O meu caso com as 26, 27,5 e 29:
Eu tinha uma Canyon AL 6.0, roda 26, com um par de rodas leves que adoro. Recentemente, vi que o quadro estava rachado, pelo que se punha a questão: ou trocava de quadro ou comprava uma bicicleta nova. Para ajudar na decisão, fui experimentar uma 27,5 no mato, Merida cujo custo anda nos 1500€ (não tenho a certeza) e achei-a com uma aceleração fantastica, que rola muito bem, mas pastelona a subir. Olhando para as rodas da 27,5 percebi que eram de nível inferior às que tenho, pelo que se optasse pela 27,5 ainda teria de somar o investimento nas rodas. Perante o dilema, 27,5 + rodas novas ou quadro novo para rodas recentes, optei por um quadro novo em carbono por uma questão monetária (o quadro foi 600€, novo, na loja) e fiquei com uma 26 nos 10 kgs. A 27,5 com rodas novas devia ficar nos 11,5 kg, 12 kg.
Não sou um defensor das 26 ou detractor das 29 ou 27,5. Este apenas foi o meu caso em que acho ter feito a melhor opção perante as opções que tinha, e tendo tomado a decisão perante o factor monetário. Acho, no entanto, que as 27,5 e as 29 exigem pernas e para quem não treina ou só faz volta de domingo, esse facto pode ser desmotivador da opção tomada. O facto é que me estou a divertir.
Por último, não concordo com a afirmação que são as marcas que estão a acabar com as 26. Somos nós ao querermos tomar opções que melhoram o nosso desempenho, neste caso ao nível da bicicleta. Em todas as provas que participei, vi sempre pessoas com vontade de andar ou acabar a prova mais depressa. As marcas apenas encontraram forma de cumprir este desejo.