Brasil Ride 2013

#21
Boas!

É caso para dizer um azar nunca vem só, vem a dobrar:mad:!
Contudo, estive a pensar que se no caso da marca "Esteve" existem mais que uma equipa no BRide, a do LLPinto e Tiago "Esteve" e depois uma segunda equipa "Esteve 2", será que se um dos (objetivos) da marca "Esteve" era ganhar a prova, então não era de colocar a eventual questão/hipotese de um dos colegas da equipa "Esteve 2" viesse a ceder a sua bike ou mm alguma peça no decurso da prova para que a equipa lider tivesse ainda a hipotese de ganhar à geral no final da competição?!
É que a ser possivel, ainda faltavam três dias, muitos klm, e mm um dia com cerca de 140klm, o que como sabemos o Luis e o Tiago nessas demolidoras jornadas podiam anular diferenças!? o exemplo disso é ver só o que aconteceu no segundo dia em que arrasaram a concorrencia.
Fica a dúvida, no entanto teria de estudar bem o regulamento.
É sempre bom conhecer bem as regras do "jogo" às vezes no calor da refrega nada nos ocorre, e a solução pode estar ali tão perto!
Esta é também a minha vontade de os ver a ganhar acima de tudo, porque quando li a noticia, dei um murro na mesa e disse mais qq coisa a acompanhar:mad:!
Força campeões LLPinto e TFerreira, e também um grande VIVA ao extraordinário VGamito que estava a dar cartas na sua categoria.

Cumps.
 
#22
Em tom de ironia apraz-me dizer: "Que Deus nos ajude, mas nem tanto!!"

A questão que o Macbat colocou é pertinente, até porque neste tipo de provas acontece muitas vezes o fornecimento de material por parte das "segundas" equipas. Veja-se por exemplo este ano na Cape Epic em que o Yamamoto forneceu a roda traseira ao Sauser para ele e o Khulavy não perderem mais tempo...
 
#24
Boas!


Informação retirada do regulamento BRide Online

"9. Equipe de ciclismo

9.1 Ciclistas devem andar com seu companheiro de equipe em todos os momentos, e devem permanecer dentro do tempo de separação máxima permitida, ou seja, 2 minutos.

9.2 A separação dos ciclistas pode ser medida no início e no final de cada etapa e em vários pontos de controlo designados durante o estágio, mas também pode ser executada a qualquer momento durante a corrida.

9.3 A separação dos ciclistas pode ser medida mais de uma vez durante todo o estágio, e penalidades (tal como definido na secção D) podem ser aplicados a cada ocorrência de separação entre eles fora do limite de tempo permitido durante um estágio.

9.4 Qualquer ciclista pode receber ajuda física de seu parceiro de equipe, ou a partir de um concorrente do companheiro. Para fins deste contrato, "assistência física" pode ser: a partilha de água e alimentação, a troca de peças de bicicletas e acessórios (incluindo o troca de quadros de bicicleta), a assistência com manutenção e reparo, e/ou empurrando e/ou rebocando por contacto físico apenas.

9.5 Candidatos ao Podium não aceitar ajuda física de um ciclista outcast.

9.6 O reboque entre ciclistas, por meio dispositivos mecânicos não é permitido.

9.7 O ciclista está autorizado a "voltar para trás" na rota, em qualquer momento, a fim de reunir-se com seu/sua companheiro/a ou a fim de alcançar a zona mais próxima de suporte técnico (se aplicável), desde que ele/ela não ponha em risco qualquer outro atleta ao fazê-lo.

O que é que vos parece?!:confused:

Eu já tinha visto um regulamento com teor semelhante. Nos tempos do Georaid series, quanto a mim um dos melhores eventos MTB que se fizeram até hoje pelo nosso Portugal, no regulamento de prova existia igual possibilidade, ainda que com melhor redação. Nessa altura andei por lá a pedalar e adivinhem com quem é que eu e muitos dos que por lá pedalaram tiveram o prazer de conviver, Mário Roma. Pois é! O mentor do Brasil Ride.

Cumps;).
 
#26
Por acaso é mesmo com muita pena que vejo isto, pois no primeiro dia estava a ver a classificação e em todas as categorias fiquei admirado haver só ''duas representações'' Portuguesas.

É pena pois não fossem os problemas mecânicos e tínhamos mais um triunfo Português no ciclismo este ano.

@Kamsky75, não quererão apenas dizer uma pessoa alheia à prova?

Boas pedaladas
 
#28
Não escrevi tudo Miguel, peço desculpa. Queria ter dito em Open.

Porque sei que havia em mixed também e claro o Vitor Gamito pela Gold Nutricion.

Nas 90 e tal equipas a correr em Open... só 2 Portuguesas é pouco a meu ver.
Posso até estar muito enganado e até ser uma boa representação, é só o meu ponto de vista.

Cumpz
 
#29
Pela tradução literal entendo que ciclista "outcast" será aquele que foi banido da prova. Sendo assim poderiam ter recebido assistência, agora resta saber os motivos de tal não ter acontecido.
 
#31
a dupla Nuno bico e João Moreira desistiram ontem. Vai continuar apenas o João pois o Nuno desistiu devido a dores nas costas. Neste momento a competir apenas penso que só temos a Sónia Lopes que faz dupla com um brasileiro.
 
#32
Pelos relatos, aquilo tem ar de ser mesmo muito duro do ponto de vista técnico/físico. Balanço da participação tuga:
- Luis Leão Pinto: duas espetas, partiu desviador
- Gamito: duas espetas, partiu guiador
- João: dores nas costas

Não é nada normal estes super-atletas terem tantos problemas.
 
#33
Boas!

Estas provas são de facto muito duras.
Pessoalmente não coloco em questão a qualidade técnica e capacidade física do Luís ou do Tiago para fazerem frente a este tipo de eventos, pois já os vi em ação várias vezes e é de pasmar a força e arrojo destes atletas, e o mesmo digo do VGamito, ainda que este ultimo sinta mais dificuldades em alguns terrenos por ter sido um atleta formado na estrada.

Reconheço porém, como é evidente, que existem outros atletas também de top mundial que podem ser mais capazes em específicos segmentos de um traçado MTB. Contudo, o que aqui interessa é ser equilibrado tecnicamente para a generalidade dos percursos dos vários dias da competição, e forte fisicamente para ultrapassar todos os cenários.

A meu ver, e em face do que aconteceu, a questão coloca-se a outro nível, a preparação de um (plano de contingência/constrangimento) de uma equipa que visa "atacar" a vitória final e vem a sofrer situações deste género. Isto é, no caso não seria suficiente levar um dropout e trocar o mesmo, seria preciso um desviador. Aqui só mesmo uma segunda equipa de apoio (a não ser que levassem um desviador com eles o que é pouco provável ou mesmo exigível), ou então assistência técnica no percurso quando admissível.

Na génese destas provas está o princípio da auto-suficiência, mas existem sempre estas possibilidades de apoio, entreajuda. Os princípios centrais destas provas passam pelo espirito de equipa, companheirismo e mais que isso solidariedade na competição mesmo entre adversários. Esta ideia encontra-se desde logo definida à partida quando a competição é em duplas, ou mais atletas, e ainda com a possibilidade de ter em prova uma ou mais equipas da mesma marca/representação. Todos estes atletas devem ter presente esse espirito de ajuda mútua física e/ou mecânica, e isso em regra pode depreender-se da letra dos regulamentos destas provas. É assim que se conseguem atravessar desertos, e/ou se ganham provas épicas na Africa do Sul, etc...

Difícil será dizer o que se passou para além do desviador partido, só mesmo um relato dos próprios, mas sempre ficam as questões/interrogações que alguém já neste fórum abordou, e que agora sublinho. Caso fosse mesmo possível este apoio? Será que existia estratégia planeada da marca para ganhar a prova? Quais eram as ordens?

Meus caros, seria a grande oportunidade para mostrar definitivamente que neste conceito de competição temos com toda a certeza dos melhores atletas deste planeta, e essa mensagem seria passada, isso por certo, e pela boca das grandes figuras consagradas que este ano competem no Bride. Mas um dia destes vamos estar de novo na “rota de colisão” desses Titãs, e nós no rigor da palavra até já temos esses monstros ou não tivesse sido um Tuga a ganhar a prova dos desertos:cool:.

Cumps:yeah:.
 
#35
A prova é bastante dura. Há diversos vídeos de zonas onde os riders preferem passar com as bikes à mão para não correrem o risco de cair e estragar material. Mas qualquer um dos nossos participantes portugueses ia bem preparado. Estamos a falar de grandes atletas. O que aconteceu resume-se a azar; azar demais, é verdade - mas este desporto é assim.
 
#38
bOAS!
Trilhos agrestes...!!!:aiui::aiui: e áquelas temperaturas... auch!!!!
Homens e máquinas são levadas ao limite,muito normal os "azares" a juntar a isso os atletas geralmente levam material das gamas altas AKA leves,que tb são mais suscetíveis a danos!!
Mas o azar tb faz parte do jogo!!
Cumps
 
#39
Boas!

Concordo. É caso para dizer que com o material que muitas destas superbikes estão equipadas, quando sujeitas a estas elevadas temperaturas do clima e com a rotação destes superatletas resultará num DERRETIMENTO quase imediato, ou lá perto :cool::rotfl:!!!
Isto de facto acontece, como já muitos aqui disseram, azares, só quem não conhece estas andanças.
Vamos campeões Luis, Tiago e Gamito a sorte procura-se ou melhor constrói-se, o que resultará mais cedo ou mais tarde em novas vitórias, e nisso vocês são um exemplo a seguir, nunca desistir de novos desafios e amanhã há mais;).

Cumps:yeah:.
 
#40
Este video em que o Gamito parte o guiador é porreiro para ter uma noção do andamento dos prós. Para o Gamito ficar a "arfar" assim, imaginem a pedalada da coisa!
[video=youtube;jzHwEhldZ90]https://www.youtube.com/watch?v=jzHwEhldZ90[/video]