[TESTE] Cannondale Prophet 600

#1
Designada pela marca como uma bike de All Mountain, ela assume-se como uma bike de “tudo um pouco”, não sendo nem uma “Xcista” pura, nem uma “Freerider” nato, e muito menos se assume como uma bike de DH, para isso existe a sua irmã mais velha Gimini...

Após rodar logo os primeiros metros com esta bike apercebi-me que estava montado em algo diferente, algo quase único para o comum entusiasta de BTT...
Ao inicio, mal me agarrei a ela, pareceu-me um objecto já culto de BTT e frágil devido à sua aparência com apenas um braço de suspensão.
Mas, essa dita fragilidade inicial desapareceu ao começar a rodar nos trilhos, com o passar do tempo, e a habituação à bike, ela pedia-me descida atrás de descida, subia após subida, singletrack seguido de singletrack...



Os 140mm milagrosos...

É fantástica a forma como esta bike desliza por esses trilhos fora, os seus generosos 140mm de curso no amortecedor (Manitu Radium R) e na suspensão (Headshok Lefty Max) à frente são capazes de absorver qualquer irregularidade do terreno!
A descer o amortecedor traseiro mostra-se suave e bastante eficaz, com um curso generoso que já permite algumas loucuras por parte de muitos utilizadores desta bike.
Permite-nos ter muita confiança nas descidas sendo mole no inicio de curso, e indo ficando rijo conforme o curso vai esgotando, tendo um comportamento parecido aos amortecedores a mola! Este amortecedor permite ainda alterar a sua posição no quadro, tendo como escolha XC ou FR, metendo na primeira opção a bike mais baixa, e na segunda opção a bike fica mais alta.
Trata os pequenos drop’s e os saltos por “tu” e nas descidas é muito eficaz, mas o ponto fraco deste amortecedor é mesmo as subidas, o que muitos mais gostam de fazer: SUBIR!
Subir não é mesmo para este amortecedor, não possui qualquer tipo de bloqueio ou o já muito conhecido sistema utilizado pelos Fox’s “ProPedal”, quando chegamos a uma subida sentimos logo a traseira da bike a afundar, perdendo muita pedalada e em subidas compridas e duras vamos perdendo ritmo e tendo que fazer um duplo esforço para acompanhar os nossos colegas que tenham o dito bloqueio...


A suspensão da frente é um mimo! Achei ao inicio o seu comportamento um pouco estranho, ela amortecia os impactos da roda, mas eu não a sentia amortecer, não sentia aquele típico “afundar” da suspensão.
Mas com o passar dos km fui-me habituando e acabei por achar uma excelente suspensão, nós não a sentimos trabalhar, mas ela trabalha e de que maneira!
É uma suspensão típica da Cannondale, tendo apenas só um braço e sendo este sistema de só um braço o que torna diferente esta bike.
Os seus 140mm de curso são mais que suficientes para o uso a que se destina a bike, tem um funcionamento exemplar, mas perde para as suas concorrentes directas quando se entra no ponto das afinações, apenas possui a afinação do Rebound!



Nos trilhos...
A bike nos trilhos tem um comportamento muito bom, e não seria de esperar outra coisa, uma Cannondale é sempre uma Cannondale!
Com uma direcção extremamente rápida e eficaz, que nos permite mudanças de direcção precisas e rápidas por exemplo em singletracks, curvas fechadas, e curvas rápidas. Isto penso dever-se ao facto de apenas ter um braço e toda a sua dianteira ser uma “única” peça!
Não tem uma geometria de puro XC, mas consegue ter vários tipos de geometrias juntas ao mesmo tempo, bastando para isso alterar a posição do amortecedor traseiro ou baixando o selim, conseguindo ganhar-se muito mais controle nas descidas e tornando-se uma bike muito mais manobravel.
Conseguimos levantar a frente muito facilmente, originando o típico “cavalinho”, que muitas vezes nos é útil para passar certos obstáculos existentes nos trilhos.
Achei-a um bike muito brincalhona quando com o selim “no fundo”, ficando com um poder de manobra sobre a bike soberbo, em descida era onde mais se notava, curva contra curva, pedra sobre pedra, ela pedia sempre mais, e o amortecedor traseiro sussurrava-me ao ouvido para lhe dar mais trabalho!


A suspensão da frente estava também sempre ao nível do seu vizinho lá de trás...
No que toca a “frenos” como dizem os nossos conterrâneos espanhóis, a bike vêm bem equipada, montando uns Hayes HFX-9 XC (6”), sendo suficientes para o tipo de utilizadores a que esta bike se destina, mas para quem pensa em abusar mais nas descidas, e querer emoções fortes, deve alterar o travão dianteiro com um rotor de maior diâmetro (sugiro 203mm)!


O travão de trás é o ideal, bloquei-a a roda quando queremos e precisamos e tem progressividade mais que suficiente.
As manetes oferecem um bom tacto bem típico dos travões de disco hidráulicos.
Entrando no capitulo da transmissão, devo ser sincero, não me consegui habituar ao sistema invertido dos desviadores da Shimano!
Sempre que queria engrenhar uma velocidade mais leve, engrenhava uma mais pesada e assim sucessivamente...
Cheguei a perder pica de muitas descidas devido a esse pormenor, que se mostrava faltal na altura de acelerar ou quando nos aparecia à frente uma “parede”.
Mas em termos de funcionamento adorei, é preciso, é rápido, e é muito silencioso, que foi o que mais me espantou!
Quando precisava de engrenhar uma velocidade em “cima da hora” não se ouviam os típicos ruídos emitidos pelos desviadores de funcionamento normal.



O quadro com o ‘look’ copiado da sua irmã mais velha (Gimini), tem excelentes acabamentos, bastando reparar nas soldaduras que quase não se notam.
Tem uma rigidez excelente, e umas escoras traseiras fenomenais, permitindo abusos mais a serio!
É um Cannondale, que mais se pode dizer?!
O que agarra esta bike ao solo são uns modestos IRC Serac XC de medida 2.1, que não me agradaram nada, e foi o que mais me desapontou na bike...
Uma bike destas, equipada de serie com uns “pneuzinhos” 2.1 que mais parecem uns pneus de medida 1.9!
É obvio que com esta escolha da Cannondale para esta bike, perdeu-se nas descidas, nos saltos, no controle da bike, ganhando-se apenas nas subidas, mas perdendo-se novamente neste ponto devido ao amortecedor traseiro!



Enfim, esta bike para ser a bike quase perfeita, precisava apenas de uns pneus mais largos, talvez uns 2.35 seja o ideal, e de um amortecedor traseiro com bloqueio de modo a ajudar o rider a subir com menos esforço e mais facilmente, tirando mais gozo das subidas!
Se tens entre 2000€ e 2500€, procuras uma bike polivalente capaz de atacar qualquer tipo de terreno, e não queres nada com fins competitivos, então esta, é a bike ideal!!!






Prós - Curso do amortecedor/suspensão, quadro, geometria.
Contras - Amortecedor/suspensão sem qualquer tipo de bloqueio, pneus.

Preço: 2.299,00€

Agradecimentos: ao Cruza por ter disponibilizado a bike ao ForumBTT.net para realizar este teste, obrigado!!
 
#2
É o que eu digo..nunca mais compro a bike magazine! :p Mas que grande review sim senhor!! Muitos parabens!!

Em relaçao a bike, devo dizer que ja exprimentei, na loja de bicicletas em benfica, e nao gstei nada..lol é verdade, a suspensao da frente nao é la grande coisa, com o sistema fluid flow, o mais fraco da manitou, ou seja uma manitou axel com 140mm..Uma coisa que gstei na bike, é o peso, uma peso pluma,13,2kg para os cursos que permite, muito bom!! Mas pelo que dizes o amortecedor bombeia, mas nao é suposto o amortecedor traseiro ter o famoso SPV?? Nao precisa de bloqueio.. :p A bike é realmente muito bonita. Em relaçao aos pneus..Nao percebo a vossa mania de querer espetar uns pneus 2.35 numa bike dessas..Depois nao subias, e perdias alguma velocidade em descidas tambem, apenas para ganhar nas curvas..uns 2.1 sao o ideal, aliam a aderencia razoavel com o baixo atrito a rolar.
Para finalizar, essa bike é para quem procura a exclusividade. O preço é que é um pouco inflacionado por esse aspecto :?
 
#3
grande maquina! e grande vontade de ter uma tambem :) quem me dera...

Quanto a questão do bombear traseiro! Isso é bommmm :) quem não quer bombeat compra ht´s :p

Tá muito gira a bike :)

Parabens ao feliz dono ;)
 
#6
Prophet

Só uma questão.
Este amortecedor comigo a subir não bombeia NADA. Blade depende do ar que ele tem , quando andaste com a prophet ela tinha 100 psi no amortecedor . Esta medida é corecta par o meu peso (68Kg).
Para ti, que pesas mais que eu, devereia ter mais ar.
Em relação ainda ao amortecedor esta versão não tem SPV.
Em relação à reportagem tambem acho que vou deixar a bike magazine porque com artigos assim , vai lá vai. Parabens e tambem estou de acordo vou acabar por comprar um 2.35 para a frente.

Abraços
Fura Cruza[/img]
 
#7
Boas andavam a pensar comprar uma e depois de ver este exelente teste lá me decidi compradinha hoje mas já com uns valentes trilhos em cima :lol: :lol: :lol: :lol: sem duvida uma grande maquina
 
#8
Parabéns pelo teste,muito completo.
Tenho uma Prophet 600 e estou muito satisfeito.
O quadro é o mesmo da 4000 que custa +- 5.100 € é uma questão de ir fazendo uns upgrades no equipamento que mais influênciam o teu andamento.
A minha neste momento está igual ou melhor que a 4000,só que é Azul Matt em vez daquele Verde Escarro!A de 2006 está um espectáculo em Preto Matt!
 
#10
Já agora quanto é que a Cannondale vos pagou por este teste e pela publicidade, para não falar da BP. lol, estou brincando, excelente teste, gostei de ler apesar de não gostar da Cannondale hehehehehe!!!!
Mas agora falando a sério, deviam pedir algum á Cannondale e ás outras marcas expostas aqui no forum, com o numero de membros que já por aqui andam, é uma excelente publicidade, que não está a ser paga.
 
#11
Essa das bombas é que eu não percebi :shock:..tem cuidado ainda fica alguém a pensar que a bike precisa de gasolin :lol:. mas tá um excelente teste, parabéns! Adeus bikemagazine :!:
 
#12
Aí atrás existe um comentário do Valerossi acerca da sua prophet 6oo, bem, a questão é que lha comprei á coisa de três semanas.E ainda bem, aquilo realmente é uma máquina muito poderosa, sobe, rola e desce na perfeição. Trava e bascula muitissimo bem. Já fiz umas centenas de klms, repito umas centenas, é que aqui o cota nunca faz menos de 25 a 30 clics por dia, e dizia eu, a coisa funciona cada vez melhor. Uma máquina a considerar para quem fazer de tudo um pouco e sempre em grande estilo.