Mas não se trata de haver patrocinios ou não... quantos compram em função do que os prós compram? EU e conheço mais um punhado de pessoal que não.
Aliás... se formos a ver bem, ando com espigões com 500 grm de peso que sobem e descem, pneus que pesam perto de 1 kg e com larguras de 2.4 e 2.35...
Mais 100 grm ou mais, é coisa que não me importo se trouxer mais eficácia ou fiabilidade.
A locura do peso já se ficou perdida algures pelo tempo, o que interessa mesmo é pernas! Pernas e mente. O resto é tudo psicológico muito sinceramente...
350+,
Podes recordar que em 95 quando a Hope lançou um dos primeiros travões 100% hidráulicos e quando nem havia suportes para os mesmos: Hope Sport, todos, mas mesmo todos, olharam como um artigo de DH devido ao peso e colocava dveido ao que custavam............
Repara que falamos numa altura que V-Brakes ainda eram raros (se é que haviam - já não me recordo,mas acho que não!).
Se formos ver, esses travões tinham o conceito dos actuais travões... mas não tem nada a ver com os actuais que além de mais leves, conseguem ter um poder de travagem brutal!
Antes ainda houveram algumas tentativas de travões como os AMP/Sanandreas... e outros, mas se na altura pareciam que não iam pegar, o conceito estava lá e foi esse que venceu.
Isto num espaço que sinceramente considero menos de 10 anos, se considerarmos os HFX-9 da Hayes como o travão que "banalizou" um pouco este sistema de travagem.
Não havia pros a usar no princípio! Era o utilizador que pagava para ter uma janela do futuro!
O mesmo poderia falar das suspensões... que na altura, as únicas que me faziam sentido eram as AMP pelo peso que tinham, pela simplicidade do conceito, pela eficácia (conseguia trabalhar mesmo depois de bloqueada e não bombava assim muito!) e por olhando para elas, havia aquele sentimento: FAZ SENTIDO.
O único problema era a travagem, que todos já diziam que seria óptima, se tivesse discos... que no caso da AMP, resolveu com a B5.
E se olharmos bem para a imagem abaixo, vemos que esta bike, estava quase 15 anos à frente em termos de conceito! Suspensão integral, travões de disco frente e trás (hidráulicos accionados por cabo) e um peso a rondar os 11 kg!
O caso das transmissões vai levar mais tempo, não só pela sua complexidade, mas também por ter de se encontrar um standard que todos possam seguir - um pouco como a actual transmissão!
Ora isto, só se consegue se colocarmos todos numa mesa, e discutam o standard como fizeram os 4 grandes para o conceito de solução híbrida.
E como tudo, vai chegar primeiro aos top de gama e só depois ser difundida para baixo mas creio que só até um ponto.
Ou seja o sistema terá um custo mínimo o qual não será competitivo relativamente ao desviador normal. Com isto refiro que o desviador nunca irá morrer, havendo sempre local para o pessoal que queira uma bike barata, e para o fim-de-semana.
Não é colocando 2 cassetes com 9 correntes numa caixa, que poderemos chamar de inovação!
Não é colocando um cubo de xx velocidades num quadro que poderemos chamar de inovação!
O peso, creio que isso não será um entrave, até porque é como pensar com a cabeça nos dias de hoje!
O custo, esse sim, vai disparar, mas é como em tudo, uma mota de cross custa 7000€ e temos bikes que se aproximam desse valor e não tem metade da tecnologia. Custo/produção/mercado estão interligadas...
Falar em mudanças? Mas porquê? É preciso termos mudanças pre-definidas tipo como há hoje?
Se reparares bem, para pensarmos num problemas como este, temos de pensar no verdadeiro problema que é: termos uma faixa de rotação dos cranks para muitas velocidades reais e como tal queres algo que varie a relação.
Se vai ser por mudanças, ou variação contínua, isso o futuro o dirá - Se investirem!
Como vantagens, vejo muitas:
- Peso não suspenso
- Fiabilidade
- Centro Gravidade
- Limitar as variações no que respeita a pivots
- Rodas de trás mais simétricas (menos probabilidade de falharem!)
Isto tornariam as BTT umas boas máquinas!
O Simon, só vai "facilitar" uma coisa que já existe.......... e sinceramente acho um pouco complexo para usar em provas - mas prontos, se calhar sou eu que já não se recorda muito bem o que é andar sempre a fundo!
Uma coisa é certa, nunca se chega lá, a gastarem dinheiro de R&D em coisinhas como o SIMON...