Lapierre XR 729 2014 à la carte

Mr.sa

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#61
Olha, porreiro. Por acaso era uma das coisas que gostava de ter na minha(a caixa). Mas poucos quadros trazem isso.

Assim é mais fácil transportar a tralha que se pode precisar nos trilhos.
 
#63
Excelente a bike, parabéns! Muito bons componentes e bom gosto na montagem ;) Esses quadros Lapierre não são muito comuns, mas são muito bonitos.

Pessoalmente a única coisa que eu mudava era a cor do selim para preto :)

Vai dando feedback dessas rodas, especialmente como se comportam em zonas mais duras/acidentadas. Ando de olho há já algum em opções para umas rodas em carbono leves, mas fico sempre um bocado reticente por causa da durabilidade.
 
#64
Boas.
A menina levou um teste daqueles GRANDES e tenho algumas análises em relação a alguns componentes.
Na semana passada fiz a TransPyr em BTT. Para quem não conhece são 7 dias de travessia dos Pirineus, com média de 110km/dia e com acumulados sempre acima dos 2000m, e alguns perto ou acima dos 3000m.
Já lá tinha estado no ano passado, mas este ano as coisas foram muito diferentes. Praticamente todos os dias tiverem muita lama e alguns com muita chuva ainda à mistura. Mesmo sem a chuva, já sabia que iria apanhar muita lama. Na semana anterior ao início da prova, a organização enviou um email a informar que estavam atrasados no envio dos tracks porque as recentes chuvas iriam obrigar a alterações no percurso.

Dia 1: FOTO na meta. E não. Aqui ainda não estava mal tratada :)



Como dá para ver, logo de início, começou o "tratamento" mas aqui ainda não dava por nenhum problema com a lapierre. Tive uma queda pequena a subir logo no primeiro dia onde n consegui desencaixar a tempo mas problemas mecânicos e/ou furos foram ZERO! Aliás não tive qualquer problema mecânico ou furo que me obrigasse a parar durante os 7 dias. Notei que furei uma vez mas selou de imediato, no fim do 5ª dia teve de levar pastilhas atrás e no 7º dia o disco de trás já estava em muito mau estado mas ainda deu para chegar ao fim (entretanto já está no lixo).

O maior problema ao longo dos 7 dias foram os rolamentos. Nenhum em especial... mas sim todos eles! LOL. Tivemos muitas travessias de rios (que levavam muita água este ano), alguns realizados a pé e outros em cima da bicicleta com muita chuva e muita lama à mistura. Poucos foram os rolamentos que não precisaram de ser limpos... mm muito poucos! LOL
Se não me engano, apenas 1 do cubo de trás, 1 do BB e outro do cubo da frente estavam suaves e sem barulho. De resto, rolamentos das roldanas, do quadro e do cepo XD foram todos. No último dia, as roldanas quase nem mexiam, mas como só dei conta de manhã, nem lhes mexi. Só os rolamentos dos pedais XTR continuaram suaves até ao fim e nunca tive problemas com eles mm com tanta lama.

A coça foi tão grande que não sei se a coisa seria diferente com outros componentes. Por isso, prefiro não fazer grandes análises negativas.
Só ainda não abri as suspensões e a caixa de direção. Deixa lá ver como aquilo está.

De resto, a lapierre portou-se muito bem. Tem partes muito técnicas e com imensa pedra... Tem subidas muito íngremes, curtas e longas... e até teve parte do percurso de uma taça do mundo de enduro em Ainsa. Resumindo, teve mesmo de tudo mas a lapierre esteve sempre à altura. Os maiores adversários foram mesmo a lama e a água.

Como uso 1x11, optei por levar um prato 30T redondo (no ano passado levei um 32T oval... um erro enorme para a minha condições física e perfil de altimetria) e, para mim, serviu perfeitamente para os 7 dias de prova. Andei com ela à mão várias vezes? SIM. Mas a lama nem sempre deixava subir e por vezes era melhor opção ir a pé para poupar energia. Olhando para trás, teria levado novamente o 30T mas se tivesse levado um 28T não ficaria mal servido também, pois não me lembro de ter esgotado a transmissão.

Neste momento a lapierre já está quase pronta para voltar ao mato... tal como eu :)
 
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#65
Brutal! E excelente descrição na coça que ela e tu levaram :)

Quer dizer que os cubos syntace estão aprovados?

Isto merecia mais fotos dessas belas paisagens.
 

Nozes

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#66
Isto sim é tirar rendimento do material! Parabéns pela "tareia".

Uns guarda-lamas (tipo Mucky Nutz ou similar) para proteger tanto a suspensão como o amortecedor não acrescentavam quase nada de peso ao conjunto e poupavam bastante o material,na minha opinião.
 

davidream

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#67
bOAS!
Muito bem visto Nozes ! Um colega meu tb anda com uma lapierre FS,usa e diz que aquilo é life savior :D
E sim,se possivel partilhar umas fotos dessa aventura!pelo relato deixa "água"(lama!!) na boca :mrgreen::exacto:

Abraço
 

RTC

Super Moderador
#68
Portou-se bem? Então tens que lhe dar um miminho...um spa! :)

Nunca fui mas um amigo meu foi o ano passado e confirmou: o Transpyr é "dose".
Tendo em conta as condições meteorológicas, não correu nada mal.
Parabéns.
 
#69
Atendendo aos kms, acumulado e presença constante de lama e água é realmente uma vitória teres chegado ao fim sem quebrar nem a corrente :)

Claro que nessas descidas alpinas as pastilhas e discos seriam para o lixo no fim :p
 
#71
Esta é a minha primeira FS 29 e por isso não tenho outra comparação mas estou muito satisfeito. Venho de HT 26 e depois FS 26. A escora torce um pouco quando se mete muita força mas n sei até que ponto as outras FS 29 não são iguais, melhor ou pior!

A transmissão foi praticamente nova para a transpyr já para evitar problemas mas devia ter logo mudado os discos também. Furos e correntes partidas foram uma constante em todas as etapas. Sorte ou não... nunca me calhou a mim :)
O pior que vi pessoalmente foi uma pedaleira com o eixo partido (n consegui ver qual era) e uma roda de trás completamente destruída (ZTR...). Sei que houve mais de um braço partido lá pelo meio também mas os só vi no fim já imobilizados.
Também dei uma queda perto do fim da etapa 3 que não foi muito grave mas deixou as suas marcas na perna direita. Fiquei com a perna muito dorida e fiz o dia 4 e 5 com muita calma (tive sorte porque acabaram por ser as etapas mais fáceis). Mas no dia 6 ainda estava com dores e levamos com 138km com 2500-2900 de desnível (depende do gps) e essa sim foi uma dose que custou. Foram 9h50 de tempo de prova com 9h10 de tempo efectivo a andar, com muita chuva e lama à mistura... e pior, um frio a descer que não se podia. As subidas eram longas mas as descidas também.
Foi duro... mas tem tanto de duro como de bonito. Espero lá voltar depois de experimentar outras provas por etapas como esta.

Não levei guarda lamas porque não pensei que fosse apanhar tanta lama. No ano passado teve um calor de morrer e nem ponta de lama tinha. Mesmo os rios tinham pouca água.
Os cubos syntace, n sei se estão aprovados ou não!! Ou foi mm muito mau (e não foi nada bom lol) ou então os rolamentos reprovaram praticamente todos! lol
Mas era um problema comum. Havia lá bikes com PVP de 12mil eur (... aliás, aquilo era uma montra de bikes TOP!!!) e todos se queixavam do mesmo.

Não tirei muitas fotos porque a chuva e lama n convidavam a tirar o telemóvel ou a câmara. As mãos estavam na maioria das vezes muito sujas.
Mas tenho algumas fotos que vou tentar partilhar logo à noite com uma descrição sumária de cada etapa.
 
#73
O transpyr é considerada por muitos com a prova mais dura por etapas que existe precisamente pelos acumulados em alta montanha. Nem quero imaginar com lama e pedra molhada. Discos para aí c@ga em coisas leves e mete uns icetech. Já tive esses formula flutuantes mas para travar com mais resistência à fadiga os icetech são melhores. Estou a usa-los em 160mm com r1 racing e acabaram-se os ruídos :)
 
#75
Bela aventura e belo teste a homem + máquina, ainda por cima nessas condições :) Isto de facto este ano com tanta chuva, anda tudo cheio de lama por todo o lado. Venham de lá esses resumos e fotos ;)

O Transalp era tipicamente o mais duro neste tipo de etapas, mas agora parece um bocado mais calmo (apesar de este ano ter quase tanto D+ como o Transpyr, e em metade da distância) e com um bocado de alcatrão a mais.

Provavelmente vais explicar nos próximos posts, mas como era o tipo/distribuição dos trilhos?
 
#76
@ camponubla: A inscrição não é barata. São entre 600-750 eur (dependendo de quando te inscreves) com todas as refeições incluídas, postos de abastecimento e transporte/recolha da tua mala no teu local de alojamento. O alojamento podes optar entre o camping (80-100 eur dependendo de quando te inscreves), pack hotel da organização ou reservas os teus próprios hotéis (levaram/recolhem a mala na mesma).

@ nunokas: vou mesmo experimentar os rotores shimano. Estes são mm mt ruidosos.

Vou então fazer um resumo muito rápido dos 7 dias. Pouco vou referir da beleza porque é difícil classificar qual das etapas é a mais bonita. Acabei por tirar poucas fotografias, caso contrário estava sempre a parar tais eram os cenários. LOL. A lama e chuva também não ajudaram a querer usar a máquina mais vezes.

Roses - local de início. Um bom destino de férias


Dia 1: Organização- 116km | 2100m / GPS – 114km | 2150
6h30 de prova – 6h15 em movimento
Primeiros 80km com piso bom e seco. Toda da gente saiu muito rápido e claro... eu fui atrás. Chegamos aos 80km com média superior a 20km/h... não me lembro ao certo quanto.
A partir dos 80km foram 25km com muita lama e pedra!!! Durinho mas ainda estava fresco e por isso não custou muito. Numa das subidas, como já referi, dei uma queda pequena mas onde magoei um pulso ao tentar amortecer a queda. Fiz os resto dos dias com algumas dores em certos movimentos (principalmente a meter mudanças com rotativo).
Já estava a ponderar meter Di2 XT quando sair a preços decentes. Por causa destas “brincadeiras” estou a ponderar mais a sério! Os antebraços e pulsos sofreram tanto como as pernas.

ainda fresquinho e limpinho


No fim do dia 1


Dia 2: Organização- 117km | 2700m / GPS – 116km | 2800
7h46 de prova – 7h20 em movimento
Etapa dura. O acumulado foi praticamente todo nos primeiros 60km (2300)!!! Foram 4h45 para fazer apenas metade da prova com subidas muito duras e com piso difícil. Para mim a etapa mais dura de todas mas com a descida mais divertida de todas :)... um single track brutal. Piso seco mas com alguns rios para cruzar. Apenas 10km apanhamos bastante lama, numa das zonas mais baixas a cerca de 20km do fim.
Tem 2-3km muito difíceis onde é preciso andar com a bike às costas numa encosta completamente exposta ao sol. Desgasta muito... mas a paisagem à volta é deslumbrante.

Dia 3: Organização- 114km | 3200m / GPS – 114km | 3250
8h30 de prova – 8h00 em movimento
Em poucas palavras.... nem das descidas dava para ir rápido ou para recuperar!!! Descidas muito longas mas muito técnicas onde já só me apetecia subir. Lol. Os pulsos e antebraços sofreram bastante mas neste dia praticamente não apanhamos lama. Ainda me senti bastante bem mas era tudo muito lento quer a subir quer a descer.
Fiz descidas que não pensei fazer e não via a hora de me partir todo lol. Até que chegou a hora onde me parti um bocado! Tive uma queda que não foi muito feia mas onde fiquei tocado da perna, na parte de trás do joelho.

no abastecimento


Dia 4: Organização- 98km | 2900m / GPS – 61km | 2000 (n terminei)
5h10 de prova – 4h30 em movimento
Devido à queda do dia anterior não consegui terminar esta etapa. Logo de manhã deu para notar que não estava bom e que tinha uma mazela qq. Por isso optei por largar devagar e deu para pedalar 4h30. Depois apareceu a última subida mas aí já n consegui pedalar. Tinha bastantes dores. Ainda passei na ambulância, tomei anti-inflamatório, esperei cerca de 30min, tentei recomeçar mas mal começou a subir e voltei logo a desmontar. Infelizmente não estava a dar. Optei por abandonar para tentar recuperar para os próximos dias com MUITO gelo e MUITO anti-inflamatório.
Tendo em conta os primeiros 3 dias muito violentos, o dia até parecia bastante fácil mas antes do km 40 já levava com mais 1500m de acumulado.

Amanhã continuo e ponho algumas fotos. O report está a demorar e tenho ir . Abc

Dia 5: Organização- 89km | 2300m / GPS – 89km | 2450
7h45 de prova – 7h25 em movimento

algures


Dia 6: Organização- 136km | 2550m / GPS – 138km | 2800
9h50 de prova – 9h10 em movimento

Dia 7: Organização- 96km | 2300m / GPS – 98km | 2200
7h20 de prova – 6h50 em movimento

NOTA: ao passar para o strava os acumulados n batem certo com nada!!!!

Para quem tiver interessado, aqui fica o resumo da prova em 15min de reportagem
http://www.rtve.es/alacarta/videos/mountain-bike/mountain-bike-transpyr-2016/3644603/

Dá para ter uma noção da beleza e dureza. Mas é muito mais bonito ao vivo :)
 
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#78
@ camponubla: acabei por ir a solo. Tinha um parceiro que teve uma cirurgia e não é fácil arranjar companhia para estas loucuras :). Como n ir não era opção, fui sozinho.
Para 2017 a aventura ainda está por escolher. Mas se as datas permitirem iremos à Transalp

Dia 5: Organização- 89km | 2300m / GPS – 89km | 2450
7h45 de prova – 7h25 em movimento
Depois do dia anterior, liguei a perna e fiz-me a caminho. Mas a partir deste dia foi sempre com chuva, frio e lama com fartura. O piso já era lento, com lama ainda pior. Mas pus o meu ritmo sem exageros e até acabei por disfrutar bem mais das montanhas.
Esta deve ser das etapa mais fáceis da transpyr. Sem grande dificuldade técnica (se n tivesse lama ainda seria mais fácil) e com a dificuldade física de esperar tendo em conta que já íamos no quinto dia.
Tornava-se cada vez mais difícil de recuperar e as etapas anteriores já pesavam bastante. Mas o pior era já antecipar que no dia seguinte seriam 136km. Penso a maioria do pessoal foi já com o pé a meio gás pois fui com bastante calma e mesmo assim acabei o dia relativamente perto do pessoal com que costumava andar nos dias anteriores.
No fim deste dia tive de mudar as pastilhas de trás e o disco ficou muito mal tratado.

Dia 6: Organização- 136km | 2550m / GPS – 138km | 2800
9h50 de prova – 9h10 em movimento
Além de ser a maior etapa... foi também aquela que passamos mais frio. Só não foi a que apanhamos mais chuva e lama ... porque no dia a seguir foi muito pior. LOL. A verdade é que apesar do tempo não ajudar, a dificuldade técnica das etapas ia decrescendo. Como voltei a ir com ritmo controlado e literalmente a conversar com outros participantes a etapa acabou por passar bastante rápido até começarmos a apanhar frio.
A primeira parte da etapa era bastante rolante e o piso com muito menos pedra que nos dias anteriores.

depois de 9:50 em cima da bike até que tínhamos boa cara. lol


Dia 7: Organização- 96km | 2300m / GPS – 98km | 2200
7h20 de prova – 6h50 em movimento
Na largada, toda a gente pensava que esta seria uma etapa de consagração... qq coisa mais fácil e acessível pois tinha mais desnível negativo do que positivo!!! LOLOLOL. Pois sim!!
Esta foi só das etapas mais duras, não só pelo cansaço acumulado misturado com chuva e lama mas porque apanhamos as subidas mais íngremes de toda a travessia. Certo que era mais curtas mas as pendentes eram constantemente acima do 15% e passavam os 20% com frequência.
A dureza refletiu-se na quantidade de pessoas que desistiram “apenas” a 30km da meta. A organização falou em mais de 20 mas não confirmei!
Este dia não foi nada nada nada divertido. Todos os caminhos pareciam um ringue de patinagem e o frio e o cansaço já não permitiam disfrutar tanto da travessia. Ainda assim, as paisagens lindas de morrer que não paravam de aparecer.


Relativamente aos serviços de massagem e mecânica que que se poderiam contratar à parte... arrependi-me bastante de não os contratar. Torna as coisas bem mais caras mas o lavar/tratar da bike rouba muito tempo de descanso e partir do 3º dia as pernas pesam muito mm estando bem fisicamente. Os primeiros 3 dias são muito duros, com um tipo de terreno difícil, com muita pedra e com partes muito técnicas. Deixam as pernas a braços muito mal tratados quer a subir quer a descer ... mas os olhos ficam consoladinhos :)

Comparativamente com o ano passado, notei uma proliferação de dropper posts.

à chegada


a meio da última etapa
 
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