Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

Discussion in 'Crónicas' started by AFP70, 14 December 2010.

  1. AFP70

    AFP70 Member

    Quem diria que em “Aubonne” seria onde tudo começaria…

    Foi por alturas de Janeiro do ano passado que me ocorreu ir conhecer o famoso “Arboretum du Vallon de l’Aubonne”. Para quem desconhece, trata-se de um parque com +/- 200 hectares de floresta e prado e com cerca de 4.000 espécies vegetais catalogadas.

    Tratou-se de uma volta circular tendo arrancado e finalizado em “Allaman” a 420 mts. Realizei 42 kms com +/- 915 mts de acumulado positivo, sendo a altitude mínima 335 mts e a máxima 730 mts.

    Ao passar por “Aubonne” foi quando passei por uma loja de biclas e me apaixonei por uma Scott Spark. Foi amor à primeira vista, no entanto as cores desse ano não me agradaram muito, eram a meu ver demasiado fluorescentes.

    Mal sabia eu na altura que passado quase um ano iria adquirir a bicla que tantas alegrias me tem proporcionado.

    Como podem constatar pelas fotos, o dia estava uma beleza. Estávamos em Janeiro e nenhum sinal de neve, apenas algumas amostras bem perto dos 1.400 mts. Convém referir que o ano 2016 foi um ano atípico no que toca a neve e temperaturas aqui pelas Terras Helvéticas.

    Eis parte (20 de 40) dos registos do dia… (restantes encontram-se na página Bravos do Pelotão, ver crónica Nº076).

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    É como diz o povo “Ele há coincidências do Ca….o”, uma vez que a compra da bicla resultou de uma passagem fortuita por essas bandas :)

    Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

    Alexandre Pereira
    Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
     
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  2. AFP70

    AFP70 Member

    Eis resto (20 de 40) dos registos do dia… (restantes encontram-se na página Bravos do Pelotão, ver crónica Nº076).

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    Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

    Alexandre Pereira
    Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
     
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  3. Medroso#78

    Medroso#78 Active Member

    Boas,
    ....não se pode cá vir!!!!! :p

    ULTRA Abraço
     
  4. davidream

    davidream Member

    hehe!!
    É mesmo um caso de um tópico de "empeno" e "inveja" bttisticamente falando claro :D
    Cumps
     
  5. AFP70

    AFP70 Member

    @Medroso#78, davidream,
    Peço desculpa por vos causar tanto nojo :)...
    Já só faltam 8 em atraso ;)
    Aquele abraço,
    Alexandre Pereira
     
  6. AFP70

    AFP70 Member

    A “Dent de Morcles” provou-me que afinal não há 3 sem 4 …

    No domingo passado, resolvi presentear os meus companheiros com uma ida à “Cabane de la Tourche” a 2.198 mts.

    A minha primeira e única visita até hoje “in loco” foi em Novembro de 2012 (ver post 264 da página 14 deste tópico). Digo bem “in situ” isto porque com o camarada Luís tentamos lá ir em Junho 2014 (ver post 485 da página 25 deste tópico).

    Quando enviei o track de +/- 44 kms e com um acumulado positivo de +/- 1.865 mts, todos responderam afirmativo, mas no Domingo apenas estiveram presentes o camarada Natercio e Paulo (pamoreira).

    O Luís ainda veio comigo no comboio até Vevey para se encontrar com o Angel e daí iam de carro ter connosco em S.Maurice, onde iniciaria a volta. Vejam a primeira foto para entenderem com que bicla o nosso amigo iria efetuar os primeiros 14,5 kms em asfalto. Pois é o Luís não conseguiu arranjar atempadamente os pneus para transformar a sua montada de estrada numa montada de ciclocrosse e desta forma ir até aos 2.198 mts. O regresso para ele teria de ser efetuado pelo mesmo caminho isto porque a segunda fase da volta é composta de muito calhau e mesmo com suspensão é “fo..”.

    Quando cheguei a S.Maurice dei-lhes um toque e acabei por compreender que tanto ele como o Angel não tinham grande vontade de virem sofrer para a montanha. Acabaram os dois por irem fazer uma volta de “fininha” de +/- 120 kms para os lados de “Évian-les-Bains” (França).

    Posto isto vamos aos dados da volta.

    Kms efetuados: 36,5 kms

    Altitude mínima: 348 mts (S.Maurice) ponto de partida

    Altitude máxima: 2.032 mts (a 2 kms do destino)

    Percentagem de inclinação: 12% em todo o percurso

    Temperatura: 33ºC (um calor do caral..)

    Motivo para não atingirmos o objetivo proposto: existência de neve em certos locais do trilho que impediram qualquer tentativa de passar de bicla, ver 2 últimas fotos.

    Pois é amigos (as) há por vezes imponderáveis nas voltas que nos fazem compreender que tudo não são favas contadas.

    Por falar em favas contadas, sabem donde vem esta expressão?

    Esta expressão idiomática vem da forma de eleição do abade em muitos mosteiros medievais, e mesmo depois. Os monges, depois de “chamados a capítulo”, procediam à escolha do abade mediante um sistema de votação de favas brancas (a favor do nomeado) e favas pretas (contra o nomeado). No final, contavam-se as favas.

    Voltando ao que interessa, estava um calor do caneco, sabia de antemão que iríaamos andar com temperaturas não muito longe dos 35ºC.

    A subida em asfalto desde “Lavey-les-Bains” até à aldeia de “Morcles” faz-se em asfalto através da famosa estrada em ziguezague com 29 curvas numeradas (ver 6ª foto em que atingimos a curva 1 a 1.140 mts), o problema é que daí para a frente ainda há mais 33 curvas e ninguém fala disso :mad:.

    Por volta dos 1.670 mts “Buvette Les Martinaux” resolvemos efetuar uma pausa para retemperarmos energias e líquidos. Sem vergonha de o dizer confesso que deitei abaixo duas jolas de 50 cl e no regresso outras duas (façam os cálculos).

    Aproveitei durante esse tempo para por em “confronto” a minha Spark 910 2017 com a Spark 900 RC SL 2017 do amigo Paulo.
    Davidream, só faltavas mesmo cá tu! :)

    O estalajadeiro era um belga, casado com uma catalã e que vivia na Suíça há mais de 30 anos e que ouvindo-nos falar do nosso propósito depressa nos avisou que não conseguiríamos ir à “Cabane de la Tourche” de bicicleta por causa da neve, só mesmo com espigões.

    Já nos tínhamos apercebido que havia neve lá em cima, mas mesmo assim depois de olharmo-nos uns para os outros resolvemos continuar de forma a confirmar com os nossos próprios olhos. Claro está que no regresso o estalajadeiro surpreso por nos ver regressar à base voltou a questionar-nos com aquele olhar paternalista tipo “eu bem vos tinha dito :p

    Pois é companheiros (as) é fo…o ter de meter o rabo entre as pernas a 2 kms do objetivo final, mas é como tudo na vida por vezes é assim mesmo ;), temos de saber resignarmo-nos.

    Neve nesta altura dirão vocês! Acontece que nas encostas não muito expostas ao sol, a neve demora muito mais tempo a derreter. Nas 2 vezes em que por estes lados andei, foi sempre durante os meses de Novembro, isto é, ainda antes das primeiras neves.

    Não se atingiu o objetivo, paciência, dentro de 2 anos voltamos a tentar :)

    Fica pelo menos a consolação de que em 13,5 kms de subida efetuamos +/- 1.725 mts de acumulado positivo e isso ninguém nos tira ;).

    Afinal eu e os meus 2 amigos ainda estamos cá para as curvas.

    Eis algumas fotos para aguçar o apetito a algum maluco como nós.

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    Quero aqui deixar o meu agradecimento ao Paulo e ao Natercio por terem participado nesta aventura e acredito que sem eles nunca teria chegado onde cheguei. Obrigado companheiros! Quiça não teremos de repetir esta loucura para castigar as hostes (leia-se os 2 ausentes) ;) !

    Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

    Alexandre Pereira
    Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
     
  7. davidream

    davidream Member

    bOAS!
    Ver nas fotos 2 jerseys conhecidos e que me dizem muito!! (AMC e Lousada Btt) deu-me ainda mais inveja!!
    Na próxima mais haverá mais para fazer ;) continuem é a puxar uns pelos outros,e a por essas lindas bikes a trilhar essas paisagens :);)
     
  8. pamoreira

    pamoreira Member

    Foi um belo dia em muito boa companhia e com paisagens belíssimas. Só as pernas é que não acharam muita graça :D

    Momento engraçado do dia foi chegar lá acima e cruzar um grupo a pé que vinha a descer e pergunta: "Vieram até aqui de BTT? De onde? Do parque ali em baixo (à beira da Buvette aos 1670m)?". Quando lhes respondi que vínhamos mesmo lá de baixo só se riram e disseram "vocês é que são malucos!" :D

    Bela aventura e quero ver se ainda lá vou outra vez este ano, mas quando já não houver neve (e com tempo um bocado mais fresquinho se possível) para poder ir beber a cerveja na cabana :cool:.
     
  9. pamoreira

    pamoreira Member

    Ah, e já me esquecia de mencionar que ali pelo meio da montanha e da subida existe uma base militar (passamos lá à porta).

    As coisas engraçadas que se vêm nos painéis de informação e pelos caminhos marcados até lá acima:

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    :D:D:D
     
  10. AFP70

    AFP70 Member

    “La grande marche Romande du Général Guisan” para os lados de Mézières…

    Bom dia ao Fórum,

    No passado domingo fui convidado por um amigo para efetuar os 40 kms da “Grande marche Romande du Général Guisan” para os lados de Mézières (para quem não conhece fica a cerca de 18 kms de Lausanne).

    Trata-se de uma volta organizada pelo exército em que tinhamos de passar por diversos “check points” localizados em locais estratégicos de forma a evitar os “atalhanços” das hostes. Imaginei logo que a mesma não seria fácil, como aliás vim a constatar ;)

    Confesso que nunca tinha andado tão longas distancias, máximo dos máximos efetuo de há uns anos a esta parte uma peregrinação ao S.Bento da Porta Aberta no Gerês e são cerca de 25 kms.

    Iniciamos a caminhada pelas 07h00 da manhã e acabamos às 16h30.

    Foram 9h30 no total mas em marcha somente 07h00, isto deve-se a que a cada 5 kms efetuavamos uma pausa de 10 min e por volta do km 25 fomos almoçar a casa do meu amigo uns balentes nacos grelhados na brasa e umas bejecas para reposicionamento de sais e energias :)

    Altitude mínima foi de 591 mts e a máxima de 840 mts, tendo o desnivel positivo sido de 910 mts (nada mau para uma volta de 40 kms a pé!)

    De manhã e até à pausa das 11h30 andamos a uma média de 6 Kms/hora, mas de tarde a conversa foi outra, reduzimos a média para 4,30 Kms/hora.

    Meus amigos, nem vos conto. Já sofri muito em cima de uma bicicleta, sobretudo a nível de traseiro, mas aqui os nossos amigos “tropeanos” presentearam-nos com uma volta em que 95% do trilho foi efetuado em bitume. Andar no monte é uma coisa, andar em bitume é outra totalmente diferente. No final do dia as ancas é que sofrem, aliás não me conseguia mexer, parecia que tinha andado a cavalo durante uma semana.

    Neste tipo de provas gerir o esforço é a palavra de ordem, mas a cada paragem efetuada (5 kms), recomeçar era um verdadeiro martírio, pelo menos os primeiros 500 mts até que as articulações voltem a aquecer. Descidas, não me falem de descidas, aí era mortalmente doloroso também, mas é como nas bicicletas, a partir de determinada altura nenhuma posição é boa, todas as articulações doem para caneco ;)

    Como já referi em outras crónicas, desistir não faz parte do meu vocabulário, somente se a força das cisrcunstâncias me obrigarem a tal. Os últimos 3 kms então nem vos falo, mas aí, refugiamos-nos na ideia de receber a medalha e é este pensamento que nos faz progredir, km após km, metro após metro.

    De lembrar que havia 5 provas no programa, c’est à dire, 7 kms, 10 kms, 20 kms, 30 kms e 40 kms, sendo que todas terminavam no mesmo local, mas cada concorrente era identificado com um dorsal de cor diferente, e aí sim, é que reside o gozo de chegar à final, pois a cor do dorsal diz logo tudo.

    Eis as duas únicas fotos tiradas no fim da prova.

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    Foi uma bela experiência que aconselho a quem desejar sofrer e pôr à prova os seus limites, mas que com toda a certeza não voltarei a repetir, por falta de variedade nos trilhos percorridos.

    Assim como o diabo tem medo da água benta, também eu fujo dos trilhos betuminosos, quer seja a pé ou de bicla :)

    Cumprimentos betetistas e até uma próxima crónica…

    Alexandre Pereira
    Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
     
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  11. davidream

    davidream Member

    bOAS!
    Realmente essa medalha saiu do "pelo"!!:eek:o_O mas também é nestes casos que mais vale a pena os esforços,pois a satisfação de ultrapassar as várias barreiras é maior.
    Venha a próxima ;)
     

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