Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

Discussion in 'Crónicas' started by AFP70, 14 December 2010.

  1. davidream

    davidream Member

    Boas!!
    Viva Alex ;)
    Só agora respondo ao seu Post, mas apenas por ainda não ter tido tempo de o ler com olhos de "ver":) gosto de absorver bem as suas palavras :p.
    Sem dúvida que a constante procura/curiosidade pela felicidade é um trabalho constante,e está na nossa alma-mater essa força. Saber relativizar as coisas do dia-a-dia e manter uma atitude positiva ajuda de sobremaneira a não baixarmos os braços. Nas coisas simples é bem verdade que encontramos quase tudo o que precisamos,basta estar atentos.Muitas vezes penso o mesmo quando encontro uma paisagem um cheiro ou qq coisa que me marca,aquando das voltas de bike! É a magia deste desporto ;)

    Gostei também de ver as fotos/report da "voltinha" que fizerem aqui no meu burgo(Marão) :D pena não ter podido acompanhar,mas vou brevemente fazer alguns desses trilhos.
    Como o tempo aqui tem permitido vamos fazer o track do Lusoalpes.(aqui no Fórum há uns anos vários membros participaram,que será feito dessa gente...?)
    Cumps
     
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  2. AFP70

    AFP70 Member

    @davidream,
    Obrigado pelo comentário, vejo que partilhamos a mesma maneira de estar no BTT e na vida em geral ;).
    Embora velhinho (2005) esse Lusoalpes deve ser qualquer coisa (115 kms com 4.000 mts (+)), mais informações em http://www.forumbtt.net/index.php?threads/raid-luso-alpes-extreme-9-julho.635/ , aliás recorda-me que aqui no "Valais" vão realizar em 2018 o primeiro “Tour des 4 stations” em que teremos algo “similar” 220 kms = 7.400 (+), 130 kms = 4.000 (+) e 50 kms = 2.200 (+).
    Aquele abraço,
     
  3. AFP70

    AFP70 Member

    Bom dia ao Fórum,

    A propósito da volta realizada ontem para os lados do “Jura” e cujo preview abaixo relato apenas posso parafrasear Jean-Jacques Rousseau quando diz “Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos.”

    A ideia era arrancar em “Montricher” e passar pelo “Lac de Joux” finalizando em “Vallorbe” perfazendo no total +/- 35 kms.

    Há mais de 3 semanas que não andava e quando assim é apodera-se de mim uma louca sensação de ir para o monte custe o que custar e sob qualquer tipo de tempo e no final, como canta o António Variações “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga” é que nos damos conta que teríamos feito melhor em ficar por casa :).

    Desde o início do mês que acima dos 1.000 mts tem vindo a cair neve, mas aqui o ingénuo pensou quando resolveu de um dia para o outro desenhar esta volta que o “Jura” iria ser poupado a este fenómeno.

    Sabia de antemão que temperaturas iriam rondar os 0ºC, mas o que não esperava era ter a companhia de um nevoeiro serrado até aos 1.000 mts para além de que em muitas zonas as temperaturas caíram tanto que tive de parar em algumas ocasiões (a descer) para aquecer um pouco. Rapei um frio que nem vos conto ;).

    Como constatarão nas fotos a neve a partir dos 1.100 mts foi uma constante, mas mesmo penando e com uma vontade dura como o aço, alcancei os 1.393 mts. As “Northwave” oferecidas diga-se de passagem por um grande amigo e visíveis numa das fotos são do melhor que já tive, quentes e impermeáveis (andei em neve com 20-30 cm profundidade e nada de humidade). Recomendo.

    Após muito labutar, frio passar e sabendo o que ainda me aguardava resolvi abortar a volta e apanhar um comboio de regresso a casa no “Le Pont” muito perto do “Lac de Joux”.

    Dados da volta:

    - Total distância – 17,50 Kms
    - Altitude mínima – 566 mts
    - Altitude máxima – 1.393 mts
    - Acumulado subida – 840 mts em apenas 7,8 kms (rampas de 18% e média de 10%)

    Quem segue este tópico e os últimos postes até julgará que comecei a ganhar gosto em realizar voltas abaixo dos 20 kms :).

    Eis algumas fotos para abrir o apetite.

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    Termino este preview com uma tirada de John Galbraith (filósofo) que diz o seguinte “Uma decisão errada não é para sempre; pode sempre ser invertida. Os prejuízos resultantes de uma decisão tardia são para sempre; nunca podem ser recuperados.”

    Nem quero acreditar no que me teria acontecido (mentalmente falando) se não tivesse ido matar este meu vício ;). Uma coisa é certa, ainda estou cá para as curvas, mesmo em condições extremas, foi como diz o povo, o tal “curtir das carnes”.

    A crónica será publicada logo que possível no sítio do costume.

    Cumprimentos,
    Alexandre Pereira

    Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
     
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  4. davidream

    davidream Member

    bOAS!
    Realmente para uma tão "pequena" volta :p o tanto que se arranja para contar!! É Curta mas bóua :D
    Havendo vontade férrea de mexer! o bichinho cá dentro tem que ser alimentado,nem que seja de neve! nesta altura do ano é muito assim,voltas mais pequenas(dado a meteorologia)
    Cumps
     

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