[Análise] Canyon Nerve ES6

satch

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Olá,

Sou o feliz proprietário da bike que podem ver na foto em baixo! :) Uma Canyon Nerve ES6! :)



Fiz a encomenda da bike, se não estou em erro, no dia 03/03/2006 e recebi-a no dia 19/05/2006. Quase 2 meses e meio de desespero. No final acho que valeu completamente a pena o tempo de espera. Quanto ao “medo” sobre a garantia, digo que ainda não tive qualquer tipo de problema, mas pelo que sei caso seja preciso alguma coisa em termos de serviço após venda, o excelente atendimento e atenciosidade por parte da Canyon durante a fase da compra também se reflecte depois da bike entregue. Por isso, e da experiência que tenho até agora, aconselho a Canyon a todos aqueles que estejam ainda com algumas dúvidas.


Para começar aqui ficam as informações “oficiais” da marca sobre este modelo:


Nerve ES6 € 1,799.00

The ES6 is the best-seller in the enduro line! Mountain Bike magazine tested the 2005 model and said... "A direct hit! A bike for all conditions. With full rear travel and the variable FOX Talas the Canyon can take on any alpine descent. With the fork set to 110 millimeters it thunders speedily over singletrack like a pure XC bike." So you ask how can we improve such a successful bike? The 2006 ES6 shows in the details what makes Canyon bikes one of the best. Avid Juicy 7 brakes with massive 203/185 mm disks provide the stopping force while the Pearl 3.3 gives the ES6 a smooth ride. With the best components in its price class... the ES6 will do its talking on the trail.






Technologie 4 Link ES/ESX Serie
Nimble at speed yet tough when it counts, the Nerve ES and ESX series can handle any terrain that comes their way. The Canyon Nerve ES/ESX is our definition of the do it all bike. With a shock travel of 135mm (ES) works well with the adjustable 120/130 mm FOX shock and the 145mm (ESX) is perfectly matched to the new 145 mm Pike. All bikes in the series feature the innovative new RockShox Pearl 3.3 rear shock with adjustable platform which makes riding any terrain a pleasure. The full length seat tube is perfect for dropping your seat for a rough descent and gives you a full range of positioning options. Rigidity is important in a bike made for extreme environments and the front triangle of the Nerve ES/ESX chassis reaches a fantastic STW value of 25,85 with a rigidity of 82 Nm/°. And for those wanting something a little extra the ESX version is equipped with the revolutionary RockShox Pike fork and offers 145 mm travel at the rear, giving you great handling on the downhills without bogging you down on the climbs. All models feature large brake rotors for more security and control. The nerve ES/ESX series stands for ultimate fun!
 

satch

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Como inicialmente coloquei no tópico "Canyon bikes" uma breve análise sobre o passeio de estreia, vou colocá-lo também aqui e assim fica a informação toda junta.

O post foi este:

Pois é pessoal, a ES6 está finalmente em casa e já com 30 km rodados!

Quando cheguei sexta-feira à tarde a Bragança não estava nada à espera que tivesse um "embrulho" no corredor à minha espera!! A última informação que tinha dos correios às 15h era que a encomenda ainda estaria no MARL em Loures. Foi uma emoçôônnn ao ver o "caixote" e saber que ainda ia poder rodar nela durante o fim de semana. Agradeço à minha mãe por não me ter dito nada e me ter apanhado de surpresa!!

Bem, mas em relação às sensações na bike só tenho a dizer do melhor!! Depois na sexta ter montado tudo e de ter feito as afinações necessárias (travões, ar nas suspensões, regulação do selim...) estava tudo prontinho para hoje levá-la para "os maus caminhos" e dar-lhe um pouco de sujidade!! Passar de uma rígida para uma ST com 135mm é mesmo uma experiência de outro mundo. Subo em sítios que antes era com a bike à mão e então a descer nem se fala...
Se bem que só foram 30km...dores nas costas, desta vez nada... Se bem que a bike veio com um avanço de 90mm e deu-me a sensação de ser um pouco curto.


Mais especificamente em relação à ES6 e aos componentes a que prestei mais atenção:

-Pormenores de construção do quadro: excelentes, que perfeição e que detalhes!!

-Avid juicy 7: as pastilhas ainda precisam de mais uns kms para acamarem. O disco de trás está a rossar numa das pastilhas e o pior é que não é contínuo. Talvez seja a roda que não esteja bem montada ou o disco que esteja empenado... Tenho que investigar melhor o que se passa. Nas travagens à frente senti um ligeiro "ttrrrrrrrrrrr". Folgas na Fox ou os avid a precisarem de melhor afinação?? É um pormenor a ver nas próximas saídas.

-Pearl 3.3: Primeira saída e quase que lhe "tiro" o curso todo. Ainda é cedo para grandes análises, mas na posição intermédia e com a regulação do floodgate consegue-se ter aquela melhor tração nas subidas e praticamente a não existência de bombeio.

-Fox talas rlc: Grande sensibilidade! Só tenho a dizer que o manípulo da mudança de curso podia ter menos "voltas"... É que dá mesmo muito jeito fazer a mudança dos 95mm para os 130mm. Só que para fazer isso perde-se bastante tempo a rodar o botãozinho... Penso que a fox "resolveu" isso nos modelos de 2007 com o sistema talas II.

PS: com muita pena minha, por não estar à espera de ter a bike já na sexta, não trouxe a câmara digital e não posso postar fotos. Apenas tenho umas tiradas com o telemóvel na altura da montagem. Infelizmente também só as posso transferir para o pc amanhã à noite.

Amanhã mais uma voltinha...
 

satch

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Depois coloquei estas fotos que foram as primeiras que tirei:

Aqui ficam então algumas fotos da ES6. A qualidade não é a melhor, mas foi o que se arranjou.











Entretanto a bicla já está ligeiramente diferente. Ajustei melhor o volante, tirei-lhe os "cornos" e os reflectores.
 

satch

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Re: [Análise] Canyon Nerve ES6

Depois de uma voltinha de quase 50km neste Sábado posso fazer mais alguns comentários. De referir que esta é a minha primeira suspensão total e todos os relatos que aqui coloco são as de um “caloiro” neste admirável mundo novo das ST! :wink:

:arrow:Quadro:
Bem, em relação ao quadro, e não sendo eu um “expert” em geometrias e sistemas xpto e xyz, a minha análise remete-se basicamente a ver a qualidade das soldaduras e os pormenores de acabamentos. Posso dizer que a mim me agradou bastante e todos os detalhes estão bem trabalhados. De referir que o quadro é anodizado.













:arrow:Fox Talas RLC:
Foi meter ar de modo a que o sag ficasse aí nuns 20% aproximadamente e pôr todos os ajustes nas posições “do meio” (recuperação, velocidade de amortecimento, e força desbloqueadora). Até agora ainda não alterei nada, apenas uso o ajuste de curso e o bloqueio. De referir que altero com frequência o curso porque dá bastante jeito, principalmente a subir, já que altera de modo bastante notório a geometria da bike. A subir impede que a frente ande a “bailar” e quando se rola a plano com o curso mínimo (95mm) a posição de condução é a desejável para XC.
À medida que os kms forem passando vou fazendo umas experiências com todos estes ajustes e o melhor é ir anotando de modo a não me perder com tantas variáveis.
Quanto ao comportamento em andamento, aquilo dá cá um conforto…… Suavidade, “leveza” de funcionamento, trabalha como manteiga, chamem-lhe o que quiserem, mas é de facto fantástica! É progressiva; os primeiros milímetros são frequentemente solicitados, mas para os “gastar” todos é preciso “puxar” por ela.







:arrow:RockShox Pearl 3.3:
A posição do amortecedor vinha de montagem nos 135mm. Deixei ficar e tal como com a Fox, foi meter ar para um sag de 20% e recuperação na posição do meio. Não me chamou tanto à atenção como a Talas, mas é também bastante suave na posição aberta. A posição fechada significa mesmo fechada… Só a uso em estrada e não é sempre. E finalmente na posição intermédia e com o ajuste do floodgate consegue-se ter a roda sempre colada ao chão, garantindo a tracção necessária e mantendo-se um pedalar normal não bombeia, mesmo em estrada (com o floodgate mais fechado). Ou se bombeia, para mim que vou em cima da bike, não vi nem senti nada e na minha opinião a desvantagem que possa ter devido a isso não supera a vantagem da tracção extra.







:arrow:Avid Juicy 7:
Cada vez estão melhores na potência de travagem, e depois de ajustar as manetes para o tacto a meu gosto (que travem longe do punho e que quando se apertam a manete não venha muito para trás) posso dizer que nunca experimentei uns travões tão bons. Estive a verificar a situação do disco traseiro e penso que está mesmo ligeiramente empenado. Ainda não consegui arranjar posição de forma a que este não roce nas pastilhas.
Na roda da frente, nas travagens a alguma velocidade, ainda noto a tal pequena vibração e o ligeiro “ttrrrrrrr”. Não sei do que será. Se for das tais folgas na Talas que a Fox recomenda nas suas suspensões, dizendo que estas são necessárias para a sua suavidade e o seu bom funcionamento, então que as vibrações continuem, pois não incomodam assim tanto e não troco as sensações da Talas por isso. Pode também ser devido à adaptação dos avid e talvez venha a desaparecer com o passar dos kms, até porque neste último passeio os travões não foram praticamente solicitados (foi quase sempre a subir… :)).









:arrow:Sram X9 (desviador e manípulos):
Em relação a este conjunto só tenho a dizer que até agora nunca tinha experimentado Sram, toda a minha vida de “txiclista” foi com shimano e portanto meter ou tirar as mudanças só com um dedo é estranho e requer habituação. Ainda mais porque não sabia que era possível tirar mais que uma mudança com um só movimento… Então no princípio nunca acertava com o “timing” da folga nos pedais… Umas vezes ia de 7ª para 4ª, outras vezes só de 7ª para 6ª… Mas que raio... Erros de principiante… Só depois é que descobri o “truque” que por sinal acho bastante útil.







:arrow:Selle Italia C2:
Depois de mudar de uma rígida para uma suspensão total, estava à espera que as dores no “respectivo” não fossem tantas. Mas pelos vistos se não se tiver um selim confortável, as suspensões não fazem milagres. Sinceramente estava à espera que o C2 fosse melhor. Pode ser que seja também uma questão de habituação, é preciso mais kms para melhores apreciações.






Ora juntando isto tudo, e depois de bem agitado, resulta numa bike que embora não sendo uma pura XC, não lhe fica muito a dever (devido aos ajustes do curso traseiro, do Pearl 3.3 e sobretudo devido à Talas) e na hora de descer tem-se divertimento garantido.
De referir que não voltei a ter dores nas costas, muito devido à posição mais vertical do tronco e ao nível geral de conforto que as suspensões transmitem. Como disse um amigo meu que tem também uma ST e depois de rodar nela alguns kms: “parece que a bike não vai no chão, dá a sensação que flutua…” :rotfl:


E depois deste testamento todo aqui fica uma foto minha para finalizar. :mrgreen:



Podem dar uma espreitadela aqui e ver mais algumas fotos.

Cumprimentos,
Nuno Fernandes
 

Remi

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Muuuuito bonita! .. excelente escolha de equipamento e pelo que sei da marca, deve ter sido óptimo também no preço!

Agora é dar-lhe no pedal! Parabéns pela bina nova!
 

Bravellir

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GRRR...... a que eu quero está esgotada :evil: vou ter de esperar pelos modelos do próximo ano :s

A tua está um espanto :)
 

andrextr

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Sim senhor tens ai uma maquina a maneira!! Sao as minhas preferidas, a ES6 ou a ESX6... Força nisso!
Isso quer é esgotar o curso todo! :D
 

satch

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mvalente31 said:
Podes comentar os Pneus, por favor ?

São 2.25 à frente e a trás ?

Não é muito ?

obrigado

mvalente31

Quando fiz a análise da bike ainda pensei em escrever alguma coisa sobre os pneus, mas a verdade é que ainda não prestei muita atenção a avaliá-los.
Aquilo que posso dizer até agora é que não me deu a sensação que fossem muito largos. Apenas me pareceu numa ou outra situação que a curvar o "agarre" não foi o esperado. Mas devo dizer também que quando isso aconteceu tinha os pneus um pouco cheios de mais.
Depois com mais alguns kms rodados posso postar mais alguma coisa.
Ah e são os dois 2.25.
 

vacalouca

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mvalente31 said:
Podes comentar os Pneus, por favor ?

São 2.25 à frente e a trás ?

Não é muito ?

obrigado

mvalente31

Fala-se que a Schwalbe é um pouco optimista a medir a largura dos pneus (ou então são as outras marcas como a Specialized que são pessimistas :mrgreen:).
Montei hoje uns Schwalbe Black Jack 2.1, e são MUITO menos largos que os Specialized Enduro 2.2 que lá tinha antes. Aliás pareceram-me equivalentes aos Specialized Fast Track 1.9 que estavam em exibição em algumas bikes.
Enfim a questão não era para mim, mas resolvi dar os meus 0.02€. espero que não se importem :)

Fiquem bem
 

air

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O meu Schwalbe 2.1 é mais fino que o Hutchinson 2.0.. Por isso não devem ser assim tão largos..

Bela bike que aí tens...
 

satch

New Member
Pois, tal como disseram o air e o vacalouca, os pneus da Schwalbe não são assim tão largos como as medidas à partida podem indicar.

Ainda antes de receber a ES6 tinha um Hutchinson Coyote 2.1 na Grisley e já me parecia largo demais. Como no site estavam indicados os 2.25 para a ES6, já andava a pensar que teria que trocar os pneus quando recebesse a bike. Mas depois os Schwalbe não me pareceram muito mais largos que o Hutchinson e assim vou ficar com eles montados.

Ultimamente não tenho tido oportunidade para andar, mas logo que possa, coloco aqui mais fotos da bike em acção e mais uns comentários.
 

pjfa

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satch said:
mvalente31 said:
Podes comentar os Pneus, por favor ?
São 2.25 à frente e a trás ?
Não é muito ?
obrigado
mvalente31

Aquilo que posso dizer até agora é que não me deu a sensação que fossem muito largos. Apenas me pareceu numa ou outra situação que a curvar o "agarre" não foi o esperado. Mas devo dizer também que quando isso aconteceu tinha os pneus um pouco cheios de mais.

Tenta mudar o sentido no pneu da frente, vais notar diferença. Os meus vão com +- 1300 e estão a revelar-se uma boa surpresa. Durabilidade, tracção - na maioria do terreno. Menos bom: como são muito, muito finos, estão mais sujeitos a furos.
 

satch

New Member
Vi que, tal como tu, muitos dos Canyonistas espanhóis fizeram isso e todos disseram o mesmo também. No entanto, vou continuar com o pneu da frente assim durante mais algum tempo e depois de alguns kms é que lhe troco o sentido que é para ver se sinto alguma diferença.
 

r00t

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Já resolveste o problema dos travão empenado? se sim o que fizeste? tenho um amigo meu que mais trocas e baldrocas continua a rossar
 

satch

New Member
Ainda não resolvi o problema. Aquilo que fiz foi tirar a roda, voltar a colocá-la com mais atenção, verifiquei se todos os parafusos do rotor estavam bem apertados e finalmente fazer o ajuste da pinça tal como a Avid explica no manual. Resultado final: tudo na mesma... :s

Depois tentei ver o sítio em que o disco estava empenado e dar-lhe uma endireitadela com as mãos. Também não deu grande resultado, porque 1º é difícil dobrar o disco assim e depois é difícil descobrir o sítio exacto em que se deve fazer a força. Por isso, para estar a desempenar de um lado e a empená-lo do outro mais vale a pena estar quieto...

Aliás penso que é uma situação normal. A cada passo, basta uma pedra ou uma pancada mais forte no disco para que este fique a rossar nas pastilhas. Como não é uma coisa muito exagerada, vou continuar a rodar assim e mais tarde tentar dar-lhe mais um ajuste de forma a minimizar o problema.
 

andrextr

Active Member
Epa isso comigo resulta na boa, metes a roda montada, e espreitas para as pastilhas e tenta perceber onde é que o disco esta a roçar, depois de perceberes bem o empeno, é so indireitar com as maos..fazes um pouco de pressão que o empeno desaparece! Aquilo indireita facilmente, e se fizeres pressao a mais, ate fica empenado para o lado oposto! Inda por cima os teus discos sao 203mm mais facill é para indireitar!
 
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