ACP quer seguro obrigatório para bicicletas!

ernez

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Eu continuo a fazer comparações, uma bicicleta, sendo o elo mais fraco na estrada, não pode ser comparado em termos destrutivo com um veiculo a motor, seja ele mota seja ele carro, uma bicicleta pesa em média 14kg, e o dano que pode provovar na estrada é minimo, eu tenho 62kg e a minha bicicleta tem 10kg, no todo, totaliza 72kg, imaginem que um carro atropela um individuo com o peso de 90kg fora de uma passadeira, seria logico neste aspecto um peão também ter seguro, não se pode comparar uma mota ou um carro a uma bicicleta, serão sempre o elo mais fraco, o que pode uma bicicleta originar em termos de acidente, que não tenha já ocorrido, antes destas regras todas, não é por termos mais "direito", (continuo a por entre aspas o direito), que vamos agora, depois de uma centena de anos, provocar mais acidentes do que aqueles que ocorrem.
 

klaser

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Exato ernez,é neste ponto que foco,quero saber que tantos direitos e privilégios que os ciclistas ganharam agora com estas alterações ao Código,que façam tanta diferença no risco e possíveis danos que estes ciclistas possam causar agora e que não podiam no passado,a ponto de se ter de criar um seguro obrigatório..
 

helio69

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Eu sou da opinião que o seguro deve ser de responsabilidade civil sobre o "condutor" da bicicleta e não sobre as bicicletas.

O facto das bicicletas terem apenas 10 ou 15 kg não significa que elas causem menos estragos.
Peço para relerem o exemplo que eu eu dei. Dou outro: Na semana antes do natal vinha a sair de Viseu, na EN2, quando numa curva, a seguir ao cruzamento do aeródromo, para quem conhece, (já de noite) ia um gajo de bicicleta a um metro e meio da berma, sem luzes. Para não o passar por cima (e depois virem dizer que eu tinha assassinado um ciclista) fui para a faixa contrária, onde, por sorte não ia ninguém. E se viesse? E se eu batesse de frente com o outro carro por causa do rapaz da bicicleta?
E ainda outro: No verão um miúdo (13 ou 14 anos) da minha aldeia não parou num cruzamento, tendo um carro batido contra ele. Resultado: ele foi para o hospital e os avós tiveram que pagar a despesa do carro, na ordem dos milhares de euros, porque os pais dele não tinham dinheiro.

Eu não disse que o seguro deveria ser obrigatório para todos, mas sim, e apenas, para quem opte por se fazer deslocar na via pública juntamente com os outros condutores (conduzam lá eles o que conduzirem). Relembro que um tractor anda bem mais devagar do que uma bicicleta e ainda assim o seguro é obrigatório no caso de se deslocar na via pública.

Há mais problemas por resolver sem dúvida, mas este é sério (espero que nunca tenham o azar de terem um acidente com um gajo sem seguro e que não tenha como pagar) e comum.
Outros: o facto do pessoal andar na estrada sem qualquer conhecimento do código da estrada (seja de bicicleta, papa reformas ou aquelas "motas" eléctricas). Essas motas eléctricas que se vendem em supermercados é outra armadilha que anda na estrada.

Agora se acham que é perseguição ou a força de um lobby respeito a vossa opinião. Espero é que, como disse à pouco, não mudem de opinião como certas pessoas que eu conheço mudaram depois de lhes ter acontecido alguma (como ciclistas ou como automobilistas).
 

klaser

Well-Known Member
Olha Hélio eu ia na minha via à noite,quando deparo-me com um conjunto de peregrinos na contramão (pois é onde eles devem andar),sem coletes,sem luzes,sem nada,para não matá-los desvio-me para à esquerda e espeto-me...e ainda rebento com mais dois carros....Os peões não deviam ter seguro,mas de nada valia pois pisgaram-se e também não deu para anotar a matrícula pois não traziam...
 

ernez

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HÁ coisa de três anos, aqui para os meu lados, um puto, agarrou no trator do avô, que pesa duas toneladas, e vá de passar por cima dos carros que estavam estacionados ao longo da rua, sete carros totalmente destruidos e já preparados para a sucata, eu tenho muitas duvidas que uma bicicleta conseguise tal feito, :D
 

helio69

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Bom argumento Ernez...

Tudo é bom quando não implica nós nos incomodarmos... Quando nos toca a nós é que a coisa fica pior!
 

bodycaff

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o seguro faz todo o sentido digam o que disserem , uma vez que para circular na via publica e' necessario precaver e assegurar o bem estar da população, ou seja , se eu poddo magoar alguem ou entao bater num carro, tenho que ter seguro , assim como os carros têm que ter seguro, a questao é o valor do seguro , pois um carro polui o ambiente , uma carro circula com 5x mais velocidade, pesa 160x mais q uma bicicleta , transporta mais pessoas, ou seja , se o seguro de um carro e' de 300€ entao o de uma bicicleta nao pode exceder os 15€

agora este seguro poderia ser uma especie de seguro desportivo , onde pe, quando estou a surfar , posso embater noutra pessoa e se a culpa for minha ( existem regras no mar tambem) asseguro pelo menos os custos hospitalares, ou pe, quando alguem faz mergulho , e' obrigado a ter um seguro etcetc ...

a questao n vai demorara ser resolvida , estas novas regras só vieram para trazer obrigaçao aos ciclistas isso é facto ,



quanto ao seguro volto a repetir a meu ver faz sentido , é uma questao de valores e do q esse seguro abrange ...
 

helio69

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Só para terminar: eu lembro-me do argumento de "a bicicleta anda devagar" e semelhantes a ser utilizado noutra ocasião... O uso do capacete. Hoje são poucos os que colocam a necessidade da sua utilização em causa.

Bodycaff, concordo na totalidade contigo...

Em relação às novas regras de código não tenhoq ualquer dúvida que foram uma enorme mais valia para nós. Embora haja algumas regras que são subjectivas em demasia e sem ganhos significativos, além de potenciar a insegurança. Refiro-me ao circular a par. Acho que era escusado, e vem aumentar a insegurança (para nós ciclistas).
 
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qmark

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Alguém sabe de algum país onde o seguro seja obrigatório? Do que investiguei apenas na Suiça é obrigatório, e custa uns 10€ anuais (num país onde o salário mínimo ronda os 2000€).
 

bodycaff

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pq nao e' só os danos que a bicicleta pode causar a um carro , o proprio peso de uma pessoa a embater no guarda lamas de um carro tambem estraga e bastante ,
as bicicletas nao circulam so a 30km , podem chegar aos 70 , 75 ou até mais , embora nao seja velocidade constante e se fizermos as contas uma bicicleta que circula a 50km que embate num carro q esta parado , acreditem q a força é bastante para estragar chapa, partir vidros e tambem partir o ciclista todo , nos ficamos chateados quando aquele amigo sofreu um acidente , e o condutor do carro , que é culpado, nao se dá como culpado ... la vai pa tribunal, temos q ver o outro ponto de vista ....
 

Jocas22

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por muitas voltas que queiram dar, o critério não é nem nunca foi cá ou em pais nenhum no mundo, anda na via publica e/ou pode causar um acidente tem de ter seguro contra terceiros... senão vejamos

um cão pode passar a estrada e causar um acidente, eu já assisit

um cavalo pode passar a estrada e causar um acidente, aconteceu á pouco no alentejo

um gato pode passar a estrada e causar um acidente

um peão pode atravessar fora da passadeira e causar um acidente

um cavaleiro pode circular na estrada e causar um acidente

uma criança pode correr pro meio da estrada atrás de uma bola

......................... etc etc etc

o critério do seguro contra 3os é o facto de poderem causar danos enormes devido á formula que envolve massa e velocidade e os consequentes estragos potenciais. Os danos que uma bicicleta pode causar não são mais nem menos que os que podem causar os destes exemplos e todos eles envolvem causar o despiste da viatura porque em si mesmo poucos estragos causam no veiculo por si mesmos.
 

rui_araujo

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bodycaff : seguindo essa linha de pensamento, os carros também podem chegar aos 396km/h (bugatti). Quem vai a 75km/h numa bicicleta, na estrada, com trânsito é suicida! Isso é caso muito particular.

Acho que se vamos abordar este assunto temos que pensar num contexto generalista e não basearmo-nos em pequenos casos particulares. Quem circula na via pública na bicicleta, em geral não ultrapassa os 50km/h. E em média o valor deve andar nos 20/30km/h. Os piores estragos que um ciclista pode causar é se causar o despiste de um carro, e esse mesmo carro causar outros estragos em particular.

Volto a dizer que a ideia do seguro não é descabida: até sou capaz de fazer um seguro ainda este mês. Agora ser obrigatório para todos, na minha modesta opinião, é com certeza (pelos motivos que me referi atrás) descabida. Acho que ainda há muita coisa que se possa fazer antes de se falar em seguros obrigatórios.
 

bodycaff

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mas os carros nao podem andar a 300km/h pois existe velocidade maxima , quanto a bicicleta nao sera' mt descabido , nao digo q seja eu a andar a 70km/h ate pq eu gosto e' de monte , mas e' mt facil de se chegar a esses valores numa descida nas cabritas , isso e'

eu de qualquer das formar terei o meu seguro , nao quero prejudicar ninguem , agora se me sentia mais seguro sentia pois , e nao ha que questionar se era ou nao uma mais valia pq era

quanto aos animais, tds esses casos são de animais irracionais , o que nao e' o nosso caso , até pq ja vi varias pessoas a pagarem estragos causados pelos seus animais a outrem

como disse e volto a reiterar , e' uma questao civica e de €€€€€ depende de quanto se fala ....
 

klaser

Well-Known Member
Questão cívica seria os motoristas não ficarem chateados com a alteração ao código que os obriga a dar um distância de 1,5m mínimo na ultrapassagem aos ciclistas...eles preferem o antigo que permitia tangentes,nem que por "azar" matassem alguém por erro de cálculo,a ter de esperar mais um pouco e fazer uma ultrapassagem segura...Tá-se a falar muito em seguros como se isso resolvesse a falta de educação que impera no trânsito (por parte dos ciclistas ás vezes também) que ceifa tantas vidas por ano...Não nos preocupamos em educação,civismo,temos é raiva um dos outros...
 

miguelcarromeu

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Tá-se a falar muito em seguros como se isso resolvesse a falta de educação que impera no trânsito (por parte dos ciclistas ás vezes também) que ceifa tantas vidas por ano...Não nos preocupamos em educação,civismo,temos é raiva um dos outros...

Perfeito.


Acrescento - é por isso que nos outros países desenvolvidos não existe seguro; ou existe, como referiram em cima MAS, note-se, na Suiça, país onde (quem conhece, percebe a observação) todos são fanáticos pelo zelo, diria até excessivamente.

Aqui, virem com esses argumentos dos "possíveis" danos, desculpem, mas não pega. Qualquer pessoa pode causar danos seja em que circunstância for: como peão, como transeunte numa passadeira rolante, etc. A irmos por esse argumento, obrigue-se ao uso de seguro de RC de forma AMPLA e ABRANGENTE a todos os cidadãos.
 

Kumbaiala

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Na Suíça já não é obrigatório o seguro e não conheço outro país onde seja obrigatório o seguro, mas também é verdade que na maioria dos países civilizados é prática comum as pessoas terem seguros de responsabilidade civil que cobrem acidentes com bicicletas. O que devia ser obrigatório era as seguradoras incluírem isso nos seguros de responsabilidade civil. A questão do seguro para bicicletas só fará sentido quando a estatísticas dos acidentes/incidentes mostrarem que estes são necessários. Se não é pratica comum noutros países é porque o número de acidentes e custos associados é residual, mesmo em países com uma enorme taxa de utilização de bicicletas (Holanda, Dinamarca, ...).
 

Jocas22

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[h=3]Obrigação de seguro para bicicletas[/h] Post By: Apoio ao Cliente on 15 Maio, 2016 Tags: Advogado Online, Advogadoo, Advogados em Lisboa, Advogados no Porto, Lexpoint

Estado processado por não legislar
O Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS) decidiu não existir omissão de dever de legislar do Estado pelo facto deste não ter tornado obrigatório que os velocípedes sem motor que circulem na via pública possuam seguro.
O caso
A vítima de um acidente de viação, provocado por uma bicicleta, intentou uma ação contra o condutor desta, o Fundo de Garantia Automóvel e o Estado pedindo para que estes fossem condenados a indemnizá-lo pelos danos que sofrera em resultado do acidente.
O tribunal administrativo declarou-se incompetente para conhecer do pedido formulado contra o condutor da bicicleta, absolveu da instância o Fundo de Garantia Automóvel e julgou improcedente o pedido de condenação do Estado.
Inconformado com essa decisão, o autor recorreu para o TCAS defendendo que, como a circulação rodoviária, quer seja feita através de veículos com motor ou sem motor, incluindo animais domésticos e peões, comporta riscos, o Estado estava obrigado a criar mecanismos legislativos que permitissem ao cidadão lesado ressarcir-se no caso de sofrer danos provocados por veículos sem motor, animais e peões que circulassem na via pública. Ao não o fazer, verificava-se uma omissão da obrigação de legislar que o tornava responsável pelos danos dela resultantes.
Apreciação do Tribunal Central Administrativo Sul
O TCAS negou provimento ao recurso ao decidir que não existe omissão de dever de legislar do Estado pelo facto deste não ter tornado obrigatório que os velocípedes sem motor que circulem na via pública possuam seguro.
Entendeu o TCAS que não existirem razões normativas decorrentes quer da Constituição, quer de qualquer instrumento normativo internacional reconhecido pelo Estado Português como vinculante na ordem jurídica nacional, que imponha ao Estado Português o dever de legislar no sentido de tornar obrigatório que os velocípedes sem motor que circulem na via pública estejam a coberto de contrato de seguro que abranja o risco da circulação.
Embora seja indiscutível que a circulação, nas vias onde a mesma é permitida, de velocípedes sem motor acrescenta um factor de risco à circulação rodoviária, o legislador está vinculado, também, aos princípios constitucionais da necessidade, proporcionalidade e adequação quando impõe obrigações e restrições aos cidadãos, como seria o caso da imposição do seguro obrigatório para os velocípedes sem motor, sendo livre de optar por não impor essa obrigação, por a considerar desadequada.
Pelo que, não pode o Estado ser responsabilizado por omissão legislativa relativamente a tal matéria, pois não se verifica qualquer atuação ilícita ou culposa, nem ser obrigado a ressarcir a vítima de um acidente de viação com um velocípede sem motor dos danos que sofreu em resultado desse acidente.

http://advogadoo.com/obrigacao-de-seguro-para-bicicletas/
 
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