Thread Canyon Neuron CF

#1
Recentemente, surgiu uma oportunidade e vendi a minha fiel scott spark 20 de 2011, que ja contava com uns milhares de km, e comprei uma canyon neuron 9.0.
Pelo meio ainda houve uma indecisão sobre qual bike comprar, sendo que não houve nenhum ponto negativo a apontar à scott. Surgiu a oportunidade de a vender, quis comprar uma mais recente, que fosse o meu tamanho certo (a scott era grande demais), e que fosse mais "meiga" para o utilizador.

Após muito pesquisar e tentar perceber qual o maior propósito pretendido da bicicleta (confortável, que me desse segurança nas descidas e tração nas subidas, apta para fazer muito bikepacking por todo e qualquer tipo de trilhos, em conforto e segurança... em suma, uma multi-usos fiável cujo propósito não seja vencer a próxima corrida, mas ao mesmo tempo que não seja a última a chegar), e perceber o que o mercado me oferecia, acabei por me decidir comprar nova, e restringi a escolha à canyon neuron e à lux, sendo que a escolha caiu na primeira pela vertente mais polivalente e ser uma bicicleta mais "fácil" de andar. A thread inicial, onde até comecei por considerar uma 29", que acabou por cair por terra, pode ser vista por aqui).

Compra feita dia 8 de março, chegou cá dia 12 de março assim: IMG_20200312_113344.jpg


E dá gosto abrir a prenda e ter estes mimos:

IMG_20200312_113150.jpg


Montei tudo direito com as ferramentas (incluindo massa para montagem) que a canyon dá, o processo é facil para qualquer utilizador sem qualquer ferramenta. Não era o meu caso, mas foi algo que tive algum receio de "estar a mexer" sendo novo, mas não há que recear. Pus os pedais e suporte da garrafa da bicicleta anterior, ajustei o selim, as pressões da suspensão (5,1 bar à frente e 15,0 atrás), ajustei a pressão dos pneus (2,0 e 1,7 atras e à frente, respetivamente) e no final ficou assim:

IMG_20200312_181510.jpg

Agora venha o fim de semana para testar!
 
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#2
Dia 14 de março de 2020: primeiro teste

O coronavírus chegou e provavelmente vai fazer alterar alguns planos que fiz para o final do mês de abril (fazer o caminho francês de santiago desde león). Porém, o primeiro teste não me consegue estragar.

Saio sozinho de casa, não me aproximo de ninguém no caminho vou fazer uma pequena volta com as ferramentas as costas (bomba da suspensão e pneus e o multi-tools) para aqueles ajustes mais finos.

Este foi o resultado:

IMG_20200314_153054.jpg IMG_20200314_153117.jpg IMG_20200314_160833.jpg IMG_20200314_161802.jpg

Resultado em números: 30 km feitos em 2h30 min (1h40 tempo líquido), 500 m de desnível acumulado.

Primeiras impressões: Quanto ao conforto, sem dúvida que convenceu e superou. Parece que os terrenos são revestidos a alcatifa. A suspensão traseira é sensível q.b., porém surpreendeu-me a progressividade, pois numas descidas mais agrestes e a velocidades mais elevadas, não ultrapassei 70% do curso, quando anteriormente o teria feito. Vou deixar para depois este ajuste, sendo que na forqueta já reduzi ligeiramente pressão para 4,8 bar pois aí nem a metade do curso tinha alcançado.

Relativamente à posição e feeling de condução, esta bike conduz-se bastante mais vertical, o guiador largo também ajuda (700mm quando anteriormente andava com 660 aproximadamente), e decididamente não é bicicleta para vencer corridas (os pneus forekaster 2.35 não são nada meigos no rolamento, mas tem um grip incrível). Porém como isso não é algo que vá fazer com frequência, não é sequer um ponto negativo. Quanto à postura, talvez seja demasiado vertical para o meu gosto (ou ainda não me habituei a isto), pelo que mais umas voltas e talvez vire o avanço do guiador ao contrário (60 mm com 8º de desnível), ou até tire o espaçador de baixo.

Passando às capacidades das subidas, sobe que é uma maravilha, com muito mais tração do que esperava, e as 12 velocidades a fazerem um trabalho incrível. Vindo de uma 2x9, equipada com full xt e xtr na transmissão e bastante eficaz a meu ver, esperava poucas mudanças de desempenho face a um sistema slx/xt, mas.. a verdade é que as mudanças entram com uma suavidade e em qualquer situação. Passar a controlar as mudanças apenas com a mão direita é incrível, até pela previsibilidade das mudanças (menos pedaladas em falso). Outra coisa que me pareceu ajudar imenso, foi o sistema ratchet de 36 dentes face ao anterior (pawl). Parece estranho pedalar e sentir imediatamente engatado, ajuda imenso nas subidas mais técnicas. Consegui fazer uma subida que anteriormente nem consideraria fazer (e só parei por falta de pernas).

A meio da subida, senti por duas vezes o pedal a atingir as rochas do solo. Algo que não me acontecia na anterior, pelo que imagino que a altura ao solo seja menor, mesmo com cranks de 170 mm (anteriormente andava com 175 mm). Isto é uma das razões que me levou a não ajustar já a suspensão traseira, pois imaginei que pudesse piorar em subida.

Quanto ao pedal bob, nada. Mesmo com a suspensão totalmente aberta. Anteriormente andava sempre a alternar com o comando da scott entre os 110 mm de curso e os 80 mm, devido a este ondular. Nesta, senti que podia andar com a suspensão totalmente aberta mesmo a subir que não há ondulação visível. Aposta ganha!

Outra coisa interessante, é realmente o seatpost dropper. Faz jeito nas descidas, e que jeito! Sendo algo que à primeira vista pensei "ora bem, isto vai ser uma das coisas onde vou ganhar umas gramas facilmente pois não vou usar", rapidamente mudei de opinião. Mesmo com a mochila atrás do assento consigo usa-lo, embora não possa ir até ao fundo.

Algo que não gostei: o selim. Parece-me muito incómodo "para os homens", parece -me extremamente levantado e plano na ponta, sobretudo em subidas. Poderia ser da minha postura ainda não estar a mais adequada, mas vou deixar para uma volta mais longa. De resto é confortável q.b.

Os travões, vindo de uns exatamente iguais (a unica diferença é que esta tem 4 pistões a frente e 180 mm de disco atrás) sinto a travagem mais equilbrada no total, e igualmente poderosa à frente. Não houve grandes descidas para testar isto a fundo. As pastilhas é que me irritaram pois chocalharam o caminho todo. A bicicleta veio equipada com as pastilhas com alhetas (algo deste género), e pelo que li é algo comum.. Paciencia, quando chegarem as sobresselentes sem estas alhetas, troco-as de imediato. Algo que notei na travagem, não diretamente relacionado com ela, foi a diferença no diâmetro da forqueta: da forqueta de 32 para 34 mm, notei um aumento de rigidez enorme, a travagem parece bastante mais incisiva e a frente não se dobra toda.

Isto são as principais considerações que consegui encontrar na curta volta de estreia que fiz. Agora talvez passe a ser mais complicado fazer as habituais voltas, sobretudo os longos passeios, mas assim que isto tudo passe volto para alimentar este diário.

Em resumo, esta troca, que foi motivada sobretudo pela curiosidade pois tinha uma excelente bicicleta e bem cuidada, resultou:
- Uma bicicleta mais pesada (12,0 kg vs 12,8 kg);
- Uma bicicleta mais fácil e segura, que perdoa os erros e faz o ciclista mais medroso e inexperiente querer ir mais longe do que ia;
- Uma melhor trepadora em trail (27,5 vs 26 nota-se perfeitamente)
- Mais conforto para longos passeios
 
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#3
Mudanças já planeadas, que ainda irei fazer:
- Colocá-la tubeless
- Virar ao contrário o avanço, para uma posição ligeiramente mais desportiva

Mudanças já planeadas, que irão acontecer quando o material se desgastar:
- Trocar o pneu de trás para algo mais rolante e eventualmente mais fino (em vez do forekaster, colocar algo tipo ardent 2.25)
 
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#5
Os pneus mais largos rolam melhor que os pneus mais estreitos porque mantêm melhor a forma e deformam-se menos.

Um pneu com 60 mm de largura ( a que tem o forekaster 2.35 ) à pressão de 2 bar tem a mesma resistência de rolamento que um pneu de 37 mm a 4 bar.

O pneu de 37 mm a 5 bar vai ter menor resistência mas o conforto é muito inferior.

Esta regra aplica-se a pneus de BTT, em estrada entram outros factores, como a velocidade, resistência ao vento, etc mas têm sempre de ter pressões elevadas para não deformarem.

Fonte : https://www.schwalbe.com/en/rollwiderstand

Quanto aos pedais baterem no chão confirmo. Na roda 26 que tenho estou sempre a bater com os pedais no chão, com esta pesava que ia ser mais alta por causa das rodas, mas não é.
Medi as duas e esta é apenas 1 cm mais alta do pedal ao chão, apesar das rodas serem bem maiores.
Enfim calculo que seja um dos compromisso de geometria que tornam as rodas 29 actuais mais ágeis e reactivas sem perder a estabilidade típica delas.

Eu na minha fiz duas alterações assim que chegou :
Selim Ergon SM Comp Men Largo
Punhos Ergon GS2-L

O Selim estava relutante ( utilizava o Selle Itália Men ), mas fiquei bastante satisfeito com o mesmo, para já parece-me um pouco melhor que o outro ao fim de várias horas.

Nos punhos, já utilizava este modelo na antiga, na altura porque foram os únicos que encontrei com extensores e compatíveis com guiadores de carbono.

Se ao principio não se dá nada por eles ( eu tinha uns Esygrips de silicone ), e não parecem muito confortáveis, mas ao fim de várias horas são superiores aos de silicone, com a enorme vantagem de permitir mudar a posição da mão. O único senão é que têm de estar com a posição muito bem ajustada.

Tanto punhos como selim são duas boas opções para bicicletas travessistas.
 
#7
Pois bem, com o isolamento social e todas as restrições à circulação, nesta altura acumulo apenas 230 km na bike, quando idealmente deveria já estar próximo dos 400.. O troço do caminho de Santiago francês que ia fazer no início deste mês ficou... pelo caminho.

Em todo caso, entretanto já fiz uns passeios, o maior de 55 km em que subi ao monte da saia (d'assaia) vindo da costa (~300 m de diferença de cota min e máx, 1000 m de desnível total do passeio). Foi um bom treino, correu lindamente. A subir, subi tudo. Com pouca pressa, a aproveitar a paisagem e o esforço físico. Chegado la cima, vamos a aproveitar a descida.. E apercebo-me que tantos anos a descer com medo são difíceis de contrariar, mesmo estando numa bicicleta mais que capaz para as descidas que me deparei. Devagarinho a coisa há-de ir ao sítio. Sinto que esta é bem mais permissiva que a scott, e lida bem com as descidas e permite-me estar mais atento. Dantes, o simples chicotear da corrente na escora dizia-me que estava a ir rápido demais, e fazia-me abrandar. Agora sem esse indicador, é o medo que começa a fazer efeito nas pernas...

Entretanto, concretizei a passagem de uma anilha debaixo para cima do avanço, ficou uma posição ligeiramente menos trail para mais xc, ficou 5*. Pneus tubeless, melhorou o andamento bastante.. Só quando passo em asfalto é que noto a falta de uns pneus mais rolantes, mas estou tentado a aproveita-los e só na altura de trocar é que meto uma coisa menos agressiva.

Entretanto devo ir fazer uma pedalada mais para sul quando isto começar a acalmar
 

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Daemon

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#8
Entretanto, concretizei a passagem de uma anilha para debaixo do avanço, ficou uma posição ligeiramente menos trail para mais xc, ficou 5*.
Se entendi bem, colocaste uma anilha por baixo do avanço, tornando-o mais elevado? Então ficaste numa posição mais Trail e menos XC.
 
#9
Se entendi bem, colocaste uma anilha por baixo do avanço, tornando-o mais elevado? Então ficaste numa posição mais Trail e menos XC.
Desculpa, comi palavras. Queria dizer o oposto, passei uma anilha (eram 2 de 5 mm, colocadas em baixo) para cima do avanço, precisamente para obter uma posição mais deitado. Inicialmente ia virar o avanço ao contrário, mas pelos cálculos ia descer demasiado
 
#10
Depois de 2 meses parado, e como já se pode andar na rua, hoje a Neuron foi dar uma volta pela serra da Carregueira. Assim deixo um resumo do motivo da compra e das sensações até agora.

Eu tenho uma Canyon Lux 2011 com quadro em carbono, transmissão XX 2×10, Sid World Cup, travões Guide Ultimate e rodas DT Swiss 240S + EX471

Como a Lux é um modelo agressivo, decidi umas bicicleta com uma geometria mais relaxada e que me permitisse descer melhor, que a minha técnica é pouca.

A minha preferência era a Scott Spark 120mm, mas depois de analisar os componentes preços, manutenção, etc decidi voltar à Canyon e acabei por comprar a Neuron (as rodas DT Swiss em carbono foram um dos pontos que pesou bastante).

A ideia é manter ambas, a Lux para as distâncias maiores e mais fáceis tecnicamente, para as voltas de estrada, e a Neuron para as restantes

Modelo : Canyon Neuron CF 9 SLX LTD
Suspensões : Fox 34 Factory 130 mm + Fox Float Factory 130 mm
Transmissão e Travões : Shimano XTR
Rodas : DT Swiss XMC 1200 com aros de 30 mm

Pontos a favor:
- Angulo de direção mais descontraído
- Pedaleiro com rosca BSA e cabos externos (sou eu que faço a manutenção)
- Travões de 4 pistões
- Possibilidade de colocar mudanças à frente.
- Não ser necessário substituir nenhum componente depois da compra

Pontos negativos :
- Não se podem utilizar bolsas de selim normais e baixar o assento (resolvi com uma bolsa que se prende apenas ao selim)
- Peso (+ 2 kg que Lux e que se nota bem ao carregar com ela)
- Não posso utilizar nenhum componente da anterior
Depois das poucas saídas até agora, as sensações.
A suspensão de 130 mm combinada com pneus de 2,35 polegadas fazem com que o rolar seja mais confortável.

Transmissão XTR: Funciona bem, um pouco mais áspera do que eu me lembrava da Shimano, mas em carga as mudanças entram muito bem, depois de anos de atraso acho que se aproximaram da SRAM. Com prato de 32 à frente, a relação de transmissão mais pequena é mais leve do a 2×10, mas a mais pesada fica claramente aquém. Em BTT não é necessário mais, apenas se nota em estrada.

Travões : Mais potência bruta que os Sram Guide Ultimate mas menos modulação e menos ajuste. São equivalentes e se se pudesse escolher queria uma mistura dos dois.

A direito e a subir não noto as vantagens tão apregoadas das rodas 29, ando sensivelmente à mesma velocidade e continuo a ter de dar aos pedais e a suar nas subidas. Noto sim as vantagens de utilizar pneus mais largos com jantes mais largas, mas isso já vinha de quando troquei as SLR de origem da Lux pelas DT Swiss mais largas. Além de se ganhar em conforto nota-se em tração. Na Neuron essa sensação é superior pois os pneus são ainda mais largos.

Já a descer a história é outra e a Neuron é superior à Lux, é mais fácil soltar os travões e deixar ir. Desce muito mais composta, sendo mais fácil descer rápido e não tem de se escolher a linha melhor, perdoa muito mais os erros de trajetória, além de passar mais facilmente pelas irregularidades.

Vista geral


Transmissão e suspensão traseira


Quadro, espigão e suspensão dianteira


Pormenores da suspensão



Vista lateral


O sistema de condução dos cabos ( como o quadro é negro disfarça bem e não se nota )


A frente
 
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#11
Na minha opinião o problema dessa bicicleta é a geometria algo datada. Nao me leves a mal dizer isto, ate gosto bastante dela, mas acho que a canyon falha ao entregar uma pura trail bike roda 29 nos dias de hoje. Algo como a spectral mas roda 29 sem shapeshifter crap.

Essa neuron pode dizer se que uma espécie de xc com mais curso. Desde a wheel base pequena, ao pequeno reach, ao tubo do assento longo, existem ai varias coisas que nao estão bem numa geometria moderna. Alias é algo que podemos verificar em muitos modelos da marca, incluindo a própria strive. Mesmo na strive temos numeros muito conservadores, é logo das primeiras coisas a ser referidas nos reviews. No caso da strive se eles optassem por um tudo de selim na ordem dos 76-77° logo ao inicio, isso iria invalidar a falta do shapeshifter, tornando-o completamente obsoleto.

Eu acho que a canyon deveria dar uns shots/cocktails aos engenheiros antes de assinarem a geometria final, talvez assim com eles mais soltos eles iriam por um caminho mais "radical", que é a tendência atual e a direcção que o mercado leva.
 
#12
Eu li tudo o que encontrei acerca da bicicleta, que não é muito, e vi alguns vídeos, pelo que tinha conhecimento do que apontas, mas isso até jogou a favor.

Eu queria mesmo uma geometria de XC com mais curso. Ou seja uma Lux menos nervosa, mais confortável e com componentes que permitem levar mais pancada com fiabilidade. Também não faço saltos e se o terreno for perigoso desmonto.

A maioria dos fabricantes passa de modelos demasiado agressivos para modelos de longo curso, demasiado pesados e a penalizarem as subidas.
As bicicletas de XC actuais são feitas a pensar nos profissionais que são novos, não têm dores nas costas e que andam quase sempre com as suspensões ou bloqueadas ou demasiado duras.

Este modelo tem uma geometria datada, mas que ajuda os ciclistas sem experiência, é fácil de descer em velocidades não demasiado altas, uma vez que ai passa a ter as limitações inerentes à geometria, mas é essa a ideia, a Neuron não é uma bicicleta enduro.

Os engenheiros não estavam com os copos, antes introduziram um modelo intermédio entre os 100 mm de curso do modelo competição e os 160 mm do modelo de enduro, acessível aos ciclistas de fim de semana, que não têm demasiado técnica, ou idade para mais, e que lhes permite descer sem terem de pilotar a máquina. Depois os pilotos de teste dão as indicações e a geometria final vai ganhando forma.

O eixo pedaleiro com rosca, a possibilidade de duas mudanças na frente e os cabos exteriores, ultrapassados nos tempos actuais, também foram pontos positivos, sou eu que faço a manutenção de tudo excepto as suspensões.

A marca não é a melhor do mundo, os preços já foram mais baixos do que o que estão, mas no final optei mesmo pela Canyon novamente. Dentro do que podia pagar foi a que eu achei que se enquadrava melhor no uso que queria dar à bicicleta.

Preferia que tivesse suspensões da SRAM, os preços de manutenção da Fox são absurdamente caros, mas como não dá, estas vão ter de aguentar e esperar que durem bastante sem problemas.
 

Pedro Barradas

Well-Known Member
#14
Ai na tua bike, eu removia esses ERGON com cornitos, para uns sem ( GS1 ou GX1 = são os que eu utilizo, por forma a distribuir a pressão pro toda a palma da mão e não sofrer do Sindrome do canal cárpio, o qual sou muito susceptvel)... Numa queda, dá azo a ficares com uma lesão valente.
 
#15
Eu não caio... desmonto de maneira diferente... :p
Falando a sério, já apanhei alguns sustos mas nunca cai por causa dos extensores.

Eu tenho os GS3 na antiga e nesta optei pelos GS2, mais curtos precisamente para evitar que se prendam, afinal o guiador é enorme ( a entrar no elevador noto bem a diferença ).

Mesmo mais curtos, os GS2 têm dois dedos de comprimento e os GS3 três, ajudam a ir mudando a posição da mão e a descansar, especialmente útil em voltas maiores.

Um teste do modelo igual ao meu, se quiserem dar uma vista de olhos ( está em inglês ) :
https://enduro-mtb.com/en/canyon-neuron-cf-slx-9-0-ltd-2020-review/
 
#17
Eu li tudo o que encontrei acerca da bicicleta, que não é muito, e vi alguns vídeos, pelo que tinha conhecimento do que apontas, mas isso até jogou a favor.

Eu queria mesmo uma geometria de XC com mais curso. Ou seja uma Lux menos nervosa, mais confortável e com componentes que permitem levar mais pancada com fiabilidade. Também não faço saltos e se o terreno for perigoso desmonto.

A maioria dos fabricantes passa de modelos demasiado agressivos para modelos de longo curso, demasiado pesados e a penalizarem as subidas.
As bicicletas de XC actuais são feitas a pensar nos profissionais que são novos, não têm dores nas costas e que andam quase sempre com as suspensões ou bloqueadas ou demasiado duras.

Este modelo tem uma geometria datada, mas que ajuda os ciclistas sem experiência, é fácil de descer em velocidades não demasiado altas, uma vez que ai passa a ter as limitações inerentes à geometria, mas é essa a ideia, a Neuron não é uma bicicleta enduro.

Os engenheiros não estavam com os copos, antes introduziram um modelo intermédio entre os 100 mm de curso do modelo competição e os 160 mm do modelo de enduro, acessível aos ciclistas de fim de semana, que não têm demasiado técnica, ou idade para mais, e que lhes permite descer sem terem de pilotar a máquina. Depois os pilotos de teste dão as indicações e a geometria final vai ganhando forma.

O eixo pedaleiro com rosca, a possibilidade de duas mudanças na frente e os cabos exteriores, ultrapassados nos tempos actuais, também foram pontos positivos, sou eu que faço a manutenção de tudo excepto as suspensões.

A marca não é a melhor do mundo, os preços já foram mais baixos do que o que estão, mas no final optei mesmo pela Canyon novamente. Dentro do que podia pagar foi a que eu achei que se enquadrava melhor no uso que queria dar à bicicleta.

Preferia que tivesse suspensões da SRAM, os preços de manutenção da Fox são absurdamente caros, mas como não dá, estas vão ter de aguentar e esperar que durem bastante sem problemas.
Boas António.

A questao é que ha muita gente "eu incluido" que pede uma espécie de spectral em 29, e eles parece que não ouvem a malta. Ha quem considere a strive ate uma bicicleta de trail vitaminada, mas o shapeshifter estraga tudo.

Uma geometria bem pensada elimina qlq necessidade desse gimmick que só encarece o produto e aumenta a complexidade de forma desnecessária.

A neuron é a unica bicicleta 29 que eles têm de trail, nao ha grande escolha neste momento para quem queira algo mais, sem entrar em 150mm traseiros e afins.

Eles estão a falhar neste momento, estão a ver a banda a passar e nao mandam ca para fora uma coisa neste segmento que referi. Eles têm boas 27.5 mas estão a falhar em 29. Uma geometria mais progressiva, tubo do assento curtinho, é o que a malta pede neste momento, ainda por cima têm ali a YT como vizinhos, eles bem podiam tirar umas ideias como fazer uma boa trail bike 29.

Em relaçao ao movimento roscado acho a canyon na direção certa, ja podemos ver isso mesmo em outros modelos, o que é otimo e um modelo a seguir por outras marcas. "Que nao a YT lol"
 
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DavidOff

Active Member
#18
os extensores podem fazer cair por encaixarem em ramos, silvas e etc.. já tive quase, varias vezes com os GS2 ... e depois durante uma queda esses cornitos, são bons para darem cabo de um gajo ( aqui já levei com eles)
Quando penso na carrada de vezes que bato com o punho da bike em árvores e/ou ramos a altas velocidades... com uns extensores desses já estava todo partido!
 
#19
A Neuron vem com uns punhos Ergon GA 20, ou seja um modelo sem extensores. Eu fiz a troca para o modelo GS2 precisamente porque os tem.
Existem vantagens, existem desvantagens, mas o tema deste topico é a Neuron, não os punhos.

Toxicmix, a Canyon não é uma marca muito inovadora e que defina as tendências dos campeonatos do mundo.

É uma marca relativamente conservadora e que anda sempre atrás dos principais fabricantes, especialmente os que investem fortemente em marketing e necessitam dessas inovações para justificar novos modelos anuais, bastante mais caros que os modelos anteriores.

É uma marca que anda um ano ou dois atrasada, e que tem um publico alvo que não pode, ou não quer, pagar os valores que outras marcas pedem.

A Neuron é um modelo novo, lançado o ano passado salvo erro, por isso ainda vão demorar uns 2 anos a lançar modelo de substituição.

Neste momento a tendência está nas bicicletas eléctricas, com mais curso ainda, e devem estar focados nisso.

Estão a lançar diversos modelos electricos, inclusive a Neuron :
https://web.apedalar.pt/noticia/698...020-com-bateria-e-motor-totalmente-integrados
 
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#20
Bem António13_PT, essa neuron enche o olho de uma forma... O revestimento kashima decerto faz diferença a nível visual.

Com tudo o que foi dito, entendo que possa ser um drawback para muitos que procuravam um produto específico, mas para mim foi o que me atraiu nesta bike (embora noutras especificidades)


Eu queria mesmo uma geometria de XC com mais curso. Ou seja uma Lux menos nervosa, mais confortável e com componentes que permitem levar mais pancada com fiabilidade. Também não faço saltos e se o terreno for perigoso desmonto.

A maioria dos fabricantes passa de modelos demasiado agressivos para modelos de longo curso, demasiado pesados e a penalizarem as subidas.
As bicicletas de XC actuais são feitas a pensar nos profissionais que são novos, não têm dores nas costas e que andam quase sempre com as suspensões ou bloqueadas ou demasiado duras.

O eixo pedaleiro com rosca, a possibilidade de duas mudanças na frente e os cabos exteriores, ultrapassados nos tempos actuais, também foram pontos positivos, sou eu que faço a manutenção de tudo excepto as suspensões.

A marca não é a melhor do mundo, os preços já foram mais baixos do que o que estão, mas no final optei mesmo pela Canyon novamente. Dentro do que podia pagar foi a que eu achei que se enquadrava melhor no uso que queria dar à bicicleta.

Preferia que tivesse suspensões da SRAM, os preços de manutenção da Fox são absurdamente caros, mas como não dá, estas vão ter de aguentar e esperar que durem bastante sem problemas.
Acho que é um resumo do porque de ter escolhido esta bike em detrimento da lux. Outras marcas também poderiam ser equacionadas, mas nenhuma dava o mesmo que esta pelo mesmo valor... Quanto a parte da SRAM, só se fosse mesmo pelas suspensões, que pelas mudanças e travões sobretudo, prefiro shimano.