Andar de bicicleta em Lisboa

#21
O passeio é para os peões. Sobre isso não há dúvidas.
Mas às vezes somos obrigados a ter que pedalar nos passeios... nessa altura devemos ter o maior dos cuidados e não colocar minimamente em perigo os peões. Desmontar se fôr necessário.
E ter ainda mais atenção, paciência e simpatia para com crianças ou o pessoal mais "entradote". Eles já correm tantos perigos nas nossas ruas...não vamos ser nós ciclistas a potenciar essa situação. Para aqueles mais "intolerantes" a resposta adequada é o silêncio, estou de acordo. :wink:
 
#22
Recomeço. Lisboa, clima à parte repito de novo, não é amigável para a bicicleta. Não porque tem muitos gases de escape ou fedorentos, nem porque tem sete colinas, nem porque tem muito trânsito, nem porque existem lilhas de eléctrico eléctricos, nem sequer por causa do piso, nem por falta de locais de estacionamento, nem tão pouco por falta de vontade, muito menos por falta de ciclovias.

É pura imibirração do Portuga.

Só não percebo é porque a turistada anda com as suas biciletas nas outras cidades europeias e aluga bicicletas para passaear nas outras cidades europeias e em Lisboa nem pensar.

Mas no Parque das Nações a coisa muda de figura.

Será também imbirração ou afinal Lisboa não é assim uma cidade tão boa para andar de bicicleta.
 
#23
penso que acima de tudo é uma questão cultural.

Se os alfacinhas andassem mais de bike nas ruas de Lisboa, claro que os potenciais bikers (turistas ou não) se sentiriam mais à vontade para o fazerem também.

Agora acredito que se não formos para a estrada, ninguém vai. Os carros irão tomar cada vez mais conta das estradas e cada vez se torna mais perigoso o uso da bike dentro das cidades, em especial na cidade de Lisboa.

Quanto à falta das ciclovias, este facto pode-se explicar: se não há bikers, do que vale uma ciclovia?! O mesmo se passa com os locais de estacionamento.

Repito, se não formos para a rua das cidades, retirando automóveis e aumentando o tráfego de bikes, as infraestruturas não são necessárias!

Bom, mas eu estou com este latin todo e não uso a bike... teria que ir de bike dos Olivais até Rio de Mouro, nada que não se faça, mas... Pode ser que agora com a possibilidade de transporte de bike nos comboios sem limitações de horários.
 
#24
Se levares a bike no comboio na linha de Sintra, é bem provável que um dia fiques sem ela. Este é mais um dos problemas. Quando a gatunada souber que andam altas bikes nos comboios vai ser um vê se te avias em assaltos.

Quanto à falta das ciclovias, este facto pode-se explicar: se não há bikers, do que vale uma ciclovia?! O mesmo se passa com os locais de estacionamento.
Esta é mais aquela questão: que nasceu primeiro? A galinha ou o ovo?

Podemos colocar a questão de outra maneira: se não há ciclovias, porquê arriscar a andar de bike em Lisboa?

É mesmo à Portuga. Se calhar é preciso serem atropelados alguns ciclistas com consequência graves, para que alguém do governo (autarquia) faça a pergunta:
- E se gente construísse umas ciclovias?
Ou como alguém já aqui sugeriu, deixarem andar as bicicletas na faixa do Bus

Isto é uma mistura de comodismo com falta de iniciativa, ou de vontade.
 
#25
Após uma completa leitura deste tópico, fiquei cheio de vontade de comprar uma bina daquelas dobraveis para ir para o trabalho em Lisboa!
Já tenho visto dois jovens aqui do meu lado (margem sul) que o fazem, levam as binas no barco e depois á só dar ao pedal! Deve ser mais chato quando chove!
A ver vamos!!!
 
#27
Dezenas de pessoas mostram diariamente que Lisboa é uma boa cidade para andar de bicicleta. E em breve serão muitas mais pessoas. É apenas uma questão de tempo até as habituais resistências e mitos se esbaterem.

Cycling in Lisbon?
Yes, we can

Hugo
 
#28
Ainda acredito que qualquer dia arranje coragem para me meter na rotunda do Marquês de Pombal, que deve ser uma das maiores do pais (ou com mais trânsito), mas acreditem que quando chego lá a prudência fala mais alto.
Olá pessoal.

É só para informar que já arranjei coragem para circular na rotunda e no sábado (20 de Setembro) lá fui........ :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Devo dizer que apanhei os semáforos todos verdes e o transito era pouco, mas a sensação é optima...... :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Experimentem e comentem :yeah: :yeah: :yeah:
 
#29
Foste pela faixa de fora ou aventuraste-te no interior?

Digo isto porque há uns dias vi um gajo perfeitamente doido a embrenhar-se e bem com uma bicicleta na rotunda do Areeiro em plena hora de ponta, o gajo só esbracejava pra trocar de faixa! Mas acho que saiu vivo :mrgreen:
 
#30
Fui sempre pela faixa de fora, porque o objectivo era sair dali sem ser atropelado :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Mas acredito que dê para circular naquela rotunda em hora de ponta........sempre encostado à faixa de fora, claro.

Vai ser a próxima experiência :yeah: :yeah: :yeah:
 
#31
Boas!

Antes de mais, começo por dizer que sou um dos que usa a bicicleta nas suas deslocações para o trabalho. Vivo actualmente no fogueteiro e trabalho no Hospital Miguel Bombarda por cima do Hospital dos Capuchos, ou seja numa das colinas de Lisboa.
Ja fazia este trajecto quando ainda morava em Oeiras. Na alttura vinha pela Marginal até Santos e depois subia a Avª Infante Santo até à Estrela, para depois passar a Avª da Liberdade e subir até ao Campo Martires da Pátria. Hoje faço o trajecto Cais-do-Sodre, Cais das Colunas, Martim Moniz e depois subo tudo até lá acima...
Sao sitios movimentados e há que ter realmente cuidado.
Mas não é de todo impossivel.
De todas as desculpas que já li aqui, a que mais me aborrece é aquela que mais vezes passa despercebida: Comodismo, puro e simples!
Leio aqui criticas às condições da cidade, à pouca ou nenhuma ética dos condutores, à falta de sitios para parquear as nossas meninas, etc e tal.... mas curiosamente quem critica é quem nao utiliza a bicicleta e provavelmente nunca ponderou efectivamente a hipotese de deixar o pópó em casa e fazer realmente parte da solução e não do problema.
Se todos se limitarem a criticar, as coisas irao manter-se exactamente como estao hoje.

Por isso, larguem os teclados e agarrem nas bikes e vao lá para o meio do transito mostrar que ha alternativas às sardinhas em lata e às interminaveis filas de transito, com os consequentes problemas ambientais e ecologicos.
Mostrem a quem manda, que realmente sao precisas condições, porque existe EFECTIVAMENTE quem queira pedalar em Lisboa e contribuir para a melhoria da qualidade de vida na cidade.

Se todos fossemos de bike para o trabalho, acreditem que seria muito mais fácil ter as tais ciclovias e as tais condições para o fazer.
Actualmente vêm-se cada vez mais ciclistas na cidade. Curiosamente até os meus colegas de trabalho já se habituaram a minha menina e já nao estranham tanto esta minha "maluqueira" e imaginem que até ja me dao alguma razao e até ja dizem que ja têm mais atenção porque ja se aperceberam por conversas que vamos tendo, que nós somos bastante vulneráveis e como automobilistas que são têm aprendido a ter "outra" atenção para com o pessoal das duas rodinhas (com e sem motor)... Isto é óptimo e leva-me a pensar se a tal mudança de mentalidades de que tanto falamos não passa exactamente por isto. Mostrar quem somos, do que precisamos e o que pretendemos para uma circulação segura em Lisboa. A consciencia das pessoas acaba por mudar e ser mudada se perto delas existirem exemplos práticos.
Quem nao passaria a conduzir com mais prudencia se soubesse que o seu filho também pedala nas ruas de lisboa ou noutras quaisquer nas suas deslocações casa/escola por exemplo???

Mas na realidade é muito mais fácil criticar....

Eu sou também automobilista além de ciclista e peão.
Queixamo-nos das condições dadas ao uso da bike para circular na cidade?! Quantas estradas por aí existem que nao têm o minimo de condições para nelas se circular em segurança... E os peões?! No Cais do Sodré por exemplo a saída do terminal fluvial é tudo menos segura....
Agora pergunto: Vamos deixar de ir a pé ou de carro para o trabalho por causa destas condicionantes?

Não me parece....

Mais uma vez, repito! Deixem de criticar de "boca" e passem à acção... Vao ver que afinal, é muito mais fácil do que parece, nem è assim tao mais perigoso do que andar noutros sitios, nem ha assim tanta falta de civismo e de ética como é facil apregoar...

Abraços
:xau:
 
#32
Estou a gostar de acompanhar esta troca de ideias. O último post é bastante construtivo e o autor mostra o seu exemplo diário. As suas palavras fizeram-me lembrar um provérbio árabe que diz o seguinte: "Quem quer fazer algo arranja um meio. Quem não quer fazer nada arranja desculpas". Acho que esta sabedoria popular encaixa perfeitamente naquilo que ele disse.

Por outro lado compreendo perfeitamente as dúvidas, os receios e as inseguranças de muitas pessoas que manifestam a sua opinião e não andam de bicicleta em locais com outros veículos motorizados. Para estes existem já soluções, como por exemplo os Cursos de Condução de Bicicleta que a Cenas a Pedal apresenta desde Junho de 2008. Estes cursos são para pessoas que ainda não sabem andar de bicicleta ou para aqueles que já sabem mas desejam adquirir mais competências e confiança para andar na estrada. Sei que a formação é totalmente adaptada a cada pessoa e às suas necessidades, podendo os formadores acompanhar a pessoa nos seus percursos diários casa-escola ou casa-trabalho. Desta forma a pessoa apreendeu algo que se adapta ao seu dia-a-dia.
 
#33
Primeiras pedalas em Lisboa: problemas encontrados!

Olá a todos,

Comecei a pedalar em Lisboa há perto de um mês. Já tinha pedalado bastante, em cidade, na Holanda, na Finlândia e no Reino Unido. Afeiçoei-me ao meio de transporte e à qualidade de vida que ele traz, e não quiz deixar de o usar aqui na minha cidade. Antes de ter ido estudar lá para fora, nem nunca me tinha passado pela cabeça pedalar em Lisboa, acho que tinha demasiado medo. Entretanto, como adquiri algum à vontade na bicicleta, comecei a 'arriscar' aqui também. Desde então, já tive o meu primeiro acidente contra o espelho retrovisor dum carro estacionado que abriu a porta sem olhar (só depois li as recomendações de andar pelo meio da estrada). Foi ali à frente da antiga Feira popular e o tralho não foi nada agradável, quase perdi os sentidos além de ter feito várias escoriações. Ainda ouvi o som seco do capacete a bater na estrada e acho que na altura deu tempo para pensar "ainda bem q não me esqueci de ti!". Após 4 anos a pedalar lá fora, comecei a ter mais respeito pelo conceito de pedalar em Lisboa. Mas não deixei, longe disso, e cada vez ando mais. Mas sempre que saio têm aparecido situações que mudam a minha ideia de como melhor pedalar, em mais segurança, aqui na cidade, se tiverem alguma sugestão ou ideia parecida, comentem!

Uma situação que me surgiu ao atravessar a Praça de Londres, perto da saída para a direita que sobe para o Técnico, um taxista resolve ultrapassar-me e cortar à direita imediatamente a seguir. Travei a fundo e virei para o mesmo lado que ele, e só assim evitei ir ao chão. Fiquei parado a recuperar os ânimos quando me apercebi que o respectivo taxista tinha ficado parado num semáforo mais à frente. Eu reparei que ele me tinha visto e nem sequer pediu desculpa. Senti-me um bocado agressivo e ainda o tentei apanhar lá no semáforo, com o primeiro intuito de dar uns socos na chapa do carro e depois conversar, mas já não o apanhei.

A solução que adoptei é que quando vou a passar por cruzamentos, ou saídas à direita, normalmente encosto mais ao centro da faixa, levanto-me do selim e acelero um pouco, para mostrar claramente a intenção de seguir em frente, e para dar menos hipóteses a um condutor de fazer uma ultrapassagem "in extremis"

Outro taxista, hoje, na Av. da República a chegar à Rotunda de Entrecampos, atravessa-me a acelerar (eu ia na faixa de BUS encostado à direita) para cortar logo à minha frente e encostar ao passeio para largar o utente. Apesar de com menos perigo que a situação anterior, senti o vento do carro e a sensação de que por pouco me mandava ao chão. Cheguei-me ao vidro do taxista e só lhe disse "ó chefe!tenha lá cuidadinho comigo, tá bem?é que eu sou frágil, tou de bicicleta", ele até se começou a explicar "eu normalmente tenho calma e tal" mas eu já estava um bocado nervoso com a manobra dele e decidi continuar a pedalar sem prolongar mais a conversa. Ficou só o pedido.

Outra situação chata em Lisboa, quando vamos na estrada, são os peões que atravessam em qualquer lugar. Se com os carros têm cuidadinho, com as bicicletas muitas vezes estão-se a borrifar e até arriscam a sua "massa humana" contra a nossa. Não sei como vocês resolvem essas situações, se vão mais para o meio da estrada para os evitar, ou se continuam em frente como se não fosse nada convosco (pois ou desviar também pode ser perigoso para nós). O que é certo é que da parte dos peões também há um certo desrespeito para com os ciclistas. Claro que o oposto também deve acontecer, mas falo por mim quando digo que ao sentir-me uma minoria em Lisboa e ao querer promover o uso da bicicleta, ando sempre com o máximo de cuidado para com os peões, sobretudo quando tenho de usar o passeio.

O que se nota aqui em Lisboa, realmente, é a surpresa das pessoas com as bicicletas. As bocas tipo "É campeão!" são comuns, e as reacções dos condutores são completamente imprevisíveis. Uns ficam com tantos cuidados que vão 10 minutos a rolar devagar atrás de ti quando têm faixas para passar, outros agem como se não existíssemos. Mas devo também dizer que fiquei surpreendido com várias reacções extremamente cívicas e pacientes de condutores em Lisboa (nomeadamente de autocarros, um abraço aos condutores da CARRIS) que nunca presenciei lá fora, onde a bicicleta já faz parte da paisagem. Acho que é possível andar de bicicleta aqui em Lisboa e que com a prática fica mais seguro, sobretudo após a fase inicial de "violenta" adaptação. Só gostava de conseguir prever um pouco mais do que os condutores vão fazer, se há uma característica que se destaca nos nossos condutores, é a sua "imprevisibilidade", muitas vezes fico parado várias dezenas de segundos atrás dum carro só à espera de ver o q vai acontecer (pode ser perigoso se ele quiser fazer marcha-atrás :wink:)

O que quero trabalhar ainda em mim, é o não me exasperar tanto com os carros, dialogar com os condutores quando for caso disso, mas com civismo e só em 10% das ocorrências (se não um gajo passa a vida nisto). Já bati nuns quantos capots de carros para deixar o aviso, mas não sei se será o melhor, pois pode piorar ainda mais as relações bicicleta-carro (que nos interessa manter cordiais). O que acham?

Já agora para finalizar uma pergunta. Algum de vocês usa espelhos retrovisores, no guiador ou no capacete? Recomendam o seu uso em bicicleta?

Abraços e desculpem-me este longo primeiro "post". Espero ver-vos na "Massa Crítica" esta Sexta,

Miguel Ferreira
 
#36
Também sou uma pequena adepta do usar a bicicleta para ir trabalhar. Até agora tenho tido pouquissimos problemas um pouco de tudo.

  • 2 razias de carros com suportes de bicicletas no tejadilho :mrsock:
  • Um parvo que foi o tempo todo a buzinar e reclamar porque eu estava a usar o centro da faixa pois a berma naquela zona é muito inclinada e não oferece segurança à minha menina.
  • Ia sendo atropelada há dias num parque de estacionamento e não sei até que ponto a culpa é minha :s
  • E já me desviei a tempo de uma porta a abrir...
  • E levei um right hook de outro parvo anormal

Taxistas e Autocarros não chateiam. E tenho por lema de andar sempre que possível na estrada. O meu percurso é Graça - Algés e até ao Cais de sodré vou sempre pela estrada e não gosto de usar a faixa BUS. No cais de sodré mudo para o lado do rio e vou pelas Docas... Quando uso o passeio modero a velocidade e dou sempre a prioridade aos peões. Afinal eu é que estou a invadir o espaço deles. Mas faço algumas pequenas infracções ao código da estrada.. Passo alguns vermelhos e ando em sentido contrário em ruas de sentido únicos...

Ultimamente tenho visto mais gente a usar a bicicleta como meio de transporte e não apenas para lazer. O que é óptimo! :hehe:

jol8485 said:
Sim as velhinhas chatas :evil: :evil: :evil:
Hoje em Algés com as obras na estrada tive que ir pelo passeio. Lá fui eu devagarinho e quando chego ao fim das obras quando quase posso voltar à estrada vem uma velhinha perguntar o que fazia eu no passeio :shock:
Passeio este que não tinha muita gente portanto nem houve confusão nenhuma.
Apliquei-lhe o tratamento do silêncio mudo :mrgreen:
Ontem apanhei um velho rezingão. Eu ia na estrada, encostada à direita e queria virar para a direita. O dito sonhor estava a atravessar a estrada para onde eu queria ir, por isso parei. e não é que o R*** do velho deciciu que queria ir pela estrada e passar entre o carro estacionado e eu e toca de refilar comigo! só ouço "Ró nhó nhó .... ainda tenho de aturar estas bicicletas de M*****". Apeteceu-me responder-lhe logo mal! Só lhe disse que tinha tanto direito a andar ali como ele... Disse foi mal por que eu tinha MAIS direito do que ele, já que eu estou na minha via e ele não estava no passeio dele! grrrrrrrr
 
#37
Boas!

Depois de muitas semanas a consultar o fórum, sobretudo os temas relacionados com o cicloactivismo, resolvi finalmente dar inicio à utilização da bicicleta como meio de transporte urbano. Até aqui apenas andava em passeios de cicloturismo e em trilhos calminhos, mas depois de ler os testemunhos dos adeptos das biclas que aqui se manifestam e nos inúmeros blogs dedicados ao tema, decidi por fim meter-me na estrada sem medos.

Sem medos é como quem diz, pq os nossos amigos automobilistas ainda metem algum respeito e prezo muito o meu bem estar físico. Para já apenas tenho feito curtos precursos dentro da cidade de odivelas, em ritmo de preparação e aprendizagem, mas espero que dentro de algumas semanas já tenha a capacidade de subir a calçada de carriche e chegar ao hospital dos capuchos, no mesmo tempo que demoro quando vou de transportes públicos.

Como muitos de vocês, acredito sinceramente que a cidade de lisboa não é um bicho de sete cabeças no que diz respeito à "7 colinas". Penso que com alguma preparação física, uma boa gestão do esforço e uma utilização inteligente das mudanças, a maior parte dos utilizadores de bicicleta tem a capacidade para o fazer.
Durante a semana da mobilidade tive a oportunidade de participar num passeio desde o terreiro do paço à alta de lisboa. O andamento foi bastante agradável e chegámos todos lá a cima, sem grande dificuldade. Depois a descida até ao terreiro do paço tb foi muitissimo simpática.
A maior dificuldade, a meu ver, está relacionada com a partilha do espaço com os veículos automóveis que em muitos casos não são minimamente sensíveis à presença das bicicletas. Se os automobilistas não se respeitam uns aos outros, com dificuldade irão respeitar os "malukos" das binas. Concordo com os defensores da ideia de que se aumentarmos a nossa presença na estrada iremos ganhar o nosso espaço.

Assim sendo, temos de aumentar o nosso número (enfim, é talvez com presunção que me incluo no grupo dos iluminados que andam de bicla em lisboa, mas pode ser que em breve tenha conquistado esse direito) para que aqueles senhores que decidem as coisas resolvam melhorar as nossas condições de segurança. Não me incomdoda muito que o façam como medidas eleitoralistas ou de conveniência. Desde que implementem medidas que sejam úteis e que não sejam limitadas no tempo.

Assim sendo, amanhã vou comprar uma bicla citadina, que me permita transportar as tralhas do trabalho, roupa e etc, para que em breve possa deixar o carro na garagem e ir a pedalar para lisboa. Espero nessa altura cá vir partilhar convosco a alegria de chegar a casa ao fim do dia, com 25km no bucho!
 
#38
Olá.

Bem vindo ao clube e força na canetas para subir a Calçada de Carriche!

Eu faço o percurso da Alta de Lisboa até à Av. da Liberdade, por isso ainda somos capazes de nos cruzar por aí. Vais pela ciclovia do Campo Grande?
 
#39
No campo grande ou vou pela ciclovia ou pela faixa lateral, como quem vai para a cidade universitária, mas em vez de virar à dta, sigo em frente até entrecampos.
No entanto ainda só fiz esse precurso durante o fim de semana.

Há por aqui alguém que vá para lisboa desde odivelas? talvez desse para combinar horas e ir em conjunto. Seria uma espécie de "carpooling", mas em versão bicla.