Cannondale Scalpel 2 2012 (Upgrade)

#21
Olá Marco,

Nao te esqueças que os 80mm são atrás e como viste no ensaio que fizemos com o amortecedor com pouca pressão ele nunca foi alem de metade do curso, queres mais? É melhor engordares uns quilos lol.

Ricardo Domingos,

Até tens razão e até tenho em casa uma da Cannondale, mas ainda não me dei ao trabalho de tirara aquela, foi oferta da BZ. lol.
 
#24
Parabens, é realmente uma maquina bonita, pena esses tempos de espera que é mesmo a gozar com os clientes!
Os upgrades tambem foram bem pensados e n precisas de mais do que 140 no disco de tras.
 
#25
Olá essence_s

Obrigado e ainda não sei se preciso de um disco maior ou não, mas penso que deves ter razão. A ver vamos. Os upgrades foram os permitidos pelo dinheiro que sobrava, lol. Um gajo gosto até tem, agora massa é que é pior. lol.

Hoje dei mais uma volta com 35km mais um amigo veterano nestas andaças com uma bike muito rara no nosso país, uma Conalgo de carbono quase 100% XTR. Além de muito bonita pesa cerca de 8,5kg.

Hoje já tinha a pressão correta na lefty e no amortecedor ao contrário de ontem que tinha pressão a menos que o recomendado.
Começamos por rolar em alcatrão com a lefty e o amortecedor bloqueado. Conclusão, ainda mais dura que a Scale 30 por incrível que possa parecer. A Scalpel é uma suspensão total e consegue ser mais rígida que uma semi-rígida. Não quero com isto dizer que é um defeito, para mim é uma vantagem, pois se eu quiser melhor o conforto basta regular a suspensão e o amortecedor para isso. Outra coisa em que notei uma diferença enorme para a Scale é a rigidez lateral do quadro e passo a explicar. Se em alcatrão zigue-ziguearem de um lado para o outro rapidamente, vão notar que o quadro "dobra", isto quando me aconteceu na Scale a descer a Serra de Candeeiros, cheguei a parar porque pensava que tinha algo desapertado ou com folga. A minha outra bike, a Lapierre de alumínio, não notava nada de especial, agora a Scale... A suspensão Reba, também perdia alguma rigidez notando-se um atraso na resposta. No caso da Scalpel isto não acontece, viramos e imediatamente tudo vira, não há torção.

De seguida fizemos uma parece com cerca de 500m, com inclinação entre os 18% e os 20%. O piso oscila entre terra dura, pedra solta e terra fofa. Subi com a lefty desbloqueada e o amortecedor bloqueado. Mais uma vez não notei diferença para a Scale, tudo muito semelhante. Depois de roermos o osso, comemos a carne, ou seja, descemos. Aqui a lefty tem realmente diferença, lê muito bem o terreno por onde quer que passemos, dá a sensação que não afunda, pela suavidade de reação. Desce e sobe as pedras com suavidade. Chegou-me a parecer que a posição de condução em descida é mais alta que a Scale ou a Lapierre que tinha. Quando cheguei a casa fui ver as medidas que tinha nas bikes anteriores à Scalpel e consegue estar 1cm mais baixa que as outras. Mas devido à "atitude" na lefty a descer isso não parece porque é muito suave a trabalhar, não afunda tanto...Com o amortecedor bloqueado, a traseira fica nervosa como numa semi-rígida perdendo direcionalidade, segurança e retirando alguma confiança, embora seja divertido sentir a traseira a dançar de um lado para o outro.

Depois na volta para casa decidi desbloquear o amortecedor mesmo em alcatrão. O bombear não se sente mas está lá. No final da volta foi a cerca de 30% do curso, faltando muito para o final do seu curso. O conforto regressou e a descer a confiança volta a aumentar porque a traseira rola muito colada ao chão. As derrapagens reduziram-se.

Fiz uma troca de bikes com o meu colega Fernando, a dele é muito pequena para mim, pois ele deve ter 1,67m ou menos um pouco e eu tenho 1,83m. Foi numa descida cheia de pedra e cascalho solto. Em qualquer das formas a suspensão dele, uma Rock Shox Sid XX é muito mais seca que a minha, salta perante as pedras e tem reações menos suaves. A lefty é muito mais suave, e quando digo muito não é exagero. Agora aquilo tem uns travões XTR que é um espanto, nunca tinha experimentado tal coisa. Neste caso a Scalpel com os Avid Elixir 9 está a km de distância, ainda estão em rodagem mas mesmo que melhorem muito não chegam lá.

O Fernando disse-me que a bike é muito boa e ficou muito agradado traçando elogios à lefty "dá muita confiança a descer". Concordo com ele.
 
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#27
Huppy,

A pergunta é excelente. Como podes ver, só hoje usei a pressão correta no amortecedor. Ontem tinha pressão a menos. Só usei 30% de curso do amortecedor porque andei metade do percurso com ela bloqueada para ver o comportamento, logo é normal que tenha feito pouco curso. Depois de a desbloquear fiz algumas descidas mas em piso onde os saltos eram poucos, era mais gravilha solta e pedras pequenas, local onde o trabalho do amortecedor é pouco. Por outro lado, nunca um amortecedor deve chegar perto do fim do seu curso, pois perde a eficácia entre outras coisas. Penso que o trabalho de um amortecedor deve ir até 70%, corrijam-me se estiver errado. Sendo assim trabalhou pouco é verdade, mas o piso também não exigia mais que isto. Posso chegar à conclusão que lhe posso tirar mais alguma pressão, pois é tudo uma questão de afinação. Mas uma coisa é certa, para o meu peso aquela é a pressão correta e quem sou eu para ir contra os engenheiros da Cannondale.
 
#32
Olá Essence_s,

Já cheguei a essa conclusão, agora é sempre a dar-lhe.

Hugo, se puder vou estar presente, vai dando noticias. Gostaria de levar a minha patroa que também tem uma Cannondale mas está muito fresca ainda...
 
#33
Bom, hoje foi sempre a dar-lhe. 61km dos quais o percurso completo do próximo Festibike. Houve um pouco de tudo, com muita areia à mistura, single tracks com alguma dificuldade na zona de Almoster, subidas e descidas técnicas.

Foi mesmo na areia que ainda não tinha experimentado a Cannondale. Mais uma vez tenho de gabar a máquina. Na areia a frente é mais linear e "foge" menos do que nas outras bikes que tinha. Do grupo de 13 que me acompanhava, fui dos que passou com mais à vontade.

Mais uma vez constatei que a descer e quando o percurso é mesmo bera, com muita pedra, seja solta ou não, a bike marca a diferença. Eu, até aqui tenha receio nas descidas e "cortava-me". Agora, seja pelo fator psicológico ou não, desço como nunca desci, pois a máquina inspira muita confiança, principalmente devido ao comportamento da Lefty, sempre muito suave.

Também apanhei muitas subidas com degraus de pedra grande. Aqui passa com uma velocidade impressionante, graças à lefty, pois transpõe muito facilmente as pedras, como já disse anteriormente e volto a reforçar, é como se estivesse um tapete estendido à frente da roda. Por outro lado, o Monarch RT cumpre nestas condições tudo muito bem. Consigo ir sempre a puxar, sentado e a traseira mal salta, sempre colada ao chão.

Mais uma situação que já me apercebi, se formos a curvar em terreno muito irregular, ou com pedra, a lefty devido à geometria que tem e ao contrário das outras suspensões, como é muito rígida e trabalha de maneira diferente sem torção, vai sempre a funcionar, por isso dá mais segurança a curvar e acaba por ser engraçado, pois por vezes damos com a frente a escorregar e a pensar "já está", mas depois acaba por recuperar, parece que temos lá uma mãozinha lol.

Mas nem tudo são rosas...O pedaleiro teve der ser apertado 3 vezes, sorte a minha o Rui Pascoalinho ter uma chave para aquilo, visto ser um tipo de chave que normalmente a malta não trás, senão teria de vir a pé para casa e ainda faltava uns bons 15 km. Amanhã tenho de desmontar a caixa do pedaleiro e ver o que se passou.

Total de km: 122.
 
#34
Rui, belo rescaldo da análise da tua Scalpel, assim está bem!!

122km no fim de semana é obra, 61km para cada lado ??

Rui, como serás o atleta/convidado que vem de mais longe, podemos depois combinar e almoçar juntos, tu/esposa, eu/esposa, na zona Oeste, ok ??

Cumprimentos!!
 
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#37
Hugo,

O HatrEd tem razão, 122km num dia para mim seria a primeira vez e nem sei se tenho pernas para tanto.

Entretanto a Scalpel já levou com o belo aperto no BB30, estava mesmo mal apertado. Vamos ver como corre, hoje vou-lhe por mais uns metros em cima.

Em relação ao fim de semana vamos ver o que me reserva, não sei se nessa altura ainda terei azeitona para apanhar, se estou a trabalhar ou se vou mesmo...
 
#39
Hugo,

Vou-me habituando, tenho pena é de não ter mais tempo...Mesmo assim ontem foram mais 45km noturnos e totalizo na bike cerca de 173km.

Ontem, mais uma vez fiquei com a ideia de a lefty me ter safo de um pequeno espalho, uma coisa sem jeito nenhum e já por 2 vezes cai, uma pequena inclinação de terra compacta mas escorregadia. Nas 2 primeiras vezes que me aconteceu fui ao chão mas sem gravidade. Ontem, como era de noite e ia na conversa nem me apercebi, quando dei por ela já a frente ia a derrapar e de seguida a traseira, deu-me logo um daqueles calores de adrenalina do tipo já fostes, mas não, ainda tirei o pé do pedal de encaixe e quando ia para o pousar, a frente voltou ao normal, entretanto a traseira ainda derrapou um pouco mas não passou do susto. Como já tinha referido e me tinha apercebido, pois estive a provocar a bike num terreno tipo campo de futebol para ver até onde ia a aderência do pneu e o efeito da lefty, mesmo de lado e com irregularidades ela continua a trabalhar muito bem, e, quando pensamos que já está, volta a agarrar, parece uma espécie de ESP dos carros, lol.

Já me tinha dito, que quem tem uma Scalpel, a subir, que tem um grande arranque, basta apertar com as pernas que disparam muito bem. Ontem pude constatar isso, a subir se puxar por ela dispara mais rápido que as outras bikes que usei, segundo dizem os especialistas é devido à geometria do quadro combinado pelo amortecedor que o permite e toda a força exercida vai à roda. Em termos de comparação, experimentei uma Giant de suspensão total que tem um comportamento muito diferente, não é nada direta a responder à força do pedal, perdendo-se muito pelo amortecimento excessivo do amortecedor.

Em relação ao pedaleiro, levou um belo apertão na BZ e até agora não voltou a ganhar folga. Parece-me que foi alguma falta de cuidado por parte da Cannondale.

Um ponto negativo na Scalpel e também já criticado por outros riders são os punhos da Cannondale. São duros e fazem-me doer os pulsos ao fim de algum tempo ou quando o percurso é muito duro. Sendo assim, alguém sabe o peso destes da Cannondale e quais é que posso comprar para substituir estes?
 
#40
Rui, recomendo os ritchey wcs truegrip.. são muito confortáveis e nem sequer tenho usado luvas com eles, apesar do calor... Os ESI Grips também parecem ser muito populares com a malta aqui do fórum.. em termos preço, os ritchey custam uns 8€ e os esi grips 16€, em termos de peso acho que não são dos mais leves, mas aqui não vale a pena perder conforto por um peso mais baixo digo eu..