Andas com a bike no limite?? Ou andas limitado com a bike??

#22
Já cai a subir e a descer, mas a descer só cai por ir devagar e a roda prender numa pedra maior, no monte nunca cai a dar-lhe (ao contrário da estrada)... se calhar é sorte ou o medo aguça-nos a técnica...
 
#23
Bom tópico!! (o autor tinha de ser aqui perto da minha zona).

Ora bem, vou tentar esmiúçar esta questão :

A minha btt de baptismo foi a "Berg X-Pro2" (ainda a tenho) e com ela aprendi a pedalar. Neste momento, e de á 2 anos para cá, comprei a minha btt a sério :



Com a "Factor" (adoro este nome) os limites foram-se...(até um certo nivél, está claro).
Já fiz coisas com esta bike do género de ter pessoal á minha beira a dizer - "Olha que te vais partir todo!!"
Quanto aos limites, acho que NUNCA os devemos testar quando estámos sózinhos num local isolado. Não somos profissionais e todos devemos ter uma familia para cuidar, por essa razão acho que nunca devemos ser egoístas de pensar só em nós. As coisas acontecem, como a um amigo meu que num salto mais ousado partiu o fémur da perna direita, com uma fractura exposta. Resultado - teve de levar quase 2 transfusões de sangue derivado á artéria que se rasgou na queda.

Já tive confiança para fazer uma descida (pela primeira vez) aqui em Valongo, em que a maior parte do pessoal optou por desmontar e ir pelo caminho alternativo que tinha ao lado. Baixei um pouco o selim e lá fui eu, sempre a ouvir os amigos a dizer - " Vê lá o que vais fazer, é melhor não desceres..." - e eu já nem os estava a ouvir, estava sim era a encarar o desafio que estava á minha frente, íngreme...muito íngreme mesmo. Logo em baixo tinha um sulco tipo "cotovelo", muito técnico, daqueles que temos mesmo de ser rápidos com as mãos e dedos para embalar a bike na subida que se seguia. Lancei-me de uma vez e deixei-me ir. De repente já não ouvia nada nem ninguém, tinham-se todos calado como se não quisessem estragar a minha concentração. Cheguei ao fim ainda montado...mas desviei-me para o lado esquerdo e fui contra umas silvas, e não consegui fazer a subida.

Então toca a desmontar e a subir de novo, e enquanto subia ouvia um amigo meu a repetir - "Opá, tu és mesmo teimoso. Estás á espera de cair é??"
Repeti novamente a descida e consegui subir até meio da subida, mas fiquei orgulhoso de não ter desistido, e de ter insistido em fazer provavelmente a pior descida de Valongo, apesar do que me diziam.

O btt para mim é isto amigos, DESAFIOS. Homem vs natureza. Cada um terá de descobrir o seu limite...assim como o limite da sua bike.
Neste momento acho que eu e a minha "Factor" estamos em sintonia perfeita. Chama-se a isso "Simbiose".
 
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#24
Boas

Tópico interessante...

Eu tenho um quadro em carbono por isso tenho de ter alguns cuidados, ou melhores penso que tenho de ter cuidados mas depois nos trilhos nunca aplico isso!

Eu é sempre NO LIMITE! Por vezes as peças partem-se mas mesmo assim tem de chegar ao destino... Quando chego a zonas mais técnicas tento passar em cima da bike mesmo sabendo que não consigo, pois se não tentar 1, 2, 3, vezes e as que forem precisas nunca vou conseguir...
 
#25
Olá a todos!

Bem, neste momento penso que já tenho dados para poder deixar o meu relato da experiencia no BTT.

De inicio ainda não tinha a confiança suficiente para me aventurar em algumas situações, mas a cada dia que andava comecei a ganhar cada vez mais confiança. Agora ando por todo o lado.
Tenho uma bicicleta de gama media/baixa mas nunca a poupo a nada. Sei que exijo muito do material, mais do que aquilo que ela foi projetada. De tal forma que já noto alguns ruidos... mas não consigo andar a poupar! É sempre a rasgar e a desbravar terreno!

Já ando a ver preços para uma FS. Especialmente nas descidas dá muito mais segurança e confiança. Mas esta compra vai ter de ser com algum tempo. Tem de ter material razoavel para aguentar a porrada que eu lhe dou.
 
#26
Boas Pessoal

Andar no limite...
Conhecer os nos limites e da nossa Bike é o inicio para se poder andar no limite, ponderar uma descidas ou drop e abrandar é muito bom, sinal de maturidade no BTT mesmo em competição.
Uma queda pode nos lançar para meses de recuperação, ombro, claviculas, omoplatas, umas vez partidos outras com tendoes rasgados enfim uma serie de resultados pouco felizes e depois lá passa aquela prova ou passeio onde ficamos na cama a pensar o porque da queda e da alarvidade humana......
Andar sempre mas treinar as nossas capacidades e da Bike com calma seria muito melhor, fazer kilometros é bom para a resistencia e criar musculo, mas tecnica também faz muita falta, quando alguns desmontam nos aplicamos a nossa tecnica aumentada nos treinos das semanas passadas.
Vale apena pensar nisto meus amigos.

João
 
#27
Boas

Isto de andar no limite tem muito que se lhe diga, e nem sempre é sinónimo de acidente. As minhas mais aparatosas, e com piores consequencias quedas foram com quedas derivadas de inexperiencia ou facilitismo. Pertenço ao grupo dos que andam sempre à procura de desafios, pois tambem tenho uma bike que me dá segurança, pelo que as quedas estão incluidas no pacote da adrenalina. No entanto, e porque anda um pouco chateado de andar sempre arranhado, especialmente nas descidas mais a pique, em vez de ir a fundo, agora vou com calma. Como dizia um amigo meu, mais vale um covarde vivo que um heroi morto.

Quedas suaves,

Ricardo Silva
 

SeteGu

Active Member
#29
Tento sempre ultrapassar os meus limites (claro que não de forma exagerada) e gosto de aproveitar o que tenho ao máximo. Até hoje foi sempre assim. Fiz quilómetros e quilómetros com a Astro (FS - single pivot / 16 kg / 7 vel) e posso dizer que tanto ela como eu "demos" tudo o que tínhamos para dar...

Após este período senti que tinha de evoluir e adquiri a minha primeira Coluer. Transferindo os componentes mas com um quadro novo (HT - de 15 até 13,7 kg) as melhorias foram notórias. Com o passar dos kms ia melhorando a bike cada vez mais à medida que evoluía porque o componente X ou Y estava no limite e limitava as minhas capacidades. Nunca vo€i muito alto (Fox, XT, etc...) mas posso dizer que aproveitava o que tinha.

Entretanto era altura de ressuscitar a Astro e passou a contar com 8v (cassete de 11-34v) e a pesar mais 0,5kg devido à passagem de uma suspensão de 1" a molas para uma a molas+óleo de 1" 1/8. Não fiz muito BTT nela... andou mais por cidade; não a aproveitei, de todo, como nos casos anteriores, deixando a maioria do trabalho duro para a Coluer.

O quadro da 1ª coluer não era o mais indicado para mim (em termos de tamanho) e agora dei o maior salto de todos: a minha 2ª coluer. Igualmentet HT, apenas um pouco mais leve (13kg) mas muito melhor equipada e com um quadro mais adequado e com maior margem de progressão. Já o aproveitei? Não... é novo e ainda nem dei uma volta inaugural digna desse nome, ainda que, espero eu, esteja para breve... e que mais voltas exigentes aí venham para por à prova tanto a minha capacidade (ultimamente menos estimulada) como a da bicicleta que ainda estou por descobrir!

Por fim... é altura de começar a usufruir e aproveitar novamente da Astro; ao máximo! Adquiri uma Berg Easy 2.1 para cidade (bastante "engraçada", a meu ver e que também pretendo aproveitar :p) deixando a Astro livre para voltar à carga após este período de maior dormência.

Quem impõe nesta altura o limite? Não sei... mas estou ansioso por descobrir! :)
 
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#31
Eu imponho os limites, a não ser que tenha problemas na bike (avarias).
Isto levou-me a descobrir que a minha BH que é bastante modesta, porta-se muito bem e tem aguentado bastante porrada.
 
#32
Pah, acho que o "limite" é mais nosso (psicológico) do que das bikes!!
Por vezes a descer tenho muitas dificuldades quando vou num passeiosinho do que num raid BTT.
Ma concordo com o que o viriatodasilva disse... "mais vale um covarde vivo que um heroi morto" por isso, há que ter cuidado principalmente neste tempo. Na zona onde habitualmente ando, graças à chuva, isto está cada vez mais esburacado e descidas que se faziam com alguma facilidade agora estão cheias de regos e pedras a vir em contra mao por isso.... há que ter cuidado!!!
 
#35
Limites meus, de repente, lembro-me de 3 razões que me fizeram baixar os mesmos:
- parar imediatamente antes do obstáculo, ou seja, normalmente se paro antes de um drop, já não consigo fazê-lo montado, contudo já várias vezes andei uns metros para trás para embalar e depois fazer o dito cujo.
- apanhar uma queda, que apesar de não ter partido nada nem em mim, nem no material, deixou-me a pensar que aquela amogadela no capacete podia ter sido noutro sitio e corrido muito mal.
- e por fim, principalmente, o que me faz mesmo ir com mais cautela numa descida, é o puto que tenho em casa.

Quanto ao limite da minha o-nine, acho que nunca pensei nisso :confused:
 
#37
A bicicleta não chega ao fim sem nós, nem nós chegamos ao fim sem a bicicleta. Temos de a saber poupar. Tinha um colega que andava muito bem, melhor que eu.. no entanto sempre que íamos a provas eu ficava sempre à frente dele porque ele tinha sempre alguma avaria. nas descidas ele dava tudo o que a bicicleta podia, sem ter técnica suficiente para o fazer.

eu tento dar sempre o meu máximo, mas quando vejo que a descida está cheia de penedas duras, e que se for por lá à maluco só vou estragar material, então tento ir mais cautelosamente..

Boas pedaladas ;)
 
#40
Sou da opinião que temos de aproveitar bem o que temos... não quero com isto dizer que devemos abusar e/ou estragar mas comprar (por exemplo) uma bicicleta de 5.000€ para estar a maioria do tempo na garagem para os amigos verem não é (minha opinião) sensato.

Se a bicicleta nos limita (todos sabemos que não é o mesmo ter uma de 80€ do supermercado ou uma de 5.000€) devemos investir na mesma ou trocar por uma melhor para que possamos evoluir. A de 80€ chegaria onde as de 5.000€ chega? É uma incógnita mas mesmo que chegue não será nas mesmas condições nem com a mesma segurança e conforto. Agora... acho que mesmo quem tem uma de 5.000€ devia também saber o que é ter uma de 80€ pois só assim sabe dar valor ao que tem e a sabe até aproveitar melhor.

Também acho que ninguém deveria passar de uma de 80€ (para andar em cidade ou pequenos passeios) para uma de 5.000€ (competição) sem conhecer o que está no meio e isto é o que muitas vezes acontece (isto quando não se passa directamente para a mais cara).
Quem sou eu para estar aqui a falar do que se d€v€ ou não comprar, é verdade... mas isto é um fórum e sou livre de dar a minha opinião.

-//-

Falando agora concretamente da minha verde experiência (20 anos; 10 deles de BTT):

Comecei por ter uma FS reles (single speed - Astro) e passei (porque era mais barato) para um quadro/bicicleta HT (Coluer). Cheguei a uma altura da minha "evolução" em que percebi o que quero e o que gosto. Descobri que não sou mais feliz nem me divirto mais por te uma bicicleta com menos 1kg... aprendi que a diversão está no trilho e nos percursos que mais gostamos de fazer... aprendi que por melhor que uma HT seja... não é o que procuro! Aprendi o que quero e gosto porque experimentei o que acabei por perceber que não gostava. Foi um grande erro: custou-me 2 anos e bastante €€... mas cresci.

Resumindo: limitem-se a experimentar e a aprender para não andarem limitados; não pelas bicicletas mas pelas escolhas que fazem... limitem-se a pensar no que vos faz feliz (não só... mas também) em cima de uma bicicleta.