cometia o crime de denegação de justiça. Era só apresentar queixa no Ministério Público, e a tua prova, e ias ver o que acontecia...

"Como não tinha dinheiro para advogados, tudo ficou por aqui e todos se safaram menos nós"

Existem mecanismos de apoio judiciário na Segurança Social. Já te deste ao trabalho de te informar sobre esse assunto?

"O segundo caso passou-se na vinda de um jogo de futebol, em que um mafioso tentou assaltar um meu amigo que estava bastante alcoolizado. Perante a situação, e ao ver que um policia estava a passar por nós chamei-o e pedi ajuda, ao que me foi respondido que já não estava de serviço e que me desenrascasse"

Da próxima vez responde-lhe assim: "se Vossa Excelência não me ajudar, irei comunicar a sua conduta ao Ministério Público e à Direção Nacional da PSP". E se ele persistir, faz mesmo isso. Mas cheira-me que ele te vai ajudar. De imediato. É cá um sentimento que tenho...

O quarto, passou-se no Bairro Alto em Lisboa. Vinha a descer a rua com uns amigos à noite e a conversar normalmente quando dois policias com ar extremamente agressivo nos ameaçaram (sim ameaça, e não foi de multa) por irmos a falar "alto".

Resposta que deverias ter dado: queira Vossa Excelência efetuar a cominação legal apropriada ao fim pretendido. No momento e local certos iremos ajustar as contas.

(mas já agora: não te desculpes com os outros; sê um exemplo e fala mais baixo quando andas na rua... conheci um tipo que cresceu no Bairro Alto e dizia mal da vida dele por causa do barulho...).

"O que achas que aconteceria se fosse ao quartel apresentar queixa? Acabámos por ir para outro lado onde ainda encontrámos uma pequena sombra, pois isto foi no final do Verão no interior Algarvio".

Esta não te ensino o que fazer. É bem feito. Não andes a pisar a relva! :D

Bom ano de 2016.

 
#31
demorider,

"Não sabes o que aconteceu antes? Mas o que aconteceu antes da algum direito a besta de fazer o que fez?"

Não o conheço. Não sei se é uma besta. Mas sim, é necessário saber tudo. Tanto pode ser uma besta e teres toda a razão. Como pode o ciclista ter guinado de repente e o tipo passar-se da cabeça. Podes dizer que não é aceitável, mas ninguém é um robot. E ponderar a aplicação de uma sanção disciplinar - que vai da simples advertência à demissão - impõe que tudo seja analisado.

Não estou aqui a defendê-lo nem a acusá-lo. Só estou a referir que não tenho certezas. Contrariamente a ti, que já as tens todas.

"Eu é que sou o tirano e tu é que defender justiça pelas próprias mãos?
Sim justiça pelas próprias mãos porque se o ciclista infringiu alguma lei ou se tinha causado algum desacato chamava as autoridades competentes para o identificar, autoar ou o que fosse necessário, não entrar num ataque de fúria e por em risco 3 pessoas das quais uma era um menor e ainda abusar do poder.."

Mas alguém aqui defendeu justiça pelas próprias mãos? Eu só defendi que há elementos em falta e que eu gostaria de os conhecer.

"Já viste se de cada vez que alguém se farta-se de ir a passo de caracol atrás de uma bicicleta se lembra-se de fazer o mesmo que o GNR fez no vídeo? Só tinha-mos duas hipóteses ou não andava-mos de bicicleta ou íamos fazer muitas visitas ao hospital.."

Até podes ter toda a razão. A mim é que ainda me faltam elementos para que possa ponderar.

E novamente repetindo:
Não estou aqui a defendê-lo nem a acusá-lo. Só estou a referir que não tenho certezas. Contrariamente a ti, que já as tens todas.

"Oh João tu das com um santo em maluco..."

:D

Quem é o santo? tu?

:D






 
#32
Antes de mais quem se chama João (são João) és tu, não há santos com o meu nome (que eu saiba)..

Desculpa lá mas sim estas a defender justiça pelas próprias mãos.. Primeiro na tua história verídica (será? há link?) achas que as evidências desculpam o acto do marido.. Não terá o marido feito justiça pelas próprias mãos? será que chamar as autoridades não era o mais correcto? Ok aqui admito que na situação do marido e perante o que estava a acontecer qualquer um se passava dos carrinhos e fazia igual ou pior do que o marido fez.. Mas é justiça pelas próprias mãos..

Segundo achas que o que se passou antes entre o ciclista e o GNR desculpa os actos do GNR.. mais uma vez justiça pelas próprias mãos.. O ciclista até podia ter entrado na casa do GNR e matado a mulher, filhos, periquito e o que lá houvesse para matar que o GNR a única coisa legal que podia fazer era chamar as autoridades para resolver o caso.. Nada desculpa a atitude dele, ainda para mais sendo ele um agente da autoridade..

Eu tenho as certezas todas? Tenho apenas a certeza que independentemente do que aconteceu antes não desculpa um ataque de fúria sobre pelo menos 2 ciclistas que estão altamente vulneráveis perante um carro.. E até te digo mais, o GNR podia ter todos os problemas do mundo com o ciclista, mas será justo o menor pagar pelos erros do pai (seria pai)? Não sei se reparaste no menor que ia a frente do ciclista que ia a filmar..

No vídeo parece-me muito claro que o GNR vinha a ultrapassar os ciclistas e como estava um carro estacionado desviou-se passando uma razia aos ciclistas.. É GNR mas parece que ainda não leu ou foi informado sobre as novas leis e direitos concedidos as bicicletas.. "Se não sabe andar na estrada encoste" parece-me que ele é que não sabe as leis e muito menos andar na estrada.. Mas bora lá ser benevolente com ele, se fosse a ti comprava uma medalha para o condecorar..
 
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#33
Demonrider,

"Primeiro na tua história verídica (será? há link?)"

Não faço a mínima ideia se saiu em alguma notícia. O que te posso dizer é que, à data, eu era advogado estagiário e estava de escala nesse Tribunal, quando o tipo foi detido.

Esta história não foi badalada na comunicação social (foi noutros tempos... se fosse agora...).

"Desculpa lá mas sim estas a defender justiça pelas próprias mãos.."

Outra vez a mesma conversa? Não estou a defender justiça pelas próprias mãos. Não estou a desculpar ninguém. Só estou a dizer que é preciso conhecer tudo primeiro. Até para dosear a sanção. Ou as sanções são sempre as mesmas e na mesma medida?

"Mas bora lá ser benevolente com ele, se fosse a ti comprava uma medalha para o condecorar.."

Não falei em ser benevolente ou ser severo. Apenas justo.

Mas olha, deixa lá. Fica na tua, que eu fico na minha.
 
#34
Se realmente és advogado (atrás de um monitor eu também posso dizer que sou o primeiro ministro) deves com certeza saber que a justiça e o "fazer valer os meus direitos" não é tão cor de rosa como pintas, no papel é tudo cor de rosa mas na vida real é tudo cinzento ainda para mais quando se fala de um agente da autoridade que tem muitos colegas na esquadra para lhe cobrir o traseiro.. Só assisti a um caso em tribunal que envolvesse um agente da autoridade mas o que vi foi o testemunho de um PSP "cilindrar" o testemunho de 3 civis perfeitamente credíveis que contaram (por palavras diferentes) exactamente a mesma coisa.. vê e lê as notícias que saem todos os dias e talvez te apercebas o quanto a justiça está podre.. para os advogados a justiça está óptima, processos demorados, necessidades de recorrer, injustiças, etc.. Só euros a entrar..

O GNR não tem desculpa, ele que se apanha alguém a infringir uma lei por mais pequena que seja a infracção já sai multa ia passar ileso? Como disse antes errar é humano mas não assumir os seus erros e abusar do poder é para covardes..

Se as coisas fossem contigo mudavas logo o discurso.. Mas sim fica com a tua que eu fico com a minha..
 
#35
Joao.T Ja Que esta numa de ensinamentos e Parece ter conhecimento de leis e deveres Como deveria ter Sido una resposta da vitima ao palavreado do dito "GNR".




R: Vossa Excelência você transgrediu uma lei de 1,5mt por isso peço que aguarde aqui comigo para a chegada de uma autoridade Competente para que ela o possa atuar? Nao se va embora, ja vinha a filmar muito antes de isto acontecer, podera exigir que elemine o vídeo que o possa incriminar!

A falta a dica do ministério publico e da sua conduta?
 
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Joseelias

Well-Known Member
#37
@Joao.T

O facto de haver logo várias pessoas a pedir a demissão e todo o tipo de castigos severos relativamente ao caso que foi relatado, é sinal claro que muitas pessoas não se sentem protegidas pela policia e pela justiça. Pelo contrário, sentem-se afrontadas por estas instituições e impotentes perante os abusos, e a paciência começa-se a esgotar perante a impunidade que algumas classes profissionais beneficiam em Portugal como por exemplo os políticos, juízes, policias e mesmo os médicos.

Aliás, penso que estamos muito perto de uma generalização da justiça popular como já aconteceram casos no passado, com tudo o que de mau isso tem. Pior agora, pelo uso fácil das armas de fogo.

Sem avançar para a questão dos tribunais com sentenças escandalosas que colocam a questão se os juízes não estarão, literalmente, alcoolizados, é um facto que a denuncia de casos de violência nas esquadras tem crescido bem como de agressões gratuitas. Mas pior que isso tem sido o cada vez maior número de casos em que os policias estão envolvidos em redes mafiosas, crimes de assalto, extorsão, etc. Isso gera uma grande onda de desconfiança pois os policias e guardas têm o dever de ser pessoas, não perfeitas, mas exemplares. Como disse, o resultado é uma reacção cada vez mais visceral a estes casos já que a população sente que nada irá acontecer aos infractores. Daí quererem logo punições exemplares.

Relativamente ao que disseste sobre os casos que relatei. Todos eles têm já algum tempo (de 15 até 25 anos) e sei que hoje em dia a denuncia está mais facilitada e as pessoas estão mais informadas (eu próprio). Mas muitas das vezes só estando no local é que se sabe como as coisas correm. Entre estar no meio de um assalto e estar a preocupar-me com a identificação do policia, o que significava deixar o assaltante ser bem sucedido, ou confrontar os policias no Bairro Alto onde senti fortes probabilidades de aquilo descambar (como havia noticia), as coisas nem sempre se passam como a teoria manda. E eu não me desculpo com os outros pois nem havia motivo para pedir desculpa. Como disse ia-mos a falar normalmente e nem sequer estávamos alcoolizados. Nem perto disso. E eu sabia bem do tormento que os moradores de lá sofriam e sofrem por causa do barulho. O caso mostrou-me foi como em algumas situações a policia age de forma exagerada perante o nada, enquanto perante o gritante fecha os olhos. Posso garantir que o sentido de injustiça disparou, e a falta de respeito, mais que não seja por aqueles policias caiu muito.

E é na construção constante deste sentimento, que à mais pequena coisa temos os ânimos a exaltarem-se e a população a querer medidas "exemplares" e extremas quando se tratam de determinados grupos profissionais. As pessoas não andam todas maluquinhas ou são apenas do contra. Há uma história que se tem construido entre a população e justiça portuguesa (em particular no último século) e que leva a esses sentimentos. Infelizmente muitos agentes da justiça continuam a achar que o caminho é serem temidos em vez de respeitados, e depois não recebem complacência do povo quando as coisas lhes correm mal.
 
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#38
demorider,

"Se realmente és advogado (atrás de um monitor eu também posso dizer que sou o primeiro ministro)"

Eu não disse que era advogado. Disse quem em tempos fui advogado estagiário. Também já fui repositor num hipermercado.

Já é a segunda vez que insinuas que estou a mentir. Tem vergonha. Não sei com quem estás habituado a lidar, mas eu não sou mentiroso nenhum. Mais: eu não me escondo atrás de um monitor. Até o meu nome é verdadeiro e está explicito. Tu é que te escondes atrás de um nick.

sonoro,

Se eu estivesse no lugar do ciclista (e dando por certo que o GNR era uma besta e que eu não tinha tido culpa nenhuma, o que eu, repito, não concedo imediatamente, aguardando pela versão do GNR), e tendo a minha posse o filme, apenas lhe diria, em tom baixo e calminho: " tive de me sujeitar a uma conduta imprópria e indigna. Mas agora vamos ajustar as contas no local certo". Tirava-lhe a matrícula do carro. E depois "abatia-me" sobre ele, usando todos os recursos legais. Demorasse o tempo que demorasse. Quando o torno começasse a apertar até o fazia urinar pelas pernas abaixo.

Vocês insistem que aquele filme não tem valor nenhum. Eu tenho opinião diversa.

adolpho_4ppl,

O que é que queres que eu faça? Eu expus a minha opinião. Logo veio o demorider dizer que:
- eu ando "paneleiro das vistas";
- que conhece as "pessoas da minha laia";

Por duas vezes insinua que eu estou a mentir.

Sou insultado e agora ainda tenho culpa?



 
#39
joseelias,

O que me estás a dizer, se bem entendi, é que as pessoas reagem de forma severa face a um historial de abusos da polícia (e outras classes profissionais que elencaste).

Até podemos falar sobre isso. Se quiseres abrimos outro tópico e falamos sobre isso. Mas não é isso que está em causa neste tópico. O que estamos aqui a apreciar é a conduta daquele militar da GNR (aquela pessoa concreta). Naquela situação concreta.

Não estamos a apreciar a instituição. Nem a história toda da GNR. Nem os abusos da GNR ao longo do tempo. Se recuares ao tempo anterior ao 25 de abril tens imensas histórias para contar. Só que não é isso que está agora em causa.

O que está em causa é a conduta daquela pessoa concreta, naquele momento concreto.

Como deves calcular, não se condena ou absolve uma pessoa em função de um sentimento popular contra, ou a favor, de uma classe profissional.

A justiça, aliás, deve ser racional, serena e fria. Deve desligar-se de sentimentos vingativos, mais ou menos abstratos, de uma multidão inorgânica. É apreciar a conduta de uma pessoa concreta, num momento concreto.

Repara que eu não estou aqui a defender o GNR. Se calhar até têm razão, e o tipo deve ser demitido. Simplesmente, os elementos que têm ao vosso dispor, neste momento, não vos permite tirar essa conclusão.

Eu nunca pensei que a prudência e a cautela na apreciação de uma conduta pudesse desencadear esta raiva nos utilizadores deste fórum...
 
#40
Boas demorider, na minha opinião acho que deveriam parar um pouco com as provocações entre ti e o João, estamos aqui todos para o mesmo que é pedalar, ajudar-se, partilhar opiniões e informar quando se desconhece um certo e determinado assunto.

Elogio-te por pesquisares o estatuto da PSP que conheço muito bem porque se aplica diretamente a mim, mas temos que conhecer e saber interpretar muito bem aquilo que publicamos!
No ponto 2 do artigo 10º, referes o seguinte: “conhecimento de factos que constituam crime devem comunicá-los imediatamente às entidades competentes”; pois bem este ponto quer simplesmente dizer que todos os crimes que se chegue ao conhecimento de um agente de autoridade, deve ser pelo mesmo reportado às entidades competentes, entidade estas Ministério Público e até te informo que tens o prazo máximo de 10 dias!
No ponto 3 referes a negro que: “até à intervenção da autoridade de polícia criminal competente” e no final afirmas que não temos assim tanto poder e que temos que aguardar a chegada das autoridades daquela área geográfica! Pois bem enganaste redondamente e desconheces na totalidade aquilo que escreves, eu conheço casos de colegas meus (PSP) já terem efetuados serviços nas suas folgas e na área que pertence à GNR e bem como o vice versa, eu trabalho em Lisboa e elementos da GNR já efetuaram detenções aqui e comigo de serviço, mas ajudo-te a perceber como as coisas funcionam para que percebas tudo melhor!
O elemento da força de segurança que presencia todos os factos, é o agente responsável por todo o tratamento do processo, ele é um Órgão de Policia Criminal, logo não tem que dizer aos outros colegas para fazerem o serviço, isto seja em que zona for, agora é óbvio que todo o processo burocrático tem de ser elaborado na esquadra ou posto territorial aonde as coisas acontecem, até por causa do tribunal competente para julgar!