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Domina as técnicas de queda
Um Caminho do Norte, de Irun a Santiago, agora com video disponivel.
http://www.youtube.com/watch?v=Ilm4BHa03a4Caso os companheiros queiram saber distâncias e albergues está a ser colocado nas ultimas páginas!Pois tudo começou em Dezembro do ano passado, quando o nosso grupo de (Peregrinos em bike) se juntou, para programar o respectivo passeio, por forma a que se encontrasse uma data de concenso, para que todos pudessem percorrer tão belos caminhos.
De inicio ficou decidido que seria a primeira quinzena de agosto, mas à medida que o tempo foi avançando no calendário, e como a vida não é como nós a programa-mos, foram aparecendo as indisponibilidades e o grupo foi diminuindo, de nove em julho só restavam tres, mas por fim e depois de se ter de alterar novamente as datas, acabaram por ir quatro.
Foram eles A "Nandinha" o "Abramocarlos" O "Galvanito" E por fim o "Zebroclinas".
Foram dias de intenso gozo e de muito esforço, pois para que esses cerca de mil quilometros, se tenham percorridos gastou-se muito pão e muita agua, quilos de presunto, fruta e cerca de 5000 calorias despendidas diáriamente, isto para não falar da aventura que foi para chegar a Irun de comboio, desde chegar a Santiago de carro com a intenção de viajar de comboio para Irun desde lá, por forma a que a quando do regresso a lisboa seria mais rápido porque teriamos deixado o carro em santiago.
Só que tal não foi possivel porque não havia comboio que não estivesse esgotado para essas datas, e assim tivamos de voltar a portugal depois de tentar de autobus, e acabamos por vir dormir a Valênça do Minho, que mais uma vez foi a nossa tábua de salvação.
No dia seguinte viajamos de comboio para coimbra por forma a apanhar o celebre Sudexpress. para Irum. E o que queriamos ter evitado, que era desmontar as bikes, acabou por tewr de ser feito pois nos comboios de portugal não se pode transportar as ditas montadas." va-se lá saber porque"?
E assim lá conseguimos chegar a Irum no dia a que nos tinha-mos proposto a dar inicio a esta nossa aventura 17-08-08.
Pessoal como isto vai demorar, amanhã descrevo mais um bocado e se conseguir ponho umas fotos, para que todos os que assim o desejem possam partilhar esta nossa alegria que foi conseguir percorrer tão belos caminhos.



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Domina as técnicas de queda
Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
Depois de ter conseguido que o gerente do lidl de Coimbra 2 nos tivesse arranjado uns cartões, das paletes de azeite e óleo, percorremos algumas ruas da cidade com os cartões pendurados nas bikes, a grande velocidade, pois o tempo escasseava para que pudesse-mos ter as ditas desmontadas e embaladas de maneira a poder viajar para Irun.
com algun esforço e engenho lá conseguimos tal feito e na hora que o "tromba de áço" chegou embarcámos.
Foi uma viagem sem incidentes, não fosse o facto de eu a quando das compras para a viagem, "jantar" com a pressa de estar na estação a tempo de embalar as meninas, me esqueci de trazer as carnes frias, quando fomos para jantar, só tinha-mos pão frutas e yogurtes, a sorte foi que o abramocarlos, tinha refundidas na mochila umas latas de Atum.
Irun 17.08.08 7h30m. Montagem e afinação das bikes.
Quando estávamos a montar as nossas meninas, chegou uma composição onde se apearam, uns rapazinhos com as respectivas bikes, mas montadinhas, " que inveja" e continuámos a monta-las, depois de para aí uma horita lá consegui-mos sair da plataforma onde nos apeámos e deslocámo-nos, uns para a casa de banho e outros para o bar da estação, onde tomá-mos o pequeno almoço, depois disso começa então a tão desejada aventura.
Para início não estava mal, porque dirijimo-nos à saida errada, voltámos então para o outro lado e lá conseguimos sair.
primeiro objectivo: Ir tomar um banho ao albergue de peregrinos, coisa que a hóspedeira não achou muita piada e só dois é que decidiram faze-lo, começá-mos então essa procura constante que é seguir as setas amarelas, e quando saímos da cidade, deparámos com uma paisagem de montanha deslumbramte, parte dessa paisagem eram os Pirinéus, logo percebemos ao que vinha-mos, pois o caminho não era só a paisagem, e para que ela mudá-se era preciso percorre-lo.
Assim o fize-mos e logo percebe-mos que a coisa não ía ser fácil, pois logo nas primeiras subidas, tivemos de enfrentar não só os trilhos quase intransponiveis, como também aquela lama que nos fazia escorregar a quando das subidas com as bikes à mão.
Coisa que fez com que alguém, colocasse quase de emediato o que é que andaria ali a fazer? E com o espirito de entreajuda a coisa lá passou e deu lugar a uns trilhos mais suaves, embora a subir mas com uma vista deslumbramte, sobre Irun o porto maritimo e o mar.






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Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
Como eu ia dizendo as paisagens foram ficando mais bonitas, mas o caminho alternava entre o suave e o duro porque nesse dia não percorremos mais de cinquenta kilometros, porque o terreno quando era dificil tinha-mos muitas dificuldades para progredir e daí só termos avançado tão pouco, passá-mos por algumas terras, como, Guadalupe, Lezo, Pasaia de São Pedro, La Plata, Donosti, Igeldo e por fim Lá consegui-mos chegar a uma terra de seu nome Ório, não é a das bolachas, isto tudo no país Basco que os nomes têm tendência a não se perceber.
De qualquer das maneiras foi uma jornada, para alem da duresa, foi estremamente bela pois as paisagens que se nos depararam, quase faziam esquecer o cansaço.
O almoço a quando de uma subida daquelas que desmoraliza qualquer um, eis que nos deparámos com uma quinta, em que se viu muita gente, e que tinha um anuncio a dizer que se vendia pão, ora pão = a comida, = a almoço.
Parámos para almoçar, de inicio até pensei que era um restaurante, do estilo mácrobiótico, o que para mim até era bom, porque para além de ter levado uns kilos a mais nos alforges também tinha levado mais alguns no corpinho, e assim mataria dois coelhos de uma só cajadada.
Mas aquilo que eu pensava ser a tal casa de pasto era nada mais nada menes que uma comunidade do estilo Amishe, ou seja a religião era baseada na Tora e intitulavam-se Judeus, os pricipios da comunidade era restaurar a naturêza vivendo o mais natural possivel, por forma a não ofender o meio ambiente e partilhar tudo entre os menbros da comunidade, em suma e na religião em que eu fui habituado e crescendo "Fazei o bem sem olhar a quem" e ao fim de uma secasinha de praí meia horita lá nos deram de comida, que diga-se em abono da verdade, ou então era da fome que nós trazia-mos, estáva muito boa.
Uma vez que não tinhamos de pagar, sentimo-nos na obrigação de comprar aquilo que eles vendiam, que era pão e bolos e assim lá continuámos a nossa "peregrinação", com mais ou menos dificuldade e muitos litros de água, lá passamos San Sebastian, uma cidade surpreendente, grande e bela.
passado isso voltou a duresa e tivemos de nos fazer ao caminho, o que se viria a revelar um pouco incauto pois acabaria-mos por ter de caminhar já de noite, por caminhos muito duros e complicados, até conseguir encontrar o albergue que nos tinha-mos proposto atingir.













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Se pedalares como falas...
Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
Atira ai umas fotos......
MY
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Já se equilibra sozinho na bike
Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
Caro companheiro do pedal! Deu-me uma trabalheira dos diabos descobrir a minha senha de acesso a este forúm. Mas por uma boa história tudo vale a pena. Estou a gostar muito da tua descrição desta viagem... Faz o favor de continuar, já que, todos os dias será das primeiras coisas que farei, procurar novos capitulos. Gostei especialmente da parte do ATUM do Abramocarlos, e da descrição dos naturistas... Vais no bom caminho...FORÇA!
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Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
2º dia: Com o esforço dispendido no dia anterior, a Nandinha passou a noite a vomitar e assim quando nos levantá-mos, tivemos a má noticia que ela não estava em condições para continuar, olhamos uns para os outros e rápidamente se dicidiu que ela ficaria a descansar até que estivesse restabelecida, e assim viajaria de comboio por forma a apanhar os que iriam continuar. Assim foi eu e o galvanito fizemo-nos ao caminho, coisa que em breve viriamos a descobrir que a melhor coisa que ela tinha feito era ter ficado a descansar, pois a coisa era de tal ordem dificil que até metia medo, porque o trilho para além de estar cheio de silvas, do lado direito era uma ravina que cada vez ia ficando mais alta e perigosa.
Mas a vista era deslumbrante e quando o perigo está eminente o pessoal nem sequer vê as vistas, quer é sair dali, e se bem o pensámos melhor o fizemos, e lá chegámos ao cimo de mais uma montanha onde havia um parque de campismo com uma vista para o mar, do tipo cenário paradisiaco, com ele mais uma descida vertiginosa, para uma terra que se chama Zarauz e a sua respectiva praia.
passa-mos Zarauz, azquizu e zumaiae assim começá-mos a subir para Elorriaga, é então que o famoso suporte dos alforges começa a ceder, e escusado será de dizer que o grande mestre Zebroclinas com o seu comancheiro Galvanito, depois de ter ultrapassado mais dois pares de peregrinos chegam ao topo de mais uma subida, param para resolver o assunto do famoso suporte e assim voltarem a ceder as posições aos dois pares de peregrinos, mais pau menos pau entre braçadeiras de serrilha e alguns atendimentos dos respectivos telemoveis, lá conseguimos resolver ainda que temporáriamente o assunto.
Enchemos os cantis e seguimos viagem, pois num desses telefonemas tinhamos tido noticias da nandinha e do abramocarlos, combinando que nos encontrariamos numa terra chamada Deba.
Mais umas subidas e mais umas descidas daquelas de queimar o disco de travão, lá conseguimos chegar à dita terra a horas de almoço, sim que isso do almoço é muito importante.



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Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
Depois de muito procurar, e não termos conseguido um restaurante que tivesse uma mesa disponivel, porque tivemos a sorte de nesse mesmo dia ser feriado na dita terra, uma espécie de "san firmin" lá da terra pois quase toda a gente para alem de andar com um lenço vermelho ao pescoço, parecia ainda que andavam nas nuvens, e nem sequer davam pela presença de forasteiros como nós, que por muitas bandeirinhas que tivesse-mos na bike a dizer que éramos de portugal, e as cores até eram edenticas às cores da bandeira Basca, mas nem assim a coisa mudou de figura a lá tivemos de fazer mais um almoçinho de sandes, os famosos "bocadillos" de jamon e queso, naquele pão que até rasga o céu da boca.
Depois de "tão frugal repasto"decidimos que o Abramocarlos e a Nandinha voltariam à estrada de áço até Bilbáo de forma a que o seu restablecimento se fizesse de forma eficáz, para que no dia seguinte estivesse pronta para regressar ao caminho, eles lá foram e eu e o Galvanito lá nos fizemos ao caminho, escusado será de dizer que meia hora mais tarde já estáva-mos de volta ás grandes subidas e descidas e com as respectivas paisagens. O dia ameaçava chuva e os lugares lá foram desfilando a muito custo pois os trilhos que tivemos de percorrer não eram para brincadeiras, e imponha-se toda a concentração, até que já com o material no limite e o corpinho todo dorido, parámos para fazer o ponto da situação e descobrimos que ainda faltavam percorrer mais ou menos 9 km, e não viamos jeito de o terreno aliviar as dificuldades, pois estávamos no meio de serras e não se via civilização"nunca uma barrinha de cereais me soube tão bem como nesse dia" e assim tivemos de continuar( a pedalar claro) mais uns trilhos passados eis se não que cá o rapaz teve de largar a sua querida para que o desfecho de determinada descida, não tivesse sido outro mais grave, e acabamos por desenbocar muma terra de seu nome Marquina-Ximain.
Terra essa que ou estava tudo a ver os jogos Olimpicos ou já era hora de dormir, o tempo também não ajudava, porque estava a começar a chover, e assim lá chegamos ao mosteiro onde se situava o albergue, diga-se que mais uma vez tivemos sorte porque os ultimos dois lugares disponiveis, aguardavam por nós, chegamos até a comentar se os outros dois estivessem connosco teriamos de arranjar outro lugar para passar a noite, mas como não há fome que não dê em fartura, o albergue encerrava as suas portas ás 10 horas e assim tivemos de ir comprar comida e tomar o tão desejado duche depois. (Mais um jantarinho de SANDES).
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Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
o 3º dia amanheceu chovoso e uma decisão tinha de ser tomada, por muito que me custasse, eu tinha prometido à Nandinha que caso ela não aguenta-se eu viria á estrada com ela.
Felizmente o meu amigo Galvanito compreendeu a situação mas manteve-se firme nas suas convicções, e continuou nos caminhos tal como se tinha proposto fazer desde o inicio. Assim eu avançei para Bilbao por estrada, com a intenção de me encontrar com a Nandinha e o Abramocarlos, para que eles sentissem que tinham o meu apoio para continuarem, nem que fosse por estrada, coisa que se viria a concretizar mas que continuou a ser muito duro, porque o asfalto desgasta tanto ou mais que os trilhos, sem contar com o estigma de ser atropelado a qualquer momento.
Pedalava eu em direcção de Bilbao, quando a Nandinha me telefonou, e eu não a deixei falar, dizendo-lhe que estava na estrada e ia ao seu encontro, noticia que foi acolhida com algum contentamento da parte dela.
Depois de uma manhã de chuva e muitas pedaladas, lá consegui chegar ao famoso Guganheim, sitio que eu já tinha estado e que qualquer pessoa que vá a Bilbao dificilmente deixa de visitar. E assim lá me encontrei com eles, e logo que cheguei tive de mudar os calços de travão da bike do Abramocarlos e ainda reapertar as fixações do suporte das bagagens, depois desse trabalho concluido fomos à procura do albergue, coisa que se viria a revelar uma boa prática na medida em que o nosso amigo Galvanito passaria a ter uma linha avançada, não só para marcar as dormidas mas também para garantir as refeições. De início segundo minha sensação houve da parte dele alguma relutânçia mas com o decorrer dos dias se foi dissipando e acabou por ficar tudo normalizado.
Esse dia foi aproveitado para lavar roupa pois já andava-mos fora de casa á cinco dias e não levávamos propriamente um guarda fatos nos alforges, depois disso a nandinha como forma de agradecimento foi ao lidl lá da zona e fez uma salada daquelas de comer e chorar por mais, para compor o ramalhete o Abrmocarlos comprou um vinho daquele que o pessoal se lembe todo e assim se passou mais um dia.
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Re: Descrição de uma volta de bike, pelo Caminho do Norte de Irun a santiago.
Boas
Estou a gostar bastante desse teu relato. Continua que eu quero ver o desfecho dessa aventura.
Abraço
Nazgul
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