Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

elvales

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@elvales,
Obrigado por seguir e comentar.
Tem piada, conheci Pandoses [com (s)] o ano passado quando procurava uma pequena praia fluvial fantástica que me indicaram para essas bandas.
Não a encontrei embora tenha ido desde lá de cima das Cerdeirinhas até à barragem da Caniçada, mas deu para ficar a conhecer o Aquafalls Nature Hotel ou como eles dizem “Welcome to Paradise”. Os mais curiosos podem clicar aqui.
Embora nade como um prego :), foi também o ano passado que descobri o verdadeiro prazer de sornar junto às margens de um curso d’água, num dia de muito calor.
Há gajos que demoram mais tempo que a média do comum dos mortais a atingir o Nirvana ;).
Aquele abraço,
Com Z ;) embora se use muito com S também, não sei qual das duas a mais certa. Conheço perfeitamente as pequenas praias, são maravilhosas para um banho refrescante ou como dizes uma sesta retemperadora!
 

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AFP70

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Boa tarde ao Fórum,

Este fim de semana não deu para pedalar pelo que acabei por fazer uma pequena caminhada em companhia da minha « spose » nas cercanias. Foram cerca de 9 kms.
Deixo-vos a única foto tirada com a ajuda do I5S.

Cumpts,
Alexandre Pereira

 

AFP70

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Boa tarde ao Fórum,

Sabiam que é possível ir de de Marvão-Beirã a Castelo de Vide utilizando um “railbike”?

Imagine-se a pedalar sobre a linha de comboio e mergulhar na beleza das paisagens do Parque Natural da Serra de São Mamede.

Uma forma segura, original e divertida de viajar entre sobreiros, carvalhos, vida selvagem e belíssimas vistas sobre as vilas históricas de Marvão e Castelo de Vide.

Para mais informações clicar em Rail Bike Marvão

Deixo-vos este pequeno texto informativo, retirado do IP Património (IPP).

“De Marvão-Beirã a Castelo de Vide

Iniciados no final do ano passado após um período de testes, os passeios turísticos no Ramal de Cáceres, entre Marvão-Beirã e Castelo de Vide, deverão ter grande incremento a partir desta Primavera.

Tudo começou em 2017 quando a IP Património (IPP) lançou um procedimento para a subconcessão da exploração de uma atividade de animação turística no troço do Ramal de Cáceres entre as estações de Castelo de Vide e de Marvão-Beirã (km 223,421 ao km 238,872), recorrendo à utilização de veículos tipo ‘railbike’ na plataforma de via férrea, um projeto inovador em Portugal.
Inaugurado em 1880, o ramal que faz a ligação entre Torre das Vargens, no concelho de Ponte de Sor e Beirã, a escassos quilómetros da fronteira, foi encerrado em agosto de 2012 acabando com a ligação mais curta por caminho-de-ferro entre Lisboa e Madrid, feita durante décadas pelo comboio Lusitânia. Agora, com os veículos ‘railbike’, tornou-se possível percorrer mais de 15 quilómetros nos carris, graças ao dispositivo movido a pedais, e viajar no corredor ferroviário a baixa velocidade tendo um acesso privilegiado a toda a paisagem envolvente.

“Foi um processo longo e difícil até conseguirmos esta subconcessão por um período de oito anos”, dizem-nos Susana Torgal e o neozelandês Leonard Macleod que dirigem esta empresa turística. “Autorizações, burocracia, pensar um projeto pioneiro entre nós, apresentar um protótipo desta espécie de bicicleta adaptada aos carris, encomendar o material por peças dos Estados Unidos, realizar os testes, enfim, inúmeros trabalhos até à realização das primeiras viagens em outubro do ano passado.”
“Não é uma invenção nossa pois veículos semelhantes existem já em varios países para dar uma segunda vida a linhas férreas sem uso. E aqui tínhamos uma via em bom estado que atravessa um parque natural, o que muito nos agradou”, explica Susana que enaltece ainda as vantagens desta atividade desportiva, lúdica e de contacto com a natureza.

Susana e Leonard conheceram-se em Barcelona, onde ela trabalhou durante anos como tradutora, antes do regresso a Lisboa para gerir um restaurante. A lufa-lufa da capital foi uma das razões que a levou a deixar Lisboa e a abraçar este projeto.

“O início do negócio tem tido reflexos positivos e um vídeo que colocámos no Facebook já teve quase 45 mil visualizações”, afirma Susana. “A maioria dos utlizadores têm sido portugueses da região, mas também outros que vêm de propósito, por exemplo de Lisboa, e que se hospedam aqui em Beirã ou em Castelo de Vide (Train Spot Guest House e Pensão Destino, alojamentos turísticos localizados nas antigas estações e que foram subconcessionados pela IPP). E também da raia espanhola, nomeadamente após a reportagem realizada pelo diário ‘Hoy’, de Badajoz.”
“Agora, no Carnaval, abrimos também o bar (situado no antigo Cais Coberto) que, na temporada baixa, funcionará de sexta a domingo. Todo o espaço foi recuperado e decorado, aproveitando as madeiras existentes.”
Com esta espécie de bicicletas adaptadas aos carris, os turistas percorrem pedalando o troço desativado, atravessando o Parque Natural da Serra de São Mamede, área protegida e de grande beleza paisagística, repleta de carvalhos, castanheiros, sobreiros, azinheiras, enquanto no céu planam, tranquilos, grifos, milhafres e águias perdigueiras.
“É um percurso lindíssimo, em plena natureza, com pontos incríveis como uma ponte com cerca de 30 metros de altura a metade do caminho (Ponte da Ribeira de Vide, com um vão de 108 metros)”, acrescenta, entusiasmada, Susana Torgal.

Guardados no Cais Coberto da Beirã que serve de apoio a toda a operação comercial e onde são recebidos os viajantes, estão seis veículos do tipo ‘railbike’ (cada um pode levar dois passageiros). Os passeios são sempre acompanhados por um guía (Susana ou Leonard), até porque há que garantir, em segurança, o atravessamento das antigas passagens de nível existentes no percurso. São também os concessionários que asseguram a limpeza e desmatação do canal ferroviário.
Dois percursos estão disponíveis – um com 15km (ida e volta), que dura duas horas (20 euros/pessoa), e o outro, com um total de cerca de 32km, de Beirã a Castelo de Vide e regresso, entre cinco a seis horas (45 euros/pessoa, o que já inclui paragem para almoço/piquenique no campo).

“Gostaríamos de vir a poder realizar também passeios transfronteiriços, o que enriqueceria muito esta experiência, ampliando a viagem para lá da fronteira espanhola que dista sete quilómetros de Marvão-Beirã e envolvendo um parceiro do país vizinho”, adianta Susana antevendo, quiçá, um futuro próximo.

Site Rail Bike Marvão; Facebook railbikemarvao; E-mail: railbikemarvao@gmail.com; Telemóvel (+351) 912 987 639.”

 

AFP70

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Boa tarde ao Fórum,

Por alturas do Natal de 2017 visitei o “Marché de Noël de Strasbourg”.

Dizer que se o tivesse feito em 2018, talvez estivesse na lista das vítimas do atentado. É por isso que acredito que isto de estar vivo é uma verdadeira roleta russa ou como diria Sêneca “Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.”.

Aqui ficam algumas fotos para alimentar a vossa curiosidade.









































Cumprimentos,

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 

AFP70

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Elas não matam, mas aleijam...

Há já algum tempo tinha ouvido falar que nas Terras Helvéticas existiam três pistas de “luge” ou se preferirem em português trenó que ultrapassavam os 5 kms sempre a descer, vai daí em fevereiro de 2018 resolvi com os amigos e a família atacar a número 3 ou seja a dos “Diablerets” com os seus 7,2 kms e um desnível de 542 mts (1’700 mts --> 1’158 mts).

A número 1 é a pista de “Gindelwald” com os seus 15 kms e um desnível de 1’132 mts (2’680 mts --> 1’034 mts).

A número 2 é a pista de “La Tsoumaz” com os seus 10 kms e um desnível de 834 mts (2’354 mts --> 1’506 mts).

Efetuamos nesse dia somente duas descidas e confesso que logo na primeira descida como não podia deixar de ser, aqui o artista que não percebia nada sobre a técnica de travagem acabou por ter um acidente “alone” com algumas mazelas, mas que se tivesse corrido mal talvez não estivesse cá hoje para o contar, passo a explicar para verem que há “perros com sorte” :).

Para quem não sabe, conduzir uma luge a descer é como conduzir um equídeo, isto é, para travar a luge deve colocar-se os 2 pés na neve e não apenas um e para fazer com que a luge vire deve puxar-se a corda do mesmo lado para onde se quer virar.

Confesso que no inicio “ce n’est pas evident” e é aí que as “shits” acontecem.

Ora como dizia, a malta ou seja 3 puros sangues lusitanos, logo na primeira descida resolveram apostar quem chegava primeiro cá abaixo. Quando assim é, só pode dar mer.. ;).

Antes de continuar, quero apenas informar que esta pista em cerca de 5 kms é muito fixe, isto é, não apresenta buracos, deslizamos com bastante velocidade, as descidas não são muito inclinadas, a pista é bastante larga, permitindo boas ultrapassagens sem grande problema, para além de que as bermas são feitas de taludes com perto de um metro de altura; mas nos últimos 2 kms as coisas mudam completamente de figura, passamos a ter uma pista muito mais estreita, cheia de buracos, com inclinações complicadas, e a cereja “in the top of the cake” é o facto da pista ser paralela a uma estrada que dá acesso aos parques de estacionamento, até parece que aqui SIM, querem testar quem tem jeito para a coisa :).

Ora como dizia, ia na frente, todo “contentico” a pensar que esta já cá cantava, quando entrei nessa zona e aí a determinada altura tive de travar isto porque ia demasiado embalado e o estreitar da pista afetou-me mentalmente, vai daí toca a meter somente um pé, neste caso o direito.
Nem vos conto amigos, o trenó foge-me todo para a direita, vou bater contra a berma, faço ricochete, vou bater contra a berma oposta e aí novo ricochete e volto a ir para a berma direita, mas aí azar do “cara que gosta de alho”, o talude que faz a berma tem apenas 30 cm de altura, toca a passar por cima e aí sim companheiros, nesse preciso momento enquanto voava julguei estar numa daquelas cenas do “matrix” (quando o gajo se desvia das balas) em que vi claramente visto o que é um tipo ver a estrada a vir ao nosso encontro, ou se preferirem como naquela estória popular em que o sapo que se atira do avião sem paraquedas em queda livre ao ver o pendo a aproximar-se lhe diz “ foge laje, foge que te mato” ;).

Nesse preciso momento, nenhum carro a subir ou a descer, sorte a minha apesar do meu infortúnio. Pequeno detalhe, a estrada fica um metro abaixo do nível da pista de trenó, portanto já podem ver que a receção não foi doce, aliás “sei como cair de bicla”, aprendi com o tempo, mas cair de trenó, não faço ideia, sei apenas que quando dei por ela já estava a rebolar que nem aquela dança que o crocodilo executa quando quer dar cabo da sua vítima, a chamada dança da morte.

Acredito que tive bastante sorte, verifiquei a ossatura, parecia estar tudo OK, penso que estava em choque, pois o embate no solo foi violento, mas passado algum tempo regressei à normalidade.

Enquanto me recompunha, vi passarem os meus companheiros, mas estes nem por mim deram, acabei por os encontrar no final da pista enquanto esperavam por mim.

Aparentemente tudo parecia estar bem mas como disse, aparentemente pois como mostra a última foto, este acidente deixou marcas que perduraram por vários meses.

Mas não julguem que por causa deste acidente deixei de fazer trenó, logo a seguir atacamos a segunda descida para a desforra :).

Este ano já lá estive por duas vezes.

Caso para dizer como disse Nietzsche “ O que não nos mata, torna-nos mais fortes”.

























Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 

AFP70

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De Mondim de Basto às Fisgas de Ermelo é um tirinho...

Numa das minhas idas a Portugal do ano transato efetuei uma volta na companhia do amigo Pereira com cerca de 48 kms e perto de 1’400 mts de acumulado positivo.

Iniciamos a volta em Mondim de Basto a 186 mts tendo visitado as Fisgas do Ermelo a 576 mts e o Santuário de Nossa Senhora da Graça que se situa no alto do Monte Farinha a 947 mts.

Se tivesse tirado férias uma semana antes, teria realizado a mesma na companhia de mais 800 betetistas do NGPS “Rota do Mel”.

Como poderão constatar pelas fotos, estava um belíssimo dia com temperaturas acima da média para a época (fevereiro).

É por voltas e momentos como este que eu gosto de vir pedalar às Terras Lusas.

Eis parte dos registos do dia 20 fotos + 20 fotos no post seguinte (restantes encontram-se na página Bravos do Pelotão, ver crónica Nº096).









































Continua a seguir no post 870...
 

davidream

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bOAS!!
Alex ainda ontem(Feriado do dia 1 Maio) passamos pela srª Graça! Fizemos alguns dos trilhos da rota do Mel entre outros. Paisagens únicas!!!;)
Com o grande parceiro José Silva!:D
Abraço!

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Desculpa a intromissão:p
 
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AFP70

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@davidream,
Não há nada para desculpar :).
Amigo, o 1ero de Maio não é para todos, por exemplo aqui nas Terras Helvéticas no meu cantão é coisa que a malta desconhece ;).
Houve outros companheiros (Pereira e Toupeirinhas) que tiveram a mesma ideia e foram para os lados da Senhora da Lapa, eis a prova provada.



E eu aqui a gramar chuva e neve (estamos em Maio e ainda caiu neve esta semana em montanha) aos fins de semana, e como sabes voltinhas em redor do lago não é a minha cena :).

Aquele abraço,
 

davidream

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bOAS!
Imagino o stress de não poder sair nessas alturas... faz-nos logo falta o nosso "remédio" :cool:
De qq das formas o Mundo dá muitas voltas...com um geitinho ainda vou parar para essas latitudes :p Depois dou novidades!
Cumps
 

AFP70

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@davidream,
Nunca digas “desta água não beberei” :).
Deslocalização, uma palavra muito na moda nos dias que correm ;).
Quando souberes mais, apita e já sabes, se precisares de ajuda no que for ou algum tipo de aconselhamento é só dizeres, “you got my email and phone number” :).
Aquele abraço,
 

AFP70

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Afinal o Gulliver ainda não pôs os pés na “Dôle”…

Esta quinta feira e porque era feriado aqui pelas Terras Helvéticas, decidi regressar à “Dôle”, quase cinco anos após a minha primeira e única visita.

Foi uma volta em solitário para variar e a ideia era arrancar de “St. Cergue” a 1’045 mts, subir à “Dôle” a 1’677 mts e a seguir à “Barillette” a 1’525 mts, num total de +/- 40 kms para uns quase 2’000 mts de acumulado positivo.

Como não conheço bem a zona, saquei 2 tracks do Wikiloc, indicados para BTT e acabei por idealizar um percurso à maneira (pensava eu). O problema é que nesta zona do “Jura”, no Google Earth não conseguimos ver nitidamente os caminhos, isto por causa das florestas, pelo que suspeitei que “merda haveria” quando em determinadas zonas o track apresentava-se demasiado retilíneo para uma zona é conhecida pelas suas escarpas.

Pois bem, as minhas suspeições acabaram por se verificar quando ao km 22 e após quase 45 min. a andar para cima e para baixo com a minha fiel amiga pela mão, decidi abortar a volta e daí tentei encontrar uma estrada de montanha que me conduziu a “Nyon” a 410 mts onde apanhei o comboio de regresso a casa.

Esta foi a segunda vez em quase 9 anos que por maldade de alguns users do Wikiloc que só para chatear assinalam que este ou aquele track é para BTT quando na verdade é apenas um track pedonal, ideal para caminheiros, enfim, a estupidez humana não têm limites :).

Eis parte dos registos do dia 20 fotos + 20 fotos no post seguinte.









































Continua a seguir no post 876...