Tróia > Sagres - 11 Dezembro 2010

#61
Eu tambem fui... e fui em bike de estrada. Fizemos 7h15m e chegamos de noite. Agora digam lá que é impossivel. Não...não é.
Saimos perto das 9h, paramos para tomar o pequeno almoço na "tasca", paramos para almoçar noutra "tasca" e chegamos a Tróia todos contentes e felizes. Passamos muita gente em bike de estrada, btt e fomos passados por outros tantos.
Tambem passamos as mesmas pessoas várias vezes, não porque fizemos um percurso alternativo mas sim devido as nossas paragens.
Mantivemos sempre um bom estado de humor e de camaradagem e penso que a cima de tudo estes "eventos/passeios" servem para isso mesmo. Deixem-se de tretas do sou melhor do que o vizinho do lado e se querem mesmo ver se são bons façam provas, isto era um passeio e cada um faz o que quer.

Para o ano espero lá estar novamente.
 
#62
Olá a todos.
Este é o meu primeiro post aqui no fórum; mas depois de tudo o que li, acho que tenho que deixar aqui mais umas variáveis para a equação.

Foi a minha primeira travessia, e posso dizer que amei tudo, todo o ambiente, o espírito que se sente, e as centenas de pessoas que como eu são apaixonadas pelas bicicletas.

Fui de bike de estrada; de todas as vertentes do ciclismo, de facto prefiro o BTT, mas tenho uma bike de estrada para poder melhorar o BTT.

Cada um tem a sua opinião, e deve ser respeitada, apenos acho que deve haver um pouco de moderação na expressão da mesma.

O tal rapaz que ia agarrado à carrinha,passou por mim na via rápioda de Sines; sabem o que eu pensei? Teve algum problema, perdeu o seu grupo, e agora apanhou uma boleia para apanhálos, simples; o que é que aquela situação, tem a ver comigo, ou com a diversão que eu estava a ter na travessia?

Os rapazes que seguiram atrás da carrinha; o que é que eu tenho a ver com isso, diverti-me menos por eles se terem poupado ao vento?

Fala-se aqui muito de espírito.
Será que para fazer o Tróia-Sagres, tenho que fazer 40 anos? Ou tenho que fazer competição noutra área, não andar de bicicleta, e depois então fazer a travessia com bicicleta? Já agora, quanto de vós usaram BTT de Carbono? É que há 20 anos atrás, os BTT eram um pouco diferentes. E podia falar de muitos outros aspectos.

Eu fui de bike de estrada, e acreditem que me diverti imenso. Ainda hoje ao recordar a minha travessia fico com um sorriso nos lábios.

O espírito, é o de camaradagem, é o de superação, quer seja fazer este ou aquele tempo, ou apenas conseguir chegar ao fim.

Sejam positivos, a vida não é perfeita, por isso temos de enaltecer e dar valor ao que de bom e mágico acontece naquele dia.

Para finalizar este longo post brindo-vos com umas palavras sábias : "...a nossa recompensa está no esforço, e não no resultado, um esforço total é uma vitória completa..." Ghandi

Beijinhos e abraços para todas e todos os meus companheiros apaixonados pelas bicicletas.

Léo.
 
#63
Um bom rescaldo deve ser partilhado (desculpa)

Caros aventureiros, venho partilhar convosco o rescaldo de um grande parceiro de pedaladas que, a meu ver, de tão bem escrito que está merece ser colocado neste Tópico.
As minhas sinceras desculpas para ele, que muito me pediu para não mostrar a ninguém, mas como infelizmente estive a trabalhar e não o pude acompanhar.......toma lá disto.;)

RESCALDO DO TROIA /SAGRES 2010



Um homem quando se propõe a fazer uma coisa destas, devia bater com a cabeça no chão três vezes, desligar o despertador e passar a perna por cima da Maria e deixar chegar as 10h00 da manhã para o pequeno almoço.
Treinos para esta loucura até correram bem mas, a partir da Cimeira da NATO, só consegui fazer ginásio, e sabia de antemão que pagaria caro.
Passagem para Tróia no primeiro barco ( 06h45) e, foi um regresso de 20 anos, chegar a Tróia de barco mas em cais diferente, e em paisagem diferente.

Não sabendo de antemão qual o local correcto da partida parei para aliviar a bexiga na primeira rotunda e, esperei pelo amigo Mário que tinha cumprimentado no barco, juntamente com o seu grupo.

Inicio com a colocação a zero do aparelho, lá se começou a rolar em ritmo moderado ( muito moderado).

Pelos 10/12 Km o telefone toca, e, pensando que seria o meu carro de apoio atendi perdendo o grupo, que até conseguir retomá-lo foi um ai Jesus logo ali, ao inicio da cruzada.

Retomada a cauda e, iniciando o repouso, denotei logo os frequentes zig-zag´s de pessoal de estrada, pouco habituados a estas andanças de grupos de 15/20 elementos.

Saltei para a frente no intuito de impor um ritmo mais elevado e rebocar o comboio., 35/36 Km/h, e ao olhar para trás estava sozinho. Bom isto começa bem…… Não queria seguir sozinho porque:

1º Não conhecia o percurso.

2º Não tinha GPS.

3º Tinha uma pessoa conhecida no grupo que como já lhe tinha dito que iria com eles, apesar de me informar que não tinham hora para chegar e, certamente iriam utilizar as luzes na chegada.

4º Tinha o meu carro de apoio a tentar-me localizar.

Até Sines fui com o grupo num permanente estica e encolhe o que fazia uma quebra de ritmo e sujeito a quedas derivado ao zig-zag.

A partir do abastecimento em Sines segui sozinho, ou seja, apanho um, sou passado por outro que sigo na roda e, largo mais à frente.

Rolei muitos Km´s sozinho, mas também rolei muitos km´s atrás de estradistas o que me fez forçar o andamento e, também me fez avançar muitos Km´s.

Km 126 – pé no chão e, sensação estranha, aliás muito estranha, o pensamento de desistir.

Nunca me tinha acontecido na minha carreira desportiva, uma sensação de reserva no fim, sem força, sem ânimo, sem companhia, sem saber o que fazer.

Curiosamente o meu telefone toca, atendi julgando ser o mau carro de apoio, mas não era, era uma voz feminina de pouca idade a perguntar-me como estava a correr. Afirmei-lhe que estava a passar mal e, talvez fosse desistir. Retorquio-me com uma simples afirmação “ Pai, não acredito, tu que me ensinas-te a nunca desistir naquilo que nos propomos a fazer, e, agora desistes”, desligando-me peremptoriamente o telefone. Toca de novo e era a mãe, afirmando-me que quando desligou, disse-lhe que me iria chamar ( fraco, fraquinho) da mesma forma que eu lhe chamo quando ela desiste.

Tomei um gel bebi um simples gole de água, e montei iniciando novamente a marcha.

Passa um grupo de estradistas por mim com gente conhecida ( Ferroviários de Vendas Novas), colei-me a eles, não sei de onde veio a vontade, de onde veio a força, mas também não interessa, o que é certo é que teria que chegar ao fim, isso era um ponto assente, e inquestionável.

Antes do Rogil numa das paragens junto ao carro de apoio, afirmei ao técnico que me acompanhou, que iria tomar uma decisão da minha continuidade na aventura.

No Rogil, perguntou-me “ como estás?”, ao qual respondi “ Forte”.

Sabia que o pior estava para vir, perante os gráficos de altimetria e os acumulados, estava para vir as subidas e o vento iria intensificar-se.

Foi o que aconteceu, as subidas de Aljezur são imponentes e a Carrapateira até se fez bem.

O vento soprava se Sul em lateral esquerdo, o que fazia que mesmo a descer quase parava.

As cãibras já se notavam e, não as conseguia tirar em andamento, tinha que parar, andar e retomar o pedal 20/30 metros mais à frente.

A pulsação caia abaixo do aceitável e, permitindo-me o acompanhamento de alguns estradistas que se chegavam a mim, durante 5/10 Km a médias de andamento por volta dos 30 Km/h, mas quando me tocava a mim a puxar, era impossível segurar aquela velocidade, descolando do grupo, não mais os apanhando.

Já perto da Vila do Bispo, colei-me a pessoal ( estradista) da Fidalbike do Barreiro, que me rebocaram durante a marginal de Sagres, marginal essa que o meu técnico me tinha dito que eram 6 Km com vento pelas costas. Foi rolar a 35 mas com vento…. Igual ao anterior. Não aguentei e tive de desmontar novamente. Era a minha quinta vez que fui obrigado a desmontar derivado às cãibras. O final estava à vista. Já via de regresso muitas bikes em cima dos carros, e, o que me alegrava era que a maior parte eram estradistas.

Na última rotunda já dentro de Sagres, lá estava o meu técnico, o meu mecânico, motorista e aguadeiro, a indicar-me o sentido dos meus últimos metros desta louca aventura.

Pé no chão, desligar o aparelho, e a queda da última das muitas lágrimas desta aventura.

Não dei hipótese da minha filha me chamar de “fraco, fraquinho”, sabes Deus com que esforço, espero que ela me consiga fazer o mesmo durante o seu percurso de vida.

A quem me ajudou nesta aventura o meu OBRIGADO, especialmente ao meu amigo Pedro que somente fez de aguadeiro, motorista, técnico, levantando-se no dia após o seu aniversário, bem cedo, acompanhando-me quase ao Km, e chegando a correr ao estádio do Vitória para ver o seu Sporting perder daquela forma.

Não é etapa doce, tem o seu esquema de concluir.

Para quem nunca fez e quer ler acerca das dificuldade a encontrar, não tem muito por onde navegar.

EU FUI, mas de roda 26 ( BTT) nunca mais……..

Km - 200, 02

Tempo – 07h52


Ass: não posso revelar tudo né???
 
#64
Mais um (longo) relato do Tróia-sagres 2010...:)
Pelo facto de ser mesmo longo e com bastantes fotografias... deixam-se aqui as primeiras palavras e o link para quem quiser continuar a leitura!



Falar da mítica “prova” Tróia-Sagres implica necessariamente contextualizar! Perceber o porquê! Entender o espírito… e se assim quisermos ou nos dispusermos… mergulharmos nele!

Corria o ano de 1990, um homem de seu nome António Malvar, decide provar a si mesmo, que fazer 40 anos de idade não era definitivamente “um entrar” na velhice! António Malvar decide superar-se a si mesmo cumprindo uma exigência física, que dificilmente estivesse ao seu alcance! Missão - Percorrer o trajecto de Tróia à Vila de Sagres, local este, onde costuma passar as festividades natalícias, recorrendo a uma bicicleta de BTT! Um trajecto com cerca de 203Km’s, num único dia!

Ano após ano, António Malvar, cumpre a Missão a que se propôs em 1990! Se nos primeiros anos realizou a conquista sozinho, pouco a pouco foram-se juntando adeptos da modalidade à sua “causa”! Nos últimos anos, são centenas os que se aventuram neste propósito de superação pessoal, provando a si mesmo que a idade é só mesmo um estado de espírito!

No ano de 2010, a 11 de Dezembro, realizou-se a 21ª Edição do Tróia-Sagres! Confesso, pessoalmente, que o cepticismo inicial me invadiu! Não me senti verdadeiramente motivado para “embarcar” nesta aventura! O benefício da dúvida fez-me pesquisar um pouco e entender melhor o propósito da “prova”! Com o aproximar da data… havia necessidade de tomar decisões! Após um 1º Treino Teste (específico) a 20 de Novembro… acabei por aceitar o desafio e acompanhar o comparsa FMike em mais uma aventura! Já vivemos algumas aventuras memoráveis na companhia das nossas bicicletas e esta, a realizar-se… seria certamente mais uma! Ainda bem que aceitei o desafio!

CONTINUAÇÃO AQUI
 
#66
Boas ao Forum!

O meu amigo de aventuras - Embolozzz ja começou aqui o seu relato, que continua no nosso blog e que promete uma reportagem muito pessoal e cheia de emoção! Vão até lá e espreitem - BTTHAL

Só deixo aqui uma ou duas pequenas notas.

Este foi o 2.º ano que faço esta mitica - o primeiro ano em asfáltica e este ano em BTT sem qualquer alteração - pneu 2.1, roda 26, transmissão Xt normalissima, etc etc... e acima de tudo encarei, mais uma vez, esta dura aventura, não como uma corrida contra o tempo ou contra o gajo que ali vai atrás de mim, e que leva a bicicleta X ou Y, mas sim como um dia de superação das metas mais pessoais que cada um de nós tem, como um dia pleno de convivio e confraternização com o próximo, como um dia em que sofremos, mas que ultrapassamos as dores com a "glória" de lá chegarmos, no fundo como um dia de hino á bicicleta! Esse é o espirito tal como o A Malvar bem publica na newsletter alusiva... e mai nada!

A outra notinha é critica e porque poe em causa a segurança de todos. Foi muito mau assistir, mais uma vez, ao mau civismo e comportamento na estrada de alguns carros de apoio, ao circularem sistematicamente a baixa velocidade lado a lado ou á frente de alguns companheiros do pedal - poe em risco a segurança do que querem apoiar e dos restantes que circulam, pois impedem a fluidez do transito, aumentando a probabillidade de acidentes... Há que corrigir esse comportamento ate porque mais ano menos ano a BT vai estar por lá e vão acabar-se essas "mordomias" perigosas...

Façam como nós... o ano passado fiz 3 paragens, e este ano 5 (50 km, 90, 125, 155, 175), sempre com o carro de apoio parado longe da estrada em local que nao causasse empecilho, que saia dali directamente para o proximo ponto, combinado previamente com road book e tudo, onde nos esperava ate chegarmos.

A quem completou, a quem tentou, a quem apoiou, um abraço. Até pro ano!
 
#67
Ainda não entendi muito bem porque há quem esteja chocado pelo facto de haver pessoal que venha de estrada, vá atrás de caravanas ou carros, agarrado a carros nas subidas ou que descanse e volte a pedalar um pouco mais á frente
Isto é um passeio para que todos o façam como entenderem e desfrutem ao maximo deste dia, se fosse uma prova com classificação eu seria o primeiro a ficar contra estes comportamentos, mas como não é até acho graça, eu fui de estrada e atinji o meu objectivo que foi chegar a Sagres, tudo correu bem sem avarias na bike ou acidentes o que acho fantastico para tantos Km's
O meu grupo sem grandes pressas fez á volta de 6:40 a pedalar, bem bom para uns amadores
 
#68
Eu ainda não entendi muito bem porque é que ninguém leva em conta o tempo das paragens no tempo final. E já que estamos em maré de contabilidade aqui fica: saí de Tróia pelas 07.50 e cheguei a Sagres às 17.20 horas. Levei uma suspensão total sem alterações, com pneus cardados 2.1 e rolei (é uma maneira de dizer porque aquilo rola pouco) quase sempre sozinho apesar de, à partida, o grupo ser constituído por sete elementos (2 BTT FS + 3 BTT com pneus slick + 2 rodas finas de estrada).

Para o ano há mais e brevemente vamos ter fotos e vídeos.
 

RTC

Super Moderador
#69
O tempo até pode ser importante para quem vai para "fazer o melhor tempo" (o que não censuro) mas eu e o meu grupo que já fazemos isto há uns anitos nunca encarámos o Troia-Sagres nesse sentido. Vamos unica e exclusivamente para o convivio. Uns de roda 26, outros de 28. Cada um leva o que quer/pode.
Só de tempo de paragens este ano foram 55min. Saímos de Troia às 9h40. Tempo a pedalar 6h50. Claro está que chegamos de noite. E no meu grupo (de 5) há 2 ciclistas que são profissionais que não me pareceram nada preocupados com o tempo que faziam porque para corridas já têm eles o ano todo.

E este ano foi muito divertido! Só peripécias :p
 
#70
Companheiro, desde já deixa-me afirmar que sou amigo dos 2 malucos que fizeram o Troia Sagres escondidos atrás da caravana, durante 160km.
Se achas que a coisa é facil, sugiro que tentes; podes ter uma surpresa do estalo que aquilo dá no coração e pernas......
Em relação aos enganos, acredita que eles não querem enganar ninguem pois quando chegaram a sagres foram os primeiros a pedir á organização para não publicar o resultado deles; simplesmente o fizeram pelo enorme GOZO que lhes deu.
O troia sagres é mesmo isto; cada um faz o que lhe dá na real gana sem que ninguem tenha nada a ver com isso; mais do que roda 26 é este o espirito do Troia - Sagres.
Este ano pela 1ª vez (já la vão 5) fiz numa de estrada e sabes porquê? porque tinha vontade de esperimentar, só isso...
Se mesmo assim achares que eles estão a enganar-se, então sugiro que apareças na pastelaria Geni aos domingos ás 8h30m e vem andar com eles; eu já fui e fiquei de rastos....e sem caravana a ajudar........
Abraço e boas pedaladas; be happy!!!
 
#71
PintoRyder, para tua informação eram cerca de 10 no inicio mas depois foram ficando todos para trás, é que podes não saber mas andar atrás de uma caravana durante 160km não é para todos, tens que ter pernas de betão, pulmão de touro e coração de qualquer outra coisa.......
Mais uma coisa; eles não vieram para o forum contar milangas nenhumas e pediram logo á organização para não publicar o resultado deles (5h24m) pois só o fizeram pelo gozo, mais nada.
Mas, se achares que eles são basófias, aparece aos domingos na Geni (fogueteiro) pelas 8h30m e vem andar com eles (bike de estrada); pode ser que tenhas uma surpresa do caraças e sem caravana......
Be happy!
 
#72
Luiskozovar, esses teus amigos até podem ter pernas de betão, pulmão de touro e coração daquilo que tu quiseres mas podes ter a certeza absoluta que dentro da cabeça deles pouca coisa se deve aproveitar. Caso não seja do teu conhecimento, ficas a saber que as estradas percorridas por nós, no último sábado, desde Tróia até Sagres, também eram utilizadas por outras pessoas que não tinham que ter andado a levar com os meninos das bicicletas a brincarem aos armstrongs. É que pela tua converseta parece que neste dia as estradas foram fechadas ao restante trânsito para que o pessoal fizesse uma passeata de bicicleta nas condições que bem entendeu. Lembra-te que há muito boa gente que também trabalha aos sábados e que tem que chegar a tempo e horas ao trabalho e, para o fazerem, foram obrigados a praticar diversas infrações estradais para ultrapassar carros de apoio a circular a 10, 20 ou 30 Km/H, com os pintainhos à frente ou atrás.

Be happy para ti também.
 
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#73
Caros amigos

Sou um dos que, pela primeira vez, participou na mítica “Tróia – Sagres”.
Tenho a sorte de pertencer aos “Pilões do Monte” e terminei, como todos os meus companheiros, esta aventura em Sagres. Era esse o nosso objectivo à partida:
- colocar todo o grupo em Sagres, de bicicleta.

Sou btetista, alinhei com roda 26” e terminei com o tempo de 8h50m a esticar corrente e 11h00m de viagem.

Quero apenas deixar aqui a minha impressão sobre toda esta polémica que se tem gerado à volta da forma como se encara a “corrida”.

O “espírito”, penso não estar engano, seria fazer o trajecto em máquina de BTT e com o mínimo de assistência em viagem possível.

Certo é que o país é livre e esta aventura, que mais não é que uma manifestação espontânea, pode ser enfrentada por cada um como bem o entender. Sem regras e sem compromissos.

Há barreiras, no entanto, e que não devem ser ultrapassadas:

Segurança:

Não é aceitável ver carros a 25km/h atrás de grupos de ciclistas (quantas vezes guiados por quem não tem a mínima habilitação para andar num pelotão) que mais não fazem que colocar em perigo toda a caravana de ciclistas que ruma a Sul.

Não são aceitáveis carros a 35 km/h a frente de ciclistas em ultrapassagens perigosas a grupos mais lentos, com transito de frente e em estradas muitas vezes sem espaço para dois carros.

Para quê andar com carros colados à caravana?
Perguntem ao Espigão como se fazem 100 km, no meio do mato, com o apoio de ….. uma caixa de óculos com meia dúzia de ferramentas e remendos lá dentro.

Sobre a honestidade é mais difícil falar…… e muito pouco haverá a dizer a não ser que os “tempos” de cada um, devem servir apenas como indicação da superação dos seus próprios limites porque de outra forma ……. é a vida a fingir.

Um abraço betetista e até dia 9 para o Audace “Lisboa / Coruche / Lisboa !!!!!! ….em roda 26”.

 
#76
Boa noite pessoal,
Já é o meu terceiro ano no Troia-Sagres, este ano decidi ir de bike de estrada pois tinha um outro objectivo o qual consegui que foi no Domingo regressar a Troia de bike. Depois do vento forte de Sábado em 7:15h a pedalar maior parte do tempo em frente a um grupo de 4 amigos, no Domingo de manhã ás 8:40h lá vim eu mais um colega apenas os dois ele em bike de mato e eu na minha de estrada os 202Km sempre á frente com chuva no inicio e no final deste grande desafio que terminou com mais 7:20h a pedalar.
Como já foi referido é pena ver os carros de apoio atrás dos ciclistas a provocar a confusão no transito.
Para o ano há mais.

Boas pedaladas
 
#79
Ina tanta polemica, afinal onde estao os prémios, havia prizemoney???????
Rapazes o interessante e alinhar com o espirito da coisa tal como foi criada, o resto é paisagem. Aos nao alinhados continuem pode ser que criem um novo movimento os FURA-EVENTOS. Os espirito BTTista em puro declinio , companheirismo, amizade, novos amigos e conhecidos tudo isso tá a desaparecer, agora nasce uma ´nova era no BTT o Egoismo, a Batota e a e
Estupidez.
 
#80
:clap::clap::clap::clap::clap::clap::clap:
Já perdi a conta e não em apetece ir ao meu histórico mas esta ou foi a minha 6ª ou foi a minha 7ª participação nesta travessia. Já o ano passado com mais amigos, tentámos “inovar” saindo de casa a pedalar mas este ano a inovação foi mais longe e não me refiro a palhaçadas de ir agarrado a carros nem em aparições fantasmas de tipos que nos ultrapassam 2 e 3 vezes sem que nunca tenhamos passado por eles, refiro-me sim à dupla travessia, porque como já diz o outro, há Sagres e Sagres há ir e voltar.

Nunca nos preocupámos muito com o ritmo nem com os tempos porque as corridas fazem-nos noutros sítios, preocupamo-nos mais com a amizade e a camaradagem de um grupo. Registem aí… Just4Fun ou se quiserem www.just4fun.com.pt.

Para quem achou que a brisa de SE empurrava para trás e fazia estragar a média é porque se calhar não foi ou não terminou a mítica edição de 2008. Nesse ano foram 8 horas de chuva, rajadas de vento, estrada muito suja com galhos… essa sim, uma travessia dura! Sábado passado esteve um lindo dia de Sol, com uma brisazinha de Sul. Sem chuva, com excelente temperatura e ainda há quem se queixe. Se calhar deviam também ter vindo no domingo, que embora não tivesse vento tinha chuva e quando não chovia era o spray das rodas do pelotão Just4Fun que fazia o “chuveirinho” por cima do grupo.

Outra coisa que eu lamento é ter sido marcada uma prova de ciclismo precisamente para o mesmo dia. Eram tantas as bicicletas de estrada que acho que a mítica prova do Malvar teve muito poucos participantes este ano. Recordo-me de no barco das 7:50 ter dado por mim a tentar descobrir uma MTB no meio de tanto guiador encaracolado. Cada um é livre de montar o que quiser. Eu também tenho uma bicicleta de estrada e sei bem o que é rolar com uma e rolar com a outra mas há uma coisa que poucos percebem e que se chama espírito, e se percebem, acho que o têm pobre, especialmente quando ainda vêm fazer post’s com velocidades, médias e recordes. Talvez os amigos que chegaram ao fim num desdobrável como eu vi ou numa single-speed sem roda-livre vos possam explicar um bocadinho desta coisa de espírito. Do lado dos Just4Fun, foi uma viagem de ida e volta, em autonomia, sem carro de apoio e com muita amizade e espírito de entreajuda!

Para a minha história deste ano, ficam os 419km em 19:08 com uma velocidade média de 21.5km/h.