motards nos trilhos - o que pensam, que opinião têm ?

por aqui temos dezenas de km de trilhos singles , etc etc. os mais espetaculares nuncam fecham e a unica manutenção que é feita é a passagem de bikes lolol . Temos outros que acabam por fechar por perdermos a localização exacta deles ou por serem estreitos demais para as motos.
agora voltando ao cerne do Topico isto dá para todos , só temos é de se respeitar mutuamente (motos, jipes ou bikes) porque hoje estamos de um lado e amanhã não sabemos de que lado estaremos.. isto faz-me lembrar até os automibilistas com 3 ou 4 calhas no carro e depois não são capazes de respeitar um ciclista na berma da estrada fazendo-lhes razias de 10 cm.. mas quando estão em cima da bike e passa um carro normal e afastado cerca de 50 cm começam logo a protestar e a chamar todo o tipo de nomes...
 
Cruzei-me com um motard hoje na Carregueira pela primeira vez. Parei para o deixar passar (achei lógico e mais seguro para ambos) cumprimentamos e agradecemos mutuamente e cada um foi a sua vida.
Fiquei com a ideia de que todos podemos partilhar os trilhos com respeito e segurança.
 
Um vídeo que encontrei ontem no Youtube (desconheço o autor), por completo acaso e coincidência, e que coloquei num outro tópico! Trata-se de um motard, não num trilho, mas numa ciclovia turística! Penso que a velocidade real terá sido aumentada na edição digital, em algumas partes do vídeo. Porque se não foi, então não sei o que dizer mais...

[video=youtube;w-7Yj6woiGQ]http://www.youtube.com/watch?v=w-7Yj6woiGQ&feature=player_embedded[/video]​

Esta ciclovia é espectacular para andar de bicicleta e costumo pedalar por lá algumas vezes por ano! Espero que outros motards não sigam o exemplo...
 
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Sinceramente, eu conduzo "enlatados" para ir para o trabalho, sou motard de coração e por mim vivia em cima de uma e ciclista por gosto. E sinceramente podem coabitar todos no mesmo espaço, desde que exista um pouco de civismo e educação entre as pessoas.

Geralmente os motards, tal como os ciclistas respeitam imenso quem vai sobre as duas rodas, principalmente os gajos das motas de on-off/enduro (mais conhecidas como "estilo dakar") como essas, simplesmente esse senhor deve um pouco à inteligência, embora não tenha nenhum sinal a indicar uma ciclovia e a proibir a circulação pelo que vejo nas imagens, mas ele devia-se ter apercebido que quase de certeza não é via para ele.

No entanto existe situações a precisar de uma certa reflexão de todos:

- Contínua a existir ciclistas a derrubar outros ciclistas no trilhos e a fazer razias aos que andam mais devagar.
- Cada vez o ciclismo é mais elitista e menos cívico.
- Cada vez se vê mais motards sem carta e pais a fornecerem as mesmas e a deixar os putos irem com elas para o pinhal fazer saltos e tracks.
 
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eu venho directamente do mundo das motas pra este mundo das bikes e já passeio por várias situações com betetistas..... e nalgumas não tive culpa, mas noutros não posso dizer k tive mal, mas tive menos bem, pois ia com excesso de adrenalina no corpo pra pensar...

mas o ditado é velho "a ocasião é que faz o ladrão".... Se estamos numa manhã mais inspirados esticamos mais pelas maquinas e ao sair das curvas aparecem-nos surpresas... Mas felizmente nunca magoei ninguém nem nunca deixei ninguém a mandar-me praquele sitio que todos sabemos, porque basta 1 simples levantar de braço a pedir desculpa e a coisa é logo interpretada de outra forma... Agora serei eu aguentar com os motards (principalmente quando o bando que ando passar por mim e me reconhecer :D e vir que deixei a mota em casa pra ir com a bike :D )
 
"Padrinho", no vídeo do motard,(que me dei ao trabalho de ver todo, para ver a dimensão da "abstuntice") há p´lo menos um aviso de um passeante num "tribike" (1:36) que o motard ignora e um aviso mais à frente (1:53) que finge não ver.
Acredito até que este foi um que filmou, muitos outros deverão lá passar sem registos dessa transgressão.

A "Troika" não se preocupará com estas coisas, decerto, mas esta faceta do "tuguismo" é um exemplo do que nos colocou onde estamos; no fundo.
 
Sou motard, mas a minha mota actual não gosta de mato. No entanto já fui várias vezes de jipe. Uma vez estava parado a comer e surgem umas moto4 só a fazer m*** e a levantar pó para cima de nós. Um amigo meu foi falar com eles, pediu-lhes para se afastarem só uns metros, para nós comermos descansados. Passados nem 15min, estavam novamente em cima de nós. Esse meu amigo mandou-se para a frente de um deles, desligou-lhe a mota e após duas palavrinhas nunca mais os vimos. É triste ter que se chegar a este ponto, especialmente quando não falta espaço.
Mas também já me aconteceu, apanhar ciclistas lado-a-lado na palheta e a cagarem de alto para o facto de terem um jipe atrás deles a 5 à hora (literalmente). Ainda me ocorreu "cheirar-lhes a roda", mas aí estaria a ser ainda mais estúpido que eles. Andei um bom bocado atrás deles, mas assim que o trilho abriu, também não lhes poupei no pó.
Por isso digo, os trilhos são de todos e não são só os jipes que atrapalham as motas e as motas que atrapalham os ciclistas. Não havendo respeito, todos se atrapalham uns aos outros. Há que saber conviver.

Já agora, não querendo defender de forma nenhuma o gajo desse vídeo, há que ter duas coisas em conta:
1 - O vídeo está acelerado, mas nas partes em que parece normal, aquilo é um andamento relativamente lento para uma mota. Àquela velocidade, a mota trava sem problemas, tanto que é o que acontece quando ele se cruza com o ciclista e pára para falar.
2 - Em determinadas situações, as motas (de duas rodas, sem sidecar nem atrelado) podem andar nas ciclovias, por isso não convém assumirem que ali só andam bikes. É raro, mas acontece e aí a razão pode não estar do lado dos ciclistas.
 
Há casos e casos, pessoas e pessoas.....
Mais a trás há um companheiro que diz que o mero levantar a mão a pedir desculpa muda logo toda a situação e é bem verdade, por vezes não é a atitude desprevenida, mas sim a que temos quando nos apercebemos da borrada que fizemos, todos nós nos excedemos aqui e ali, contando sempre que não está ninguém ao virar da esquina ou que não vamos atrapalhar ninguém, o problema é quando isso não acontece.

A minha primeira paixão sobre rodas foi uma bike, andei de bike desde os meus 6 ou 7 anos, (paixão apareceu aos 12 com a minha 1ª BTT), aos 16 anos foi a mota, deixando um pouco a bike de lado até à 2 meses atrás, aos 20 anos foi moto 4 ainda hoje o meu coração palpita quando vejo uma passar por mim no mato, aos 26 foi uma paixão por um carro que dura até aos dias de hoje, pelo meio um jeep durante 6 meses.
Esta introdução para que todos percebam que sei do que falo.
Todos nós podemos circular fora de estrada apreciando a natureza em harmonia uns com os outros, pois todos os ciclistas ouvem as motas/jeep's, e pelo menos eu ao ouvir quer um quer outro redobro as precauções, se o trilho for complicado não me importo até de parar, para que as coisas corram pelo melhor (ao contrário de muitos que já assisti que me chamaram de parvo por ter encostado e que depois a coisa se complicou, muito mesmo, pois quem tem dores não é a chapa do jeep, mas sim a pessoa que lhe bateu). Quando andei de Jeep aconteceu-me deparar-me várias vezes com bttistas em locais que não estava mesmo à espera e são situações complicadas, a minha primeira reacção era pedir desculpa e as coisas nunca azedaram, antes pelo contrário acabei por fazer um amigo dessa forma (dando-lhe boleia pois ele tinha a bike furada).

Neste momento valorizo bastante a minha integridade física algumas vezes em detrimento da velocidade com que faço as coisas e chego ao ponto B, por isso se tiver que me desviar dos jeep's e das motas faço-o sem grandes problemas, claro está já tive um problema com um tipo de uma moto 4, mas como disse no inicio, Há pessoas e pessoas....

Não gostaria de terminar este meu post sem antes felicitar todos os BTTistas da minha zona que oferecem uma camaradagem e uma simpatia que até à data só presenciei em dois locais (tropa e nas motas).
 
2 - Em determinadas situações, as motas (de duas rodas, sem sidecar nem atrelado) podem andar nas ciclovias, por isso não convém assumirem que ali só andam bikes. É raro, mas acontece e aí a razão pode não estar do lado dos ciclistas.

Amanhã se comprar uma "Unimog" ou um tanque também venho para aqui reclamar que tenho direito a caminho nos trilhos de BTT. Com jeito até vou reclamar na junta de freguesia que os BTTistas estão a estragar o piso e eu é que mantenho os trilhos limpos.

Ao ponto que isto chegou, e o nivel rasca de argumentação, o qual também me apetece imitar !!!

Uma 50 c.c. (de duas rodas, sem sidecar nem atrelado) também em determinadas situações pode circular nas autoestradas , por isso não convém assumirem que ali só andam viaturas ligeiras e pesadas. É raro, mas acontece e aí a razão pode não estar do lado dos motoristas/automobilistas.

Tenham juízo! E respeitem a sinalética e os outros.

Gostava de ver estes que argumentam assim como agiriam num país a sério em que a lei é lex dura lex.
 
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Desculpa lá, mas tens algum problema? Para quem fala dos argumentos dos outros, tens uma moral doida. Foste buscar esse segundo ponto e depois de tanta treta, acabas por não dizer em que é que está errado.

Antes de mais, o mato não pertence a ninguém, por isso sim, se um dia um gajo se lembrar de ir para lá de Unimog ou tanque, tem tanto direito a lá estar como tu de bicicleta. Existe uma panóplia de razões para um gajo com o mínimo de bom senso não o fazer, mas em última análise, pode e se quiser faz, a menos em situações que haja impedimento legal. Portanto, tanto tu de bicicleta tens que saber conviver com as motas e jipes, como as motas e jipes têm que saber conviver com as bicicletas, seja na terra ou na estrada.
É precisamente por pensarem da mesma forma que tu, que muitos automobilistas também não querem bicicletas nas estradas. São lentas, chateiam, etc. Gostas? Não me parece.

E já que vens com o palavreado lex dura lex, aproveita essa veia de jurista e vai ler o código. Podes começar no artigo 72º, onde diz expressamente que uma 50cc não pode entrar numa AE, sem referir nenhuma excepção (podem até existir, mas não estão lá) e logo de seguida tens o artigo 78º, onde nos pontos 2 e 3 explica bem que as motas podem usar as ciclovias para determinados fins. Isto sim, é caso para dizer "a lei é dura, mas é a lei".

PS: Com esse teu post, quanto a mim, só acabaste de demonstrar que malta a achar que é tudo deles existe dos dois lados, não é só nas motas.
 
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Por acaso também sempre tive a ideia desde o código que as 50cc não circulam em AE, não havendo qq tipo de excepção.

Os trilhos dá para todos os que têm sentido cívico. O resto é apenas pessoas que não interessam a sociedade, tenham jipe, motos ou bicicletas...

Em relação a defesa ou não de motos em ciclovias não sei se existe ou não excepções, mas nunca na vida tal dever-se-ia permitir. Em ciclovias geralmente existe pessoas, bicicletas, animais e um sem fim de coisas. E mesmo a 40, circular com uma moto daquelas é um atentado, basta um deslize e um pé ficar em baixo da mota, um escape a realizar uma queimadura. E que nem todos os que conduzem motos, tem a distreza suficiente para irem a olhar para o lado e ao mínimo perigo, desviarem-se ou saberem cair. Mas todos os que conduzem motos, tem a estupidez suficiente para se colocarem em situações de perigo desnecessárias e eu contra mim falo também.
 
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Por isso é que eu disse logo que não o estava a defender. Mesmo indo devagar e mesmo havendo situações em que ele poderia circular ali, continua sempre a haver perigos e riscos acrescidos para os ciclistas. Basta ele distrair-se com qualquer coisa e aparecer-lhe alguém. E não digo isto só por causa dos ciclistas, mas também por ele, já que apesar de não ter experiência nisso, acredito que cair de mota não seja nada agradável.

Sobre as excepções, não conheço nenhuma situação em que sejam realmente necessárias, mas acredito que as hajam. Eu já fiz uso delas, apenas por reduzir muito o caminho, mas faço-o nas mesmas condições de quando ando no passeio (para estacionar, não circulo em passeios). Ou seja, vou a velocidades em que mal chego a largar a embraiagem, muitas vezes com os pés em baixo e em distâncias muito curtas.
Um exemplo de quando faço isso, é da casa da minha irmã para a minha. Pela estrada são 0,5Km, assim são 10m e vai directo ao portão da garagem. É necessário? Nem por isso, de mota ir dar a volta são 2min. Faço-o também porque sei que aqui é extremamente raro passar alguém (e não deixo de ter cuidado por isso).
De resto, também concordo contigo, não há quem tenha mota e não tenha as suas saídas estúpidas. Se der conta que estou a prejudicar alguém, por norma peço logo desculpa, mas aí também ninguém é perfeito.

É como dizes, basta ter sentido cívico para podermos circular em conjunto.
 
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Bem agora aqui um pequeno off-topic.

Circular com mota é sempre com os pés no apoio, seja em que situação for nunca deves circular com os pés de fora.

E quando tiraste a carta como é que circulavas com a moto em cima de passeios ou a retirar do estacionamento é com a moto a tua direita, mas vá apesar de tudo nisto concordo com o que a malta faz é bastante mais fácil circular em cima dela.
 
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A minha instrutora ensinou-me a deixar os pés para baixo e ir "patinhando" em situações mais complicadas, a velocidades muito baixas. Isto, por exemplo, quando saio de um STOP e a estrada para onde vou entrar tem uma inclinação abusada. Andava assim até ter a mota +- apontada à subida/descida e depois é que punha os pés para cima para andar. Neste caso não o faço por ser uma situação complicada, é apenas porque vou realmente muito devagar e dá-me jeito ir equilibrando a mota com uns toques no chão.

O andar à direita é muito giro quando tens jeitinho. Eu reprovei no exame passados 30s de ter começado, adivinha lá porquê. Motas de 200Kg, nas minhas mãos, ao mínimo desequilíbrio lá vai um apoio dos pés ou uma manete de travão/embraiagem. A única vez que deixei tombar uma mota e consegui endireita-la antes de bater no chão, foi uma CB500 enquanto fazia 8's numa zona de obras. Mas lá está, estava em cima dela e não me perguntes onde fui buscar força para a segurar e puxar para cima. A do exame não teve tanta sorte, caiu para a direita e eu para cima dela. A minha próxima mota, se tudo correr bem, será maior (ex: F800GS ou coisa semelhante) e apesar de não perceber muito disso, não me parece que andar ao lado de uma mota dessas seja praticável.
 
Boas
Não gosto de me cruzar com motas, pois já vieram contra mim isto porque ele vinha a "puxar" em contra mão.
Estragou-me a Bike TODA. Ainda hoje tenho cuidado pois p9ode vir algum motard.
 
Em alguns países da Europa, esta questão da utilização da utilização dos espaços florestais é bem diferente, as zonas estão catalogadas, e existem normas bem rígidas para serem utilizadas, barulho de motas e jipes no meio da floresta na maior parte das vezes nem pensar.
Reconheço que todos temos o direito a usufruir do espaço publico, desde que o façamos de forma a manter a harmonia com os outros utilizadores.
Mas, reconheço que nem tudo o que é campo é espaço publico, o que devia a aumentar ainda mais o cuidado a ter nestes espaços.
Sobre a crescente utilização de motos e jipes no campo é sempre algo complicado e polémico argumentar, é verdade que abrem trilhos, mas também é verdade que provocam caminhos para a erosão, é verdade que se aumenta o nível de vigilância nas matas, mas também é verdade que se aumentam os caminhos para aqueles que lá querem ir à noite provocar um incêndio.
Aqui pela Arrábida os encontros entre motos e btt costuma ser pacíficos e civilizados, da minha parte não tenho nada a apontar.

Mas é muito fácil dizer, as motas e o jipes só deviam andar em espaços adequados, como as pistas...

Se prevalecer o bom senso de todos os utilizadores acho que todos saimos a ganhar.