Rockrider 520 versus GT Agressor Sport

#1
Boas, pessoal. Estou para comprar a 1a bike para exercitar estes 53 anos com alguma inércia. Queria uma BTT para andar aqui pelo bairro em calçada, terra batida e também para fazer um percurso em alcatrão de 14Km ida e volta aí umas 3 vezes por semana. Não tenho mais de 300 paus para dar. Vi a Rockrider 520 (250€) e uma GT Aggressor Sport 2018 na bikezone ao pé de mim em Odivelas (320€)
https://bikezone.pt/pt/bicicletas-iniciacao/8292-gt-aggressor-sport-preto-verde-t-m-2018.html
Tenho grande vantagem em adquirir a GT tendo em vista os meus objectivos imediatos? Tenho muito poucos conhecimentos de bicas porque desde miúdo que não ando, mas agora voltou o bicho e a forma física está a pedir ação. Desde já obrigado.
 
#3
A rr 540 é a melhor escolha.
Mas para o que pretende a rr520 chega, mais barata que a agressor e é equivalente.
Obrigado pela opinião A 540 já sai do meu orçamento pelo menos para já. Agora reparei na questão dos pneus. A 520 traz pneus para piso seco e como pretendo fazer os tais km em alcatrão agora que vem o inverno, não sei não...
Cumprimentos.
 

Joseelias

Well-Known Member
#4
Até aos +-1000€ as bicicletas da Decathlon são imbatíveis em termos de relação preço/qualidade.

E por menos 70€ a RR520 dá-te 24 velocidades contra as 21 (corrigido das 27 escritas anteriormente) da GT e tem algumas formas de ajuste ao ciclista interessantes.

A RR520 permite subir ou baixar a altura do guiador sem desfigurar a bicicleta mexendo com o ângulo do avanço. No caso da GT tens que andar a passar separadores para cima do avanço para baixares o guiador o que desfigura a bicicleta, e se depois decidires que aquela é a posição certa e quiseres melhorar a estética tens que andar a cortar o tubo da direcção da suspensão. Ou sabes de mecânica de bicicletas e arriscas a fazeres tu ou vais ter que pagar a alguém, o que soma ao preço da compra.

E a RR520 tem um ajuste simples na suspensão que a permite ajustar com base no peso do ciclista. A suspensão da GT não parece ter qualquer tipo de ajuste. Ou seja, se um ciclista de 60kg andar nela vai ter uma suspensão dura, e se outro de 90kg lhe pegar vai andar em cima de um marshmallow.

A questão dos pneus não se coloca. A referência da RR520 que são para piso seco refere-se ao uso fora de estrada. Isto é, para pisos duros e sem lama/barro para ajudar a rolar bem. No entanto, a estrada é um piso duro e sem lama/barro e o desenho dos tacos dos pneus da RR520 são excelentes para andar em estrada. Tem tacos pequenos, e quando um acaba tem já outro a apoiar o que ajuda a rolar.

Depois, em estrada queres ter o máximo de contacto com o alcatrão para ter capacidade de travagem pelo que os pneus mais agressivos de Btt são péssimos para andar em estrada. Têm pouca área de contacto com a estrada e gastam-se muito rápido. Se reparares nas bicicletas de estrada e urbanas todas elas têm pneus lisos e eventualmente com ranhuras para evacuação da água. Os pneus da RR520 são do mais próximo que podes arranjar dentro do Btt que se dá bem na estrada e ainda andar fora dela.

Por menos 70€ ficas com uma bicicleta melhor que a GT, e ainda ficas com dinheiro para um capacete (20€), luvas (10€) , calções (20€), óculos (5€) e ainda sobra.
 
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#6
Até aos +-1000€ as bicicletas da Decathlon são imbatíveis em termos de relação preço/qualidade.

E por menos 70€ a RR520 dá-te 24 velocidades contra as 27 da GT e tem algumas formas de ajuste ao ciclista interessantes.

A RR520 permite subir ou baixar a altura do guiador sem desfigurar a bicicleta mexendo com o ângulo do avanço. No caso da GT tens que andar a passar separadores para cima do avanço para baixares o guiador o que desfigura a bicicleta, e se depois decidires que aquela é a posição certa e quiseres melhorar a estética tens que andar a cortar o tubo da direcção da suspensão. Ou sabes de mecânica de bicicletas e arriscas a fazeres tu ou vais ter que pagar a alguém, o que soma ao preço da compra.

E a RR520 tem um ajuste simples na suspensão que a permite ajustar com base no peso do ciclista. A suspensão da GT não parece ter qualquer tipo de ajuste. Ou seja, se um ciclista de 60kg andar nela vai ter uma suspensão dura, e se outro de 90kg lhe pegar vai andar em cima de um marshmallow.

E a questão dos pneus não se coloca. A referência da RR520 que são para piso seco refere-se ao uso fora de estrada. Isto é, para pisos duros e sem lama/barro para ajudar a rolar bem. No entanto, a estrada é um piso duro e sem lama/barro e o desenho dos tacos dos pneus da RR520 são excelentes para andar em estrada. Tem tacos pequenos, e quando um acaba tem já outro a apoiar o que ajuda a rolar.

Depois, em estrada queres ter o máximo de contacto com o alcatrão para ter capacidade de travagem pelo que os pneus mais agressivos de Btt são péssimos para andar em estrada. Têm pouca área de contacto com a estrada e gastam-se muito rápido. Se reparares nas bicicletas de estrada e urbanas todas elas têm pneus lisos e eventualmente com ranhuras para evacuação da água. Os pneus da RR520 são do mais próximo que podes arranjar dentro do Btt que se dá bem na estrada e ainda andar fora dela.

Por menos 70€ ficas com uma bicicleta melhor que a GT, e ainda ficas com dinheiro para um capacete (20€), luvas (10€) , calções (20€), óculos (5€) e ainda sobra.
Muito obrigado pelas esclarecedoras dicas.Realmente o dinheiro que sobra vai ser bem empregado nos acessórios, pelo que vou de facto optar pela RR520. Estou com a pica toda, pareço um puto de 16 anos. Cumprimentos
 

Joseelias

Well-Known Member
#10
Isso acontece sempre no inicio. É importante andar durante uns tempos por caminhos mais fáceis e dentro daquilo que nos sentimos confortáveis, sem exageros de velocidades. Até para que percebamos a potência de travagem, como se comporta a suspensão, ganhar rapidez de reacções, etc.

Também estive um período longo parado no passado e quando regressei, mesmo tendo a noção que me teria que ambientar de novo, decidi comer um chocolate Snickers enquanto fazia uma descida bastante arenosa... Escusado será dizer que fui ao chão porque tinha perdido um bocado de prática a andar só com uma mão em terrenos instáveis e escorregadios.

Serve de consolo que aquilo era areia mole e não me magoei e consegui salvar o chocolate sem areia nenhuma. Até acho que enquanto caia a minha preocupação foi manter a mão ao alto para proteger o chocolate! :D
 
#11
Os pedais de encaixe primeiro estranha-se e depois entranha-se.
Assim que habituado já não vais conseguir andar sem eles. Até vais estranhar se tentares andar sem eles.
 
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#12
Isso acontece sempre no inicio. É importante andar durante uns tempos por caminhos mais fáceis e dentro daquilo que nos sentimos confortáveis, sem exageros de velocidades. Até para que percebamos a potência de travagem, como se comporta a suspensão, ganhar rapidez de reacções, etc.

Também estive um período longo parado no passado e quando regressei, mesmo tendo a noção que me teria que ambientar de novo, decidi comer um chocolate Snickers enquanto fazia uma descida bastante arenosa... Escusado será dizer que fui ao chão porque tinha perdido um bocado de prática a andar só com uma mão em terrenos instáveis e escorregadios.

Serve de consolo que aquilo era areia mole e não me magoei e consegui salvar o chocolate sem areia nenhuma. Até acho que enquanto caia a minha preocupação foi manter a mão ao alto para proteger o chocolate! :D
:):):) A minha maior dificuldade no 1º dia foi a travar em terra batida com pedrinhas. A derrapagem da roda de trás ui, ui.. enfim devagarinho lá irei. Para já estou novamente deliciado com a sensação.
Abraço.
 

Joseelias

Well-Known Member
#14
A minha maior dificuldade no 1º dia foi a travar em terra batida com pedrinhas. A derrapagem da roda de trás ui, ui.. enfim devagarinho lá irei. Para já estou novamente deliciado com a sensação.
Por isso é que o principal travão é o da frente. Numa travagem, especialmente em descida, o peso é todo projectado para a frente e a roda de trás perde tracção, derrapa e trava pouco.

É importante aprenderes a travar com a roda da frente. Podes fazer um conjunto de travagens de teste só para te aperceberes da força a aplicar até sentires a roda da frente a querer derrapar, ou a traseira a levantar. Com a experiência vais começar a usar mais o travão da frente.

A suspensão ajuda muito neste aspecto. Antigamente, com as forquetas rígidas, uma travagem mais forte à frente era quase garantia de se ser catapultado, mas com as suspensões, estas comprimem bastante antes de chegar ao ponto de querer levantar a traseira ou até de forçarem a derrapagem.
 
#15
Por isso é que o principal travão é o da frente. Numa travagem, especialmente em descida, o peso é todo projectado para a frente e a roda de trás perde tracção, derrapa e trava pouco.

É importante aprenderes a travar com a roda da frente. Podes fazer um conjunto de travagens de teste só para te aperceberes da força a aplicar até sentires a roda da frente a querer derrapar, ou a traseira a levantar. Com a experiência vais começar a usar mais o travão da frente.

A suspensão ajuda muito neste aspecto. Antigamente, com as forquetas rígidas, uma travagem mais forte à frente era quase garantia de se ser catapultado, mas com as suspensões, estas comprimem bastante antes de chegar ao ponto de querer levantar a traseira ou até de forçarem a derrapagem.
Boas. Pois é, faz todo o sentido. Nunca tinha tido uma bicicleta com suspensão pelo que travar com o da frente nem me passou pela cabeça .. Já fiz uns testes e realmente a coisa funciona. Muito obrigado pelas dicas .
Cumprimentos