Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

* esses bovinos nunca deram "problemas" ?
.. eu, estou farto de passar por bovinos. e só tive mesmo chatices uma vez.... faz já uns 5 anos, em que a manada assustou-se e veio em debandada na direcção em que eu estava a ir ( por trás e pelo flanco) ... por sorte tinha a "porta" logo mais à frente... e ainda tive folego para dar ao pedal. De resto é passar com calma, e ter cuidado redobrado se houver vacas com vitelos. E depois há aquelas vacas...que afinal é gado bravo.. aí não convém de todo atravessar a propriedade ;)
Abraço e um Feliz NATAL.
 
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@Pedro Barradas, elvales,
Uma vez que de vacas estamos falando :), cumpre-me informar que por aqui “hormis“ alguns bois como em qualquer lugar, o resto do gado é pacífico.

Ao longo destes anos, tive apenas um episódio mais complicado com o gado em julho 2013 (ver post 394, página 20 deste mesmo tópico ou a crónica 046 no site BDP).

Eis a transcrição do episódio ;)
“A descida embora fácil, tornou-se complicada devido ao trilho atravessar muitos terrenos fechados por cercas e portadas de arame farpado. Sem mentir, no final do dia, devo ter aberto e fechado mais de 50 portadas. Estas, para além de nos obrigarem a rolar com extremo cuidado, não fosse apanhar uma no final de uma curva, tornam-se ainda mais perigosas porque as vacas estão tão habituadas a que alguém as venha alimentar ou as liberte a determinadas horas que mal me viam a aproximar; vinham logo como quem não quer a coisa, cheirar-me e quando um “gajo” dá por ela, tem à sua frente mais de 50 vacas, todas com vontade de sair o que nos faz pensar duas vezes em sair dali o mais rapidamente possível.
Houve uma altura em que vi umas vacas pretas e ainda por cima com cornos maiores que o habitual. Comecei a mira-las ao longe para ver se tinham tetas ou outro órgão, afinal não me enganei, eram toiros efeminados, tinham-nos castrado e estavam ali só para encher monte (triste sina a deles, com tanta carne de vaca ali à mão e não poderem fazer nada) e digo eu que tenho uma vida difícil…

Obrigado a todos (comentadores e não só :)),por seguirem…
Alexandre Pereira
 
A última do ano era para ser no “Mont Tendre”, mas a neve não deixou…

Quem como eu, se dedica ao BTT, tem sempre na sua agenda “duas datas importantes”, a saber, a última do ano e a primeira do ano :); não, não se trata do que estão a pensar.

Segundo a meteorologia a temperatura iria andar perto dos -2°C e nas webcams das diferentes montanhas não vi neve nessa zona (pelo menos as copas das árvores não apresentavam sinais) e aqui nesta zona (JURA), falamos de árvores com cerca de 30 a 50 mts ;).
Que se lixe! Disse para comigo, a última do ano merece este sacrifício e há quase 3 meses que não rolava (chuva, chuva, chuva e sempre chuva…)
A ideia era subir até ao Mont Tendre 1’679 mts e daí regressar a casa, num total de 45 kms.

Em Novembro de 2013 tinha lá estado em companhia do grande amigo Pereira.
“Amigo, quando é que cá regressas? Alembras-te, na altura prometi-te andares acima dos 2’000 mts mas hoje em dia se por cá andares, levar-te-ei bem perto dos 3’000 mts :D

Arranquei a volta em Montricher a 674 mts e lá fui subindo gradualmente até que aos 1’100 mts, tive o meu primeiro contacto com a neve.

Daí para a frente o trilho como podem ver nas fotos estava coberto de neve e gelo. Malhei como não podia deixar de ser, mas foi mais um “beijinho” à neve. A partir daí ainda andei com ela à mão durante uns 2 kms até que por volta dos 1’298 mts resolvi abortar e regressar a casa.

Se a subir não custou nada em termos de aguentar o frio (vinha com a indumentária de inverno), a descer o caso virou de figura, isto porque mesmo com proteção facial e luvas de BTT grossas pr’a caneco, rapei o maior frio até hoje nas mãos (pontas dos dedos gelaram) e no rosto (a pele ficou tão rija que deixei de ter sensações :eek:).

Como reparam na última foto, Montricher fica por debaixo daquelas nuvens e aí não há sol, pelo que decidi aguardar 30 min pelo próximo comboio que me conduziria a casa.
O frio era tanto que o meu corpo entrou em regulação homeostática, sobretudo ao nível das coxas e do peito e julgo que essa situação fez com que a única pessoa que aguardava a chegada do comboio, olhasse para mim com uma cara que nem vos conto, pudera se calhar nunca tinha visto alguém a dançar “break dance” involuntariamente o_O.

Ao longo destes anos que por aqui levo, já aguentei muito frio (não me levem a mal, mas o frio de Portugal aqui é uma criança :)), mas hoje foi mesmo especial e mais uma vez provei a mim próprio que as carnes por vezes tem de levar castigo, como diz o povo, o chamado “curtir das carnes”.

“En ce qui me concerne” dou por finda a época de BTT acima dos 700 mts e vou tratar agora no inicio do ano de colocar a máquina em revisão geral.

Até Abril 2020, se alguém me convidar para andar, vou apenas efetuar voltinhas em redor do “Lac Léman” e somente nos dias de muito sol e calor ;).

Dados da volta
- Altitude máxima – 1’298 mts
- Altitude mínima – 675 mts
- N°total de kms – 20,50 :mad:
- Acumulado de subida – 623 mts ;)

Eis os registos possíveis.





















Desejo a todos os “users e useras” deste espaço umas boas entradas em 2020, sobretudo com muita saúde, porque sem isso, o resto não tem qualquer valor ;).

Cumprimentos betetistas e até uma próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
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Após 4 anos regressei ao “Alto de Morgair”…

Tendo efetuado uma visita relâmpago às Terras Lusas na semana passada e porque a meteorologia assim o permitiu, aproveitei para rolar com os amigos Pereira e Adilson.

Como sempre o Pereira desenhou um track à altura e que faz jus a este muy restrito grupo :).

A última vez que por essas bandas andei, foi em julho 2016 (ver post 745 e 746, página 38 deste mesmo tópico).

Tratou-se da minha primeira volta do ano 2020 uma vez que tive durante quase um mês a bicla parada para manutenção da suspensão e no restante período, o tempo não ajudou (neve e chuva).

Como devem calcular a minha forma deixava a desejar, e, como não podia deixar de ser, “estive para morrer” ;) logo nos primeiros kms da volta quando em apenas 4 kms, subimos quase 400 mts.

Excetuando essa paragem forçada, nada mais a assinalar.

Como constatam pelas fotos, o dia esteve espetacular, embora bastante frio abaixo dos 300 mts (1°C), tive mesmo de pedir ao amigo Pereira um “tapa orelhas” e “protege rosto”:).

A volta arrancou junto à Igreja de Castelões a 247 mts e o objetivo era atingir o Alto de Morgair a 893 mts, passando pelas seguintes aldeias: Espinha, Agrela, Soutelo, Casal de Estime, Luílhas, Gontim, Calvelos, Carreira, Vilarinho de Cima, Aldeia.

Como não podia deixar de ser, toda a volta que se preze inclui, sempre, um almoço digno de registo, acompanhado de “líquidos” a condizer (ver última foto do post seguinte) ;). E esta volta não foi exceção! O feliz contemplado, como não podia deixar de ser, na zona em concreto, foi a “Casa de Pasto O Luís”, em Castelões.

Dados da volta
- Altitude máxima – 893 mts
- Altitude mínima – 175 mts
- N°total de Kms – 37 kms
- Acumulado de subida – 1’400 mts

Eis parte dos registos do dia 15 fotos + 14 fotos no post seguinte.































Continua a seguir no post 928...
 
Após 4 anos regressei ao “Alto de Morgair”…

Continuação do post 927…





























Acabo esta crónica com uma tirada do Miguel Esteves Cardoso que transcreve o meu estado de espírito neste momento e que diz o seguinte “Quanto mais precisas para viver, mais tens de trabalhar e menos tempo tens para ti. O maior dos luxos é o tempo. O tempo é o meu maior património”.

Pois bem meus amigos (as), neste momento, tempo é o que não me falta e quem me conhece sabe que 3 a 4 vezes por ano regresso a Portugal.
Não me posso queixar, a vida em todos os aspetos (saúde, familiar, amizade, laboral, monetário, etc…), tem-me tratado bem nesta última década.
Poderia passar os meus tempos livres em qualquer parte do mundo, mas não sei por que carga-d’água acabo sempre por regressar a Portugal. Talvez, porque em parte alguma do mundo (já visitei uns quantos :)) consigo encontrar ou vivenciar o que esta Terra que um dia me viu nascer, me consegue dar ou transmitir.
Obrigado Portugal, estás sempre gravado no meu coração!

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
De Biarritz, chega-nos a Coleen…

Não, não se trata de gente feminina, mas sim de uma marca de biclas que descobri ontem por mero acaso quando entrava na estação de comboios de Lausanne.

Ao aproximar-me da “gare” reparo numa bicicleta de cor amarela, não tanto pela cor, já que nas Terras Lusas sou o feliz detentor de um veículo dessa mesma cor, isto é, amarelo gema d’ovo ou se preferirem amarelo que a marca do cavalinho utiliza em muitos modelos :); mas sim, pela pureza e simplicidade das linhas.

Meti conversa com a proprietária para poder tirar fotos e “de fil en aiguille”, descobri que ela é uma das sócias fundadoras da empresa (5 anos). Chama-se Audrey Lefort e se visitarem o site em www.coleen-france.com , na secção “La société”, ela aparece numa foto a polir um quadro de carbono.
Apanhei-a vinda diretamente de Paris em TGV e neste momento ia começar a visitar revendedores aqui nas Terras Helvéticas.

Desenvolveram de base o modelo e muitos acessórios e neste momento apenas fabricam dois modelos, The Edition em 2 cores ao preço base de EUR 5’990 e The Composer em 6 cores ao preço base de EUR 4’990.
Tratando-se de bicicletas “tailor-maid”, a grande maioria dos acessórios pode ser personalizado a gosto.
Não esquecer que são bicicletas elétricas sobretudo para uso citadino.

O modelo fotografado é um Composer mas em versão “Naked”, isto é, sem guarda-lamas frente e trás.
Pessoalmente gosto mais assim, mas gostos são gostos e como sabem, não se discutem ;)









Poderia falar de outros detalhes, mas seria estragar a surpresa :)

Boa visita e até qualquer dia,
Alexandre Pereira
 
@Pedro Barradas,
Não tanto como a Hepburn :) mas muito simpática também.
Tu, eu e uns tantos mais que não vou mencionar, gostamos sim, é de partir pedra ;), daí que este tipo de bicla por enquanto é só para admirar ao longe “num bá ela estar infetada com um qualquer tipo de bírus” e um gajo sem querer fica contaminado e quando dá por ela, larga o monte para estar numa qualquer esplanada a dedicar-se aos tremoços a aos “coronas”, peço desculpa, quis dizer as “coronas” uma vez que são loiras :)
Aquele abraço and keep following,
Alexandre