[Rescaldo] Douro Bike Race - Amarante | Serra do Marão & Alvão - 04 Setembro

#1
Boas
estou a estranhar ainda nao haver nenhum tópico tópico acerca da prova por isso cá vai
Prova do melhor que já fiz, talvez o mais duro em termos de volta que já apanhei, não só por aqueles bocados em que se tinha de pedalar (havia lá subidas??), mas pela conjugação desses troços com um certo desconforto térmico.
Paisagens brutais, lindas mesmo embora nem sempre se desse para contemplar.
A organização a 200% em termos de simpatia, abastecimentos onde havia o principal, água fruta e mais uns alimentos, e num deles apoio técnico(ate pareciamos uns senhores, a chegar e tomarem logo conta da bicicleta enquanto nos abastecíamos uma palavra também para os mecânicos)
em resumo resumido o nome "Epic" de facto não me pareceu despropositado.
do menos positivo, sim porque ha sempre uma ou outra coisita que poderia ficar um pouquito melhor, já que esta prova ao ter este 1º arranque nao pode ficar por aqui pois já colocou a fasquia muito alta.
  • havia promenores onde se notava que era a "primeira vez" do evento, se calhar notava-se mais pelos (poucos) minutos de atraso e com o raio do projector que nunca dava a 100 % à primieira
  • duche fresco e unitário, aqui se calhar a câmara poderia ajudar a termos um espaço melhor para os duches
  • e a nivel pessoal acho que o João (pelo menos era em quem se notava mais) estava tão cansado que deve ter sido quem menos aproveitou a prova (so agora passado um tempo é que deve começar a perceber bem o que aconteceu)
 
#2
Boas.
Antes gostava de deixar aqui uma palavra de gratidão, a toda organização,
Porque isto meteu mesmo muito gente......mesmo muito gente, não só o staff, apoio medico durante a prova, pessoal nos check points, que não foram poucos, e os bombeiros? (Mondim, Vila Real, Amarante...) em locais estratégicos, e os prémios!!! Nunca participei num evento que desse tantos prémios, e um jantar muito bem servido (talvez pela fome que esta) :D
Mas vamos ao que interessa, um percurso EPICO, os primeiros 30 km "arrebentou" comigo...mas depois foi sempre em piloto automático tive alguma dificuldade em navegar com o GPS, mas gostei da experiencia, juntei-me a um grupo de 6 pessoas para me facilitar a navegação e passei umas 6 h de puro convívio…espectacular.

Muito honestamente, não gostei...................ADOREI. :D
Obrigado a TODA organização do DBR.


P.S- João, vê lá se para a próxima metes o abastecimento em Tejão num café que lá tinha ao lado de um mini mercado....o pessoal que parou lá comigo para beber uma Coca-Cola sabe ao que me refiro.....tinha lá uma "fruta"(faltou a informação no gps...paisagens):rolleyes:

Abraço e espero vermos para o ano.
Renato Gaspar
 
#3
Aguardava a Douro Bike Race com expectativa há já muito tempo, por vários motivos, desde os locais por onde passaria a prova, ao pessoal que estava na organização e também pelo facto de ser o maior desafio de bike que tive até ao momento e gostava de saber até que ponto o conseguiria superar.

Foi um grande dia!

A dureza prevista confirmou-se e a beleza do Marão, onde até ontem tinha pedalado muito pouco, confirmou-se. Passamos por locais espectaculares e seguramente que passei por muitos outros e nem reparei...

Tirando o facto ter de parar por duas vezes em apenas 50 metros de intervalo para consertar 2 correntes (a minha e a do meu colega de eequipa) quando ainda não estavam percorridos 20km de prova, tudo o resto correu bem.

Um agradecimento especial ao pessoal da assistência tècnica que estava no abastecimento da Campeã, onde cheguei com a trabsmissão em bastante mau estado depois dos problemas com a corrente, que empenaram o desviador... Mas depois da Campeã a bike ficou bem melhor e lá deu para terminar :)

Os ultimos km depois do terceiro abastecimento custaram-me um bocado, devido a uma indisposição que quase me fez parar, valeu a companhia de um colega da equipa Mortágua/Basi até ao final. Obrigado colega ;)

Acho que foi então uma grande prova, com uma organização que sendo a sua estreia esteve na minha opinião em grande nível.

Até para o ano, se possível num evento por etapas ;)

Ah! E para o ano, no meio de tanto prémio no sorteio, espero que me saia alguma coisinha!! :D

Parabéns João, Zé e todo o pessoal que tornou este evento uma realidade e até breve!
 
#4
Bem o que dizer deste evento :) Em grande empeno hehehe
Parabéns a organização. Infelizmente não pude acabar, mas fica já aqui a promessa que no próximo ano lá estarei :D
Um grande abraço a organização e a todos os que ajudaram. Foi bom rever alguns amigos ai de Amarante
 
#5
Vou aproveitar que o João e o Zé ainda estão a dormir e deixar um comentário do lado da Organização.

-"Obrigado aos que participaram e esperamos que tenha sido do vosso agrado".

A dedicação e o empenho do João e do Zé na organização deste evento é indescritível. Os dois, nos últimos meses viveram 24 horas (porque não havia mais) a DBR. Ficam-me na memória as dúvidas, as preocupações, as certezas, as ideias e as inovações destes dois campeões com quem muito temos para apreender.
 
A

aquelhas

Guest
#6
Sem dúvida uma prova ao mais alto nível, em todos os aspectos...

Destaco o percurso muito selectivo e acessível apenas aos mais preparados, a excelente apresentação geral da prova e o profissionalismo da organização.

Do João e do Zé Silva não se poderia esperar menos. A experiência que têm adquirido a nível internacional assim o ditava.

Quanto aos minutos de atraso na partida, penso que se deveram a complicações com a gestão do trânsito nas ruas de Amarante. Não sei se repararam mas cruzaram o centro da cidade.

Parabéns a todos os envolvidos neste evento, tenham ou não chegado ao fim. Em 2011 gostava de lá estar a pedalar, em vez de a fotografar.

As fotos estarão online hoje ao final do dia.

Abraço

AQ
 
#7
BOAS

Parabens á organização, que não deixou que nada falta-se, desde reforços, a bombeiros e pessoas da organização durante o percurso.
Obrigado ao João que levou a minha máquina de filmar apartir do 3º reforço até ao final.
Sem duvida o slogan estava bem feito... uma aventura, um desafio, percurso muito duro e muito bonito com tudo a que se tem direito.

PARABENS E ATÉ PARA O ANO
 
#8
Boas pessoal,

Douro Bike Race concluída e como eu esperava foi um empeno "épico", para fazer justiça ao nome do percurso de maior dureza!

Quase 3000m de acumulado e 100km de duro e puro btt. Um percurso com tudo, para todos os gostos, estradões a subir e a descer (onde se podia aproveitar para apreciar as belas paisagens), trilhos fantásticos, subidas, muitas subidas, com necessidade de recorrer à "avózinha" (esta necessidade aumentava à medida que os km's passavam, vá-se lá saber porquê! :D), descidas duras, com muita pedra, a requerer muita atenção e força de braços, e até uma refrescante passagem pelo rio Tãmega, que, com o calor que se fazia sentir, não poderia ter surgido em melhor altura.

No topo coloco, como é lógico, as paisagens (haviam trilhos em que para além dos rodados das bikes só se via marcas dos rebanhos de cabras!) e o bom convívio, que foi uma constante ao longo da prova, quer com os colegas de pedadala quer com os elementos da Organização.
A Organização esteve bem e incansável em todos os momentos, início, meio e fim, ainda mais porque foi a primeira vez que organizaram um evento deste género. As pequenas falhas que se verificaram em nada diminuiram o sucesso desta iniciativa.

A partir do km 80 "parti o motor" e depois sofri muito para chegar ao final. Neste troço final perdi 7 a 8 posições, mas já só queria chegar ao final!, depois de avistar a meta a alma até ressuscitou!

[Ao colega "Rogério Matos", o agradecimento é recíproco, a companhia até ao final foi de facto o derradeiro incentivo para terminar, já que as forças estavam mesmo na reserva!;), Filipe - MORTÁGUA/BASI]

Cheguei com cerca de 7:14h e com uma bela experiência no pêlo, provavelmente para repetir, se se mantiver a DBR nos próximos anos.

Estreante nestas andanças, a navegação por GPS foi mais simples que julgava, valeu-me também o suporte técnico do Staff da DBR (Sr. Luís), para instalar correctamente o track no equipamento e o já velhinho e-trex lá cumpriu, e bem, a sua função. Um boa meia dúzia de enganos, comum à maioria dos participantes, mas nada que um simples "volta-a-trás" não resolvesse.

O João e o Zé foram os rostos mais mais visíveis do enorme staff que era esta Organização da Douro Bike Race, por isso, para que não fique ninguém de fora, deixo os meus sinceros Parabéns a todos os elementos que, directa e indirectamente, estiveram envolvidos na organização deste evento.

Abraços
Filipe
 
#9
Parabéns à dupla João Marinho e José Silva (e a todo o staff), pela aventura que nos proporcionaram.
Foi uma prova dura mas fantástica. Muito bem organizada e com staff muito dedicado.

Continuem o óptimo trabalho com edições futuras!

Abraço e boas pedaladas.
 
#10
A organização e o Staff da DBR estão de facto de Parabéns. O João e o Zé são as pessoas mais conhecidas e que dão a cara pelo evento, mas como alguém já aqui escreveu, a equipa da DBR era enorme. Para eles todos, PARABÉNS.
Tenho feito alguns Geo´s e este DBR foi de facto duro. Os trilhos as paisagens tudo escolhido ao pormenor.

Ao Renato e ao Sérgio, tenho a agradecer a companhia durante quase metade do percurso final.

Desde o início até ao fim do percurso havia sempre alguém disposto da organização para ajudar e sempre com um sorriso.
O 2º reforço foi o melhor, (foram eles que pediram para dizermos) mas o 3º foi refrescante.

Creio que o João e o Zé colocaram a fasquia muito alta. À excepção de pequenos detalhes que nada influenciam negativamente o evento, foi tudo muito profissional e de topo do melhor que tenho visto.

Se houver para o ano lá estarei.

No Geo darei os parabéns pessoalmente, ontem à noite queria é cama.

PS: Vim chateado porque não me deram nenhum prémio... brincadeira.

Abraço e até um dia destes.

Vitor Lopes.
 
#11
Um Outro Olhar

Há privilégios que são fruto do momento, na conjugação perfeita de factores diversos no tempo e no espaço, como a chegada a um local certo na hora exacta.
Na função que honrosamente me concederam no DBR, de parceria com o meu amigo Alfredo, eu no EPIC, ele no ADVENTURE, esperava-me um infindável rol de novas sensações, fascinantes e merecedoras de repetição. Vi o que não veria com a mesma acuidade, se a competir, senti o que sente o grosso do pelotão nas suas ansiedades e vontades. Era o bike-vassoura!
No vai-e-vem a levar bttistas a pontos de controlo ou de abastecimento, onde entusiasticamente iriam prosseguir o percurso, ou num misto de resignação pelo dever cumprido, face ao estado físico-anímico, ou de alguma pena pela não continuidade e de usufruto do momento magnífico, vivi micro-partes da minha vida, no sentido do tempo e imensas futuras recordações, no sentido das minhas emoções.
Num dos momentos em que me tinha despedido, até à chegada, de uns simpáticos colegas de actividade, tinha necessidade de acelerar o pedal (muito), para tentar ajudar um companheiro com um pneu rebentado e prosseguir a minha missão de vassoura. No meio de uma imensidão que me arrepia pela beleza e grandiosidade, que tanto me fez lembrar a escrita apaixonada, melancólica e reconhecedora de Miguel Torga, vi mais um rebanho de cabras, num pastoreio tranquilo, de ponteiros de relógio religiosamente parados, numa onda de quietude e fé nas coisas boas que a vida nos pode dar. Ali, só o rebanho e eu! Ou, talvez não!
Parei…no tempo! Numa estranha mistura de revolta e de paixão pelas coisas belas, olhei, olhos nos olhos, com a personagem principal deste conto do fantástico, digno de um trio de autores que me marcaram na infância, na minha formação académica e da vida. Ali estava uma das mais belas páginas que já li! Agora, não num livro, mas nuns olhos translúcidos, onde o azul se confundia com o céu, ou será que o céu se confundia com eles, e o cinzento do futuro que lhes seria certo, não fora a certeza do querer que têm!
O FILIPE…! Doze anos de doce idade, muitos mais de experiência de vida, de tranquilidade e de saber!
- Olá, amorzinho, estás bom?
- Olá senhor, boa tarde! Linda bicicleta que tem!
- É! Muito bonita! Quase tão bonita como tu! Queres experimentar?
- O senhor deixa!?
- Claro, é minha!
Encavalitado na minha Rocky, deu uma dúzia de pedaladas, num círculo que me faz lembrar uma história de Torga (virei contá-la mais tarde), segurei a bike pelo selim, deixei-o contemplar o Marão, debruçado sobre o guiador, de olhar para lá das montanhas, para o sítio que todos (ou quase…) sabemos existir e que se chama Terra dos Sonhos.
- Então…!?
- É melhor do que a minha…muito melhor!
- Pois, será…Mas, diz-me, por favor, como posso atalhar para fazer estes três quilómetros de forma mais rápida até Telhão.
Já encostado ao cajado, apoiado no braço direito, a mão a meio daquele bocado de uma árvore que suporta uma futura grande árvore, abriu os olhos cinzento-azulados, belos e sérios, moldados pelos recantos do Marão e, pensativo, respondeu:
- Senhor…não quero enganá-lo! O mais perto…já sei…! Siga o Sol!
- Filipe! Sigo o Sol?
- Sim, senhor! Telhão fica no sentido do Sol! Vê as cabras? Vê o seu sentido? Vamos para Telhão! É tarde e, como procurámos o Sol, pela manhã, encontrámos o Sol ao meio-dia e, agora, vamos ter com ele!
-Obrigado, Filipe! Em que ano andas? Queres uma maçã?
- Ando no sétimo ano! Não quero, obrigado, senhor!
Segui o Sol e encontrei Telhão!
Obrigado Filipe! Melhor, obrigado senhor professor Filipe!

Do teu aluno, António Girão
 
#13
Olá a todos

Acabo de acordar...20h a dormir non stop, depois de 3 directas e muitas histórias para contar....



Apenas vos quero agradecer a vossa presença amigos...

Mais tarde direi o resto porque ainda estou a ''ressacar''

Até breve!
 
A

aquelhas

Guest
#15
Um Outro Olhar

Há privilégios que são fruto do momento, na conjugação perfeita de factores diversos no tempo e no espaço, como a chegada a um local certo na hora exacta.
Na função que honrosamente me concederam no DBR, de parceria com o meu amigo Alfredo, eu no EPIC, ele no ADVENTURE, esperava-me um infindável rol de novas sensações, fascinantes e merecedoras de repetição. Vi o que não veria com a mesma acuidade, se a competir, senti o que sente o grosso do pelotão nas suas ansiedades e vontades. Era o bike-vassoura!
No vai-e-vem a levar bttistas a pontos de controlo ou de abastecimento, onde entusiasticamente iriam prosseguir o percurso, ou num misto de resignação pelo dever cumprido, face ao estado físico-anímico, ou de alguma pena pela não continuidade e de usufruto do momento magnífico, vivi micro-partes da minha vida, no sentido do tempo e imensas futuras recordações, no sentido das minhas emoções.
Num dos momentos em que me tinha despedido, até à chegada, de uns simpáticos colegas de actividade, tinha necessidade de acelerar o pedal (muito), para tentar ajudar um companheiro com um pneu rebentado e prosseguir a minha missão de vassoura. No meio de uma imensidão que me arrepia pela beleza e grandiosidade, que tanto me fez lembrar a escrita apaixonada, melancólica e reconhecedora de Miguel Torga, vi mais um rebanho de cabras, num pastoreio tranquilo, de ponteiros de relógio religiosamente parados, numa onda de quietude e fé nas coisas boas que a vida nos pode dar. Ali, só o rebanho e eu! Ou, talvez não!
Parei…no tempo! Numa estranha mistura de revolta e de paixão pelas coisas belas, olhei, olhos nos olhos, com a personagem principal deste conto do fantástico, digno de um trio de autores que me marcaram na infância, na minha formação académica e da vida. Ali estava uma das mais belas páginas que já li! Agora, não num livro, mas nuns olhos translúcidos, onde o azul se confundia com o céu, ou será que o céu se confundia com eles, e o cinzento do futuro que lhes seria certo, não fora a certeza do querer que têm!
O FILIPE…! Doze anos de doce idade, muitos mais de experiência de vida, de tranquilidade e de saber!
- Olá, amorzinho, estás bom?
- Olá senhor, boa tarde! Linda bicicleta que tem!
- É! Muito bonita! Quase tão bonita como tu! Queres experimentar?
- O senhor deixa!?
- Claro, é minha!
Encavalitado na minha Rocky, deu uma dúzia de pedaladas, num círculo que me faz lembrar uma história de Torga (virei contá-la mais tarde), segurei a bike pelo selim, deixei-o contemplar o Marão, debruçado sobre o guiador, de olhar para lá das montanhas, para o sítio que todos (ou quase…) sabemos existir e que se chama Terra dos Sonhos.
- Então…!?
- É melhor do que a minha…muito melhor!
- Pois, será…Mas, diz-me, por favor, como posso atalhar para fazer estes três quilómetros de forma mais rápida até Telhão.
Já encostado ao cajado, apoiado no braço direito, a mão a meio daquele bocado de uma árvore que suporta uma futura grande árvore, abriu os olhos cinzento-azulados, belos e sérios, moldados pelos recantos do Marão e, pensativo, respondeu:
- Senhor…não quero enganá-lo! O mais perto…já sei…! Siga o Sol!
- Filipe! Sigo o Sol?
- Sim, senhor! Telhão fica no sentido do Sol! Vê as cabras? Vê o seu sentido? Vamos para Telhão! É tarde e, como procurámos o Sol, pela manhã, encontrámos o Sol ao meio-dia e, agora, vamos ter com ele!
-Obrigado, Filipe! Em que ano andas? Queres uma maçã?
- Ando no sétimo ano! Não quero, obrigado, senhor!
Segui o Sol e encontrei Telhão!
Obrigado Filipe! Melhor, obrigado senhor professor Filipe!

Do teu aluno, António Girão
Este homem sabe escrever!

Parabéns Girão. Fiquei tocado por esta pequena-grande história.

Vê-se que vives a vida com paixão nos detalhes destes pequenos momentos.

Abraço

AQ
 
#16
Ali estava uma das mais belas páginas que já li! Agora, não num livro, mas nuns olhos translúcidos, onde o azul se confundia com o céu, ou será que o céu se confundia com eles, e o cinzento do futuro que lhes seria certo, não fora a certeza do querer que têm!
O FILIPE…! Doze anos de doce idade, muitos mais de experiência de vida, de tranquilidade e de saber!
- Olá, amorzinho, estás bom?
- Olá senhor, boa tarde! Linda bicicleta que tem!
- É! Muito bonita! Quase tão bonita como tu! Queres experimentar?
- O senhor deixa!?
- Claro, é minha!
Encavalitado na minha Rocky, deu uma dúzia de pedaladas, num círculo que me faz lembrar uma história de Torga (virei contá-la mais tarde), segurei a bike pelo selim, deixei-o contemplar o Marão, debruçado sobre o guiador, de olhar para lá das montanhas, para o sítio que todos (ou quase…) sabemos existir e que se chama Terra dos Sonhos.
- Então…!?
- É melhor do que a minha…muito melhor!
- Pois, será…Mas, diz-me, por favor, como posso atalhar para fazer estes três quilómetros de forma mais rápida até Telhão.
Já encostado ao cajado, apoiado no braço direito, a mão a meio daquele bocado de uma árvore que suporta uma futura grande árvore, abriu os olhos cinzento-azulados, belos e sérios, moldados pelos recantos do Marão e, pensativo, respondeu:
- Senhor…não quero enganá-lo! O mais perto…já sei…! Siga o Sol!
- Filipe! Sigo o Sol?
- Sim, senhor! Telhão fica no sentido do Sol! Vê as cabras? Vê o seu sentido? Vamos para Telhão! É tarde e, como procurámos o Sol, pela manhã, encontrámos o Sol ao meio-dia e, agora, vamos ter com ele!
-Obrigado, Filipe! Em que ano andas? Queres uma maçã?
- Ando no sétimo ano! Não quero, obrigado, senhor!
Segui o Sol e encontrei Telhão!
Obrigado Filipe! Melhor, obrigado senhor professor Filipe!

Do teu aluno, António Girão
Não invalidando a forma, o conteúdo, a emoção, o sentimento da narração, para mim, esta parte é deliciosa... simplesmente! Fantástico!
 
#17
Um Outro Olhar
...
Parei…no tempo! Numa estranha mistura de revolta e de paixão pelas coisas belas, olhei, olhos nos olhos, com a personagem principal deste conto do fantástico, digno de um trio de autores que me marcaram na infância, na minha formação académica e da vida. Ali estava uma das mais belas páginas que já li! Agora, não num livro, mas nuns olhos translúcidos, onde o azul se confundia com o céu, ou será que o céu se confundia com eles, e o cinzento do futuro que lhes seria certo, não fora a certeza do querer que têm!
O FILIPE…! Doze anos de doce idade, muitos mais de experiência de vida, de tranquilidade e de saber!
- Olá, amorzinho, estás bom?
- Olá senhor, boa tarde! Linda bicicleta que tem!
- É! Muito bonita! Quase tão bonita como tu! Queres experimentar?
- O senhor deixa!?
- Claro, é minha!
Encavalitado na minha Rocky, deu uma dúzia de pedaladas, num círculo que me faz lembrar uma história de Torga (virei contá-la mais tarde), segurei a bike pelo selim, deixei-o contemplar o Marão, debruçado sobre o guiador, de olhar para lá das montanhas, para o sítio que todos (ou quase…) sabemos existir e que se chama Terra dos Sonhos.
- Então…!?
- É melhor do que a minha…muito melhor!
- Pois, será…Mas, diz-me, por favor, como posso atalhar para fazer estes três quilómetros de forma mais rápida até Telhão.
Já encostado ao cajado, apoiado no braço direito, a mão a meio daquele bocado de uma árvore que suporta uma futura grande árvore, abriu os olhos cinzento-azulados, belos e sérios, moldados pelos recantos do Marão e, pensativo, respondeu:
- Senhor…não quero enganá-lo! O mais perto…já sei…! Siga o Sol!
- Filipe! Sigo o Sol?
- Sim, senhor! Telhão fica no sentido do Sol! Vê as cabras? Vê o seu sentido? Vamos para Telhão! É tarde e, como procurámos o Sol, pela manhã, encontrámos o Sol ao meio-dia e, agora, vamos ter com ele!
-Obrigado, Filipe! Em que ano andas? Queres uma maçã?
- Ando no sétimo ano! Não quero, obrigado, senhor!
Segui o Sol e encontrei Telhão!
Obrigado Filipe! Melhor, obrigado senhor professor Filipe!

Do teu aluno, António Girão
Boas!

Amigo, Girão... pela descrição será, este AMIGO!???





Mais fotos... bartes -13- aqui- http://picasaweb.google.com/bartes13/DBRAmarante04092010#
 
Last edited:
#18
Com muita Pena não estive no DBR, o trabalho assim não o permitiu, mas para o ano espero não falhar!
Quanto a Ti Girão! Que mais dizer!
Quando se lê algo como o que tu escreveste, nada mais à a dizer, a não ser o quanto de ignorantes por vezes somos! És sem duvida um belo exemplo de Vida que deveriamos seguir em mts sentidos! E qt ao Filipe mais a sua simplicidade espelha aquilo que por vezes não somos! Sermos Simples e nada mais!
Ainda Bem que aproveitaste ao maximo essa experiencia!
Um Grande Abraço do teu amigo da Batalha Paulo Gregório
 
#20
Aos Amigos anteriores, Muito Obrigado!

Para o ano, tentaremos ter o Filipe como Convidado de Honra no DBR!

João, Zé, está combinado!? Sois seres simples e sensíveis, sei que está combinado!