Concordo com a forma como aqueles pontos estão redigidos no regulamento.
Está bem claro que os participantes não ficam entregues à sua sorte quando se diz:
Poderá, eventualmente, através da(s) viatura(s) que fecha(m) o percurso, providenciar a respectiva deslocação e da respectiva bicicleta até à próxima Zona de Assistência (ZA). A partir desse local cumpre ao participante providenciar o seu transporte.
Portanto podes na próxima ZA/povoação chamar um taxi que te leve de volta ao local de partida.
Tenho ido ao G100 desde a sua primeira edição em 2004, e já vi muita gente a ser transportada nos carros que dão assistência ao evento, devido a problemas mecânicos, e em 2007 que foi a 1ª prova de Taça de Maratonas, até vi um "menino" que depois de lhe terem dado uma câmara de ar, de lhe ter emprestado bomba e desmontas e de o ter ajudado, 3km à frente optou por desistir porque "já não ia fazer uma classificação de jeito" ( Ah mas eu dava-lhe boleia se fizesse parte da organização... )
Em todo o caso penso que todo esse paragrafo sobre responsabilidade e segurança, tem uma forte componente de consciencialização dos eventuais participantes para o tipo de prova em que estão a participar e de que devem ser autónomos até certo ponto, eliminando a ideia de que se eu me fartar ou não me apetecer pedalar mais alguém me leva ao ponto de partida...
Já vi muita gente a ir para maratonas de "corpinho bem feito" sem câmaras de ar suplentes, sem ferramentas, com um bidonzito, e depois quando os imprevistos acontecem ficam à espera da boa vontade das "mulas de carga" que levam os utensílios necessários para resolverem os problemas mais simples e comuns. De há uns anos a esta parte, sempre que vejo malta assim, não paro, prefiro ajudar alguém que possa não ter know-how para resolver problemas, mas que ao menos se dá ao trabalho de ir devidamente prevenido.
Continuo a não ser adepto da mistura do G100 lazer, com a competição federada, não atino com aqueles horários de partida nem com os quilómetros que roubaram aos 100 :evil: mas também continuo a ser um fanático da serra de Grândola, e a achar que é dos sítios mais fantásticos e diversificados para pedalar em Portugal, e embora a minha opinião seja um bocadinho tendenciosa pela amizade que tenho com o pessoal do Rodas Clube, acho que há poucos a trabalharem como eles, e por isso a 3 de Abril lá estarei para a 7ª participação consecutiva no G100.