Ensaio em detalhe: Niner Air 9

#1
Ensaio Em Detalhe:
Niner Air9


Texto: Eduardo Marques
Fotos: Valentin, Niner Bikes
Rider: Eduardo Marques


Nascida da revolução 29er americana, a Niner é uma marca que vende unicamente modelos de roda com 29 polegadas. Embora relativamente desconhecida na Europa, nos Estados Unidos têm vendido uma sucessão de modelos inovadores que usam o maior diâmetro rodas para explorar alternativas de comportamento e dinâmica, não só no mundo do XC mas também no difícil segmento do All-Mountain, normalmente pouco receptivo ás 29er. Embora a Niner apresente também uma oferta muito forte de modelos de suspensão total, a bicicleta que aqui testamos é uma rígida de Cross-Country com clara orientação competitiva, a Air9. É um dos modelos mais bem sucedidos da marca e combina uma construção ligeira com um comportamento adequado para rolar a elevadas velocidades.

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Índice

  • [iurl="aspectos"]Aspectos Práticos e de Construção[/iurl]
    [iurl="montagem"]
  • Componentes[/iurl]
    [iurl="trilhos"]
  • Nos Trilhos[/iurl]
    [iurl="suma"]
  • Em suma[/iurl]


  • [iurl="ficha"]Ficha técnica do quadro[/iurl]
    [iurl="componentes"]
  • Componentes da bicicleta testada[/iurl]
    [iurl="geometria"]
  • Geometria[/iurl]
    [iurl="carbon"]
  • Air 9 Carbon[/iurl]
    [iurl="agradecimentos"]
  • Agradecimentos[/iurl]
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[anchor="aspectos"]Aspectos Práticos e de Construção[/anchor]

O Air9 é um quadro fundamentalmente definido pelo tamanho das suas rodas, de construção convencional para uma hardtail. As triangulações, as dimensões dos tubos, tudo apresenta formas muito familiares e resultantes de uma evolução de muitas décadas que optimizou a geometria destes quadros de alumínio. Mas claro, dentro desta forma clássica cada marca introduz as suas modificações e soluções para moldar um pouco o aspecto e as capacidades do quadro. O pronunciado sloping do tubo superior é variação mais evidente que a Niner aplicou no Air9. Este sloping é criado pela conjugação de um tubo de selim curto e de uma testa alta, função do comprimento de eixo-coroa da forqueta de suspensão para rodas 29. O tubo inferior curvado antes de se ligar à testa do quadro é outro pormenor típico da Niner. Esta curva não é meramente um capricho estético. Foi introduzida para permitir que as suspensões possam passar por debaixo do quadro sem bater com a topo da coroa no quadro, um problema que aflige muitas bicicletas de roda 29 de geometria mais compacta.

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As tubagens do triângulo principal são de secção circular, mas as escoras apresentam uma secção mais complexa, dividida em 4 lóbulos e que procura controlar a flexão em várias direcções através da variação da rigidez do perfil do tubo. Além da secção variável, as escoras são também curvadas em "S" para se afastarem do pneu antes de de encontrar o tubo de selim. Esta curva é muito pronunciada e permite à Air9 , caso o dono assim pretenda, receber borracha com tamanhos que transcendem em muito a habitual.

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As escoras terminam em em dropouts do tipo Breezer. Estes dropouts, com uma placa exterior que os rodeia, são uma forma clássica criada por Joe Breeze, um dos iniciadores do movimento do BTT moderno. Este tipo de construção é considerado vantajoso porque fornece uma ampla superfície de soldadura entre as escoras e a sua forma permite também para proteger os apertos rápidos de impactos.
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A Niner pediu à Easton para fabricar o conjunto do tubos que perfaz este quadro. Os tubos são extrudidos em alumínio ligado com escândio, um material no qual a Easton conta já com mais de uma década de experiência. Num pormenor curioso, encontramos pequenos logos da Easton estampados no tubo superior e diagonal imediatamente antes da junção com a testa do quadro, quase que parece uma espécie de marca da água para garantir a autenticidade do quadro. A adição do escândio ao alumínio impede a que as zonas de união dos tubos sofram fragilização durante o processo de soldadura, típica de outros tipos de alumínio, e permite assim recorrer a espessuras mais finas nas terminações dos tubos. Claro que ao usar tubos mais finos a durabilidade do quadro aos impactos é mais reduzida mas a tubagem de grande diâmetro da Air9 não demonstrou evidência de ser excessivamente fácil de danificar por esmagamento. O resultado final desta construção é uma poupança de peso bem interessante que permite à Niner oferecer este quadro com apenas 1406 gramas no tamanho M, um valor extremamente competitivo para um quadro 29er.

Em termos de pintura o Air9 não deixa ninguém indiferente. As cores da Niner são conhecidas pela sua criatividade e a cor Kermit Green ("Verde Sapo Cocas") desta Air9 de ensaio não é excepção. É um verde intenso e visualmente apelativo, com um belo brilho metálico que dá vida aos pormenores e curvaturas do quadro. A decoração é mínima, com poucos artefactos decorativos além da indicação do modelo e da marca. Ainda assim não falta o tradicional autocolante motivador que a Niner coloca no tubo superior das suas máquinas.

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Este quadro é bastante convencional nas dimensões dos componentes que recebe. Requer uma caixa de direcção de 1 1/8 polegadas externa e pedaleiro roscado e espigão e de 31.6 mm. O uso destes interfaces comuns e quase "clássicos" certamente será muito bem acolhido pelos interessados em fazer a troca de um quadro antigo, dispensando investimentos em caros pedaleiros e suspensões novas.

[anchor="montagem"]Componentes[/anchor]

Sendo o quadro desta Niner vendido à parte, cabe ao comprador seleccionar o menu de componentes dentro das suas preferências. Esta montagem de teste é meramente um exemplo de uma possível configuração da bicicleta e é baseada em componentes que dão garantias elevadas de durabilidade e resistência. Quem pretenda atirar a Niner para provas competitivas pode certamente reduzir bastante o peso usando algumas peças ainda mais leves sem grandes sacrifícios de durabilidades.

Na primeira linha do amortecimento de impactos encontramos uma suspensão Fox F29 de 2011 com cartucho de damping FIT e pernas tratadas com acabamento Kashima. Este modelo de 2011 representa um salto significativo em relação aos modelos dos anos anteriores. A sensibilidade é inegávelmente superior, sendo necessária apenas uma força mínima para iniciar o movimento das bainhas. A maneira solta como responde aos impactos demarca-se até do funcionamento típico de uma suspensão a ar de XC e aproxima-se ao funcionamento de uma boa suspensão de molas. Depois de uns anos com evolução mais pausada, a Fox tem agora apostado na constante actualização das suas suspensões e os resultados são notórios.

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As rodas desta Niner são umas American Classic 29er, reconhecidas em termos de peso e com uma qualidade de construção muito agradável face ao preço. Sendo rodas 29er relativamente leves, é claro que a rigidez não apresenta valores recordistas, mas são muito adequadas para a missão que lhes foi confiada e os componentes são reconhecidamente fiáveis. São também rodas com uma estética muito trabalhada, com um padrão de lettering muito original acompanhado com cubos anodizados no sempre popular vermelho vivo.

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A calçar as American Classic encontramos um par de pneus WTB NanoRaptor com 29x2.1 polegadas. O NanoRaptor foi o primeiro pneu para BTT disponível no mercado. Quando a primeira versão deste pneu surgiu (em 1999), desencadeou imediatamente a revolução da roda grande que deu origem a marcas como a Niner. É por isso de certa forma historicamente apropriado vê-lo montado nesta Air9. Em termos de comportamento, o Nano é um pneu de rasto reduzido (a WTB chama-lhe "micro-rasto"), com pouca resistência ao rolamento e que vai buscar a maior parte da aderência não aos tacos mas à sua borracha macia. Assim sendo, é um pneu bastante rápido a rolar mas com dinâmica previsível, com uma transição entre aderência e escorregamento fácil de controlar, sem pregar sustos. Os NanoRaptor desta bicicleta de testes estavam montados sem câmara de ar para fazer uso do aro tubeless das American Classic. Durante o decurso do teste acabei por fazer um pequeno rasgo no pneu que se mostrou impossível de vedar e por isso não recomendo que estes pneus sejam usados sem câmara. Sendo o WTB um pneu fino, com apenas 560 gramas na versão 29er de kevlar, será sensato optar por outros pneus mais espessos caso se pretenda uma conversão de tubeless fiável.

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Na transmissão encontramos um conjunto XT de 9 velocidades. Não haverá muito a dizer sobre esta escolha senão que é uma aposta segura com provas mais que dadas de fiabilidade e funcionamento de qualidade. O maior carreto da cassete instalada nesta bicicleta é de 34 dentes, que corresponde sensivelmente a uma cassete com um máximo 32 dentes numa bicicleta de roda 26. Para aqueles que queiram uma relação ainda mais leve, é possível recorrer às várias cassetes de 36 dentes que surgiram no decurso do ultimo ano, com 9 ou 10 velocidades.

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O controlo da direcção da bicicleta é feito com um guiador recto da Niner, o Flat Top 9. Este guiador recto procura ter os ângulos de típicos um sobre-elevado mas sem o aumento de altura de frente inerente. O elevado comprimento (710 mm) proporciona muito alavancamento para fazer esforço em subida e dá também uma excelente sensação de controlo. A completar o guiador encontramos uns finos punhos de espuma Bontrager Race XXX Lite. São extremamente leves (15g) mas o seu diâmetro reduzido não se demonstrou muito compatível com o tamanho das minhas mãos. Nos restantes periféricos encontramos um conjunto de avanço, espigão e selim Ritchey. São peças de peso interessante, que usam soluções técnicas simples e provadas, combinadas com uma estética apelativa para muitos.

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Os travões de disco montados nesta bicicleta, uns Shimano Deore, destoam claramente do conjunto mas a sua presença na bicicleta de teste deve-se meramente a um problema com os Shimano XT que estavam instalados anteriormente. O Deore são pesados e sem qualquer tipo de afinação mas ainda assim deram boa conta do recado.

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[anchor="trilhos"]Nos trilhos[/anchor]

O aspecto agressivo não deixa dúvidas. A Niner Air9 é uma hardtail desenhada para andar depressa, para atacar pistas de XC e traçados de maratona na velocidade máxima. A posição de condução deixa-nos imersos na bicicleta, comandando uma direcção rápida e precisa. O esculpido triângulo traseiro transmite a força de pedalada como só uma hardtail o consegue fazer. É a mais pura acção-reacção, em formato de roda 29. Embora se note alguma dificuldade de manobra nas zonas técnicas, as dimensões substanciais das rodas da bicicleta desaparecem à medida que ganhamos velocidade. É uma delicia lançar esta bicicleta por singletrack cerrado e rápido, com o quadro a dar um feedback apurado dos níveis de aderência dos pneus enquanto a Fox oscila incansável a alta frequência para manter a compostura do conjunto. Aqui a Niner Air9 agiliza-se e torna-se leve de comandar, ainda que com uma estabilidade muito agradável face aos obstáculos do trilho. Sendo uma hardtail, tem limites bem demarcados para a rugosidade de terreno que consegue digerir mas aqueles com experiência a andar depressa em bicicletas semi-rígidas não deverão ter dificuldade em tirar bom partido da plataforma que a Niner criou.

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A descer temos uma configuração do quadro ideal para movimentar o nosso peso da forma mais favorável, especialmente evidente neste quadro de tamanho M. É muito fácil mover o peso para ambos os extremos da bicicleta e o sloping dá muita segurança extra em manobras tecnicamente complicadas, pois permite desmontar ou fazer movimentações laterais na bicicleta sem qualquer restrição ou impedimento. Como habitual em bicicletas com rodas deste tipo, quanto maior velocidade se acumula, maior é estabilidade de trajectória devido o efeito giróscopico. Em zonas com bom piso, onde a traseira rígida não perde contacto com o terreno, esta Niner mostra-se uma das bicicletas com comportamento mais estável a velocidade. A bicicleta é também muito segura em zonas com drops ligeiros e transições de gradiente extremas. A combinação da roda 29 com uma eficaz suspensão frontal permite absorver impactos sem dificuldade. As rodas 29 não acrescentam magicamente curso extra às bicicletas nem transformam hardtails em bicicletas de suspensão total, mas é inegável que aumentam as capacidades em lidar com todas as irregularidades que tentam encaminhar a roda da frente (e por consequência a bicicleta inteira) para situações indesejadas.

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Sendo a Air9 uma HT de competição, é natural que se espere uma performance sem falhas em terreno ascendente. Estas expectativas são plenamente cumpridas quando apontamos a roda de frente para as subidas. A posição de ataque é muito boa, estejamos sentados ou em pé, e a rigidez do quadro permite acelerações verdadeiramente explosivas. Obviamente que as rodas de 29 polegadas, com a sua massa mais longe do centro de rotação, demonstram-se um nadinha mais preguiçosas a mudar de velocidade que as congéneres de diâmetro mais reduzido mas por outro lado apresentam maior relutância em desacelerar quando confrontadas com obstáculos. Adicionalmente, nas subidas técnicas esta bicicleta mostrou-se bastante eficaz a ir buscar tracção a sítios complicados. A altura da frente, com a forqueta 100 mm de curso e o guiador recto pareceu-me também perfeita. Esta mistura de particularidades acaba por resultar num comportamento em subida muito agradável que não deixará desapontados aqueles que pretendem rolar nos limites do corpo e da máquina.

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[anchor="suma"]Em suma[/anchor]

A Niner Air9 é um conceito de hardtail completamente diferente do que estamos acostumados a ver no nosso mercado. O quadro é simples, leve e impecavelmente construído, sendo do melhor que se faz actualmente em alumínio. É uma bicicleta apontada às corridas, para andar depressa, mas que não é nervosa nem difícil de manobrar quando o terreno nos confronta com o pior que tem para oferecer. Esta Air9 é uma máquina que não faz o piloto temer a entrada em trilhos difíceis. Será uma bicicleta para todos? Talvez não, pois é natural que nem todos necessitem deste comportamento multifacetado numa hardtail e nem todos se ajustam à geometria de uma bicicleta de roda 29, especialmente num mercado repleto de bicicletas de suspensão total muito evoluídas. No entanto, existe um publico alvo claro para esta máquina. Esse publico alvo são todos aqueles que não abdicam das fabulosas qualidades trepadoras de uma hardtail mas sentem falta de um pouco mais de velocidade e capacidades de descida. Estes certamente não perdem nada em experimentar esta Air9. Penso que ficarão agradavelmente surpreendidos com a polivalência desta máquina de rodas grandes.

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[anchor="ficha"]Ficha Técnica do Quadro[/anchor]
  • Material do quadro: Easton GX2 Scandium
  • Curso máximo permissível de suspensão frontal: 100mm
  • Tamanhos disponíveis: S, M, L, XL
  • Caixa de direcção: , 1.125 polegadas
  • Diâmetro espigão de selim: 31.6 mm
  • Aperto de espigão de selim: 34.9 mm
  • Tipo de desviador da frente: Low Mount / Top Swing / Top Pull
  • Caixa do eixo pedaleiro: 73 mm / Rosca Inglesa (ISO)
  • Linha de corrente: 50 mm
  • Dropout traseiro: 135 x 10 mm
  • Tamanho de rotor máximo: 185 mm
  • Rota de passagem de cabos: Externo, cabos de desviadores e tubo hidráulico sob o tubo horizontal.
[/td][/tr][/table]
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[anchor="componentes"]Componentes da Bicicleta Testada[/anchor]
  • Quadro: Niner AIR9
  • Suspensão: Fox F29 FIT RLC 120mm reduzida para 100mm, Eixo QR15, Kashima Coat
  • Manípulo: Shimano SL-M770
  • Desviador F: Shimano XT FD-770
  • Desviador T: Shimano XT Shadow RD-M772 Caixa Longa
  • Pedaleira: Shimano XT FC-M770 44-32-22
  • Eixo Pedaleiro: Shimano Integrado
  • Cassete: Shimano HG81 11-36
  • Corrente: Shimano CN-HG93
  • Travões: Shimano Deore M535
  • Rodas: American Classic MTB29 Tubeless
  • Pneus F/T: WTB NanoRaptor 29
  • Selim: Ritchey Pro
  • Espigão de Selim: Ritchey WCS Al
  • Avanço: Ritchey WCS Al
  • Guiador: Niner Flat Top 9
  • Caixa Direcção: Hope
  • Punhos: Bontrager Race XXX Lite
  • Pedais: Time Atac XS

  • Importador: Pernalonga
  • Peso: 1406g (Quadro M)
  • Preço: 960,00€ (Quadro)

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[/td][/tr][/table][table=1][tr=bg1][td=1,]
[anchor="geometria"]Geometria[/anchor]

Para o tamanho M testado:
  • HTA - Ângulo de direcção: 72°
  • STA - Ângulo de selim: 73°
  • ETT - Tubo superior efectivo : 603 mm
  • ST - Tubo selim: 419 mm
  • HT - Tubo direcção: 90 mm
  • CS - Escora inferior: 440 mm
  • SO - Standover: 727 mm (medido a meio do tubo superior)
  • BB - Altura da caixa do pedaleiro:
  • WB - Distância entre-eixos: 1085 mm
Geometrias de outros tamanhos (Ver tab Geometry & Sizing)
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[/td]
[/tr][/table]
[table=1]
[tr=bg1][td=1,]
[anchor="carbon"]Air 9 Carbon[/anchor]

Além do clássico modelo de alumínio que aqui testamos, a Niner apresenta também no seu catálogo o Air 9 Carbon, versão em carbono ainda mais leve e rígida. Com uma construção monocoque de amplas secções, apresenta uma geometria semelhante ao Air 9 metálico. Este quadro usa soluções técnicas mais elaboradas e recentes como a caixa de direcção cónica, suporte de disco traseiro postmount e usa uma peça excêntrica no pedaleiro capaz de aceitar qualquer tipo de eixo moderno (BB30, BB90 ou roscado). O excêntrico permite aplicar tensão na corrente caso se pretenda usar a bicicleta como singlespeed ou com um cubo de mudanças internas, conferindo polivalência extra ao quadro. O cuidado com os acabamentos mantém-se apurado, sendo disso exemplo a passagem de cabos interna em que o próprio símbolo da marca é usado como guiamento dos cabos. O preço para aceder a este modelo de topo da linhagem Air9 são uns pesados 2200 euros, mais do dobro do valor pedido pelo modelo de alumínio.

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[anchor="agradecimentos"]Agradecimentos[/anchor]

O staff do FórumBTT à loja ProCycle (importadora da Niner em parceria com a loja Pernalonga) pela cedência da bicicleta de teste para a realização deste ensaio.
 
Last edited:
#3
Muito boa análise, mas fiquei com uma dúvida. Qual é afinal o diâmetro do espigão? Primeiro falam nuns pouco comuns 34,9 e no final em 31,6 com aperto 34,9.

Continuem com as excelentes análises!
 
#5
Quanto ao ensaio mais nada a dizer, muito bom, com a a qualidade já habitual.

Em relação à niner, há uns tempos atrás ver as 29ers era muito assustador, pareciam bigfoots, neste momento não é tanto assim, mas ainda me faz alguma confusão, até pq estou habituado a outras proporções na bicicleta, e ainda é algo estranho.


Mas, são ensaios destes que nos vão esclarecendo e preparando...será este o futuro, ou não...
 
#6
Provavelmente e se tudo correr como previsto, serei dentro de algum tempo o propietário de uma destas máquinas! Ando a namorar uma Air 9 carbon ! só preciso de fazer um teste drive com uma destas máquinas,para tomar a decisão final!
O meu receio será a perda de rendimento a subir e a perda de alguma agilidade, mas só após experimentar e testar uma destas beldades intensivamente é que poderei tirar conclusões!!
 
#8
Mais uma excelente análise.

Quanto à Niner parece fantástica, gosto especialmente da geometria do quadro. Apesar de ser um M, o facto de usar rodas 29er faz parecer que o quadro mais pequeno.
 
#9
Se me permitem a sugestão, gostava de ver um teste à Niner W.F.O. (Wide, full, Open).
Gostava de saber o comportamento de uma 29er com mais curso... suspeito que é capaz de se bater com muitas maquinas de Enduro...
 
#13
Parabéns pela análise.

Faltou o peso total da bicicleta com esses componentes para todos ficarmos com uma ideia do que podemos contar nos trilhos. Apresentar apenas o peso do quadro de uma 29er é muito bonito e por acaso este quadro até tem um bom peso mas numa 29er é fundamental saber pesos totais ou pelo menos de outros componentes de dimensões maiores ao que habitualmente utilizamos nomeadamente, rodas e suspensão.

Mas também, indo aos sites das marcas, facilmente podemos encontrar pesos. Para esta suspensão: 1880gr. Para as rodas: 1600gr (excelente peso para estas rodas isto é, segundo o site...)

No entanto, fica a sugestão de apresentarem estes e outros pesos mais significativos ao longo do teste só para fazermos contas de uma forma mais rápida...

Ora bem.. o quadro testado foi um M e pensando no pessoal mais alto (tipo eu :lol:) teríamos de ir para um quadro XL e mesmo assim, penso qua não daria. Atenção que um comprimento de 53cm de tubo central não equivale a 21 polegadas tal como diz no site...

O quadro XL já vai para as 1700gr e com as rodas, suspensão e restantes acessórios do teste ficaria assim por alto, com uma bicicleta nos 12,5kg...

Apesar do slooping acentuado do quadro, geometria, rigidez, etc, sinceramente não estou a ver a grande vantagem desta bicicleta e ainda mais com uma suspensão de 120mm (mesmo reduzida para 100mm) para:

atacar pistas de XC
E é também difícil perceber:

A altura da frente, com a forqueta 100 mm de curso e o guiador recto pareceu-me também perfeita.
Mas quem sabe é quem testou...

Eu já andei em 29ers com 80mm de curso à frente e já achei muito quer a trepar, quer a descer mas enfim, é a minha opinião e vale o que vale.

Resumindo, só quero dizer que 12,5kg de bicicleta, com 100mm à frente, roda 29, "para atacar pistas de XC"... :-K:-K

Não tenho qualquer dúvida que este quadro tenha sido desenhado "puramente" para XC. A sua geometria, a sua rigidez, o seu desenho, tudo o indica mas penso que qualquer um de nós, quando investe numa bicicleta, procura mais agilidade, mais rapidez, maior aceleração, maior rendimento e nestes caso temos de ser um pouco mais realistas...

No entanto, gostei muito da análise e a mesma só aumentou o meu gosto, admiração e vontade em adquirir uma 29er mas lá está, para os meus objectivos que são Maratonas e outras longas distâncias...

Cumprimentos

Hugo
 
Last edited:
#16
Fiquei bastante curioso em experimentar essa novidade da roda 29'........
Não querendo ser de modas, mas aqui este belissimo trabalho do Eduardo deixou-me com vontade de experimentar;-)