Já desde o início do ano que andava a pesquisar informação disponível pela Internet, com a ideia de ir conhecer esta Grande Rota.
Entrei em contacto com o Ricardo Pereira que já tinha juntado alguns tracks desta área (Pedestres/Btt) e que também cogitava fazer este percurso, mais tarde inclusive, cheguei à fala com o João Martins pessoa que inicialmente marcou a GR36
onde recebi dicas para alterar o percurso inicialmente definido e troquei impressões sobre a aventura que nos esperava!
Desde logo me apercebi, que estas pessoas sabiam que a zona era/é uma pérola por conhecer, e tinham vontade que alguém a explorasse a fundo e pudesse partilhar com o mundo! (aka Internet) daí sentir isto quase como uma missão onde se juntavam todas as vontades! A minha de explorar, a deles de que a GR36 fosse vista por todos.
Mas antes de falar da GR36 que experiênciamos, tenho que falar da equipa.
Graças a alguns anos já nesta coisa das Bttadas, colecciono um grupo de amigos de fazer inveja! Gente que gosta da Natureza, de desafios e de desfrutar o mundo ao ritmo de cada pedalada. E acreditem, para estas situações é fundamental ter amigos para partilhar cada momento!
Os silêncios, as gargalhadas, as caras de sofrimento(e muitas que houve!!) todo o envolvimento de se estar numa aventura com um grupo de pessoas que acrescenta o sal que torna as coisas inesquecíveis!
Do Porto o Pedro Fonseca, de Santo Tirso o Eduardo Sousa, de Lousada o Fernando Sampaio e Gaspar Pinheiro e de Amarante o Paulo Dias e eu próprio
Assim, dia 22/2 saímos 7 em direcção a Miranda do Douro, a equipa e o condutor.(mais sobre isso à frente)
A GR36 inicia-se em Paradela Miranda do Douro, o que não é propriamente perto de Amarante, local onde se fez o ponto de encontro.
Assim com a necessidade de um transporte para nós e para as Bicicletas, a escolha recaiu naturalmente numa empresa de aluguer de Bicicletas/Tours e transferes daqui da cidade e do bom amigo Miguel Silva. A Amarantrilhos
O plano era por meios próprios deslocar-mo-nos até ao Pocinho, onde ficaram os carros estacionados. Sair no transporte alugado até Miranda do Douro e aí iniciar a aventura.
A coisa começou logo a correr bem, toda a gente estava nos locais combinados antes até da hora marcada! e acabamos por chegar ao Pocinho todos juntos. Em questão de minutos montaram-se as Bicicletas nos suportes, passaram-se os sacos e estávamos a caminho já em grande alvoroço.
Ao chegar mais perto de Miranda do Douro e com o amanhecer a trazer mais luz sobre o que nos rodeava, dava para perceber que a noite tinha sido muito fria!! Havia geada em todo o lado. Criou-se alguma apreensão, pois o frio seria mais um elemento a combater nestes largos Km's que se avizinhavam, e quando se preparou os sacos para trazer na viagem, roupa para frio tinha sido preterida em favor de comida ou dos gadgets electrónicos
Torcia-mos pelo melhor...
Passamos Miranda do Douro e seguimos para Paradela, mais propriamente para o Miradouro de Penha das Torres. Local de inicio da GR36.
Ao sair do transporte, o frio era de rapar!
mas o Sol já tinha levantado e notava-se que o dia ia ser bom para a labuta que nos esperava!
Logo após desmontar as Bicicletas fomos-nos aproximando do Miradouro e aí o 1º impacto foi... mesmerizante!!
Percebemos logo que os próximos dias iam ficar para sempre marcados na memória...
Custou sair daqui, quer pela beleza daquele local, quer pelas pernas estarem "bloqueadas" do tempo de viagem e do frio! Mas lá decidimos arrancar com a obra, e sair para os trilhos!
Assim foi com um: " Obrigado Miguel pelo transporte!!" e deixamos a nossa boleia que estava tão excitado quanto nós
por toda a envolvência!
Os trilhos começaram por um misto de zonas agrícolas e caminhos a levarem-nos a miradouros ou pontos de observação (passavamos o tempo nos registos fotográficos e umas trincadelas em alguma comida pelo meio
).
O calor começava a aumentar e com isso a troca de roupa. Mas lá seguimos em direcção a Miranda do Douro com a energia e genica típica do 1º dia!
Pelo caminho, trilhos cicláveis e o Douro sempre por perto.
Em Miranda lá se parou num café, uma bica sabe sempre bem! Uma saca de pão a mais na bicicleta do Sampaio e lá seguimos em bom ritmo.
Os trilhos mantinham-se cicláveis, sempre a passar entre zonas agrícolas ou pequenas povoações. Aqui uma referência especial ao Miradouro de Picote um local fantástico!!
Chegados a Sendim uma cerveja para alimentar a alma, e o aproximar da 1ª batalha do dia! Ao Km46 esperava-nos uma descida íngreme junto ao Douro, para logo a seguir apanhar uma subida infernal!! Que por entre uma caminhada ou outra e muito esforço lá terminou com toda a gente a pensar "se há muito disto estamos lixados..." o calor apertava, as mochilas de 15Kg também! era uma altura de muita consideração e remorsos de todas as escolhas aquando da preparação dos sacos! Aquela subida fez-nos o suor sair pelos olhos!!
Feito isto, e uma pausa para recuperar a confiança, seguimos com os trilhos a continuarem entre o belo e o austero.
Passagem na aldeia de Urrós, quase tudo fechado... não deu para a cerveja, mas pelo menos para enchermos o Bidon de água.
Já com o esforço a fazer-se notar nas pernas, lá chegamos a Bemposta, um local que tinha-mos como ponto de abastecimento fundamental, pois a seguir vinha a 2ª batalha do dia... e nem sequer imaginávamos o que nos esperava à frente!!
Um café aberto, 6 ciclistas com sede e fome, umas cervejas no bucho e umas sandes a menos nas costas!! Venha de lá o desafio
Seguimos, e 3,5Km à frente um ponto que vai ficar na memória de todos!! A cascata da faia d'água.
Desde logo quer pelos trilhos técnicos e íngremes, quer pela imponência do lugar... só visto! e só visto foi como passamos com as bicicletas! pois aquilo são trilhos pedestres e nem imaginam o esforço para passar aquilo tudo com a bikes carregadas!
Mais uma porrada de tempo para conseguir "largar" este local, pois todos estavam siderados com tanta beleza e com o facto de estarmos full-on na nossa aventura!!
Era apenas o 1º dia
e já com tanto para assimilar.
O dia já estava largo, saímos então à procura do nosso destino final na etapa: Peredo da Bemposta.
As pernas já pedalavam mais devagar e o relógio a andar muito rápido! isto a juntar a trilhos sempre desafiantes... a labuta ainda não estava terminada!
Uns singles brutais depois, uma descida bem íngreme e chegamos a uma ribeira...
que obrigou a alguma engenharia humana para ultrapassar...
Com isto mais um bocado de tempo perdido, mas lá passou toda a gente para esta margem!
Mas... o pior vinha ainda a seguir!! um caminho inclinado cheio de pedra solta que obrigou a uma caminhada longa... e ao escurecer do dia como companhia.
Chegados à aldeia de Algosinho, que o nosso cansaço já imaginava ser Peredo da Bemposta... lá seguimos em trilhos mais rápidos, a pensar na necessidade de luzes para acabar o dia... e só 2 colegas as terem, de pouca potência por sinal
Entrei em contacto com o Ricardo Pereira que já tinha juntado alguns tracks desta área (Pedestres/Btt) e que também cogitava fazer este percurso, mais tarde inclusive, cheguei à fala com o João Martins pessoa que inicialmente marcou a GR36
Desde logo me apercebi, que estas pessoas sabiam que a zona era/é uma pérola por conhecer, e tinham vontade que alguém a explorasse a fundo e pudesse partilhar com o mundo! (aka Internet) daí sentir isto quase como uma missão onde se juntavam todas as vontades! A minha de explorar, a deles de que a GR36 fosse vista por todos.
Mas antes de falar da GR36 que experiênciamos, tenho que falar da equipa.
Graças a alguns anos já nesta coisa das Bttadas, colecciono um grupo de amigos de fazer inveja! Gente que gosta da Natureza, de desafios e de desfrutar o mundo ao ritmo de cada pedalada. E acreditem, para estas situações é fundamental ter amigos para partilhar cada momento!
Os silêncios, as gargalhadas, as caras de sofrimento(e muitas que houve!!) todo o envolvimento de se estar numa aventura com um grupo de pessoas que acrescenta o sal que torna as coisas inesquecíveis!
Do Porto o Pedro Fonseca, de Santo Tirso o Eduardo Sousa, de Lousada o Fernando Sampaio e Gaspar Pinheiro e de Amarante o Paulo Dias e eu próprio
Assim, dia 22/2 saímos 7 em direcção a Miranda do Douro, a equipa e o condutor.(mais sobre isso à frente)
A GR36 inicia-se em Paradela Miranda do Douro, o que não é propriamente perto de Amarante, local onde se fez o ponto de encontro.
Assim com a necessidade de um transporte para nós e para as Bicicletas, a escolha recaiu naturalmente numa empresa de aluguer de Bicicletas/Tours e transferes daqui da cidade e do bom amigo Miguel Silva. A Amarantrilhos
O plano era por meios próprios deslocar-mo-nos até ao Pocinho, onde ficaram os carros estacionados. Sair no transporte alugado até Miranda do Douro e aí iniciar a aventura.
A coisa começou logo a correr bem, toda a gente estava nos locais combinados antes até da hora marcada! e acabamos por chegar ao Pocinho todos juntos. Em questão de minutos montaram-se as Bicicletas nos suportes, passaram-se os sacos e estávamos a caminho já em grande alvoroço.
Ao chegar mais perto de Miranda do Douro e com o amanhecer a trazer mais luz sobre o que nos rodeava, dava para perceber que a noite tinha sido muito fria!! Havia geada em todo o lado. Criou-se alguma apreensão, pois o frio seria mais um elemento a combater nestes largos Km's que se avizinhavam, e quando se preparou os sacos para trazer na viagem, roupa para frio tinha sido preterida em favor de comida ou dos gadgets electrónicos
Passamos Miranda do Douro e seguimos para Paradela, mais propriamente para o Miradouro de Penha das Torres. Local de inicio da GR36.
Ao sair do transporte, o frio era de rapar!
Logo após desmontar as Bicicletas fomos-nos aproximando do Miradouro e aí o 1º impacto foi... mesmerizante!!
Percebemos logo que os próximos dias iam ficar para sempre marcados na memória...
Custou sair daqui, quer pela beleza daquele local, quer pelas pernas estarem "bloqueadas" do tempo de viagem e do frio! Mas lá decidimos arrancar com a obra, e sair para os trilhos!
Assim foi com um: " Obrigado Miguel pelo transporte!!" e deixamos a nossa boleia que estava tão excitado quanto nós
Os trilhos começaram por um misto de zonas agrícolas e caminhos a levarem-nos a miradouros ou pontos de observação (passavamos o tempo nos registos fotográficos e umas trincadelas em alguma comida pelo meio
O calor começava a aumentar e com isso a troca de roupa. Mas lá seguimos em direcção a Miranda do Douro com a energia e genica típica do 1º dia!
Pelo caminho, trilhos cicláveis e o Douro sempre por perto.
Em Miranda lá se parou num café, uma bica sabe sempre bem! Uma saca de pão a mais na bicicleta do Sampaio e lá seguimos em bom ritmo.
Os trilhos mantinham-se cicláveis, sempre a passar entre zonas agrícolas ou pequenas povoações. Aqui uma referência especial ao Miradouro de Picote um local fantástico!!
Chegados a Sendim uma cerveja para alimentar a alma, e o aproximar da 1ª batalha do dia! Ao Km46 esperava-nos uma descida íngreme junto ao Douro, para logo a seguir apanhar uma subida infernal!! Que por entre uma caminhada ou outra e muito esforço lá terminou com toda a gente a pensar "se há muito disto estamos lixados..." o calor apertava, as mochilas de 15Kg também! era uma altura de muita consideração e remorsos de todas as escolhas aquando da preparação dos sacos! Aquela subida fez-nos o suor sair pelos olhos!!
Feito isto, e uma pausa para recuperar a confiança, seguimos com os trilhos a continuarem entre o belo e o austero.
Passagem na aldeia de Urrós, quase tudo fechado... não deu para a cerveja, mas pelo menos para enchermos o Bidon de água.
Já com o esforço a fazer-se notar nas pernas, lá chegamos a Bemposta, um local que tinha-mos como ponto de abastecimento fundamental, pois a seguir vinha a 2ª batalha do dia... e nem sequer imaginávamos o que nos esperava à frente!!
Um café aberto, 6 ciclistas com sede e fome, umas cervejas no bucho e umas sandes a menos nas costas!! Venha de lá o desafio
Seguimos, e 3,5Km à frente um ponto que vai ficar na memória de todos!! A cascata da faia d'água.
Desde logo quer pelos trilhos técnicos e íngremes, quer pela imponência do lugar... só visto! e só visto foi como passamos com as bicicletas! pois aquilo são trilhos pedestres e nem imaginam o esforço para passar aquilo tudo com a bikes carregadas!
Mais uma porrada de tempo para conseguir "largar" este local, pois todos estavam siderados com tanta beleza e com o facto de estarmos full-on na nossa aventura!!
Era apenas o 1º dia
O dia já estava largo, saímos então à procura do nosso destino final na etapa: Peredo da Bemposta.
As pernas já pedalavam mais devagar e o relógio a andar muito rápido! isto a juntar a trilhos sempre desafiantes... a labuta ainda não estava terminada!
Uns singles brutais depois, uma descida bem íngreme e chegamos a uma ribeira...
Com isto mais um bocado de tempo perdido, mas lá passou toda a gente para esta margem!
Mas... o pior vinha ainda a seguir!! um caminho inclinado cheio de pedra solta que obrigou a uma caminhada longa... e ao escurecer do dia como companhia.
Chegados à aldeia de Algosinho, que o nosso cansaço já imaginava ser Peredo da Bemposta... lá seguimos em trilhos mais rápidos, a pensar na necessidade de luzes para acabar o dia... e só 2 colegas as terem, de pouca potência por sinal
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