Preços dos quadros SANTACRUZ vs Quadros similares

#61
O sistema da Mondraker não é copia do VPP. É mais uma variante do Maestro, e não é novidade, há marcas que já tem sistema parecido antes da Mondraker.

Entre o VPP1 e 2 demorou 6 anos ...... acho que quem teve o VPP1 compensou o gasto de €€€€€€ e ainda há quem ando com ela por esses montes, super contente e com 16.000kms e 0 problemas.
 
#62
à umas páginas atrás falava-se de garantias e a meu ver de uma forma errada.

As garantias que são dadas a mais do prazo legal tem unica e exclusivamente a ver com markting! Ninguem dá mais do que é obrigado, em lado nenhum do mundo, são questões de markting e estatisticas.
citando um user que escreveu isto na primeira página do tópico:
"c_s_amaral isso faz-me lembrar os LCD vendidos na worten em que pagando mais uns 70€ (o valor a pagar depende do preço do LCD) ficamos com garantia de mais 3 anos, ou seja, 5 no total. O LCD não passa a ser melhor, mas se ao fim de 4 anos avariar dão-te um novo. A ideia agrada-me e eu não lhe chamo marketing."

Este tipo de situações, seja em LCD, bikes, carros etc, seja o que for é posto da seguinte maneira:

Os aparelhos são testados, sabe-se que existe a probabilidade de X em cada 100 aparelhos avariar nesse periodo para alem da garantia obrigatoria por lei. Ora conhecendo eles essa probabilidade (e nós não) define-se um valor que dê lucro a quem vende. Ou seja, eles vendem 100 garantias extra a 70€, recebendo assim 7000€. Se dessas 100 garantias tiverem de dar 5, a 1000€, ganham 2000€ mesmo assim.

O mesmo principio se aplica a seguros e coisas do genero. O risco deste negócio é a probabilidade de avaria não ser certa, e aí têm prejuízo.


Passando para a questão do topico, no mercado, vendem-se produtos a um preço justo, outros a um preço exagerado, e outros no limiar do custo. Não sei se é o caso da santa cruz, pois não conheço, nem nunca andei em nenhuma, mas os quadros até podem ser mais caros do que o seu real valor. Não faço ideia se assim o é, mas se for, à uma coisa que se chama exclusividade. há quem esteja disposto a paga-la, ou seja pagar um valor acima do real, para ser raro.
 
#63
O ciclismo em si é um desporto caro e para se praticar com alguma qualidade (já nem digo com elevada, média ... alguma!!) é necessário puxar os cordões à bolsa, entãono BTT (mais desgaste, mais material, mais manutenção...). E se querem a minha opinião sincera é um daqueles desportos em que na hora de pagar é o coração que manda e não propriamente a carteira.
Vejam um país de classe média em crise e as grandes máquinas, o vestuário caríssimo, os múltiplos passeios frequentados que não são de graça, etc, etc, etc... Há obviamente uma grande discrepância entre o custo real do produto e o PVP, em todas as marcas... Tirando os custos de concepção (engenharia, desenho), aquilo indo para a linha de produção é sempre a andar e eles (seja que marca for, é sempre a somar $$$...) Em relação à SC. Acho que oferece um produto de elevada qualidade a preços competitivos comparativamente com as marcas mais cotadas, com um toque de exclusividade. Suponho que um não haja marca com uma gama tão completa de FS... Comparativamente, tendo em conta que marcas comerciais e gigantes como Spc, trek, giant.. com quadros até mais caros que os SC.. Por isso tendo em conta a exclusividade e extrema qualidade, comparativamente a sc até nem será das mais caras... A diferença está provavelmente no facto de não apostarem em montagens completas e daí ser de mais difícil aquisição. Para conseguir uma bike montada com preços similares a outras marcas teriam de mudar de filosofia e transformarem-se num gigante comercial...
 
#64
Boas,

Entrando tardiamente na discussão e não querendo ir ao detalhe, acrescento apenas o seguinte:

Utilizando o exemplo Renault/Mercedes, verifica-se que a primeira consegue colocar no mercado um produto da mesma categoria (exemplo laguna vs classe C), mais equipado, mais barato e com maior garantia. A questão é que a qualidade dos materiais não é tão elevada, nem tem tanto status nem a concepção é tão refinada.

Agora, até que ponto vale a pena optar pelo Mercedes, que custa uns bons milhares de euros a mais que o laguna equivalente?

Uns acham que vale a pena, abrem os cordões à bolsa e ficam todos satisfeitos com a compra.

Outros acham que não se justifica, poupam uns bons euros e... ficam igualmente satisfeitos com a compra.

Outros ainda compram o laguna e arrependem-se e outros compram o mercedes e concluem que não se justificou a acréscimo de preço.

Moral da história: a Santa Cruz e a Mondraker, tal como a Renault e a Mercedes, têm posicionamentos comerciais diferentes. A Mondraker consegue oferecer produtos relativamente equivalentes por um preço inferior, ao passo que a Santa Cruz tem um posicionamento mais refinado e isso tem um preço.

Portanto, cada um tem que ver o que pretende exigir da bike e analisar se no seu caso se justifica ou não o esforço financeiro para ficar com uma bike mais refinada. Isso é uma decisão que cada um tem que tomar e não é generalizável. Isto é, julgo que não se pode dizer em geral que os preços elevados da Santa Cruz não têm justificação ou que não vale a pena comprar Mondraker porque é melhor pagar mais e ter uma Santa Cruz. Cada um sabe de si...
 
#65
Esta história e pontos de vista diferentes nunca levam a lado nenhum... Pois é o seguinte eu não conheço nenhum laguna com 300 mil km no conta kilometros, mas no entanto ja vi alguns mercedes com 500mil e inclusive um k já tinha 60mil no segundo conta-kilometros pk o outro tinha chegado aos 999mil e não dava pra mais. Por alguma razão a mercedes é a mercedes, e a renault é a renault. É verdade k um mercedes é capaz de custar mais 15000€ k um laguna mas ves mercedes com 30 anos e raro é o renault com mais de 20... Classes C com 10 anos vez, lagunas com 10 são raros. Além de k a renault tds os anos faz restyling dos carros, o k faz com o k preço do modelo do ano anterior leve uma valente porrada. Com as santas é a mesma coisa, compras uma coisa k anda durante anos a ser testada pra k chegue ao mercado a melhor bike k possivel, e dps kuando a compras sabes k durante uns 4 anos não tens um modelo novo, ou pelo menos com alterações significativas, enquanto k mondrakers e o resto tds os anos têm modelos novos, alguns k funcionam outros k funcionam menos... Epa são filosofias diferentes k vão por caminhos diferentes, mas é sabido k os alemães em carros, em qualidade dos acabamentos, motores e durabilidade ninguem os bate...
 
#66
Boas,

Provavelmente não me fiz entender bem.

No meu post utilizei o exemplo da comparação entre um laguna e um mercedes para tentar demonstrar que não são comparáveis.

O cerne da questão é que o laguna e o classe c, tal como a santa cruz e a mondraker, podem ter as mesmas características básicas (potência, cilindrada, dimensões) mas um público-alvo diferente.

O classe c é um produto chamado premium, que oferece mais prestígio, mais refinamente e mais qualidade, a troco de um significativo acréscimo de preço. A questão é se se justifica ou não esse acréscimo de preço. Ora, essa decisão não é, nem podia ser, universal, mas depende antes das caracteristicas e requisitos de cada consumidor.

Assim sendo, não se pode dizer que para qualquer consumidor se justifica, ou não, a diferença de preço.

Da mesma forma, para alguns BTTistas que dão mais atenção ao detalhe e ao refinamento poderá ser melhor opção comprar a santacruz, ao passo que para outros, o esforço financeiro extra não se justifica.

Se assim não fosse, uma das duas marcas já teria desaparecido. Isto é, se a mondraker oferecesse um produto totalmente similar ao da santacruz, quem é que iria pagar mais pelo mesmo? Nesse caso, o mercado já teria ditado a extinção da santacruz. Da mesma forma, se os produtos da mondraker não tivessem uma relação preço/qualidade minimimente satisfatória, ninguém os comprava e já teriam desaparecido.

Como a mondraker e a santacruz, tal como a renault e a mercedes, já estão sustentadamente no mercado há uma série de anos, cada um dos seus produtos apresenta uma relação preço/qualidade que os torna apetecíveis para os respectivos públicos-alvo.

Por último, e apesar de isto não ser um forum de automóveis, não posso deitar de dizer que nem os renault tem assim tão pouca fiabilidade, nem os mercedes são à prova de tudo. Basta pensar os problemas eléctricos crónicos que têm afectado as últimas gerações do classe E, por exemplo. Não estou com isto a dizer que os mercedes não têm uma fiabilidade acima da média, mas simplesmente que não se podem "endeusar" nem pensar que qualquer mercedes dá a volta ao conta-quilómetros sem problemas de maior.

Cumps
 
#67
Eu não sei onde andam a ver os preços, cara. Claro se olharem para carbonos e VPP (deixo aqui de salientar que as bicicletas de carbono, passaram a ser fiáveis depois da Santa Cruz se ter envolvido no carbono e ter revolucionado o mercado de quadros de btt em carbono, ex: Ibis bonitas mas partiam, descolavam, flexíveis, Yeti boas geometria mas descolavam, Scott bom acho que ainda partem!!! VPP foi comprado logo tem de se pagar os direitos), mas caro??


Superlight com montagem D €1.990,00 e ainda (mais uns €€) podes escolher a cor


Mondraker Factor 2011 €1.895,00 (não sei se seria este o preço em 2011, talvez fosse mais)

Atenção o conceito é diferente, quem compra uma Santa Cruz ou Ibis, Turner ... até pode gastar uns tostões a mais, mas sabe que durante uns anos o quadro não irá ter alterações significativas, a não ser que seja modelo com mais de 3 anos e ai já poderá haver modelo mais recente. A minha BLT vai com 4 anos e ainda está no site com o mesmo nome, mesma configuração!!

Reparem tive amigos que era uma marca, outra marca e gastaram muito dinheiro em quadros que não valiam nada, claro rolavam mas isso até de triciclo o faziam. Gastaram mais do que eu gastei com uma Santa Cruz!
 
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tfmc

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#68
Não tenho uma SC (ainda está em fase de estudo), mas acho que este tópico é um pouco a "discussão" do sexo dos anjos....

Exemplo dos carros, alguém acha que um lambo ou um Ferrari valem o dinheiro que eles pedem? Têm fiabilidade? Alguém tem uma ideia da quantidade de Km que se faz num carro desses (conheço um Ferrari com 10 anos e com 3.400 Km), já pararam para fazer contas ao preço/Km de um carro desses?
No entanto essas empresas não desaparecem, logo.... existe uma "coisa" chamada segmentação de mercado e mercado alvo, que faz com que cada um tenha a sua fatia e os seus compradores, logo uma "discussão" (troca de ideias ou perspectivas de forma civilizada) porque cada um tem direito à sua opinião e não temos obrigatoriamente que assimilar as ideias de A, B ou C porque se não éramos um conjunto de animais que um falava e todos acatavam essas palavras como a pura realidade (ainda bem que assim não é).

Em relação à discussão Renault/Mercedes (não tenho o Primeiro e infelizmente já tive 2 do Segundo), como foi referido atrás não há mercedes infalíveis alias neste momento acho que a mercedes está a gozar da reputação que conseguiu à muitos anos atrás e sim o meu primeiro mercedes era estupendamente fiável (nunca digo mesmo nunca teve 1 única avaria transitou do meu pai para mim) já o 2º meu deus.... Injectores (3 vezes) turbos (2 vezes) bomba de Abs (1 vez) problemas electrónicos (perdi a conta) ultimo problema que para mim foi a gota de água desfez um pistão dentro do bloco em plena auto estrada a 150 km/h. Conclusão comprei um motor novo e vendi o carro a correr para não ter mais "prejuízo". Carro era um Mercedes benz E 270 CDI de 2004 comprei com 30.000 Km carro de serviço Mercedes, e vendi em 2007 com 310.000 Km.
Por isso não coloquem a mercedes num patamar que já não lhes é exclusivo (alias um patamar ao qual na minha opinião eles já não pertencem) tenho neste momento um Golf 4 de 2003 (carro do dia-a-dia) e conta já com 350.000 Km 0 problemas até hoje, comprei-o com 170.000 km em 2006 apenas leva revisões.
 
#69
Podemos dizer que a santa Cruz é uma marca muito "concervadora" nas suas opções técnicas, não querendo com isso dizer que não utiliza as melhores soluções.
Existem marcas que todos os anos alteram os seus sistemas de suspensão e a geometria dos quadros sempre à procura da "perfeição" sem nunca lá chegar.

As "modas" e o constante aparecimento de novos standars tém como principal objectivo levar o consumidor a pensar que já tem em mãos um produto desactualizado e com isso fica sempre tentado a investir.
 
#70
Por exemplo os eixos 142 que a Santa Cruz farta-se de dizer não precisar, mas teve que mudar devido aos fabricantes de rodas, pois dentro de algum tempo acabo o Quick Release
 
#71
Sim o caso dos eixos é flagrante, eixos estes k foram desenvolvidos pra aumentar a rigidez na secção traseira das bikes, e k segundo a santa cruz é completamente desnecessário nas suas bikes mas mesmo assim vai ter de começar a introduzi-los na sua linha de bikes pressões externas dos fabricantes de rodas pois a maior parte dos outros fabricantes de quadros têm de usar estes pra aumentar e até mesmo resolver alguns problemas de rigidez k os seus quadros têm.
A verdade é k ás vezes mesmo sendo bons e não tendo problemas somos arrastados pra soluções idiotas e por atalhos k os menos iluminados inventam...
 
#72
Respondendo exactamente ao que fala o tópico, e não de carros ou outros desvios de atenção (afinal estamos no forum BTT);
Comprei em 2005 ao fim de alguns anos de BTT a minha primeira Santa, uma Heckler com um float r atrás, andei com ela durante 5 anos e a nível de quadros ZERO de problemas, tive umas mavic crossmax XL e derreti-as uma série de vezes, 2 aros e uma série de raios e rolamentos, quedas participei no avalanche umas 3 ou 4 vezes, fiz por exemplo maratonas como a de Esposende ( a minha Heckler com 13kg e pouco dava para fazer maratonas, não dava era para andar nos lugares da frente). Tive-a várias vezes com pneus de estrada pois na altura não tinha bike de estrada andei com alforges, andou por onde andaram as restantes do meu grupo... Com uma excepção, nunca levou rolamentos, escoras, soldas, casquilhos, revisões a brains nem foi vendida enquanto lhe pegavam...
Posso dizer milhares de km's e ZERO problemas para um quadro de 1000 e poucos euros onde montei o material da minha antiga e fui fazendo upgrades com os usados dos sites e amigos mais endinheirados.
Em 2010, a mentalidade tinha mudado e tornei-me mais adepto do xc e quando fui ao Pernalonga para trocar... resposta do César quando disse que queria uma Superlight, "tu és tolo... vais esgalhar-me isso tudo..." não esgalhei, dois anos de muita tareia, quase sempre com o botao do rp23 no modo mais duro, duas viagens em autonomia a S.Tiago de Compostela (8 KG de bagagem só no espigão) e com muitas maratonas em cima e ZERO de problemas.
E dizem voçês que é caro? A geometria é do melhor, o material, nunca soube de nenhuma partida nem estalada nem coisa que o valha, e para mim o melhor é a pintura... A minha Superlight é branca, e quando vai ao castigo e chega a casa e depois de lavar mesmo assim parece anterior à primeira guerra mundial... Flanela e polish e fica logo capaz de fazer inveja ás menias novas das montras das lojas...
Caros amigos uma citação só para pensarem:
"O homem que não sabe dominar os seus instintos, é sempre escravo daqueles que se propõem satisfazê-los.... :confused:



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#73
Finalmente alguém testemunha o que tanto prego-o à muito tempo!!!
Por ra o César deveria ter-te trocado pela BLT2, pedala melhor, mais leve e geometria semelhante, e nunca precisarias de levar o propedal ligado.
 
#74
SANTACRUZ... quadros melhores é impossível, e praticamente em todas as vertentes: downhill, trail, XC, freeride.
Já experimentei quase tudo no mercado e posso afirmar que o preço fica bem abaixo de algumas marcas, e de fato a sensação de condução de uma SC é única.