Deslocações diárias de bicicleta

#21
A situação da prioridade nas rotundas era a de perda total por parte dos velocípedes, mas isso mudou há poucos anos, passando a estarmos sujeitos às mesmas regras dos veículos motorizados. Nos outros lados, segue-se sempre a sinalização. No caso de esta não existir, perdemos a prioridade em relação a tudo o que tiver motor.

Quanto à questão de andar ou não encostado à berma, faço-o conforme a estrada e o meu instinto me indica o que é mais seguro na altura. Mas em geral prefiro não estar muito perto da berma, e encostar quando pressinto um carro atrás de mim. Assim já estou alerta; como ele vai passar por mim mais lentamente, há menor probabilidade de me razar; se isso acontecer, tenho melhores hipóteses de travar ou me desviar (já tive que me atirar para o passeio uma vez); se me tocar, já não vai tão depressa, logo, não será com tanta força.

Já fui atropelado de bike, quando era míudo, por um automobilista que avançou num cruzamento (com stop) a olhar para a direita a ver se não vinham carros. Felizmente não sofri qualquer sequela desse choque, mas fiquei muito assustado com a força com que fui atirado para o outro lado da rua. E o carro ainda nem tinha avançado meio metro quando me bateu.
 
#22
já experimentaste alguma vez passear com os 'maluquinhos' da Massa Crítica?
Já pensei várias vezes em me juntar a eles, mas ouvi dizer que são agressivos na condução. Se for mesmo assim, acho que não estão a promover o uso da bike da melhor forma. Temos que captar a simpatia das pessoas e não irritá-las, para conquistarmos o nosso espaço.
 
#23
Mangelovsky said:
já experimentaste alguma vez passear com os 'maluquinhos' da Massa Crítica?
Já pensei várias vezes em me juntar a eles, mas ouvi dizer que são agressivos na condução. Se for mesmo assim, acho que não estão a promover o uso da bike da melhor forma. Temos que captar a simpatia das pessoas e não irritá-las, para conquistarmos o nosso espaço.

Pelo que eu tenho apanhado pelos mails que vamos trocando com a malta do Porto nunca fiquei com essa ideia...

Cá por Lisboa há um pouco de tudo, mas normalmente corre sempre tudo fino (às vezes aparece um carro cheio de pressa e dois ou três 'armam-se em maus', mas o pior que eu vi é irem-se pôr mesmo à frente do apressadinho e baterem-lhe com os olhos).

Junta-te a eles um dia (leva mais uns amigos), dá a tua opinião, afinal a ideia é ser um passeio decidido por quem lá está, e se não gostares dizes-lhes adeu e vais à tua vida.
 
#26
Parabéns pela compilação de informação Pata ;) Acrescento só a informação de outro acessório que uso diáriamente na deslocação para o trabalho.

Quando comprarem uma pedaleira nova, guardem o prato de plástico que vem preso à roda maior. É útil montá-lo na bicicleta que usarem no dia a dia, para não triturarem as calças e não arranjarem uma lesão chata como a que eu tenho neste momento no joelho por ter inconscientemente começado a pedalar com o calcanhar para fora, durante a semana.
Depois de ter visto um par de calças intimamente envolvido com a roda pedaleira comprei umas pinças na Decathlon que servem para apertar as calças e para as manter esticadas. Por 2,5€ evitei estragar mais calças ou arranjar qualquer tipo de lesão.
http://www.decathlon.pt/PT/pinca-calcas-17348928/
 
#27
Pois, o mal é o meu uso de bicicleta na cidade não ser regular. Há alturas em que uso muito, outras em que não uso nada. Nunca cheguei a planear bem o equipamento. O que acontece é decidir à última que faço melhor em ir de bike (normalmente é quando sei que já nem a correr deixo de perder o comboio seguinte).

Também já tinha visto uma especie de bandolete para se pôr no tornozelo e afastar as calças da trituradora, à venda num hipermercado.

Em quase nada relacionado com o assunto anterior, aqui estão as bikes que utilizei nos últimos anos na cidade:


Esta bike era prática. A suspensão de pouco curso e as 21 velocidades eram suficientes para a cidade. Seria também discreta, mas na época em que de facto a usei muito na cidade, tinha uma forqueta Suntour vermelha e aros Rodi a condizer, que foi o material razoável e barato que deu para meter com o dinheiro que recebi do seguro do senhor que me atropelou num cruzamento.


Esta foi a minha única bike de estrada por excelência. Pecava pela falta da suspensão nos buracos e paralelo e pela (excessiva) má qualidade das mudanças e pouca travagem. De resto era perfeita. Dava para deixar solta, que ninguém a queria levar. Não tinha quaisquer apertos rápidos. Os guarda-lamas custaram 1€ numa promoção do Jumbo. Vendi-a numa altura em que precisei de dinheiro para equipar a minha bike principal. Sempre que aperto as minhas manetes de travão lembro-me dela :)


Esta bike era extremamente rápida na cidade e os pneus, se bem que não inspirassem confiança, resistiam a tudo. Fui obrigado a desfazer-me dela, com bastante pena, por não ter sítio onde a guardar e por ela se estar a estragar. Como bike de cidade era boa por ser pouco apelativa ao roubo, e muito, mesmo muito resistente (ninguém acredita nisto, mas esteve um Verão inteiro parada ao relento no parque da minha faculdade e só precisou de ar nos pneus para chegar até casa sem problemas. Após uma revisão, só tive que lhe trocar o cabo das mudanças de trás e o último segmento da espiral). Os defeitos dela prendiam-se com a ausência de suspensão e pouca potência de travagem (no entanto comportava-se melhor que a bike anterior) e com o facto do formato do guiador exigir uma condução com mais concentração.


Montada com algum material excedente e algum adquirido, esta bike foi planeada para tentar entusiasmar a minha namorada a andar de bike. A falta de prática dela, o tamanho excessivamente grande do quadro e a minha má opção por um espigão amortecido (mas mesmo quando experimentei um normal cortado não deu), fizeram com que se tornasse impossível para ela, conseguir andar na bike. Consequentemente, essa passou a ser a bike usada por mim na cidade. Tudo é porreiro quando andamos, mas a bike é vistosa demais para ficar por aí estacionada. Tenho este quadro à venda. Se não o conseguir vender, talvez faça um downgrade de componentes, ainda não sei...


Esta seria a bike ideal de cidade para mim. Mais uns guarda lamas, reflectores e talvez uma bagageira e voilá! Tem 24 velocidades Alivio, uma suspensão barata, trava bem e não tem qualquer autocolante com marcas, a não ser nas jantes (mas saem...). Só tem um problema, já não é minha. Um amigo meu comprou-ma. Eu não suporto ver gente sem bike...
 
#28
Cá fica mais uma contribuição para o 'Guia de utilizadores regulares da bicicleta' :D

São umas fotos das referidas pinças que evitam que as calças se prendam na pedaleira, seguindo uma sequência tipo instruções de utilização ;)


Puxo as calças para o lado de fora...

...e dobro para trás

Como podem ver as calças ficam assim justas à perna.

Estas pinças têm ainda a vantagem de serem reflectoras :ideia: (o que contribuiu para que as últimas fotos ficassem mais escuras)


Já agora eu uso-as mesmo com as calças impermeáveis (que ficam por cima das de ganga). Se as impermeáveis tivessem o comprimento correcto não seria necessário porque têm um elástico no fundo mas tive que optar entre o tamanho correcto na cinta ou no comprimento exagerado :roll:
 
#29
Bom, deixem-me lá contribuir também com umas fotos :mrgreen:

Tal como já tinha dito, penso que o uso de um colete ajuda a ser visto. Só o utilizo agora em que os dias são mais pequenos, e o regresso a casa já é feito de noite. No inicio optava por vestir o colete, mas para apanhar a mochila também (alguns vestem o colete, e depois colocam a mochila por cima, cortando uma boa parte da vantagem do colete), tornava-se desconfortável, pelo que optei este ano por o colocar a envolver somente a mochila:



Gostei do resultado, e penso ser bastante prático para ser visto na estrada

Para optimizar o ser visto pelos "enlatados", optei igualmente por adaptar um farol traseiro ao capacete. Tem só um led, mas penso que também ajuda a ser visto com mais facilidade:



Em termos de iluminação, tenho igualmente um farol dianteiro com 8 Led's:



Tem as funcionalidades de ir com: 4 Led's; 8 Led's e a piscar com os 8 Led's. Como andar de noite na cidade não é o mesmo que ir para o monte fazer trilhos, este farol chega. É mais para ser visto que para ver, por isso :wink: Ando quase sempre com a função de piscar (90% do tempo)

O farol traseiro também é muito importante neste altura do ano, em que os dias são mais pequenos. Este é simples e eficaz. Tem 5 Led's e 3 modos de funcionamento: ligado com 1 led's de cada vez simulando um movimento lateral; modo de piscas; e modo continuo. Quando ando em sítios sem carros (passeios, caminhos, trilhos, etc...) vai no primeiro modo. Quando ando nas estradas, meto no modo de piscar. Nunca utilizo o modo de ligado de forma continuo



Dá para ver igualmente o guarda-lamas traseiro, muito importante nestes dias em que as estradas podem estar molhadas.

À frente, tenho igualmente um guarda-lamas, que tal como o traseiro, tem uma utilidade inquestionável:



Em termos de pneus, atrás tenho sempre um pneu semi-novo. Assim vou aproveitando os pneus de BTT que já não estão em condições de ir para o monte, mas que ainda permitem fazer bastante km's nestas deslocações citadinas:



O pneu da frente, geralmente está sempre em melhores condições, pelo que quando quero ir para o monte ao fim de semana, basta trocar o pneu traseiro e está pronta para os trilhos:



Felizmente não tenho os "problemas" que vocês têm, pelo que a minha bicicleta não precisa de deixar de ser vistosa (não quer dizer que o seja :mrgreen: ), visto que tenho local onde a guardar no trabalho. Quando preciso de ir a algum lado em Lisboa city, já a cheguei a levar e ficou presa a um poste com uma corrente/cadeado. Mesmo assim estive sempre de olho nela :evil:
 
#30
A minha tem menos um ou dois manípulos que a tua(ver anexo), talvez por isso é que a posso deixar em quase qualquer lado sem me preocupar muito! eheheh :)

Estou a preparar umas alterações ao documento, stay tuned...
 
#33
pata realmente na tua faltam aí uns manípulos :mrgreen:

Era impensável eu deixar a minha tal e qual como está, num local como esse onde tu deixas a tua, talvez não lhe falta-se nada quando eu chega-se, mas eu é que não ia descansado :wink:

Nesse aspecto tenho muita sorte :)
 
#35
A minha tem menos um ou dois manípulos que a tua(ver anexo), talvez por isso é que a posso deixar em quase qualquer lado sem me preocupar muito! eheheh :)
Eu realmente nesse aspecto também não tenho que me preocupar, pelo menos nas deslocações para o trabalho, dado que levo a bicicleta para o escritório :)

Por outro lado acho que bem podiam começar a colocar uns parques de bicicletas aqui pela baixa do Porto :s já que andam a renovar tudo o que é praceta.... acho que os parques de bicicleta são um sinal de modernidade, que vos parece?
 
#36
sbsbessa said:
A minha tem menos um ou dois manípulos que a tua(ver anexo), talvez por isso é que a posso deixar em quase qualquer lado sem me preocupar muito! eheheh :)
Eu realmente nesse aspecto também não tenho que me preocupar, pelo menos nas deslocações para o trabalho, dado que levo a bicicleta para o escritório :)

Por outro lado acho que bem podiam começar a colocar uns parques de bicicletas aqui pela baixa do Porto :s já que andam a renovar tudo o que é praceta.... acho que os parques de bicicleta são um sinal de modernidade, que vos parece?
Eu prefiro sempre parar a bicicleta em estacionamentos apropriados, nem que seja para justificar o investimento, além de que não estamos a estragar os sinais de trânsito nem semelhantes e não temos que nos preocupar muito à procura de lugar. Há uns bem jeitosos, para a semana que vem tiro umas fotos.

Já agora, estou à procura de fotos de bicicletas pasteleiras, guarda-correntes e outras coisas que achem que valha a pena introduzir ali no texto. Nem sei bem o que lhe chamar...

O PDF foi actualizado, estou a pensar em fazer uma versão sem as fotografias, dêem uma espreitada e digam qualquer coisa.
 
#38
Teodoro said:
E não têm medo de andar com SPD no meio do trânsito?
Eu não ando de sapatos de encaixe no dia-a-dia, tenho-os assim na bicicleta porque não sei das respectivas plataformas.
Mas olha que andar de sapatos de encaixe no trânsito é mais fácil do que em BTT, além de que ao fim de uns dias já faz parte do nosso instinto!
 
#40
A partir do momento em que dominamos o "kung-fu" dos SPD (e isso acontece muito mais cedo do que quem ainda não experimentou imagina), eles passam a acrescentar segurança em vez de a retirar. E como o pé fica direito no pedal não há tanto risco de lesões parvas (na terça feira lá vou eu ao médico, que isto não passa... :( ).

É pena os sapatos de cleats em geral não serem práticos para andar no dia a dia. Eu cheguei a ter um par de ténis no local de trabalho, para trocar quando chegava... Mas por exemplo, para ir para as aulas, ou levo cleats e aguento-me com eles, ou então uso as plataformas.