Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

A última do ano 2018 fez-se sob -3°C…

Há já quase 3 meses que não alapava o traseiro em cima da minha fiel amiga, não porque vontade não houvesse mas por falta de tempo e condições meteorológicas adversas ao longo destes meses e como sempre aos fins de semana (vá se lá saber porquê).

Ontem para quebrar este jejum forçado vi-me na obrigação de me testar, isto é, seria eu ainda capaz de rolar com temperaturas abaixo de zero, como diriam alguns, seria eu capaz de pôr as carnes a curtir :).

Uma vez que neste momento já começou a cair neve acima dos 1’000 mts, resolvi testar a minha segunda volta aqui pelas cercanias, que é como quem diz a arrancar aqui de casa.

Dados da volta:

- Total kms: 49 kms
- Altit. Mínima: 386 mts
- Altit. Máxima: 718 mts
- Acumulado de subida: +/- 1’000 mts
- Temperatura: -3°C e -5°C

Sabendo o que me aguardava, vesti a seguinte indumentária (que me desculpem os animais mencionados ;)):

- fato de macaco para BTT
- meia calça de veado para BTT
- protege orelhas tipo antolhos para cavalo
- protege face tipo mordaça para cão
- botas Northwave (quentes pensei eu)
- luvas Berg (quentes pensei eu)
- casaco Berg

Ainda bem que parti para a volta assim vestido, todos os artigos cumpriram a sua função, exceto as luvas e as botas. Tenho de investir em luvas ainda mais quentes e as botas verifiquei que são boas somente para a chuva.

Rapei um frio como se diz no norte do “cara..o”, aliás em muitas ocasiões tive as mãos dormentes, sobretudo a esquerda que por vezes ao mínimo solavanco parecia que me tinham dado um eletrochoque, tal era a dor que da mão passando pelo antebraço se deslocava à coluna.

Eis as fotos do dia (as possíveis e desejadas atendendo ao frio :))

























Com esta volta termino um ano muito pobre em BTT, andei apenas 8 vezes de bicla aqui nas Terras Helvéticas tendo feito tão somente 413 kms. Para quem acompanha este tópico sabe que comprei a minha atual montada em Dezembro 2016 e em dois anos apenas lhe consegui meter 975 kms ;).

Acredito que o próximo ano será melhor ou como diria Tolstoi “A fé é a força da vida. Se o homem vive é porque acredita em alguma coisa.”

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
@ex-bravo,
Amigo, tu és como as “garrafas mensageiras” que um tipo atira ao mar sem saber onde vão parar e que de tempos a tempos dão à costa :). Já lá vão quase três anos desde o teu último post aqui neste espaço.

Em verdade o dizes Eduardo, tenho de manter-me afastado dos teus números ;) e nunca, mas nunca me aproximar do zerrrrrrrrrro, pois como dizia alguém “parar é morrer e é um erro parar, não continuar a despertar as coisas”.

Aquele abraço e retribuo os votos para 2019, acrescentando com muita saúde (sobretudo), trabalho (algum) e dinheiro (o suficiente) :).

Obrigado por continuares a seguir.
 
Em “Evolène” a “poisse” impediu este Bravo de terminar uma prova da “Garmin Cup Suiça”…

Há já vários meses que tinha mencionado aos restantes companheiros o desejo de ir fazer uma prova do calendário da “Garmin Cup Suiça” (10 provas).

O “Raid Evolenard” consiste numa prova de 62,5 kms que arranca em “Evolène” e em que durante toda a prova temos vistas em pano de fundo sobre montanhas um pouco abaixo dos 4.000 mts ( Aiguille de la Tsa, La Maya, Pointe de Bertol, Bouquetins, Tête Blanche, etc…) . Tratando-se de um vale, a primeira fase da volta de +/- 35 kms (a que pretendia fazer) sobe até aos 2.210 mts e depois a segunda parte da volta passa para o outro lado do vale e aí subimos até aos 2.485 mts. No final da volta acabamos por ter +/- 2.863 mts de acumulado. Como verificam não é para amadores ;).

Durante toda a semana andei em cima da meteorologia e sabia que iria cair neve a partir do meio dia. Pensei para comigo, vai ser uma boa forma de acabar a temporada no “Valais” e ainda por cima com neve. O problema nesta zona é que a partir de agora vai cair neve, aliás já caiu como poderão ver em algumas fotos, mas pior que isso é que a partir do próximo fim de semana deixa de haver autocarros para esta zona (só mesmo de carro, que como sabem não possuo por opção).

Ao chegar ao destino neste dia 27 de Outubro de 2017 e após 2h15 de viagem (comboio/autocarro) constatei que nada de neve, mas um frio de rachar (-2°C previstos). Vim preparado para o efeito com toda a artilharia d’inverno, o que inclui o uso de “cuecas de gola alta” :).

Após 10 kms de volta começa a chover uma chuva miudinha tipo “molha tolos”, mas que ao fim de meia hora intensificou-se para uma chuva tipo tempestade. Como estamos perto dos 2.000 mts é aqui que não tenho dúvidas que S. Pedro é fã dos filmes de “Shaolin” pois as gotas quando batem no rosto parecem agulhas de acupunctura lançadas tipo ninja ;).

Desde o inicio da volta que sabia que o tempo iria ficar uma mer.., pois aproximava-se de todos os lados um nevoeiro (visível em muitas fotos) que escurecia a atmosfera e que nos faz pensar a cada km efetuado “que mer.. faço eu aqui”. Para quem não esteve lá a volta é toda a subir com declives de 10 a 15%, pelo que por volta dos 14 kms e devido a todas estas condicionantes optei por abortar a volta.

Confesso que uma das razões que me levou também a abortar a volta foi o facto de saber que estava numa prova da “Garmin Cup” e ter ficado desiludido com o trilho, isto é, este é mesmo durinho mas passa-se todo em estradões de montanha ora asfaltados, ora em cascalho, tudo muito bem limpinho, organizadinho e para mim não achei grande piada ou talvez não estivesse “in the mood for” porque gastei na ida e volta 4h30 e o nevoeiro veio dar cabo das fotos que planeava tirar.

Em 7 anos que levo por estas bandas é a segunda vez que sujo a bicicleta por menos de 20 kms (só para alguns entendidos que acompanham estas crónicas) :).

Dados da volta:

- Total distância – 19,50 Kms
- Altitude mínima – 1.338 mts
- Altitude máxima – 1.991 mts
- Acumulado subida – 970 mts

Eis parte dos registos do dia 20 fotos + 20 fotos no post seguinte (restantes encontram-se na página Bravos do Pelotão, ver crónica Nº094).









































Continua a seguir no post 850...
 
Em “Evolène” a “poisse” impediu este Bravo de terminar uma prova da “Garmin Cup Suiça”…

Continuação do post 849…









































Há dias conversava com um amigo muito dado a estas coisas das novas tecnologias e encontros com as gentes femininas e outros que tais na tela e o homem defendia aquilo com unhas e dentes, sinais dos tempos web 4.0 em que vivemos :). Numa época em que o que está na moda é a promiscuidade, deixo-vos este pequeno texto do Miguel Esteves Cardoso, in “As Minhas Aventuras na República Portuguesa”.

“A Promiscuidade Tira a Vontade

O que é a experiência? Nada. É o número dos donos que se teve. Cada amante é uma coronhada. São mais mil no conta-quilómetros. A experiência é uma coisa que amarga e atrapalha. Não é um motivo de orgulho. É uma coisa que se desculpa. A experiência é um erro repetido e re-repetido até à exaustão. Se é difícil amar um enganador, mais difícil ainda é amar um enganado.

Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. 0 sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.

Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz. Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade.”

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
Olha , concordo!!! boas pedaladas e um desejo de feliz natal!!! Mas a nossa sociedade, em especial do pessoal <25 anos... é muito promíscua.

Mais uma vez fico rendido a essas belas FOTOS e PAISAGENS!!!!


Alexandre e demais, partilho ( desculpa o abuso no teu tópico) aqui uma foto do passeio (BIKESUL GPS raides 2019 - S.B.MEssines) de ontem pela Serra do Caldeirão - Algarve.
MAIS UMA VEZ, um ABRAÇO!!!

 
Afinal não resisti, a última do ano foi hoje mesmo:)

Um tipo quando está durante uma semana sem fazer nada (não estou habituado ;)), começa a subir paredes, vai daí mete-se na cabeça que antes do ano terminar ainda tem tempo para dar uma última, sim seus depravados, uma última volta.

Como sabem, na Suiça fazer BTT acima dos 1’000 mts a partir de Novembro e até finais de Abril é muito complicado por causa da neve. Das duas uma, ou um tipo compra uma bicla de estrada para manter a forma ou uns rolos para treinar em casa, mas nos dois casos não é a minha praia. Que fico claro, não tenho nada contra quem faz bicicleta de estrada, aliás todos os meus companheiros possuem e praticam e estão fartos de me seduzirem mas eu fujo disso que nem o Diabo da água benta :).

Como todos os anos vejo-me obrigado a arrumar a bicla por uns tempos e dedico-me às caminhadas na neve com raquetes, mas este ano resolvi que tinha de mudar, que tinha de fazer mais BTT, pelo que hoje fui testar o percurso 3 criado para manter a forma durante esse período e acreditem que bela descoberta.

Claro está que nada me garante que com o avançar do inverno este trilho assim como os dois outros estarão sempre ciclaveis, a neve não perdoa ;), a ver vamos.

Assim sendo, tenho 3 trilhos para treino invernal.

Trilho 1: 60 kms - Acumulado positivo: 1’210 mts - Alt.Mínima: 387 mts – Alt.Máxima: 688 mts

Trilho 2: 49 kms – Acumulado positivo: 1’000 mts – Alt.Mínima: 387 mts – Alt.Máxima: 718 mts

Trilho 3: 46 kms – Acumulado positivo: 623 mts – Alt.Mínima: 352 mts – Alt.Máxima: 648 mts

Eis as fotos do dia.









































Este será o meu último escrito do ano, pelo que em vésperas de entrar no próximo ano, desejo a todos os “users” deste espaço muita saúde pois sem ela muito raramente serão felizes ou como diria Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'.

“A Saúde é Essencial à Felicidade

Para saber o quanto a nossa felicidade depende da jovialidade do ânimo e este do estado de saúde, é preciso comparar a impressão que as mesmas situações ou eventos exteriores provocam em nós nos dias de saúde e vigor com aquela produzida por eles quando a doença nos deixa aborrecidos e angustiados. O que nos torna felizes ou infelizes não é o que as coisas são objectiva e realmente, mas o que são para nós, na nossa conceção. É o que anuncia Epicteto: O que comove os homens não são as coisas, mas a opinião sobre elas. Em geral, 9/10 da nossa felicidade repousam exclusivamente sobre a saúde. Com esta, tudo se torna fonte de deleite. Pelo contrário, sem ela, nenhum bem exterior é fruível, seja ele qual for, e mesmo os bens subjetivos restantes, os atributos do espírito, do coração, do temperamento, tornam-se indisponíveis e atrofiados pela doença. Sendo assim, não é sem fundamento o facto de as pessoas se perguntarem umas às outras, antes de qualquer coisa, pelo estado de saúde e desejarem mutuamente o bem-estar. Pois realmente a saúde é, de longe, o elemento principal para a felicidade humana. Por conta disso, resulta que a maior de todas as tolices é sacrificá-la, seja pelo que for: ganho, promoção, erudição, fama, sem falar da volúpia e dos gozos fugazes. Na verdade, deve-se pospor tudo à saúde.

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 

AFP70

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Quem diria que no Gerês encontraria marmotas e gatos selvagens...

Mais um regresso à terra, mais uma volta agendada e efetuada na companhia do amigo Pereira e um novo parceiro de seu nome Adilson. Um tipo muito simpático e afável, com uns gémeos que não enganam sobre as suas outras atividades, aquilo é que são umas batatas :).

Há mais de 6 anos que não repetia esta volta, pelo que a escolha recaiu sobre o Gerês, isto é, fomos realizar a chamada volta da “Pedra Bela”.

Para quem desconhece e quiser experimentar, trata-se de uma volta em que nos primeiros 10 kms temos quase 900 mts de desnível positivo ;).

Dados da volta:
- Altitude mínima: 157 mts – Pontes do Rio Caldo
- Altitude máxima: 966 mts – Miradouro da Pedra Bela
- Acumulado de subida: +/- 1’500 mts
- Total de Kms: +/- 36 kms

O dia não podia estar melhor com temperaturas > 23°C, aliás esta semana deixou no ar um cheirinho do que vai ser o Verão.

A primeira vez que efetuei esta volta foi em 03.2010 e na altura aconteceu um episódio caricato, um dos membros fundadores dos Bravos do Pelotão, agora também desaparecido em combate, “Viegas” de seu nome, tinha perdido os parafusos num dos “cleats” do sapato e foi todo um “bico d’obra” para aliviar e retirar o outro.
Digamos que a palavra manutenção não fazia parte do vocabulário deste meu amigo :).
A piada desta situação é que passado todo este tempo, quer eu, quer o amigo Pereira ainda nos alembramos deste episódio, sinal que a nossa memória é mesmo seletiva pois recorda episódios de há quase 10 anos, mas é incapaz de lembrar o que comi há 15 dias atrás ;).

Confesso que devo estar a ficar mesmo velho, pois os regressos às Terras Helvéticas são cada vez mais dolorosos, não sei se é dos quase 9 anos que levo de deslocalização, ou se é destes bons momentos passados na companhia de bons amigos que me enchem os olhos e o coração cada vez que cá venho.

Desenganem-se amigos, sinto que mesmo assim ainda não estou preparado para regressar e viver em Portugal, pois constato que muita coisa em Portugal teima em manter-se inalterada; continuamos a conduzir como loucos, stressados e com excesso de velocidade, continuamos a viver para a imagem, continuamos a não ter consciência ecológica, continuamos a viver em cima de telhados de vidro, continuamos a gastar mais do que devíamos, continuamos a consumir à brava, continuamos a ter programas televisivos que nos embrutecem a mente, continuamos a achar que temos sempre razão e muitas mais haveria para dizer :).

Chamo a atenção que isto são meras constatações sobre a generalidade e eventualmente quem me está a ler, não se revê nestas afirmações, mas digamos que numa vida passada, eu também fui assim ;), mas agora após todos estes anos, tornei-me muito mais sereno, mais calmo, talvez fruto da idade ou da aculturação a que fui submetido, não sei, o que eu sei é que Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer.

Oxalá me engane, mas penso que uma segunda bolha imobiliária vai rebentar dentro em breve. Como diz o adágio português “À primeira qualquer um cai, à segunda só cai quem quer e à terceira só quem é tolo”, e não me digam que em Portugal se respira saúde, pois só mesmo os ingénuos podem acreditar que o turismo possa ser o motor e criar a dinâmica que a economia necessita. Sempre considerei o turismo como uma atividade predatória ou “parasiteira”, pois não produz nada (na verdadeira aceção da palavra) mas sim, apenas se alimenta do que houver, tal como os vírus e quando não houver mais nada, muda-se de ares.

Eis parte dos registos do dia 20 fotos + 20 fotos no post seguinte (restantes encontram-se na página Bravos do Pelotão, ver crónica Nº0104).









































Continua a seguir no post 855...
 

AFP70

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Quem diria que no Gerês encontraria marmotas e gatos selvagens...

Continuação do post 854…








































Neste momento atingimos o clímax desta crónica e acredito que quem conseguiu chegar até aqui sem se perder, deve estar a questionar-se:

Onde está a me.da da marmota e do gato :)?

“Est-ce que la cinquième photo de ce 2ème pack vous dit quelque chose ? Si affirmatif, je vous prie svp de faire les contours et de la poster ensuite afin que tout le monde puisse se marrer un peu".

Para finalizar e como sempre, deixo aqui o meu agradecimento público ao amigo Pereira, pois conseguiu mais uma vez pôr-me à prova e fazer-me descobrir novas posições no selim ;).

Amigo, para um gajo como eu que somente andou 10-12 vezes por ano nos últimos dois anos e que apenas efetuou +/- 1’019 kms :), acho que mesmo assim não vos deixei ficar mal. Venha a próxima!

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 

AFP70

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Boa tarde ao fórum,

Já que ninguém se acusa no que toca aos animais mencionados, aqui vai a solução para os menos imaginativos :).

Os que não “arreguilam as lanfranhas” vêem assim ;).


Os que inalam “fuminhos” vêem assim ;).


Cumprimentos,
Alexandre Pereira
 

elvales

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Zona familiar para mim ainda que nunca aí tenha pedalado :( , tenho casa em Pandozes ! É um sítio maravilhoso para passear e ver lindas paisagens sempre no meio da Natureza !!

E já agora bem vindo a casa ehehehhe
 

AFP70

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@elvales,
Obrigado por seguir e comentar.
Tem piada, conheci Pandoses [com (s)] o ano passado quando procurava uma pequena praia fluvial fantástica que me indicaram para essas bandas.
Não a encontrei embora tenha ido desde lá de cima das Cerdeirinhas até à barragem da Caniçada, mas deu para ficar a conhecer o Aquafalls Nature Hotel ou como eles dizem “Welcome to Paradise”. Os mais curiosos podem clicar aqui.
Embora nade como um prego :), foi também o ano passado que descobri o verdadeiro prazer de sornar junto às margens de um curso d’água, num dia de muito calor.
Há gajos que demoram mais tempo que a média do comum dos mortais a atingir o Nirvana ;).
Aquele abraço,
 

AFP70

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Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos...

Este título não me pertence mas sim a Jean-Jacques Rousseau e ocorreu-me para relatar esta volta realizada em Setembro de 2017 ;) (pois é, como o tempo voa...).

Há mais de 3 semanas que não andava e quando assim é apodera-se de mim uma louca sensação de ir para o monte custe o que custar e sob qualquer tipo de tempo e no final, como canta o António Variações “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga” é que nos damos conta que teríamos feito melhor em ficar por casa :).

Desde o início do mês que acima dos 1.000 mts tinha vindo a cair neve, mas aqui o ingénuo pensou quando resolveu de um dia para o outro desenhar esta volta que o “Jura” iria ser poupado a este fenómeno.

Sabia de antemão que temperaturas iriam rondar os 0ºC, mas o que não esperava era ter a companhia de um nevoeiro serrado até aos 1.000 mts para além de que em muitas zonas as temperaturas caíram tanto que tive de parar em algumas ocasiões (a descer) para aquecer um pouco. Rapei um frio que nem vos conto ;).

Como constatarão nas fotos a neve a partir dos 1.100 mts foi uma constante, mas mesmo penando e com uma vontade dura como o aço, alcancei os 1.393 mts. As “Northwave” oferecidas diga-se de passagem por um grande amigo e visíveis numa das fotos são do melhor que já tive, quentes e impermeáveis (andei em neve com 20-30 cm profundidade e nada de humidade). Recomendo.

Após muito labutar, frio passar e sabendo o que ainda me aguardava resolvi abortar a volta e apanhar um comboio de regresso a casa no “Le Pont” muito perto do “Lac de Joux”.

Dados da volta:

- Total distância – 17,50 Kms
- Altitude mínima – 566 mts
- Altitude máxima – 1.393 mts
- Acumulado subida – 840 mts em apenas 7,8 kms (rampas de 18% e média de 10%)

Eis parte dos registos do dia 20 fotos + 15 fotos no post seguinte (restantes encontram-se na página Bravos do Pelotão, ver crónica Nº095).









































Continua a seguir no post 860...
 
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AFP70

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Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos...

Continuação do post 859…
































E porque este espaço é público, deixem-me partilhar convosco esta fantástica analogia.

No ventre de uma mãe estavam dois bebés a conversar.
Um perguntou ao outro:
- "Acreditas em vida após o parto?"
O outro respondeu:
- "Claro que sim. Tem que haver algo após o parto. Talvez estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde."
- "Estupidez", disse o primeiro.
- "Que tipo de vida seria esta?"
O segundo disse:
- "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez possamos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora."
O primeiro retorquiu:
- "Isto é um absurdo. O cordão umbilical fornece-nos a nutrição e tudo aquilo de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação."
O segundo insistiu:
- "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente daqui. Talvez não precisemos mais deste tubo físico".
O primeiro contestou: - "Absurdo, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que é que ninguém jamais voltou de lá?"
- "Bem, eu não sei", disse o segundo, " mas certamente vamos encontrar a Mamã e ela vai cuidar de nós."
O primeiro respondeu:
- "Mamã? Tu realmente acreditas que há uma Mamã? Isto é ridículo. Se a Mamã existe, então, onde está ela agora?"
O segundo disse:
- "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos ela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir."
Disse o primeiro:
- "Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe."
Ao que o segundo respondeu:
- "Às vezes, quando tu estás em silêncio, se te concentrares e realmente ouvires, poderás perceber a presença dela e ouvir a sua voz amorosa".

Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus :).

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…