Cannondale Rize // Redux

#1

Última saída da Cannondale antes do makeover

Depois de largos meses sem participar no fórum, muito por culpa da ausência de novidades e de uma dedicação suplementar ao ciclismo de estrada (e ao fórum irmão, o forumciclismo.net // BMC SLT 01), achei por bem voltar a participar aqui, sobretudo porque iniciei um projecto que pode ser interessante em termos de conteúdo para a comunidade.

Alguns de vós ainda se poderão recordar da análise à Canyon "Helga", e do final desse projecto, marcado pela a aquisição de um novo quadro Cannondale Rize. Nascia assim a "Fiona". Agora, dois anos depois, estava na altura de nova mudança, mas desta feita com um paradigma um pouco diferente.

O ano passado estava decidido a adquirir uma Scalpel, recém actualizada para a nova estrutura de quadro, que afastava o meu receio primitivo do síndrome das escoras que descolam... Lamentavelmente, o pouco interesse da loja em fazer andar o processo fez gorar o negócio. Mas como há males que vêm por bem, aproveitei para reavaliar a pertinência da compra da Scalpel, já sem a pressão dos prazos de entrega. Cheguei à conclusão de que seria um investimento avultado e de facto pouco racional atendendo ao que pretendo (uma maratonista confortável para um tipo grande) e o tipo de terrenos onde normalmente me divirto (leia-se, o inferno do complexo xisto-grauváquico de Valongo).

Com uma oferta de mercado que não me seduz particularmente, acabei por encontrar a solução para o "problema" aqui mesmo, na minha oficina e debaixo das minhas barbas: A Rize, fiel e robusta companheira, teria direito a uma nova oportunidade, desta feita com uma escolha de componentes mais refinada e pensada para ser uma montagem a longo prazo. Ou melhor, a mais longo prazo do que a actual, que já contava com 2 anos ou mais em alguns dos componentes.

Este tópico tentará acompanhar a evolução do projecto, mesmo que comece desde já com algum desfasamento, uma vez que o estado actual do projecto é mais avançado. Ainda assim, poderá ser uma compilação interessante de anotações e imagens desta ideia que torno agora em realidade.

À medida que vou colocando a evolução dos trabalhos, irei também fazer uma análise componente a componente, para que se perceba um pouco melhor as minhas opções e a motivação por detrás de cada uma.

Que a transformação comece!
 
#2
Boas,
Vou ficar atento a este tópico , porque pelo que vi da tua analise da BMC vais sair qualquer coisa de fenomenal ! :D
Vai postando as actualizações e o porquê das tuas escolhas.

Boas pedaladas, e vemo-nos num desses trilhos de Valongo ! ;)
 
#3


Este era o aspecto geral do quadro da Rize, no dia em que lhe foram desmontados todos os periféricos.

Este Rize pertence à primeira geração do modelo (versão de 130mm curso traseiro) e tem, por isso, a particularidade de ser das últimas gerações ainda fabricada nos Estados Unidos, numa altura em que a marca iria mover a produção para o oriente, primeiro nos modelos em alumínio e mais tarde em toda a gama. Tem por isso um residual valor "histórico" que me interessou manter. Além do mais, e apesar de não ser inteiramente em alumínio (as escoras são em carbono), apresentava-se como uma exelente montra da tecnologia que a cannondale conseguia colocar numa bicicleta: tubo de direcção preparado para headshock/lefty, bloco do eixo pedaleiro BB30, soldas polidas e caixa do pedaleiro + pivot inferior da suspensão + tubo de selim forjados a frio numa única peça.

Apesar de tanta tecnologia, foi um erro de principiante da marca que acabou por ditar o destino deste quadro...

O quadro é originalmente revestido por uma espessa camada de tinta depositada pelo processo de termolacagem. Acontece que todos os recantos do quadro são pintados, incluindo passagens de parafusos e olhais de aperto da suspensão. E foi precisamente no aperto do parafuso de fixação do amortecedor ao berço soldado ao tubo superior, que surgiram os problemas.

Como não há uma área reservada (sem pintura ou apenas com verniz) para a cabeça do parafuso apertar directamente no alumínio, nessa zona o parafuso aperta em cima da tinta. Pelo facto de ser particularmente espessa, a camada de tinta acabou por fracturar com a pressão exercida quer pelo aperto, quer pela vibração. Ao fracturar permitiu a passagem de contaminantes que se alojaram sob a tinta, iniciando o processo de oxidação do alumínio.

Assim, de forma invisível, os danos foram-se espalhando por todo o berço de fixação do amortecedor, começando a subir para o tubo superior do quadro.



Por baixo da generosa camada de tinta, o cenário não era muito melhor... já havia pedaços de tinta facilmente removíveis à mão.



Este é um problema que assolava as cannondales há uns anos atrás e que voltava agora para me atormentar.

Nesta zona seria muito complicado reverter o processo e estaria também descartada a possibilidade de ser fazer uma reparação parcial da pintura dado que nunca ficaria nem igual, nem existiam pontos de remate satisfatórios para uma nova pintura.

Deixei por isso andar uns tempos assim, até finalmente decidir que estava na hora de renovar o quadro e resolver de vez o problema.
 
Last edited:
#6
Como é óbvio a única solução seria remover toda a tinta para voltar ao ponto em que se decide o tipo de acabamento que o quadro irá levar.

Para isso haveria que separar os 3 componentes do quadro, sendo que o triângulo principal seria o primeiro a ser intervencionado.



Entre as várias opções para remoção de tinta, optei pela decapagem química, uma vez que não altera as propriedades do material que está por baixo da tinta (nomeadamente a textura) o que permitiria aproveitar algum do trabalho de preparação que já tivesse sido feito originalmente pela Cannondale.

Não pretendia replicar o grafismo na nova versão, ainda assim tirei fotografias de escala no sentido de registar as dimensões originais dos logótipos e lettring do quadro.



Idealmente deveria utilizar para a tarefa de decapagem um decapante aeronáutico, versão substancialmente mais poderosa do que o normal decapante à venda nas grandes superfícies de bricolage. No entanto não consegui encontrar e caí no erro de usar um decapante mais genérico.

Apesar de ter colocado o quadro dentro de um saco de plástico para potenciar a acção do decapante, os resultados foram muito pouco animadores. Aposto na brandura do decapante, embora a camada generosa de tinta também tenha influência na lentidão com que o processo se desenrolou. Na verdade, só com sessões de 6 horas de decapante a marinar em cima da tinta é que obtive resultados aceitáveis, ainda assim longe da facilidade de remoção que fui lendo em relatos de projectos semelhantes.



A primeira aplicação, normalmente só chegava para importunar a camada do grafismo, deixando a tinta quase intocável.



Mesmo com a superfície da tinta previamente raspada com uma escova de aço, por forma a promover a penetração do decapante, o progresso era excruciantemente lento...





Bastantes horas de repouso depois, o resultado ainda estava longe de ser apenas puro alumínio.



Cheguei, assim, ao ponto em que a remoção mecânica iria certamente ser mais rápida do que a espera por cada aplicação do decapante. Apesar de tudo, e porque já tinha tido experiências anteriores com decapagem mecânica manual, o progresso que o decapante trouxe é muito bem-vindo, poupando-me a horas de lixagem.

 
#8
O projecto entra agora na fase mais penosa, com cada décima de milímetro a ser conquistada literalmente a pulso.

Há dois problemas fundamentais para resolver. O primeiro prende-se com a tinta que ficou presa na fronteira das soldas e o segundo tem a ver com a lixagem grosseira que o quadro teve e que tem agora de ser nivelada.

Apesar de as soldas estarem lixadas à boa maneira cannondale, os meninos de Bedford facilitam bastante nos quadros pintados. Além das soldas não rematarem a 100% com o quadro há muito defeitos de construção que foram deixados na certeza que depois a tinta cobriria todos os pecados. E cobriu, mas agora que está tudo a nú, quem vem atrás é que se trama!

Essa fronteira entre a solda e a tubagem é particularmente complicada de resolver porque além de ter acumulado tinta a um nível inferior ao da superfície, mesmo quando a tinta é removida nota-se os baixos relevos onde antes se alojava. E isso implica desbastar ligeiramente a solda de forma a nivelar a zona de contacto com a tubagem, eliminando assim os defeitos nessa zona.



É um trabalho particularmente moroso e muito aborrecido. E porque quero apenas remover solda suficiente para nivelar o remate, todo o trabalho é feito manualmente. O facto de aqui e ali já haver algumas marcas de impacto mais vincadas no alumínio, também não ajuda a uniformizar toda a superfície.

Neste momento, só o triângulo frontal já tem investidas 12 horas de trabalho e ainda terá de ser mimado por mais umas 5 ou 6 até ficar pronto para a fase seguinte.

O objectivo final não é o brilho nem o polimento, mas sim um polido baço, diferente no entanto do vulgar alumínio escovado.



A minha primeira escolha seria o polimento por esferas de metal (ball burnishing), mas não encontrei cá no Norte nenhuma empresa com uma máquina suficientemente grande para lá caber o quadro e que tivesse a mínima vontade de fazer apenas este serviço, interrompendo a escala normal de trabalho por uma "brincadeira".
 
#9
Boas,

Ora aqui está um projecto que eu quero acompanhar.

A minha bicicleta também estava com a pintura estragada e mandei lacar e por isso não me preocupei com o retirar da pintura, pois que fez a lacagem fez tudo. No entanto perguntei como é que removeram a pintura e o que disseram é que colocaram as várias peças dentro duma tina com diluente e ao fim de uns dias a tinta saiu totalmente.
O que me disseram é que a tinta saiu facilmente, das soldaduras e tudo sem terem de lixar.

Pode ser uma hipotese para arrancares a pintura sem teres muito trabalho.

Cumps.
X.
 
#10
Não sei qual o teu objectivo final em termos de aspecto.
Mas a cannondale pinta quadros de aluminio. Obviamente não deve ser de graça (e não deve ser barato), e volta a dar garantia do quadro.
Mas não sei mais promenores.

Quanto a a esse polido baço esta a dar uma alma ao quadro muito boa. Nota-se muito mais o Hidro-forming dos tubos que na sua versão pintada o que é muito mais intressante.

Força ai no projecto.
 
#11
Era bom (pelo menos a meu gosto) que eles pintassem de novo a pintura original, sem demorar anos a faze-lo, nem levar o dinheiro de um novo. Digo isto, porque acho esta, uma das mais bonitas pinturas da marca!
 
#13
xman
Obrigado pela dica. Mas na verdade, 98% da tinta já está removida, sendo que uns 95% foram à conta do decapante. A ideia do diluente poderá funcionar a nível caseiro, mas apenas em peças bastante mais pequenas. Para teres uma ideia, seriam necessários quase 8 litros de diluente para conseguir submergir apenas o triângulo frontal do quadro. Podia usar metade desta quantidade e "tostar" um lado de cada vez, mas levaria o dobro do tempo.

O que me está a consumir agora é mesmo a regularização da superfície na zona das soldas. :D

Estive a espreitar a tua epic, e de facto a termolacagem ficou com bom aspecto. Como se está a aguentar aos impactos, sobretudo quando envolvem fricção? Pelo que vejo nos 2 quadros lacados que tenho aqui, apesar de ser um revestimento resistente a pancadas secas, se envolver raspagem ou atrito fica marcado com relativa facilidade. Presumo que mais ainda quando a superfície é fosca…

caruma
De facto a cannondale oferece esse serviço, mas custa cerca de 400€ com um período de espera de 2 a 3 semanas uma vez que o trabalho é feito na Holanda. É um valor fora de questão para o carácter mais contido deste projecto. E depois o quadro foi comprado em segunda mão, pelo que já não usufruo da garantia vitalícia da marca.

No meu caso esse valor dará para todo o material de preparação, pintura, autocolantes, espirais e tubos hidráulicos coloridos e… nem a meio dos 400€ vamos!

Quanto ao acabamento é o compromisso de pragmatismo possível. O polido tem um impacto inegável (quem não se lembra das Parkpree Pro Image?) mas é pouco prático no que toca à manutenção. Sem protecção dura apenas semanas, envernizado é uma incógnita até começar a descascar. Já para não falar nas intermináveis horas de polimento para um resultado perfeito. O escovado já é mais visto e é a solução mais comum quando se fala em alumínio em bruto.

Sobra depois este alumínio "pérola" que resulta do baço. Aqui o verniz já agarra melhor do que no polido espelhado, o que me dá alguma confiança em termos de longevidade. Além do mais, como o quadro não é novo e já tem a sua dose de mazelas mais profundas, o baço esconde alguns dos defeitos que seriam imediatamente visíveis com o polido.

abelha2
A pintura é interessante e na altura foi divertido ter uma bicicleta com as mesmas cores que a marca utilizava nos modelos de topo. No entanto isso foi mera coincidência. Não sou muito de modas. Ou seja. hoje em dia atravessamos a moda das cannondales, sobreposta à moda das cannondales verdes e pretas… E sinceramente não me apetecia ter "mais uma". Por isso nunca me passou pela cabeça refazer o esquema de pintura original.

Procuro algo mais intemporal. A prova disso é a ausência quase total de cor na montagem excepção feita aos autocolantes dos cubos, espirais de mudança e tubos de travão (sendo que estes últimos têm uma justificação que mais tarde revelarei). Aliás, quando mandei enraiar o cubo da frente vi-me grego para encontrar cabeças de raios pretas, à mão. A loja tinha todas as cores e mais algumas, menos preto. E o mesmo se passou com o aperto de selim. Obviamente que não falo em coisas encomendadas, aí tudo se arranja. Mas em termos de loja e de disponibilidade imediata, nota-se essa saturação de pormenores coloridos.

Estou a tentar remar ao contrário...

paulo_strike
Reclamaria, por certo, caso fosse o proprietário original do quadro. Mas a garantia não se transfere em caso de venda, por isso quando o comprei há 2 anos já sabia que não iria usufruir da garantia no futuro.
 
#15
Atenção às expectativas elevadas...

Não se trata de um projecto com orçamento ilimitado nem pejado de componentes topo de gama, em carbono, ou extremamente exóticos. Muito menos haverá novidades e peças novas todas as semanas.

Esta é apenas a demonstração de como se consegue lavar a cara a um modelo com alguns anos, tornando-o numa interessante alternativa à compra de uma bicicleta nova.

Mas dirão de vossa justiça com a evolução que se seguirá.
 
#17
Atenção às expectativas elevadas...

Não se trata de um projecto com orçamento ilimitado nem pejado de componentes topo de gama, em carbono, ou extremamente exóticos. Muito menos haverá novidades e peças novas todas as semanas.

Esta é apenas a demonstração de como se consegue lavar a cara a um modelo com alguns anos, tornando-o numa interessante alternativa à compra de uma bicicleta nova.

Mas dirão de vossa justiça com a evolução que se seguirá.
Ainda mais me ajudas...um projecto diferente de todas as banalidades e excentricidades dos habituais projectos! Este sim tem algo de novo, agarrar no quadro em mau estado e dar lhe uma "alma" nova e pelo que vi pela foto algo muito fiável e com uma boa pinta. É neste sentido que digo que é um dos melhores post dos últimos tempos...
 
#18
Relativamente a polido do tipo espelho, não te metas nisso alem do trabalho que dá a la chegar, vais ficar lixado quando vires o primeiro risco acontecer, ao fim de duas horas...

deixar esse aspecto baço, é sempre a melhor opção.
Tambem podes anodizar a cinza satinado. o problema aqui pode ser o custo, mas tambem não deve ser nada por ai alem. Alias sem bem me lembro ja tinhas feito umas experincias com anodizações nuns travões.
 
#20
R.Almeida
Vamos então ver se o produto final corresponde :)

caruma
Nos travões acabou por não resultar muito bem, fruto do pouco interesse da empresa que fez o trabalho em prestar atenção a umas peças minúsculas. Depois acabei por comprar os Formula Oro e a coisa ficou em banho maria.
Para já vou experimentar envernizar num pintor auto. Se não aprovar vai ao ácido e anodiza-se.

Bruno
Não vai haver pintura opaca em nenhum lado. O carbono ficará em bruto (envernizado claro) e a escora inferior seguirá o mesmo tratamento do quadro. Até a colagem do carbono ao alumínio vai ficar à vista! Um pouco como a Rize 3Z com Hammerschmidt, mas com a diferença da escora ser também polida.


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//Rodas




O que tinha? Cubos DT Swiss 240s montados em aros DT Swiss XR400 de 32 furos, com raios Sapim CX Ray.

E agora? Mantém-se a montagem, sendo que agora o cubo da frente foi substituido pela versão lefty do DT Swiss 240s.

*

Não me vou alongar muito na análise das rodas, uma vez que já o fiz anteriormente no tópico da Canyon. Acompanham-me há cerca de 2 anos, já sofreram todo o tipo de experiências transcendentais e sobrenaturais em todo o tipo de terrenos e/ou estrada. São senhoras de um cadastro completamente isento de qualquer tipo de problema. Lubrificação pontual do sistema de engate e estão prontas para outra!

Não lhes encontrei, por isso, defeito de tal ordem que justificasse a troca de nenhum dos componentes. Os cubos são lendários, os raios idem e os aros são o compromisso ideal entre ter olhais, peso/preço comedido e não resmungar com um ciclista a rondar os 90 quilos. Não valia a pena pensar em montagens mais leves, comprometendo possivelmente a fiabilidade.

Com a ansiada conversão para Lefty, havia necessidade de trocar o cubo frontal para um compatível com a excentricidade americana mono-perna. No mercado não existem muitas opções disponíveis (Tune, Extralite, Project 321, Cannondale, FRM, DT Swiss) e as que existem estavam feridas de contras que rapidamente as relegavam para segundo plano. Característica comum a todas as opções era o facto de não combinarem com o cubo traseiro. Como sou assumidamente paranóico com os conjuntos, era para mim importante que ambos os cubos batessem certo. Depois todos exigiam a troca de raios seja pela medida seja, por exemplo no caso do Extralite, porque os raios exigidos eram straight pull o que, em CX Ray, não é fácil de encontrar por cá.

Já que não tenho o cubo traseiro Chris King que adoraria (e aí sim, teria de obrigatoriamente fazer um conjunto heterogéneo), deixei de fora todas as restantes opções, sobrando o relativamente recente 240s em versão lefty. Com um preço em linha com os concorrentes mais baratos (115€) e sobejamente conhecida a qualidade do material da Dt Swiss, não haveria muito que contestar. Este cubo apresentava igualmente duas vantagens principais vantagens sobre todos os outros: Primeiro porque fazia o tal pandã com o cubo traseiro :D e depois porque me poupou 80 euros em raios uma vez que as falanges são exactamente iguais à da versão QR 9mm que eu já tinha. Assim sendo, foi só mandar trocar de cubos e enraiar a roda de novo. Sem surpresas com stocks de raios esquisitos ou gastos extra.

Conseguir o cubo na furação que eu pretendia, 32 furos, já foi outra história! Encontrava um pouco por toda a europa o cubo em 28 furos, mas nada com os 32 dos meus aros, furação que era referida no leque de opções que constava do site da DT.

Para não dizerem que só compramos lá fora, o meu primeiro telefonema foi para o antigo importador da DT Swiss em Portugal que, julgava eu, poderia ter o melhor canal de comunicação com o actual distribuidor ibérico no sentido de agilizar a compra, uma vez que ter uma roda específica para lefty era essencial para poder sequer pensar em rolar com a bicicleta. Perante o contacto telefónico não me souberam dar resposta no imediato, situação que já esperava uma vez que eventualmente iriam consultar a Team Bike em Espanha para saber a disponibilidade e no dia seguinte seria feriado. Ficaram de me ligar com o custo do cubo bem como a previsão de entrega.

Três dias depois, farto de esperar, enviei emails para 5 distribuidores nacionais da Dt Swiss: Espanha, França, Reino Unido, Bélgica, Itália e Holanda. A R2-bike já me tinha informado que o distribuidor alemão não importava este modelo, por isso não os contactei.

O email foi enviado às 9h57m. 6 minutos depois (sim... seis!), já tinha a primeira resposta. O distribuidor Belga informa-me que tem esse cubo em stock. Não vendem ao público mas indica-me que loja vende e com quem tenho de falar. O email já vai com conhecimento para essa pessoa.

Envio um email para a loja a solicitar a encomenda do cubo. Respondem-me 45 minutos depois com toda a informação sobre o processo de encomenda, já que não irá passar pela plataforma do site uma vez que era venda única. Repondo, acertamos os pormenores e a compra fica efectivada. 2 horas depois do primeiro email para os distribuidores.

Dos contactos efectuados, apenas me responderam os distribuidores holandês e inglês informando que não arranjam o cubo e o distribuidor francês informando que o cubo seria modelo novo de 2012 e, por isso, só no final do mês é que o poderiam fornecer aos distribuidores locais. 22 dias depois, ainda continuo à espera de um telefonema em português. O engraçado é que o cubo já está montado nas rodas... vá-se lá perceber depois os queixumes que compramos tudo lá fora!

E pronto, já tenho o meu conjunto de rodas prontinhas a rolar. Como os autocolantes já estavam algo danificados, foram removidos e o aro está agora com um ar limpo e sóbrio. Não sei se voltarei a colar algo por lá. Depende do que me atravessar as ideias...

A única alteração futura será a colocação do kit de engate de 36 pontos da DT, que dá uma ajuda suplementar nas zonas mais técnicas. E não, não vou mentir! Gostava também de um pouco mais de acção sonora vinda da roda de trás! :D Tenho de ver se encontro uma loja cá no burgo que o comercialize ou então, espero por uma próxima encomenda online para juntar esse pequeno extra.
 
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