Codvid-19 - Impactos

#1
Pessoal,

Que impacto acham que o surto de Codvid-19 irá ter neste desporto? A Maioria das provas nas várias modalidades já foram canceladas nos próximos meses, maioria das equipas paradas, e crise economica que se aproxima que vai reduzir ainda mais os patrocinadores.

Mesmo a nivel amador a maioria das provas até final de Abril ja estão canceladas, nós vamos organizar uma inicio de Maio e não sabemos bem o que esperar por causa de autorizações, licenciamentos, etc mas a probabilidade de cancelamento é grande, Impactos?
 
#2
Até podem obter as autorizações e licenciamentos, mas no entanto não esperem grande afluência, tendo em conta que o recomendado é não frequentar lugares com muitas pessoas.

Aliás, na minha opinião nem devem organizar nada nessa data nem noutra, devem aguardar que normalize tudo. É o mais sensato. Organizar algo nesta altura é só contribuir para um aumento da probabilidade de propagação do vírus!
 

Pedro Barradas

Well-Known Member
#3
A minha maratona está agendada para 05 de Abril ainda não cancelei ou adiei. Dia 22 fazemos ponto de situação.
De acordo com as indicações/ circular da FPC as provas estão suspensas até 3 de Abril.
 

Pedro Barradas

Well-Known Member
#5
Acabei de cancelar a nossa Prova. Recebi uma chamada do "mestre de cerimónias", a indicar que todos os Eventos no concelho serão cancelados, licenças revogadas até ao dia 14 de Abril.
 
#7
Nós acabamos de informar o cancelamento da nossa prova para 03.05, tínhamos uma ultra maratona de 100kms.

Estivemos em contacto nos ultimos dias com as autoridades e foi a unica opção a tomar apesar de ser daqui a mais de 1 Mês a situação é muito complicada, mesmo que corra tudo pelo melhor e daqui a 1 Mês esteja mais calmo, temos a questão de licenças, teriamos que preparar a logistica, etc coisa que não o podemos fazer

Mas a questão é que mesmo para os profissionais e para a modalidade o impacto vai ser brutal, o quanto, depende dos próximos tempos mas vei ser bem grande na minha opinião
 
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davidream

Well-Known Member
#8
bOAS!
Infelizmente estou com um pressentimento que isto vai mudar as nossas vidas e realidades muito mais que a crise económica 2010/2014.
O impacto das restrições actuais e das que vem a curto prazo, vão arrasar o tecido económico Português :rolleyes: e não vejo nenhuma capacidade nos nossos decisores de antecipar ou mitigar o que quer que seja...
Que importância terão as nossas até agora rotinas diárias, quando situações como a de Itália e brevemente outras causarem uma disrupção em tudo o que estamos habituados a ter/fazer. É de facto uma boa pergunta:confused:.
Agora a um nível mais metafísico se quiserem, muito mais que a Gretas desta vida a Natureza "fala" através de uma dura e pragmática realidade e mostra que estamos aqui apenas de passagem. Quando vemos as atitudes da população relativamente a esta ameaça...
Protejam-se e aos vossos, que é o mesmo que nos proteger a todos. Quem sabe se muito rapidamente aparece uma vacina "milagrosa" que ajude a parar esta pandemia, e todos possamos voltar ás nossas vidas. fico a torcer por isso, e a que se aprendam as lições devidas.
Um abraço a todos!
 

AFP70

Active Member
#9
Boa tarde ao Fórum,

Aqui pelas Terras Helvéticas, estamos em fase de confinamento, já vamos no 6° dia de isolamento.

Ainda não estamos como em França na fase d’interdição de sair de casa em que para tal somente com uma declaração de saída assinada pelo portador explicando os motivos da saída (selecionar uma de seis opções), isto caso seja interpelado pelas “forças da ordem”. Caso não traga nada, multa de 130 EUR.

Por enquanto nada de transcendente, os hipermercados e supermercados estão abertos e conseguimos abastecer-nos sem grandes problemas excetuando alguns lineares vazios sobretudo na zona papel higiénico, vá se lá saber porquê.

Amigos (as) energúmenos, fiquem sabendo que o vírus num ataca pelo cu!

Aliás para estas pessoas que foram adquirir papel higiénico, com o pânico de que tal coisa acabasse, deixo aqui, este belíssimo poema “A água” do Manuel Maria Barbosa du Bocage.

“Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber ás fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche."

Toda a vida fui um otimista e mesmo perante esta pandemia, acredito que a curto prazo uma vacina ou tratamento com base na cloroquina estará para chegar. Esta é a minha opinião “et ça n’engage que moi”. Claro está que não há verdades verdadeiras, há sim verdades que adaptamos em função daquilo em que queremos acreditar :).

Nesta época conturbada em que vivemos, em que por cada notícia verdadeira, surgem logo (n) “fake news”, aconselho os mais curiosos a verem e ouvirem este link
e talvez fiquem ainda mais baralhados sobre o futuro radioso que nos aguarda ;).

A poucos meses de festejar o meio século de vida e para que possam entender ou visualizar o meu estado de espírito, deixo-vos aqui este pequeno poema adulterado “A minha alma está em brisa” do Mário de Andrade.

“Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.
Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces; O primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.
Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.
Meu tempo é muito curto para discutir títulos. Eu quero a essência, minha alma está com pressa … Sem muitos doces no pacote …

Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não ficam inchadas, com seus triunfos. Que não se consideram eleitos antes do tempo. Que não ficam longe de suas responsabilidades. Que defendem a dignidade humana. E querem andar do lado da verdade e da honestidade.
O essencial é o que faz a vida valer a pena.
Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas…
Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma.
Sim…. Estou com pressa…. Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.
Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe…. Tenho certeza de que eles serão mais requintados do que os que comi até agora.
Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.
Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma…”

Há dias em conversa com um grande amigo e com base na afirmação do amigo davidream, fiz-lhe exatamente a mesma pergunta “achas que as pessoas vão aprender alguma coisa com tudo isto?” e este respondeu-me nestes moldes “Olha Alex, neste momento as pessoas vivem e aplicam a teoria do funeral”. “Queres dizer o quê?”, repliquei. Ao que ele respondeu “Tás a ver amigo quando um gajo tem de participar ao funeral d’alguém que conhece, pois, vai, pensa na morte, fala com as pessoas que participam, familiares, amigos, larga uns bitaites género, é a vida, todos temos de passar por isso, ao pó regressamos e outras merdas que sei lá, mas mal acabou a cerimónia, lá regressamos no mesmo dia ou nos dias seguintes às nossas vidinhas e este episódio é arquivado no disco do nosso esquecimento, até ao próximo funeral”.

Confesso que não posso estar mais de acordo com o que ele disse, é a nossa natureza, no entanto penso que algo mudou ou vai mudar na nossa maneira de ver o mundo, a vida, tal como escreveu este autor desconhecido.

“Algo invisível chegou e colocou tudo no lugar.
De repente os combustíveis baixaram, a poluição baixou, as pessoas passaram a ter tempo, tanto tempo, que nem sabem o que fazer com ele.
Os pais estão com os filhos, em família.
O trabalho deixou de ser prioritário, as viagens e o lazer também.
De repente silenciosamente, voltamo-nos para dentro de nós, para entendemos o valor da palavra solidariedade.
Num instante damos conta que estamos todos no mesmo barco, ricos e pobres, que as prateleiras dos supermercados estão vazias e os hospitais cheios e que o dinheiro e os seguros de saúde, que o dinheiro pagava, não têm nenhuma importância neste momento, porque os hospitais privados foram os primeiros a fechar.
As garagens e parques estão parados, igualmente os carros topo de gama ou ferro velhos antigos, simplesmente porque ninguém pode sair.
Bastaram meia dúzia de dias para que o UNIVERSO estabelecesse a igualdade social, que se dizia ser impossível novamente.
O MEDO invadiu todos.
Que isto sirva para nos darmos conta da vulnerabilidade do ser humano.”

Como tudo na vida, isto vai acabar por passar à semelhança de todas as outras pestes que já assolaram este planeta, no entanto, o que interessa sempre é compreender se as pessoas vão ou não aprender alguma coisa, tirar uma lição.

Como dizia o Martin “I have a dream…” e eu pessoalmente continuo desde há mais de quinze anos a sonhar e sobretudo a viver cada dia como se este fosse o último, daí que se a “espada de Dâmocles” tiver de me atingir amanhã, acreditem que não vou perder o sono hoje :).

Um grande abraço a todos (as) e sem stress (ouvi dizer que faz mal à saúde) e sobretudo aproveitem para meter em dia as vossas vidas com aqueles que vos são mais queridos, afinal só se vive uma vez ;)
Alexandre Pereira
 

m.r.f.

Active Member
#10
Aqui em Portugal praticamente nada mudou além do apelo para não saírem de casa mas também nada o proíba, assim como as lojas permitidas para continuarem a abertas que deveriam ser para bens essenciais, pelos vistos até cosmética é um bem essencial porque podem estar abertas, talvez seja para as mulheres se poderem pintar para ir ao supermercado.
Até lojas de eletrodomésticos são permitidas abertas.

A única diferença é mais polícia nos locais habituais de grande aglomerado exterior tipo, margens ribeirinhas, praia, jardins.
 

iMiguel

Well-Known Member
#11
Neste momento por cá acho que se pode dividir da seguinte maneira: 1/4 da população em casa, 1/4 daqueles que, infelizmente têm que trabalhar e estar em contacto com os infectados (leia-se profissionais de saúde) e a outra metade restante aquela malta que pensa que "só acontece aos outros" e anda por aí como se tivesse de férias.
 
#12
iMiguel... temos de separar as condicionantes ou não das áreas rurais das urbanas, e ainda mais as áreas urbanas de uma pequena vila ou aldeia no meio de nenhures, de um area urbana integrada numa zona metropolitana...
E tens muita gente aqui, no Alentejo interior, que trabalha no sector primário... há que tratar do gado, das hortas, etc...
Isto para dizer que há um pais com realidades muito diversas, interdependente da contenção social que as pessoas devem ter...
Abraço e que tudo corra pelo melhor, isto vai durar, bem mais do que atá ao verão.